Stefan Ossowiecki

o grande médium vidente polonês

Sociedade Polonesa de Estudos Psíquicos

(1877 - 1944)

 

OBRA RARA TRADUZIDA

 

Clarividência [do latim claru + -i- + videntia] - 1. Para a Doutrina Espírita, é propriedade inerente à alma e que dá a certas pessoas a faculdade de ver sem o auxílio dos órgãos da visão. 2. Visão mais perfeita, mais clara.

Faculdade de ver sem o auxílio dos órgãos da visão. É uma faculdade inerente à própria natureza da alma ou do Espírito, e que reside em todo o seu ser; eis porque em todos os casos em que há emancipação da alma, o homem tem percepções independentes dos sentidos.

No estado corporal normal, a faculdade de ver é limitada pelos órgãos materiais: desprendida desse obstáculo, ela não é mais circunscrita, estende-se por toda a parte onde a alma exerce sua ação: tal é a causa da visão à distância de que gozam certos sonâmbulos. Eles se vêem no próprio local que observam e descrevem ainda que este se situe mil léguas à distância, visto que, se o corpo não se acha acolá, a alma, em realidade, ali se encontra. Pode-se, pois, dizer que o sonâmbulo vê pelos olhos da alma.

 

Notas biográficas sobre Stefan Ossowiecki.

Em abril de 1921, em Varsóvia, o professor Richet e eu conhecemos o engenheiro Stefan Ossowiecki.

Um amigo de ambos, o conde Plater, nos reuniu depois de nos informar sobre as maravilhosas faculdades dele.

Imediatamente foram tentadas, com sucesso, algumas experiências muito simples.

Outros testes mais precisos nos dias seguintes, tiveram também sucesso total.

Desde então, inúmeras experiências realizadas, já em Varsóvia, já em Paris, permitiram-nos perceber os principais detalhes da faculdade, certamente maravilhosa, de Ossowiecki.

Vamos expor todos eles metodicamente.

Colocaremos primeiro algumas notas biográficas sobre o clarividente:

O Sr. Stefan Ossowiecki nasce em 1877, filho de pais poloneses. Sua avó paterna é famosa em seu bairro por seus dons de clarividência.

Sua mãe apresenta as mesmas faculdades, embora menos desenvolvidas (pressentimentos, premonições).

Um de seus irmãos possui também dons de lucidez, mas incomparavelmente menos marcados do que os de Stefan. Além disso ele é, também, médium de escrita.

Desde a mais tenra infância, Stefan Ossowiecki observou que possuía a faculdade de leitura de pensamento. Divertia-se brincando com seus coleguinhas, adivinhando cifras ou frases pensadas por eles.

Na idade de dezessete anos entrou para o Instituto de Engenheiros de Petrogrado, a grande escola técnica da Rússia, e lá ficou até os vinte anos.

Seus dons de clarividência manifestaram-se espontaneamente. Um dos procedimentos de exame mais utilizados na escola consistia em que os próprios alunos tiravam por sorteio as questões que deveriam responder, e que estavam colocadas em envelopes fechados.

Stefan Ossowiecki deliciava-se, para grande surpresa de seus professores, em responder sem rasgar o envelope. (Sempre a resposta era, fielmente, aquela que a pergunta encerrava!)

Ele tinha outro dom, mais misterioso para ele: enxergava as "auras" diversamente coloridas em torno das pessoas que se colocavam em sua presença.

Ignorante totalmente da metapsíquica, ele a princípio não estabelecia qualquer relação entre suas visões e seu dom de clarividência, e acreditava sofrer um estado mórbido.

Inquieto, ele foi consultar vários oftalmologistas, entre eles o famoso especialista de Moscou, Dr. Gilius.

O diagnóstico deste clínico foi desesperador: ele disse a Ossowiecki que seu caso era muito grave, (que corria grande risco de perder a visão). O oftalmologista impôs uma estadia de várias semanas em um quarto escuro, sujeito as instilações regulares de atropina.

Pouco depois (ele tinha então 21 anos), Ossowiecki foi delegado pelo Instituto de Engenheiros à fábrica de papel do conde Worondof-Dasykof, em Gomel-Dobroug.

