LINDA GAZZERA

A GRANDE MÉDIUM ITALIANA

OS GRANDES médiuns de efeitos físicos

e materialização DE ESPÍRITOS

(1890 - ????)

 

Ectoplasta [do grego ektós + plas (ma) + -ta] - Médium de efeito físico que empresta potencial ectoplásmico para materialização de Espírito ou objeto espiritual.

Ectoplasma [do grego e do latim, respectivamente: ektós + plasma]- 1. Biologia: parte periférica do citoplasma. 2. Parapsicologia: termo criado por Charles Richet para designar a substância visível que emana do corpo de certos médiuns. 3. Para a ciência espírita, designa a substância viscosa, esbranquiçada, quase transparente, com reflexos leitosos, evanescente sob a luz, e que tem propriedades químicas semelhantes às do corpo físico do médium, donde provém. É considerada a base dos efeitos mediúnicos chamados físicos, como a materialização, pois através dela os Espíritos podem atuar sobre a matéria.

 

O grande pesquisadora da mediunidade de Linda Gazzera foi Juliette Alexandre Bisson LINK

 

médico italiano Enrico Imoda

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Biografia de Linda Gazzera:

O nome de Linda Gazzera é conhecido em toda a parte pelos curiosos e pesquisadores dos fenômenos paranormais. Esse nome figura nos trabalhos de Lombroso, Richet, Imoda e Mme. Bisson, como uma das mais poderosas médiuns de efeitos físicos e materialização.

O Dr. Enrique Imoda, médico italiano e infatigável pesquisador dos fenômenos supranormais, estudou pacientemente durante dois anos, a mediunidade de Linda Gazzera, tendo conseguido, após inúmeras experiências, reunir material de grande valor documental, em que figuram produções teleplásticas e corporificações notáveis, fotografadas durante a série de sessões, realizadas em Turim, nas residências da princesa de Ruspoli e da senhora Coggiola, com um reduzido grupo que ele organizou.

A valiosa documentação desse experimentador italiano foi, depois de sua desencarnação, em 1912, impressa pela editorial Fratelli Bocca, com o título de "Fotografie di Fantasmi", trazendo um belo e substancial prefácio de Richet.

O livro de Imoda é hoje uma preciosidade. Ele contém a mais famosa documentação iconográfica dos fenômenos metapsíquicos da época com a mediunidade de Linda Gazzera.

Foi em maio de 1908 que linda Gazzera passou a trabalhar com o Dr. Imoda. Acontecimento este notável na vida deste experimentador.

O único fito de Imoda em seus estudos era o de conseguir fotografar as produções materializadas.

Com paciência incomparável, esse pesquisador extraordinário levou 2 anos, sem esmorecer sequer um só instante, entre os mais desanimadores fracassos, para poder ver coroadas de êxito as suas provas reais da objetividade dos fenômenos de teleplastia e corporificações.

Linda Gazzera nessa época tinha 22 anos de idade. Imoda descrevendo a constituição e a personalidade de sua médium diz o seguinte: "é de estatura normal e abundantes, negríssimas e amontoadas sobrancelhas; um tanto pálida; olhos grandes, escuros, vivos, escrutadores, mas se os encara com fixidez, apresenta desfalecimento característico como os de uma pessoa que se deixa facilmente hipnotizar.

"É de caráter impulsivo, habitualmente alegre; ri à vontade, mas passa com facilidade de um para outro estado de ânimo; facilmente se entristece, facilmente se controla. Tem tendência à Infantilidade; gosta muito de brincar com crianças. É singular nos seus hábitos; aprecia dormir durante o dia e velar à noite.

"Durante à noite, lê, cose ou confecciona suas roupas. Escreve novelas e historietas sentimentais e as envia aos jornais populares. Tem discreta cultura literária; aprecia o estudo das línguas estrangeiras e mostra acentuada tendência para o desenho".

