PAULO NETO

Os seres do invisível

e as

provas ainda recusadas pelos cientistas

 

(A materialização como prova científica da sobrevivência e da comunicabilidade dos espíritos)

 

revisão:

Hugo Alvarenga Novaes

Paulo Cesar Pfaltzgraff Ferreira

Rosana Netto Nunes Barroso

 

EVOC – EDITORA VIRTUAL O CONSOLADOR

 

RUA SENADOR SOUZA NAVES, 2245 - CEP 86015-430 FONE: (43) 3343-2000

 

WWW.OCONSOLADOR.COM - LONDRINA - ESTADO DO PARANÁ

 

 

Ectoplasta [do grego ektós + plas (ma) + -ta] - Médium de efeito físico que empresta potencial ectoplásmico para materialização de Espírito ou objeto espiritual.
Ectoplasma [do grego e do latim, respectivamente: ektós + plasma]- 1. Biologia: parte periférica do citoplasma. 2. Parapsicologia: termo criado por Charles Richet para designar a substância visível que emana do corpo de certos médiuns. 3. Para a ciência espírita, designa a substância viscosa, esbranquiçada, quase transparente, com reflexos leitosos, evanescente sob a luz, e que tem propriedades químicas semelhantes às do corpo físico do médium, donde provém. É considerada a base dos efeitos mediúnicos chamados físicos, como a materialização, pois através dela os Espíritos podem atuar sobre a matéria.

 

Prefácio da obra:

 

Em 2011 tivemos oportunidade de publicar em nosso blog o pequeno texto “Livro II – Estudando o Invisível (por Juliana M. Hidalgo Ferreira)” () sobre a tese que é objeto da presente obra de Paulo Neto. Naquela ocasião ressaltamos a importância do trabalho de J. Hidalgo, ao mesmo tempo em que fizemos uma “leitura espiritualista” de algumas conclusões desse trabalho. Na ocasião, destacamos que a análise feita por J. Hidalgo não tinha como objetivo saber “se os fenômenos espiritualistas existem ou não”. Para nós esse era um ponto crucial visto que não acreditamos ainda hoje ser possível criar uma narrativa histórica justa da fenomenologia estudada por Crookes sem saber se esses fatos existem ou não.

 

O que sobra de se assumir que a verdade sobre os fatos espiritualistas é irrelevante, o que chamei de “posição de neutralidade”, é algo curioso, mas completamente enviesado. Tal neutralidade transparece a todo momento no trabalho analisado como uma tentativa de enquadrar a pesquisa espiritualista de Crookes em um gigantesco embuste, uma grande “conspiração” de médiuns inescrupulosos para enganar um cientista velhinho e provavelmente caduco.

 

Se o Espiritualismo não pode ser “provado” como diz a autora, suas teses devem necessariamente ser contrapostas por outra coisa, no caso, a fraude. Pois, de outra forma, a autora teria que assumir aqueles fatos como autênticos. A respeito disso, a opinião de sábios reconhecidamente não espiritualistas (tal como Aksakof, Sudre e Richet) confirma a falsidade da teoria da fraude aplicada aos fenômenos estudados por Crookes e, portanto, a fragilidade da hipótese de neutralidade. Esse testemunho é trazido neste livro de Paulo Neto.

 

A verdade é que, em qualquer trabalho de natureza intelectual, é bastante difícil assumir uma postura completamente isenta. É por isso que, na vasta literatura de pesquisa dos fatos psíquicos, transparece a toda hora a teoria de embuste como principal antagonista das teses espíritas. Na verdade, essa imensa literatura supostamente científica é uma narrativa construída a posteriori, para valorizar a crença dos que sempre torceram o nariz para tais assuntos.

 

Isso não é de se admirar já que a própria história da ciência “oficial” (a que se lê na maior parte dos livros didáticos e de divulgação) é uma narrativa construída a partir da seleção cuidadosa das pesquisas que “deram certo” e que coincidiram com os paradigmas que vingaram posteriormente. Os leitores modernos têm a falsíssima impressão de que a ciência sempre progrediu em linha reta, com adição infinitesimal de contribuições em forma crescente e sem interrupção.

 

A verdade sobre o desenvolvimento científico é que ele seguiu um caminho bastante tortuoso, de inúmeros erros, falhas e tentativas malogradas. Personalidades ilustres no passado foram completamente esquecidas, enquanto que nossos heróis modernos eram a minoria dissidente que não aceitava a ciência dominante de sua época. Mas, para os fatos espíritas se nega inclusive um caminho.

