CONGRESSO ESPÍRITA HISPANO-AMERICANO E INTERNACIONAL
CELEBRADO EM MADRI EM 1892

Lançamento original:
CONGRESO ESPIRITISTA IBÉRICOAMERICANO É INTERNACIONAL
CELEBRADO EN MADRID 1892

Imprenta de Dionisio de los Ríos
Calle del Norte, Num. 21
Madrid, 1893.


OBRA RARA TRADUZIDA

 

Tradução: Teresa da Espanha

Prefácio: Milton Rubens Medran Moreira

Revisão: Irmãos W. e Ery Lopes

Formatação: Alexandre R. Distefano
 

Versão digitalizada:

© 2022

Distribuição gratuita:

Portal Luz Espírita

Autores Espíritas Clássicos

Prefácio:

LIVRE-PENSAMENTO: O TOM DO CONGRESSO DE MADRI/1892

A feliz iniciativa do site Autores Espíritas Clássicos de inserir neste espaço virtual a presente publicação histórica do Congresso Espírita de Madri de 1892 constitui-se em precioso resgate de um dos momentos mais eloquentes da afirmação da filosofia espírita como proposta eminentemente laica e livre-pensadora.

A laicidade, no caso, não pode ser confundida, de forma nenhuma, com qualquer sentimento antirreligioso. Antes, conforme consignado na maioria dos pronunciamentos do Congresso, fica reconhecido o papel histórico das crenças religiosas na condução da espiritualidade.

Nesse aspecto, é de se destacar o lúcido pronunciamento feito por, jornalista e escritor madrilenho e grande propagador da filosofia espírita, Huelbes Temprado (1842/1916), com o título de “Influência do Espiritismo na Vida Social”. Ali, o orador demonstra que “todas as religiões são, em suma, a forma vulgar, a manifestação simbólica ou misteriosa de crenças filosóficas”, sobre as quais foi construído “o poema fundamental de seu tempo”.

Ou, em outras palavras, as religiões, mesmo sob a forma do mítico, do misterioso ou do litúrgico e artístico, interpretam, à sua maneira, grandes temas filosóficos.

Sustenta, ainda Temprado, ser “um esforço inútil e talvez até contraproducente querer eliminar a Religião da face da terra”, eis que “o homem sempre acreditou em alguma coisa e continuará acreditando até a consumação dos séculos”. Mas salienta que “o que devemos tentar, aqueles de nós que já penetramos em algo de verdade suprema e progressiva, é depurar sua crença, é torná-la tão ampla e progressiva quanto a própria verdade”.

Para ele, “o Espiritismo não funda uma nova religião”, entretanto, “compreende, sintetiza e harmoniza e uma só todas as verdades parciais até agora encontradas pela Humanidade em sua peregrinação sobre a Terra e tem acerca de seu mero conjunto a inegável superioridade de ser progressiva, de acolher placidamente cada nova verdade particular que se descobre, porque não pode temer que seja contrária aos seus fundamentos, que é o que torna as religiões positivas exclusivas e fechadas”.

Parece escutarmos, em pronunciamentos assim, as próprias palavras de Allan Kardec (1804/1869), destacando a necessidade de se firmar a aliança entre a ciência e a religião, não por meio de uma nova religião, que o espiritismo não é, mas de uma ciência progressiva e de uma filosofia racional.

Nesse Congresso, abandona-se, inclusive, a expressão “religião laica”, largamente utilizada no seu antecessor Congresso Espírita de Barcelona (1888) e abonada entusiasticamente, em várias manifestações anteriores do Visconde Torres Solanot (1840/1902), que, juntamente com Anastasio García Lópes (1823/1897) teve destacada participação em ambos os Congressos. Entretanto, no Congresso de Madri (1892), passa a se adotar como primeira característica do espiritismo, nas Conclusões do evento, constituir-se este em “uma Ciência positiva e experimental”, que “depura a razão e o sentimento e satisfaz a consciência” e que “não impõe uma crença”, mas “convida a um estudo”. (em “Caracteres Atuais da Doutrina”, no capítulo “Conclusões”).