Falando das características do transe de linda Gazzera diz Imoda:

 "O seu transe, ou o seu sono mediúnico, apresenta duas prerrogativas preciosas: a médium adormece com uma extraordinária facilidade e rapidez; em poucos minutos passa para a fase de lúcido sonambulismo mediúnico e no fim da sessão, com a mesma rapidez, com um simples e ligeiro sopro nos olhos e a uma chamada pelo nome à voz baixa, desperta repentinamente, recuperando incontinenti completa lucidez".

"Durante o transe, Linda Gazzera apresenta, na sua segunda condição fisiológica e psíquica, um comportamento muito diferente.

"Na sua melhor condição o "transe" é tranqüilo: a médium é contente, alegre sem exagero, cortês, amável. Mas, se na hora precedente à sessão ela se aborrece, se encoleriza ou se amedronta; ou se ainda na sessão se apresenta uma pessoa a ela antipática; ou finalmente se no seu sono o subconsciente é tomado de alguma paixão; se o seu estômago se encontra ainda em atividade digestiva, então o caráter da médium e a fisionomia da sessão mudam completamente.

"Nesse caso a força mediúnica é ainda mais enérgica fisicamente. Golpes tremendos que espatifam os móveis são dados, assemelhando-se aos de um malho. A médium transpira, bufa, agita-se, debate-se, contorce-se; a personalidade mediúnica muda o seu caráter e assume conduta violenta, brutal."

Imoda descreve duas personalidades mediúnicas que orientavam os trabalhos nas sessões de Linda Gazzera. Uma se dizia chamar "Vicenzo", ex-oficial de cavalaria. O caráter fundamental dessa personalidade era o de conservar absoluta autonomia.

A segunda personalidade dizia-se chamar "Carlotta". Apresentava-se à sessão com uma fisionomia físico-psíquica muito diferente da de "Vicenzo". Era amável, cortês, delicada de modos e de expressões.

São estas as considerações resumidas do notável trabalho de Imoda sobre Linda Gazzera no período áureo do desenvolvimento de sua mediunidade.

Como já dissemos atrás, dois anos duraram as experiências de Imoda com esta médium.

Tendo sido apresentada a Richet por esse investigador italiano, linda Gazzera em fins de 1909 vai a Paris, no círculo de Richet, pode-se bem avaliar pelas inúmeras cartas relatos que este endereçou a Imoda.

Transcreveremos apenas trechos de uma delas e outra na íntegra do livro de Imoda, para se poder bem apreciar a intensidade dos fenômenos produzidos em Paris pela mediunidade de Linda Gazzera.

As sessões tiveram lugar na residência de Richet, com as assistências do Prof. Richet, Mme. Richet, Carlos Richet Filho e o sr. Fontenay. Já na segunda sessão (domingo, 17 de abril de 1909) escrevia Richet a Imoda:

"Caro amigo: Como você já deve saber pelo meu telegrama, tivemos ontem à noite uma experiência com admirável sucesso. Graças a Fontenay, que é um excelente fotógrafo e tem ótimos aparelhos, obtivemos três boas chapas que mostram um antebraço e uma mão. O resto da sessão correu interessante: contactos, movimentos diversos, transportes de objetos. "Linda está em boas condições de saúde. Charles Richet."

Todo o tempo que Linda Gazzera permaneceu em Paris, a sua mediunidade se desdobrou de uma maneira notável. E Richet não perdia tempo; as sessões se sucediam quase que diariamente.

Vejamos mais uma de suas entusiastas cartas:

"Quarta-feira, 21 de abril de 1909. Caro amigo: Acabamos de realizar uma belíssima sessão. Aqui está o relatório sumário; guarde-o porque não escrevi outro. Presentes Mme. Ch. Richet, Ch. Richet, Fontenay, Argentine.