Nesta famosa cidade morava um vidente, famoso na região: era um velho judeu chamado Worobey.

Ossowiecki foi vê-lo por curiosidade. Worobey pegou em sua mão, concentrou-se em si mesmo e disse: “Você não é um homem comum; você tem que cumprir em sua vida uma missão de ordem oculta! Você é vidente e enxerga as auras!”

Ossowiecki, ignorante do significado da palavra aura, que escutava pela primeira vez, ouviu do judeu a explicação sobre o que era.

Ossowiecki entendeu então que não tinha doença ocular alguma e que o diagnóstico assustador dos médicos estava errado.

Completamente tranquilizado, ele pediu a Worobey para continuar. O vidente então contou todo o seu passado, seu presente e expôs visões do futuro, totalmente inesperadas.

Ele o viu na prisão por longos meses, nas piores condições; depois, condenado à morte, sendo salvo no último minuto, mas arruinado.

Ele acrescentou que depois de alcançar uma boa posição novamente, seria feliz e se casaria com uma mulher chamada Ana.

 Acrescentou esta predição extraordinária:

«Entre os quarenta e cinco e os quarenta e oito anos você será uma celebridade mundial. Falarão de você no mundo inteiro!»

Ossowiecki não deu crédito a essas várias previsões, que, felizes ou infelizes, todas pareceram-lhe igualmente absurdas.

De qualquer forma, as palavras de Worobey sobre seu dom de clarividência o impressionaram. Adquiriu confiança e entendeu que naquilo havia algo mais do que um passatempo.

Durante seus estudos, entre as idades de dezessete e vinte anos, Ossowiecki notou com espanto que possuía outro dom além da clarividência: o da telecinesia.

Batidas podiam ser ouvidas em seu ambiente; alguns objetos mudavam espontaneamente de lugar em sua presença. Mesmo em pleno dia ocorriam fenômenos que irritavam e amedrontavam seus colegas.

Ossowiecki então teve a ideia de tentar reproduzir à vontade os fatos da telecinesia. O sucesso foi total.

Ele se fazia amarrar em um divã ou dentro de um saco.

Assim imobilizado, ele conseguia, em plena luz, concentrando fortemente seus pensamentos, atrair ou rejeitar objetos, jogá-los ao chão e transportá-los de um lado a outro da sala.

O fenômeno mais intenso que observou foi o seguinte: em uma experiência realizada na casa da Princesa Olga Wolkonska, em pleno dia, uma pesada estátua de mármore foi puxada para o seu lado, a uma distância de 2,50 metros. (Para poder movê-la, era necessária a força de três homens!)

Os movimentos voluntários de objetos sem contato exigiam um imenso esforço e deixavam Ossowiecki completamente esgotado. A faculdade de telecinesia durou até os trinta e cinco anos. Depois diminuiu progressivamente e acabou por desaparecer completamente.

Além disso, vendo o estado de fadiga que produziam nele, seu pai se opôs a tais experiências com todas as suas forças. Fez-lhe prometer, em seu leito de morte, deixá-las completamente.

Observação muito interessante:

Todas as vezes que Ossowiecki se dedicava à telecinesia, sua faculdade de clarividência diminuía e até mesmo desaparecia.

 Havia uma evidente alternativa entre as capacidades metapsíquicas de ordem subjetiva e as de ordem objetiva.

O mesmo fato foi observado com muitos outros médiuns complexos.

Por outro lado, a reunião de dons tão diversos no mesmo sujeito prova bem que as faculdades da chamada ordem supranormal não estão a princípio especializadas e que sua natureza filosófica e biológica é única.

Ao deixar a Escola de Engenheiros, Ossowiecki estabelece sua residência em Frankfurt como engenheiro para uma grande fábrica de cores.

A sua faculdade de leitura em folhas lacradas, que já tinha como aluno, desenvolveu-se especialmente a partir dos trinta e cinco anos, após o desaparecimento da faculdade de telecinesia.

Com a idade de quarenta anos foi preso em Moscou pelos bolcheviques.

Foi considerado suspeito por causa de suas relações com a missão militar francesa.