 

Na presente obra, Paulo Neto fornece o “contexto fenomenológico” anterior e da época de Crookes, algo muito mais abrangente e necessário que está ausente no trabalho “Estudando o Invisível” e sua hipótese da neutralidade. O trabalho de Paulo Neto busca ilustrar esse caminho tortuoso dos fatos espíritas e a opinião de ilustres cientistas que testemunharam sua realidade. No Capítulo “Outros pesquisadores com a médium Florence Cook”, Paulo Neto traz o depoimento de personalidades científicas da época além de Crookes, bem como outras testemunhas e até membros da realeza, que observaram a médium F. Cook.

 

Tais testemunhos justificam porque a postura de Crookes não era apressada e a justeza de suas conclusões todas baseadas na mais rigorosa observação dos fatos. A opinião unânime de cientistas da época sobre a qualidade dos trabalhos de Crookes não deixa dúvidas de que tentar reconstruir uma nova narrativa deles baseada em uma visão moderna supostamente imparcial cria um outro anacronismo.

 

Talvez a não replicabilidade dos fatos estudados por Crookes prejudique um julgamento moderno e definitivo, principalmente daqueles fatos extraordinários tais como as materializações e levitação de objetos. Entretanto, o testemunho histórico dos que viveram na época definitivamente apoia o trabalho de Crookes e pede por novas instâncias de investigação. Com base nessa pesquisa histórica, Paulo Neto mostra que a hipótese da fraude não é a explicação para os fatos, tal como insistem aqueles que continuam a torcer o nariz para esses fatos mal compreendidos.

 

Ademir Xavier
Brasília, 28 de novembro de 2019.

 

01 - Apresentação da obra:

 

01 parte

 

À guisa de “Apresentação” mencionaremos o e.mail que o nosso amigo escritor espírita Eurípedes Kühl nos enviou, para a nossa grande surpresa, dizendo a respeito de suas impressões sobre este ebook.

 

Paulo Neto, bom amigo: boa noite.

 

Pela sua mensagem, imaginei que você me convidou para ler um “artigo”. E artigos, maioria, são de 3 a 8 páginas, na média.

 

Mas não: o seu “o material” até pode ter o nome de artigo, mas não o é: é uma obra piramidal, absolutamente bem estruturada, irrepreensível quanto à didática, exemplar no que diz respeito à bibliografia, as citações são lâmpadas a iluminar o parágrafo em que se posicionam, cujo respectivo conteúdo constituem uma aula, na qual, a estrutura física das fontes, parágrafos, espaços entre linhas, vocábulos, ou frases grifados… meu Deus! Nem sei mais o que falar. Tudo sóbrio.

 

E li exatamente a metade. Foram muitas horas, de leitura plena. Não continuei, embora o quisesse, porque fiquei fatigado.

 

Nessa metade que já li dediquei-me “de corpo e alma” a depreender e captar o sentido do material que você me enviou.

 

Se Deus permitir, pretendo concluir a leitura no mais rápido possível. Hoje, não dá mais (fadiga de material… kkkk).

 

Essa metade já percorrida dá-me a certeza de que estou diante de defesa de tese, de tese aprovada, cuja rota intelectual e de sensibilidade investigativa é recomendável a qualquer círculo humano palmilhar, máxime se formado de pessoas desapetrechadas de preconceitos.

 

Falei até aqui da estrutura física do “seu artigo”.

 

Falarei agora, do que depreendi da metade da mensagem dessa portentosa obra, quanto ao objetivo maior:

 

Pacificar o eterno embate da ciência, quando ela desacredita e até mesmo deprecia tudo aquilo que não pode provar “in vitro”, mas que, no entanto, existe com pujança, só que “in spiritus”… E Espíritos, se elevados, não recebem ordem, mas se involuídos, valem-se de oportunidades quetais para exercer sua atividade predileta: o sarcasmo, a zombaria, a mistificação”.

 

Não fosse o alicerce da nossa amizade – a sinceridade – e eu não declararia a você que: grande parte do seu alevantado livro (sim: seu texto é um livro, sim senhor!), sequer eu comentaria o fato de que me empolguei, até porque unindo as incontáveis leituras de livros espíritas, nos meus 50 anos de estudos espíritas, relembrei bastante tantas e tantas lições da extensa bibliografia que você apropriou tão bem.

 

Estou dizendo isso porque poderia parecer que me mostro vaidoso. Mas não, o que digo é que, como leitor inveterado de obras espíritas, em cinco décadas de com elas sempre aprendendo, apreciei, e muito, a grande seriíssima lista de autores que você mencionou, quase todos meus “conhecidos”.

 

Fica para outra hora, ou outro dia o término das minhas singelas palavras sobre a outra metade do seu monumental trabalho. Parabéns!

 

Estejamos com Jesus,

 

Eurípedes Kühl

27 de novembro de 2019.