Eu à direita, Fontenay à esquerda. Sessão de 9:30 às 10:50 horas. Durante todo o tempo, sem interrupção, sem uma só interrupção, segurei solidamente, admiravelmente, resolutamente a mão direita, e talvez trinta ou quarenta vezes constatei, colocando a mão sobre a outra mão de Linda, que Fontenay segurava perfeitamente, a mão esquerda. Durante a sessão, mesmo no começo, antes que se declarasse o transe de Linda, já havia movimentos de objetos.

A música tinha recomeçado: um cachimbo colocado atrás de Linda apareceu em plena escuridão e foi posto na minha boca. Pouco depois este cachimbo foi arrebatado (obscuridade absoluta) e jogado com força no meio da sala. Enquanto prendia as duas mãos de Linda, uma força resistente, atuando sobre mim, deu-me violentos golpes sobre o dorso da mão.

Uma vez senti como a pressão de uma mão se agitando atrás da cortina. Golpes violentos foram dados sobre a mesa, (enquanto segurava as duas mãos) como um murro (com um objeto ou sem ele) desfechado sobre a mesa em minha frente.

Logo, a materialização de uma coisa forte, grossa, batendo com vigor (Fontenay que se achava à esquerda, foi seguidamente com muito mais violência tocado do que eu, enquanto tinha solidamente segura a mão esquerda) não se poderia duvidar. "Vicenzo" falou de "louco e de manicômio" (?)

Foi tirada uma fotografia que parece boa, nos disse "Vicenzo". Porém, infelizmente, ele nos fez crer que não obteríamos outras.

A segunda fotografia foi revelada: ela é muito bonita. A mão ficou bem materializada. Vêm-se a unha e todas as falanges. Quatro dedos. Está envolta por uma fita, de um tecido que Linda não tem. Curioso é que um fio que parece branco, uma espécie de haste será um radius em formação? - Sai atrás da cabeça de Linda.

Envie-me a prova em diapositivo da nossa última experiência de Turim.

"Não lhe envio ainda as figuras (formidáveis) das nossas três experiências de Paris, porque Fontenay só tem tempo para realizar as experiências. Como você vê, não perdemos tempo. Charles Richet"

Assim, como se verifica, o entusiasmo do sábio francês pelas produções dos fenômenos supranormais realizados através da mediunidade de Linda Gazzera foi grande. Doze sessões coroadas com pleno êxito no pequeno círculo familiar, privado, do prof. Richet.

Em seguida, Linda Gazzera voltou a Turim para continuar as pesquisas de Imoda. No dia 13 de setembro de 1909 realizou a última sessão com esse investigador. Imoda adoeceu de cama para nunca mais se levantar. Entretanto as suas sessões continuaram sob a direção do sr. Damaison.

Foi nessa época que começaram a surgir os primeiros fenômenos luminosos. Assim "na sessão de 4 de outubro de 1909, antes de a médium cair em transe, um corpo esferoidal, vem para a mesa completamente envolvido na cortina. A médium inteiramente acordada, podia tocá-lo e dizer que tinha consistência muscular. Apresentava uma superfície de cerca de quatro centímetros quadrados, completamente fosforescente.

Quando a médium tocava esta parte, a fosforescência passava para ela por alguns segundos. Verificou-se que este corpo não tinha extensão para dentro da cortina, mas era completamente isolado. Logo que a médium caiu em transe, Vicenzo disse que era a sua cabeça que não se tinha materializado bem, por falta de força necessária". E assim, esse novo fenômeno de luminosidade foi-se produzindo com mais intensidade nas sessões seguintes.

Fontes: Revista O Semeador - Abril de 1981

Linda Gazzera e o médico italiano Enrico Imoda:

Vários leitores nos fazem perguntas sobre os fenômenos de materialização de espíritos. “Isso é verdade? Os espíritos se materializam, se tornam tangíveis e podem ser fotografados? Esses fenômenos são de fácil obtenção? Até mesmo em círculos incultos é possível o aparecimento de materializações legítimas? E por que o escuro? Por que não aparecem as materializações em plena luz? Essa fotofobia não justifica as acusações de fraude, formuladas em todos os casos?”