Ele oferecera alojamento generoso em sua casa para o capitão Jouan e o vice-cônsul fosse. Um dia, os bolcheviques fizeram uma busca, descobrindo no quarto do capitão algumas proclamações francesas aos checoslovacos. Eles acusaram Ossowiecki de conluio com os franceses e o detiveram.

Ele permaneceu preso por seis meses, em uma masmorra infecta, dando-lhe peixe salgado e um copo de água por dia!

Era retirado da masmorra durante o dia para cavar, no cemitério, os túmulos dos executados. Finalmente, foi condenado à morte e conduzido ao local do suplício com 60 companheiros de infortúnio.

No último momento ele foi salvo, junto com outros dois engenheiros, pela intervenção de um alto funcionário russo que fora seu colega na Escola de Engenheiros.

Os seis meses de tortura material e moral, durante os quais seus cabelos encaneceram, parecem ter desenvolvido nele o dom da clarividência.

É curioso que durante aquele triste período, e até o momento designado para sua execução, Ossowiecki não teve clarividência concernente à sua pessoa. Ele realmente acreditava que sua última hora havia chegado.

Por outro lado, a previsão do judeu havia sido esquecida completamente.

Atualmente sua lucidez é ainda mais marcante no que diz respeito à penetração da personalidade humana do que no que se refere à leitura de uma folha lacrada.

Parece que, senão todas as maiorias das pessoas colocadas em sua presença não têm segredos para Ossowiecki. Às vezes penetra em seus pensamentos mais íntimos e lê como um livro aberto seu passado, seu presente e até mesmo seu futuro.

Quando está em contato com uma pessoa cuja morte está próxima, ele vê em torno dessa pessoa uma espécie de aura sombria que não o engana, embora sua saúde seja aparentemente perfeita. Acontece então que muitas vezes ele consegue prever mortes inesperadas. Por último, repetidas vezes, involuntariamente quase sempre, mas uma delas voluntariamente, aconteceu de ele se "desdobrar". Ele então se sente fora do corpo, preservando ao mesmo tempo a consciência e a memória. Nesse estado de desdobramento, é possível para ele se manifestar diante de amigos.

Eles experimentam, por instantes, a impressão de que Ossowiecki está diante deles em carne e osso.

De resto, esses dons não tiram de Ossowiecki nenhuma de suas qualidades e capacidades.

Ele é muito querido por seus amigos; sempre disposto a se sacrificar por eles, possui um encanto particular e inesquecível. Muito ativo, ele cuida de seus múltiplos negócios com grande sucesso.

A previsão do judeu foi cumprida:

Totalmente arruinado pelos bolcheviques, está novamente em uma situação próspera.

A Sra. Ossowiecki, com quem ele se casou recentemente, tem o nome de Ana.

Igualmente justa foi a previsão de uma celebridade mundial a partir dos quarenta e cinco anos. As publicações da Revue Mètapsychique realizaram isso plenamente.

Gustave Geley - Ectoplasmia e Clarividência

Experiências com médium Ossowiecki:

Eis agora o artigo que escrevi na Revue Métapsychique, e que expõe a continuação desta série de experiências, bem como as ideias que me sugeriu:

O professor Richet descreveu como decisivas as experiências de lucidez que fizemos em Varsóvia com nosso amigo Sr. Stefan Ossowiecki.

Elas são, com efeito, decisivas em tudo:

Por sua multiplicidade, nitidez e precisão;

Pela verificação segura e confortável, que não deixa espaço a qualquer hipótese possível de ilusão ou mistificação;

Em suma, pela possibilidade de serem renovadas à vontade. (O sucesso das experiências é quase constante.)

Após a partida do professor Richet em abril de 1922, continuei com o Sr. Ossowiecki algumas novas sessões, todas com sucesso.

Mas por um lado, o pouco tempo que eu tinha disponível, e por outro, o escrúpulo de pedir demais à abnegação do senhor Ossowiecki, sobrecarregado de trabalho e de preocupações diversas, não me permitiram tentar todas as provas que eu tinha pensado.

Vou me contentar, então, em referir aqui apenas uma das experiências que fiz após a partida do professor Richet, porque é consequência lógica daquelas que ele publicou no último número da Revue Métapsychique.