02 - Apresentação da obra:

 

02 parte

 

Concluí a leitura do seu livro “Os seres do invisível e as provas recusadas pelos cientistas”. Aqui, agora, concluo comentários.

 

Na verdade, não tenho muito a acrescentar aos meus comentários iniciais, referentes à metade que então tinha lido.

 

Ontem, mais um pouco. E hoje, decidi completar a leitura, para não deixar fugir da minha mente, uma que outra reflexão.

 

A partir da página 71 observei que vários fenômenos mediúnicos de materializações foram observados pelos pesquisadores, todos sérios, alguns deles notáveis. Não os cito, para que o leitor sinta o grau de cuidados tomados nas sessões, bem como os respectivos resultados alcançados, inimagináveis, antes das materializações e das desmaterializações.

 

Seu livro traz, com feliz sinceridade, depoimentos de pesquisadores consagrados, maioria favorável à fenomenologia mediúnica.

 

Mas também desfavoráveis, como o de (Paul Gibier – [1851 - 1900]) incrédulo do Espiritismo, que mesmo não conseguindo reprovar o que presenciou, declarou, paradoxalmente:

 

“(…) não partilhamos as ideias da escola espírita, e repelimos como prematura e insuficiente demonstrada a teoria da intervenção da alma dos antepassados nos fenômenos determinados por meio de certos indivíduos, a que chamaremos de médiuns”;

 

“(…) provaremos que existe uma categoria inteira de fenômenos aparentemente contrários às leis conhecidas da Natureza, inexplicáveis presentemente: o que não quer dizer que devamos renunciar a procurar a explicação deles”.

 

Não me dispenso de recomendar que esse livro seja lido aos poucos, de preferência por grupos de estudos, meditando sobre os inúmeros acontecimentos mediúnicos, de materialização, psicometria, xenografia, levitação e aportes (dezenas de formas que saíram de onde estava a médium e se materializaram!). Esses acontecimentos, ocorridos em cerca de meio século (último quartel do século 19 e primeiro, do século 20), englobados nesse livro, para mim têm o propósito de sacudir o marasmo intelectual dos doutos em teologia, incréus mesmo diante de comprovações de autenticidade. E principalmente dos que, desconhecendo as premissas do Espiritismo, não se pejam de lançar impropérios contra sua luz fulgurante, premissas essas que, ao fim e ao cabo, restam sobeja e indiscutivelmente comprovadas.

 

Seu livro, caro amigo Paulo, não deixa margem a dúvidas quanto à Espiritualidade Maior e a autenticidade das manifestações mediúnicas, obtidas por médiuns, ou grupos sérios. Quanto aos que duvidam, diante das provas, são da estirpe daqueles que mesmo vendo, lá longe no horizonte de mar aberto surgir um navio, aos poucos, ainda duvidam da esfericidade terrena…

 

– Com eles: fazer o quê? – Entregá-los ao Tempo…

 

Muita paz, saúde e que Jesus nos ilumine.

 

Eurípedes Kühl

01 de dezembro de 2019.

 

 

 

William Crookes e o Espírito de Katie King

O espírito de Katie King junto do cientista Sir William Crookes. Esta foto ele jamais permitiu fosse divulgada. Nela vê-se o verso que o sábio escreveu sensibilizado pela beleza do espírito Katie King materializado.

"Numa sessão realizada ontem à noite Hackney (Londres, 29 de março de 1874). Katie nunca apareceu com tão grande perfeição. Durante perto de duas horas passeou na sala, conversando familiarmente com os que estavam presentes. Várias vezes tomou-me o braço, andando, e a impressão sentida por mim era a de uma mulher viva que se achava a meu lado, e não de um visitante do outro mundo; essa impressão foi tão forte, que a tentação de repetir uma nova e curiosa, experiência tornou-se-me quase irresistível."

William Crookes - Researches in the Phenomena of the Spiritualism

A médium Eva Carrière

Fotografia 01 e 02 - Tomado pelo Barão Schrenck-Notzing em 8 de maio de 1912, estas duas fotografias mostram uma estrutura ectoplasmatica semi-acabado notável preso em seu desenvolvimento. (Nota: a segunda fotografia da médium Eva C. é um close-up da primeira).

Os presentes incluem Mme Bisson, Prof. Schrenck-Notzing e sua esposa.