O problema das materializações é realmente um dos mais complexos da ciência espírita. Todas essas perguntas têm razão de ser.

Mas, por outro lado, todas elas tem resposta e as respostas já foram dadas há muito tempo, por investigadores espíritas e não espíritas, alguns deles representando nomes honrosos nas ciências materiais. Para começar, diremos que é verdade. Sim, os espíritos realmente se materializam e, quanto a isso, não pode haver a menor dúvida, por parte das pessoas que tenham procurado conhecer o problema. Já não somos nós, os espíritas, que dizemos isso: são os cientistas que realizaram experiências a respeito, no passado e no presente.

Que as materializações são tangíveis e podem ser fotografadas, também é indiscutível. Aí estão as experiências de Crookes e Richet; o “Tratado de Metapsíquica”, com suas magníficas ilustrações, as investigações atuais, realizadas nos Estados Unidos e na Europa; as experiências felizes efetuadas em nosso país. Desde o caso célebre da médium Ana Prado, no Pará, até o das materializações luminosas do médium Peixotinho, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, atestadas pelo livro recente do delegado Ranieri.

Quanto à facilidade na obtenção dos fenômenos, tudo depende, como em todos os casos em que desejarmos “interrogar a natureza”, seja no plano das ciências materiais, seja no Espiritismo, da existência de condições favoráveis e de aparelhagem suficiente.

Não podemos obter fenômenos de materialização se não dispusermos de um médium especial, de um grupo de pessoas capazes de nos auxiliarem em trabalho sério e persistente, de local adequado para as experiências. Dispondo de todos esses elementos e, ainda, se o médium estiver em condições físicas e psíquicas normais, obteremos os fenômenos com relativa facilidade.

A produção desses fenômenos em círculos incultos é também possível. Acontece, porém, que nesses círculos não há condições para verificação da legitimidade das aparições. Por outro lado, não havendo conhecimento das dificuldades para obtenção dos fenômenos, nem uma compreensão ampla da sua significação, esses círculos são mais sujeitos a fraudes e mistificações, não raro produzidas pelos próprios espíritos.

A bibliografia espírita, e mesmo a não espírita, registram numerosos casos de fenômenos de materialização em tribos selvagens. O professor Ernesto Bozzano escreveu um belo livro a respeito, recentemente reeditado em Verona, por Edizioni Europa, com o título: “Popoli Primitivi e Manifestazioni Supernormali”.

No tocante ao problema da luz, devemos acentuar que a escuridão não é condição obrigatória. As sessões de Crookes, por exemplo, as mais importantes realizadas na Europa no século XIX, foram quase todas com luz. Atualmente, nos Estados Unidos, segundo relatos da sra. Marshall, para a “Revista Internacional do Espiritismo”, numerosas experiências foram realizadas, com pleno êxito, à luz do dia. No Brasil também há casos de materialização nessas condições.

Em geral, os médiuns sensíveis à luz precisam submeter-se a uma espécie de treinamento, para suportá-la. Em muitos casos, a luz afeta as formações ectoplásmicas, prejudicando o médium, mas há o recurso de conservar-se o médium num gabinete escuro, do qual saem as formas materializadas para uma sala com luz tênue.

De qualquer maneira, o problema da luz não justifica as acusações de fraude, pois sabemos que muitos fenômenos químicos e biológicos somente se realizam no escuro. As materializações envolvem melindrosos e ainda não esclarecidos problemas nesses dois campos da ciência.

O médico italiano Enrico Imoda efetuou numerosas experiências, na primeira década do século XX, para obtenção de fotografias mediúnicas. Obteve êxito notável nas sessões realizadas com a médium Linda Gazzera, uma jovem de vinte e dois anos, e elaborou um trabalho que foi publicado logo após a sua morte, com o título de “Fotografie di Fantasmi”.