Meu professor tinha dado para mim uma das cartas fechadas que a Sra. de Noailles havia confiado a ele. Esta carta estava em duplo envelope. O envelope externo rasgou-se um pouco quando o professor tirou a carta do bolso para entregá-la a mim. Ele então me aconselhou a colocar o envelope interno, que estava intacto e continha o documento a ser lido, dentro de um segundo envelope e fechá-lo.

Eu segui essa recomendação ponto por ponto. A carta não saiu do bolso interno do meu sobretudo até o momento de entregá-la ao Sr. Ossowiecki.

Um primeiro ensaio aconteceu no meu quarto do hotel de Europa em 4 de maio de 1922, às dezesseis horas. Depois de ter concentrado seu pensamento, segurando a carta na mão, O Sr. O... me disse, após um quarto de hora: “Eu vejo, eu sei. Esta noite vou lhe contar o que a carta contém”, e ele a devolveu para mim. Estava intacta e coloquei-a de volta em meu bolso.

No mesmo dia, às vinte e uma horas, teria lugar a reunião da Sociedade Polonesa de Estudos Psíquicos, com a assistência de 80 a 100 pessoas.

De acordo com o Sr. Ossowiecki, propus que, antes de ser levantada a sessão, fosse realizada perante a Sociedade a experiência projetada. Foi aceito com entusiasmo e entreguei a carta ao Sr. O... Então, depois de cinco ou seis minutos, ele começou a falar. Descreveu para nós a Sra. de Noailles e seu quarto. Deu vários detalhes a respeito disso, detalhes que eu não verifiquei, e depois disse:

“Fala nesta carta de um grande gênio contemporâneo. É Richet. Ela sente muita simpatia por ele. Ela diz que o gênio de Richet é tão grande quanto seu coração. Assina com seu nome e sobrenome e rubrica a seguir. Isso acontece à tarde, das cinco às seis.”

Em seguida, abri a carta para a assembleia (ver a fotografia do documento, fig. 9).

Como se vê, o sucesso é completo. Sendo minhas outras experiências inteiramente da mesma ordem, seria alongar inutilmente esta descrição fazer referência a elas. Para nossas provas futuras, temos pensado em outros procedimentos inéditos.

(Fig. 9.) O professor Carlos Richet é tão grande pelas qualidades sublimes de seu coração quanto por sua genialidade cientista.— Ana de Noailles.

Experiências com médium Ossowiecki:

“Pelo presente, certifico que o documento anexo, isto é, uma fórmula do jogo de xadrez escrita pelo chefe de Estado, o Sr. marechal Pildzuski, fórmula que só ele conhecia, fechada dentro de um envelope pelo próprio marechal em pessoa e lacrada com o selo dado pelo ministro da Guerra, general Sosukowski, foi lido no espaço de quinze a vinte minutos pelo Sr. Stefan Ossowiecki.

Fig. 10.— Fotografia do documento.

“Estavam presentes: a generala Jacyna, a irmã do Senhor S. Ossowiecki, a Sra. Neuman, a princesa Michel Wovoniecka, o ministro da Guerra, general Sosukowski, o general Jacyna, ajudante de campo do chefe de Estado; o tenente Saszkiewicz, ajudante de campo do General Jacyna e o signatário.

“Uma vez feita a leitura pelo Sr. Ossowiecki, liguei uma comunicação telefônica para o Belvedere, em presença dos assistentes mencionados. Recebi, por telefone, a confirmação do conteúdo da carta; confirmação dada pessoalmente pelo chefe de Estado, que estava muito interessado nesta experiência. O marechal disse-me que o Sr. Ossowiecki não tinha errado.

“No dia seguinte, a carta foi aberta pelo chefe de Estado no Belvedere.

“Deve-se acrescentar que quando o Sr. Ossowiecki segurou em sua mão o envelope lacrado, antes de dizer o que continha, e sem saber de quem era aquela carta, anunciou aos presentes que esta folha estava escrita pelo chefe do Estado.

“Ao mesmo tempo, o Sr. Ossowiecki traçou o plano da câmara do chefe do Estado, que ele nunca tinha visto; a seguir, fez uma descrição da mobília e de sua disposição, e também descreveu a mesa onde o marechal Pildzuski pegara o papel de referência.