Baron Albert Von Schrenck-Notzing - Phenomena of Materialisation

A médium Kathleen Goligher

William Jackson Crawford - The psychic structures at the Goligher Circle

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen: Documentário BBC - A Ciência e as Sessões Espíritas (Documentário produzido pelo respeitado canal de televisão britânico BBC, no qual temos o resgate histórico daqueles foram os mais extraordinários eventos do século XIX: as manifestações espirituais, das quais brotaram, além da Doutrina Espírita, as grandes e revolucionárias invenções tecnológicas na âmbito das telecomunicações, como o rádio e a televisão)

Fontes: EVOC - Editora Virtual O Consolador (lançamento da obra: Os seres do invisível e as provas ainda recusadas pelos cientistas pelo escritor espírita Paulo Neto)

Fontes: Espiritualidade e Sociedade (Eurípedes Kühl > Kardec: Defensor do Espiritismo

35. – O perispírito é invisível para nós em seu estado normal, porém, como é formado de matéria etérea, o Espírito pode, em certos casos, faze-lo sujeitar-se por um ato de sua vontade, uma modificação molecular que lhe torna momentaneamente visível. É assim que se produzem as aparições, que não são mais do que os outros fenômenos que estão fora das leis da natureza. Este não é mais extraordinário do que o do vapor, que fica invisível quando se torna muito rarefeito, e que torna visível quando se condensa.

Conforme o grau de condensação do fluido perispiritual, a aparição é, por vezes, vaga e vaporosa; em outras ocasiões ela é mais nitidamente definida; de outras vezes, enfim, ela tem todas as aparências da matéria tangível; pode até chegar à tangibilidade real, ao ponto em que não se possa equivocar sobre a natureza de ser que se tenha diante de si.

As aparições vaporosas são frequentes e chega assaz amiudado que os indivíduos se apresentem assim, após a morte para as pessoas com as quais tenha afeição. As aparições tangíveis são mais raras; embora se tenha delas bastante numerosos exemplos perfeitamente autênticos. Se o Espírito pode se fazer reconhecer, ele dará a seu envoltório todos os sinais exteriores que tinha de sua vida.

36. – É de se assinalar que as aparições tangíveis têm apenas a aparência da matéria carnal, mas não saberia em ter as qualidades; em razão de sua natureza fluídica, não podem ter a mesma coesão porque, em realidade, esta não é a carne; elas se formam instantaneamente e desaparecem da mesma forma, ou se evaporam pela desagregação das moléculas fluídicas. Os seres que se apresentam nesta condição nem nascem nem morrem como os outros homens; vê-se-os e não se os vê mais sem se saber de onde vieram, como são vindos nem para onde vão; não se poderia destruí-los, nem acorrentá-los ou encarcerá-los, já que não possuem corpo carnal; os golpes que se lhes deferissem bateriam no vazio.

Tal é o caráter dos agêneres com os quais se possa entreter sem se duvidar do que sejam, mas que não se fazem de longa duração e não podem se tornar os comensais habituais de uma casa, nem figurar entre os membros de uma família.

Há, aliás, em toda sua pessoa, em suas maneiras, algo de estranho e de insólito que tem da materialidade e da espiritualidade; seu olhar vaporoso e penetrante simultaneamente não tem a nitidez de visão pelos olhos da carne; sua linguagem breve e quase sempre sentenciosa nada tem de clara e da volubilidade, da linguagem humana; sua aproximação faz sentir uma sensação particular indefinível de surpresa que inspira uma sorte de temor, e tudo em os tomando por indivíduos semelhantes a todo mundo, diz-se involuntariamente: Eis um ser singular.

Allan Kardec - A Gênese > Capítulo XIV - Os Fluidos > Natureza e propriedades dos fluidos > nº 35 e 36.

"O perispírito, como se vê, é o princípio de todas as manifestações. O conhecimento dele foi a chave da explicação de uma imensidade de fenômenos e permitiu que a ciência espírita desse largo passo, fazendo-a enveredar por nova senda, tirando-lhe todo o cunho de maravilhosa. Dos próprios Espíritos, porquanto notai bem que foram eles que nos ensinaram o caminho, tivemos a explicação da ação do Espírito sobre a matéria, do movimento dos corpos inertes, dos ruídos e das aparições.

Aí encontraremos ainda a de muitos outros fenômenos que examinaremos antes de passarmos ao estudo das comunicações propriamente ditas. Tanto melhor as compreenderemos, quanto mais conhecedores nos acharmos das causas primárias. Quem haja compreendido bem aquele princípio, facilmente, por si mesmo, o aplicará aos diversos fatos que se lhe possam oferecer à observação."

Allan Kardec - O Livro dos Médiuns ou guia dos médiuns e dos evocadores > Segunda parte - Das manifestações espíritas > Capítulo VI – Das manifestações visuais > Espíritos glóbulos > 109.

 

RELAÇÃO DA OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos

 

Paulo Neto - Os seres do invisível e as provas ainda recusadas pelos cientistas