Essas fotografias foram tiradas pelo antigo sistema de lâmpadas a magnésio, o que basta para confirmar que as formas materializadas resistem à luz, por mais forte que esta se apresente. Embora se tratasse, em geral, de fenômenos ideoplásticos, a prova tem o mesmo valor, pois a ideoplastia é também materialização, não de espíritos, mas de formas mentais produzidas pelo médium ou pelos espíritos que o assistem.

A srta. Linda Gazzera apresentava uma mediunidade curiosa, capaz de produzir fenômenos físicos com extrema rapidez, mal se apagava a luz. Guillaume de Fontenay, experimentador francês que participou das sessões, observou que em menos de um minuto os fenômenos começavam a produzir-se, de maneira intensa e variada.

Entretanto, a médium não suportava a luz e o seu guia espiritual, Vincenzo, exigia sempre que se fizesse plena escuridão na sala de trabalhos. Fontenay entendia que essa fotofobia da médium podia ser vencida aos poucos. De qualquer maneira, os fenômenos obtidos por Imoda, e depois também por richet, com Linda Gazzera, provam a excelência dos seus dons mediúnicos.

Temos, portanto, dois casos clássicos de materializações que se realizavam em condições contrárias: o de William Crookes, com a jovem médium Florence Cook, cujas aparições se produziam com luz, e o de Enrico Imoda, com linda Gazzera, que exigia escuridão. Vê-se que o problema da luz está ligado, de certa forma, às condições pessoais do médium, seja no plano psíquico, seja no fisiológico.

Outras numerosas experiências, e várias ocorrências de aparições espontâneas em pleno dia, mostram que não há uma fotofobia generalizada, nos casos de materialização. Não se pode dizer, portanto, que o escuro seja condição essencial para a produção dos fenômenos, que podem realizar-se também em plena luz.

Guillaume de Fontenay, que foi vice-presidente da Seção de Paris da Sociedade Universal de Estudos Psíquicos, formulou uma curiosa teoria sobre os fenômenos de materialização. Segundo essa teoria, os fenômenos apresentam vários estados, dos quais se destacam três fundamentais. Desses três, os dois primeiros podem ser considerados como estágios, como fases preparatórias da materialização completa.

Parece que a luz exerce influência negativa apenas no primeiro estágio. A teoria de Fontenay foi confirmada por experiências de Ochorowicz em Varsóvia, com a médium Stanislawa. Fontenay, pelo menos, assim considerou o resultado daquelas experiências.

Em carta dirigida a Demaison, e publicada no livro de Enrico Imoda, “Fotografie di Fantasmi” (Edições Fratelli Bocca, Turim, 1912), Fontenay expõe a sua teoria nos seguintes termos: “Considero que as materializações de formas apresentam vários estados.

O primeiro – e o segundo, creio –, o mais fácil de obter-se, é o estado em que elas são tangíveis, consistentes, capazes de se moverem e de movimentar objetos, mas permanecem invisíveis, mesmo em plena luz. Num segundo estado, as formas materializadas são, ao contrário, visíveis, mas inconsistentes.

Pode-se atravessá-las com a mão, sem experimentar nenhuma sensação tátil, a não ser, por vezes, a que alguns observadores chamaram “sensação de teia de aranha”. Afinal, num terceiro estado, que parece ser o mais difícil de obter-se, a materialização se completa, o que quer dizer que as formas criadas revestem todos os atributos normais da matéria: consistência, poder mecânico, visibilidade.”

Essas explicações de Fontenay, segundo nos parece, respondem às perguntas de vários leitores sobre o problema da luz nos fenômenos de materialização. Ao caso particular de Linda Gazzera, a teoria se aplica de maneira admirável. Linda não tolerava a luz, mas os fenômenos produzidos pela sua mediunidade apresentavam mobilidade, força mecânica e consistência. Daí a conclusão de Fontenay, de que a médium podia desenvolver a capacidade de produzir fenômenos completos em plena luz.