Abstraindo, assim, qualquer referência à expressão “religião”, associada ao espiritismo, o Congresso de Madri, demonstra optar por considerar definitivamente superado o aspecto religioso do espiritismo, ao mesmo tempo em que sublinha, como fundamental o caráter livre-pensador da doutrina fundada por Allan Kardec. Nesse sentido, ainda em suas Conclusões, sob o título de “Aspectos Sociais”, consagra “a livre expressão do pensamento, da palavra e por escrito, na Imprensa, na Tribuna, na Cátedra, por todos os meios lícitos”, assim como “a absoluta liberdade de professar e praticar qualquer doutrina de acordo com os princípios da Moral Universal”.

É de se registrar que, em todo o Congresso de Madri, foram apresentados temas compatíveis com a pós-modernidade, tendo sempre por base os fundamentos espíritas da imortalidade da alma, do seu progresso infinito, e do autêntico humanismo espiritualista.

Veja-se, por exemplo, a magnífica exposição intitulada “Memória sobre a Conveniência da Redenção e Reivindicação Femininas” de Angeles López Ayala (1858/1926) ativista republicana, livre-pensadora, com propostas hoje inteiramente compatíveis com o que se denomina feminismo. Em sua peroração, proclama ela: “Ajudem-nos, então, irmãos, a estabelecer o domínio da justiça e a razão; contribuam para a nossa regeneração e reclamação moral e social, protejam-nos na nobre conquista de nossos justos direitos, e os lampejos de nossa gratidão irão produzir um nimbo luminoso no centro do qual, em letras formadas por sóis resplandecentes, as gerações futuras lerão: Honra ao Espiritismo, que soube defender a justiça e a igualdade”.

Registre-se, que, igual que no Congresso de Barcelona, estava presente nesse evento de Madri, a insigne escritora sevilhana, poeta e também defensora dos direitos da mulher, Amalia Domingo Soler (1835/1909), grande dama do espiritismo espanhol.

Com propostas assim, na clara linha do laicismo, do livre-pensamento, da não utilização de armas, do pacifismo, da educação integral do ser humano, o Congresso Espírita de Madri por meio de sua instituição organizadora, a “Fraternidade Universal – Sociedade Científica de Beneficência”, também projeta o estatuto do que, provisoriamente, define como “Federação Espírita na Península Ibérica, nas suas possessões em Ultramar e em outros países onde a língua espanhola e portuguesa seja falada”.

Entre os objetivos dessa “federação”, estariam “o estudo teórico e experimental” do espiritismo, a difusão das “doutrinas científico espiritualistas na sociedade humana”; a busca de soluções “com sua doutrina moral para problemas sociológicos”; a divulgação “da instrução”, em caráter laico, a prática da “beneficência”.

Por fim, ler os pronunciamentos, inteirar-se dos conceitos desse importante Congresso que teve como homenageado a figura histórica de Cristóvão Colombo e como fim principal a integração dos espíritas do Velho e do Novo Mundo, é tomar contato com um momento de muita efervescência das ideias espíritas na Espanha.

Infelizmente, os rumos posteriormente tomados por aquele país, envolvido em guerras e revoluções sustentadas e apoiadas pelo autoritarismo político/religioso, terminaram por sufocar os ideais libertários defendidos por esse grupo de homens e mulheres cujos trabalhos são aqui apresentados.

Da maioria deles o próprio espiritismo institucionalizado, especialmente no Brasil, terminou por esquecer.

Recomendamos que, com a leitura de cada um dos trabalhos, busque-se, paralelamente, a biografia de seus autores. Provavelmente, os leitores se surpreenderão ante a importância cultural, política, acadêmica e histórica desses pensadores espanhóis, então ligados às propostas originariamente expostas por Allan Kardec, na França.

Com esse oportuno resgate, “Autores Espíritas Clássicos” traz uma contribuição importante à história do espiritismo, particularmente na Espanha, mas com extensão em outros países europeus, no período situado entre o fim do Século 19 e o início do Século 20.