“Esta experiência aconteceu na Avenida de Ujardow, número 39, na casa do general Jacyna.

“Varsóvia, dezembro de 1920.”

Assinado: Tenente C. Switski, ajudante de campo e secretário pessoal do chefe de Estado.

ALGUNS PONTOS DE APOIO À INTERPRETAÇÃO (1)

Para tentar entender o dom do Sr. O... é essencial termos em mente todas as variedades de sua clarividência e levarmos em consideração todos os fatos.

(1) Dou aqui, mais ou menos, minhas impressões sucessivas a continuação das experiências.

Do estudo que fizemos em nossas três séries de experiências, resultam as seguintes verificações:
Verificações positivas - 1º. O Sr. O... pode facilmente conhecer o conteúdo de uma carta fechada, inacessível às vias sensoriais normais. A lucidez parece a mesma, qualquer que seja o obstáculo oposto às vias sensoriais.

Ela é igualmente exercida através de uma espessa camada de chumbo (três centímetros), através de várias dobras de papel opaco, como através de um simples envelope. A natureza do obstáculo, portanto, parece ter pouca importância. Se bem o Sr. O... precisou trabalhar duas vezes para revelar o documento guardado no tubo de chumbo, ele teve exatamente a mesma dificuldade em "ler" as cartas simples da Sra. de Noailles.

2.° O Sr. O... toma conhecimento com igual facilidade dos documentos preparados longe dele do que daqueles preparados na sua presença.

3.° Não tem importância para a lucidez do Sr. O... que as pessoas presentes conheçam ou ignorem o conteúdo dos documentos lacrados que lhes são apresentados.

4.° Em certos casos, como os referidos pelo Professor Richet, a lucidez do Sr. O... parece dar mais a ele a noção do grafismo, do que o conhecimento da ideia do documento. Em outros casos, parece especializado na ideia, fora do grafismo, como aconteceu na experiência do desenho de um peixe.

5.° A lucidez do Sr. O... funciona não só com um documento escrito e oculto, mas com qualquer objeto (psicometria). Às vezes, ela se manifesta sem intermediação material (descoberta de objetos perdidos).

Verificações negativas. - Em relação aos documentos lacrados, o Sr. O... é incapaz de conhecer aqueles que estão impressos ou datilografados. Essa restrição é muito curiosa e difícil de explicar, dada a força "psicométrica" acionada nos demais casos.

Talvez seja simplesmente algum tipo de hábito adquirido pelo Sr. O...

Fontes: Institut Métapsychique International

Fontes: Psi Encyclopedie

"A faculdade do Sr. Ossowiecki foi igualmente poderosa, fossem cartas escritas por mim, por uma pessoa que me toca de perto (a Sra. Geley), ou por dois amigos que na época estavam em Paris e eram totalmente desconhecidos do clarividente.

A clarividência parece ser uma faculdade acima de todas as contingências de tempo, espaço ou obstáculos materiais, ultrapassando todas as leis físicas e psíquicas, como uma sorte de onisciência; em uma palavra, um dom divino...

Desnecessário dizer que a clarividência do Sr. Ossowiecki não tem essa amplitude nem esse poder. Vimos que, apesar de sua habilidade maravilhosa, ele é limitado por condições às vezes sem importância, como as contingências da escrita em língua estrangeira ou da escrita impressa. Na verdade, a clarividência do Sr. O... é sem dúvida uma variedade daquela clarividência restrita a que foi dado o nome de psicometria."

"A clarividência do Sr. S. Ossowiecki não se manifesta unicamente pela possibilidade de conhecer o conteúdo de folhas fechadas ou documentos colocados em envelope ou caixa opaca. Revela-se também, e principalmente, por uma faculdade de "psicometria", que excede em muito tudo quanto já foi registrado nos anais da metapsíquica."

Gustave Geley "Ectoplasmia e Clarividência"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Biografia de Stefan Ossowiecki

 

Biografia de Gustave Geley

 

Gustave Geley - Ectoplasmia e Clarividência (Obra rara traduzida)

 

Gustave Geley - La ectoplasmia y la clarividencia (1924) (Esp.)

 

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