Fontes: Herculano Pires - Os Três Caminhos de Hecate (Capítulo 4 - Fenômenos de Materialização)

Fontes Biográficas de Linda Gazzera

Vecchio, Anselmo. Spiritismo Pagíne Sparse, 1914, Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912, Richet, Charles. Thirty Years of Psychical Research, 1923, Schrenck-Notzing, Albert von. Die Phänomene des Medium Linda Gazerra, 1917, Cornélio Pires Onde Estás, ó Morte! Fotografias de Espíritos, 1944.

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Um Espírito que materializa o busto

(Observe-se comparando a altura da poltrona)

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Um Espírito que materializa o busto

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Sorriso feliz

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Busto pairando no ar

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Busto pairando no ar

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

O mesmo Espírito (ampliação)

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Mais um busto admirável

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Um espírito sorridente

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

O Espírito, grato, observa a médium

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Os controladores, formando corrente, reforçam os fluidos da médium

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Dois Espíritos, notando-se que poupam ectoplasmas da médium, recobrindo-se com tecidos leves

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

Outra linda criança

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Médium Linda Gazzera

A médium Senhora Gazerra, os controladores sábios e lindo Espírito, encantadora criança

Imoda, Enrico. Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912 (Italian)

Fontes: Canal Jorge Hessen: Documentário BBC - A Ciência e as Sessões Espíritas(Documentário produzido pelo respeitado canal de televisão britânico BBC, no qual temos o resgate histórico daqueles foram os mais extraordinários eventos do século XIX: as manifestações espirituais, das quais brotaram, além da Doutrina Espírita, as grandes e revolucionárias invenções tecnológicas na âmbito das telecomunicações, como o rádio e a televisão)

Fontes: Canal Jorge Hessen: O Espiritismo De Kardec Aos Dias De Hoje - Filme Completo  (Documentário Produzido pela Federação Espírita do Brasil)

As experiências com o Professor Charles Richet que foi apresentada pelo Prof. Imoda, Linda Gazzera, em fins de 1909, vai a Paris trabalhar com o criador da Metapsíquica.

Grande número de sessões foi realizado no Círculo de Pesquisas do mestre francês.

O sucesso que as sessões de Linda Gazzera provocaram em Paris, no Círculo do Sr. Richet, e que pode ser avaliado pelas inúmeras cartas-relatos que este endereçou ao Prof. Imoda. Transcreveremos apenas trechos uma delas para se poder bem apreciar a intensidade dos fenômenos produzidos, na "cidade luz", pela faculdade mediúnica de Linda Gazzera.

As sessões se realizaram na residência do Dr. Richet, com a assistência da Mme. Richet, e o Sr. Fontenay. Já na segunda sessão (domingo, 17 de abril de 1903) escrevia Sr. Richet ao Prof. Imoda:

Caro amigo:

Como você já deve saber que tivemos ontem à noite uma experiência com admirável sucesso. Graças a Fontenay, que é um excelente fotógrafo e tem ótimos aparelhos, obtivemos três boas chapas que mostram um antebraço e uma mão.

Linda Gazzera, pela sua extraordinária contribuição à Causa do Espírito, inscreve-se no rol das mais destacadas medianeiras que cumprindo desígnio superior tentaram (e ainda tentam) chamar a atenção do Homem para a realidade espiritual.

Charles Richet "O Grande Cientista do Invisível"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Biografia de Linda Gazzera (Portal da FEB)

 

Biografia de Linda Gazzera (Revista O Semeador - Abril de 1981)

 

Enrico Imoda - Fotografie di Fantasmi. Turim, 1912, Italian (Arquivo Zipado de Fotos)

 

Cornélio Pires - Onde Estás, ó Morte? (Fotografias de Espíritos)