Milton Rubens Medran Moreira
Ex-Presidente da CEPA - Associação Espírita Internacional
Membro atuante da CCEPA - Centro Cultural Espírita de Porto Alegre

O SALÃO DAS SESSÕES:

As sessões do Congresso tiveram lugar no auditório do El Fomento de las Artes. O retrato a óleo de Allan Kardec, propriedade da Sociedade Espírita Espanhola, foi trazido e colocado na frente da mesa presidencial. Eles também levaram os seis lemas que mantém a muitos anos nas salas de sessão:

A DEUS PELA CARIDADE E PELA CIÊNCIA.

PLURALIDADE DE MUNDOS HABITADOS.

IDENTIDADE DO ESPÍRITO EM SUCESSIVAS EXISTÊNCIAS.

PROGRESSO INDEFINIDO.

SOLIDARIEDADE UNIVERSAL.

COMUNICAÇÃO DO MUNDO VISÍVEL COM O INVISÍVEL.

Havia também dez grandes cartazes pendurados na sala, com as seguintes máximas:

Nascer, morrer, renascer e progredir sempre.
Assim é a lei. — Allan Kardec

O ideal é apenas o ponto culminante da lógica, assim como a beleza nada mais é do que o cume da verdade.

Os grandes mundos, como os grandes homens, não são os mais volumosos, mas os que estão animados de grandes espíritos.

O fanatismo é filho do escasso raciocínio.

Morrer é nascer em outro lugar.

A alma que ama e sofre, sublima-se.

O infortúnio é a obscura promessa do céu.

A melhor maneira de se ver a alma é de olhos fechados.

Se não existisse nenhuma alma que amasse, o sol apagaria.

O amor é o broche divino que une as criaturas ao seu Criador.

Congresso Espírita Hispano-Americano e Internacional de 1892:

A Fraternidade Universal cumpriu seu propósito conforme as nossas previsões. O Congresso Espírita, sem ostentação, teve importância intelectual e moral, embora a Imprensa, seguindo o humor do povo, tenha ridicularizado nossas sessões. Como julgamento íntegro dos jornais que no Congresso tiveram representação, devemos tomar, não as alegres notas publicadas nos jornais, mas o Discurso do Sr. Ballesteros, que falou em nome de todos os seus colegas ali presentes. O referido senhor, representante do El Heraldo, depois de elogiar imerecidamente vários congressistas, declarou com sinceridade e emocionado que em nosso trabalho resplandecia uma intenção salutar, uma boa vontade, um grande desejo de resolver da melhor maneira possível os problemas sociais. Levado desse espírito, escreveu as resenhas, assim como El Liberal, El Globo, El País e La Justicia.

A Espanha não está em tal estado que os jornais possam dizer a nua verdade; não vive tão abundante em um ideal que a torne tolerante e magnânima com princípios opostos aos que animam as instituições seculares; não está educada para receber a verdade em qualquer forma, de onde quer que ela venha; e a tal ponto isso é verdade, que pessoas obscuras e mesquinhas enviaram ao Congresso seus pares, que, zombando da hospitalidade que lhes demos, perturbaram nossa última sessão com risos, gritos e palavras muito distantes da cortesia e até da urbanidade que as crianças aprendem nas escolas primárias. Isso nos honra e mostra a escassez de armas filosóficas que o adversário tem: ele apela à balbúrdia porque lhe faltam razões.

A autoridade monárquica e católica defendeu nosso direito; o representante da Imprensa elogiou nossas intenções... serão triunfos implícitos, mas são triunfos, os maiores que podem ser alcançados por quem luta contra vento e maré.

O Congresso Espírita conseguiu três coisas: estabelecer grandes relações de cordialidade e pensamento entre nossos correligionários;

Expor nossos princípios mais uma vez à consideração do público e explicá-los satisfatoriamente;
E dar lugar a que a Imprensa conceda a nós o mesmo espaço e a mesma posição que a outras tendências sociais de reconhecida importância.

Com o último ato, pode-se dizer que o Espiritismo entrou em Madri. Talvez tenha entrado como Colombo na Espanha, mendigando favores e sendo ridicularizado; mas assim como o grande genovês descobriu um mundo geográfico, o Espiritismo descobrirá o mundo moral que adivinha por trás das brumas do presente século.

Podem rir aqueles que seguem as correntes do ouro e do prazer, enquanto os cérebros da multidão faminta se enchem de sombras; podem rir aqueles que se cobrem com o manto das religiões positivas, enquanto os pensadores descobrem a cabeça para receber inspiração do céu.

Também é providencial que riam tanto aqueles que iriam nos combater ferozmente se levassem a sério nosso trabalho incessante! Esse riso é uma espécie de loucura: dessa loucura que prepara a perdição, como diz o adágio latino.

CONCLUSÕES DO CONGRESSO:

A Assembleia reunida em Madri, em outubro, por ocasião do IV Centenário do descobrimento da América por Cristóvão Colombo, subscreve as seguintes Conclusões, aprovadas por unanimidade no primeiro Congresso Espírita Internacional, realizado em Barcelona em 1888, e ratificadas no Congresso Espírita e Espiritualista Internacional, realizado em Paris em 1889:

Afirma e proclama a existência e virtualidade do Espiritismo como Ciência integral e progressiva.
Estes são seus

Fundamentos

Existência de Deus.

Infinidade de mundos habitados.

Preexistência e persistência eterna do Espírito.

Demonstração experimental da sobrevivência da alma humana, através da comunicação mediúnica com os Espíritos.

Fases infinitas na Vida permanente de cada ser.

Recompensas e penalidades, como consequência natural dos atos.

Progresso infinito. Comunhão universal dos seres. Solidariedade.

Caracteres atuais da doutrina

1.º Constitui uma Ciência positiva e experimental.

2.° É a forma contemporânea da Revelação.

3.º Marca uma etapa importantíssima no progresso humano.

4.º Dá soluções aos mais árduos problemas morais e sociais.

5.º Depura a razão e o sentimento e satisfaz a consciência.

6.° Não impõe uma crença, convida a um estudo.

7.º Realiza uma grande aspiração que responde a uma necessidade histórica.

Aspirações sociais

1.ª A livre expressão do pensamento, de palavra e por escrito, na Imprensa, na Tribuna, na Cátedra e por todos os meios lícitos.

2.ª A absoluta liberdade de professar e praticar qualquer doutrina de acordo com os princípios da Moral Universal.

3.ª A liberdade de associação para criar Sociedades de propaganda para qualquer ideia humanitária e progressista.

4.ª A formação de Ligas contra a Ignorância para difundir a instrução entre as classes populares.

5.ª O ensino integral e laico para ambos os sexos.

6.ª A elevação do sentimento pela educação artística.

7.ª Registro civil de nascimentos; único obrigatório; casamento civil e secularização dos cemitérios.

8.ª A Justiça como princípio na solução de problemas sociais e econômicos.

9.ª Formação de Sociedades de Ajuda Mútua, Cooperativas e outras que tendam a proteger a vida e facilitar o bem-estar material e moral.

10.ª Moralização do condenado. Abolição da pena de morte e das perpétuas.

11.ª Criação de Ligas de Paz para difundir a ideia da Arbitragem Internacional, a fim de evitar conflitos que tornem necessária a intervenção da força armada. Desarmamento dos exércitos permanentes.

12.ª O Cosmopolitismo presidindo todas as relações sociais.

13.ª União Fraterna Ibero-Americana. Relacionamento estreito entre suas Sociedades Espíritas.

14.ª Organização de todos os espíritas de acordo com os princípios de autonomia e federação.

Como consequência e desdobramento lógico de seus Princípios, o Congresso Espírita entende que toda Associação e todo adepto deve, por quaisquer meios lícitos que estejam ao seu alcance, prestar seu apoio e cooperação aos indivíduos, coletividades ou empresas civilizadoras que venha a conhecer.

Por último, o Congresso aconselha a todos os espíritas:

a) O estudo da doutrina, em todo o seu múltiplo conteúdo.

b) A propaganda incessante por todos os meios lícitos.

c) A sua constante realização mediante a prática das mais severas virtudes públicas e privadas.

Madri, 24 de outubro de 1892.

A MESA DE HONRA; Presidente, Anastasio García López. — Vogais: Marquesa viúva de Nevares. — Filomena González de García Plaza. —Francisca Cano de Jiménez. — Manuel Sanz y Benito. — Rafael Serrano. —Juan Bautista López. — Juan Bernardino. — Casimiro Cossío y Cuenca. — Eulogio Prieto. — Eduardo E. García. — Miguel Ramos. — Benigno Pallol.

A MESA EFETIVA; Presidente, Visconde de Torres-Solanot. — Vice-presidentes: Evarista de los Albitos. — Joaquim de Huelbes. — Tesoureiro, Bernardo Alarcón. — Secretário geral, Bráulio Alvarez Mendoza. —Secretários, María D. García. — Pilar Gamón. — Pedro Sánchez Beato. —Enrique de Villa.

O Espiritismo entra na Espanha através das obras de Allan Kardec, que aportavam "Le Monarch", barco mercante de estaleiros catalães, e que eram distribuídas em Barcelona pelo capitão Ramón Lagier Pomares.

Ramón Lagier Pomares (1821 - 1897)

"Protagonista do auto de fé de Barcelona"

Fontes: CCEPA - Centro Cultural Espírita de Porto Alegre

Fontes: Curso Espírita Espiritismo (Biblioteca Espírita em Espanhol)

"A ciência moderna faz ver que o Espiritismo cai dentro do estudo positivo e experimental, que leva à admissão de um Ser Supremo, autor de todas as criações, à admissão também de um elemento no homem, inteligente e consciente, preexistente ao seu organismo e persistente após a morte do corpo, afirmando assim a vida eterna do espírito, as reencarnações, como necessárias ao progresso infinito, a comunicação entre os vivos e os mortos, a comunicação também e a solidariedade entre todas as humanidades dos mundos habitados.

Essas doutrinas são aplicadas para o aperfeiçoamento da humanidade na vida terrestre e para poder formar a consciência individual e coletiva, que mal se encontra em embrião no momento histórico atual. Mas como queira que os espíritas são os detentores dessa ciência nova, ainda rejeitada nas esferas do ensino oficial, sabe que ela pode alcançar resultados prodigiosos se todos unidos se propuserem a alcançá-los."

Anastasio Garcia López "Congresso Espírita Hispano-Americano e Internacional"

“À teoria materialista, impotente para dar solução aos problemas da vida, das desigualdades sociais, das diferenças de inteligência, de posição, de moral, o Espiritismo opõe uma explicação racional dessas aparentes anomalias; proclama a lei do progresso em nossas sucessivas existências para converter o deserdado de ontem no feliz de amanhã; o criminoso da véspera no homem honesto e justo do dia seguinte”.

Além do caráter puramente experimental, na investigação do fato, que abrange o estudo do magnetismo, da antiga Magia e de tudo o que se refere às chamadas ciências ocultas, o Espiritismo tem dois aspectos primordiais, complementares entre si: a ciência de conhecer e a prática de amar, que se ajudam mutuamente para a realização do verdadeiro progresso – o do espírito pela escala ascendente da perfeição.

Portanto, o Espiritismo tem soberana influência na vida social, e o corpo de doutrina moral que dele emerge é a Moral universal, reforçada com a crença racional na vida após a morte, e apontando o objetivo de caminhar para Deus pelo Amor e pela Ciência.

Mas o Espiritismo, entenda-se bem, não impõe uma fé: convida ao estudo. O implacável e ímpio: ‘acredite ou morra’ das religiões intransigentes é substituído pelo humanitário e belo: ‘estude e ame’.

Visconde de Torres-Solanot "Congresso Espírita Hispano-Americano e Internacional"
 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

  Ramón Lagier Pomares (1821 – 1897) (Biografia rara traduzida)

 

Congresso Espírita Hispano-Americano e Internacional celebrado em Madri em 1892 (Obra rara traduzida)

 
Congreso espiritista Ibéricoamericano é Internacional celebrado en Madrid 1892 (Esp.)

 

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