Pasquale Erto

O médium dos fenômenos luminosos (fotogênese)

"o luminoso"

OS GRANDES MÉDIUNS DE EFEITOS FÍSICOS

(1896 -     )

 

OBRA RARA TRADUZIDA

 

Ectoplasta [do grego ektós + plas (ma) + -ta] - Médium de efeito físico que empresta potencial ectoplásmico para materialização de Espírito ou objeto espiritual.

Ectoplasma [do grego e do latim, respectivamente: ektós + plasma]- 1. Biologia: parte periférica do citoplasma. 2. Parapsicologia: termo criado por Charles Richet para designar a substância visível que emana do corpo de certos médiuns. 3. Para a ciência espírita, designa a substância viscosa, esbranquiçada, quase transparente, com reflexos leitosos, evanescente sob a luz, e que tem propriedades químicas semelhantes às do corpo físico do médium, donde provém. É considerada a base dos efeitos mediúnicos chamados físicos, como a materialização, pois através dela os Espíritos podem atuar sobre a matéria.

Fotogênese - Secreção luminosa ectoplásmica  Aparições luminosas - São as que queimam o ectoplasma em seu entorno, moldando-se com uma luminosidade capaz de distinguir sua aparência e conformações.

Notas biográficas sobre Pasquale Erto:

Em “La Fluide Devant la Physique Révelatrice et la Métapsychique Objective”, Paris, 1927, Gaston Jean Mondeail registra os principais trâmites dos fenômenos de fotogênese ocorridos em sessões científicas com o jovem médium italiano Pasquale Erto, cognominado “o luminoso”. As primeiras experiências aconteceram a partir de fevereiro de 1922, em ambiente meticulosamente preparado. Conforme relata Jean Mondeail, raios luminosos emanavam da parte anterior do corpo de Pasquale, assim como da cabeça, dos pés e das mãos. As emanações luminosas ocorriam na escuridão e sob fraca luz vermelha.

O professor Luigi Romolo Sanguinetti, em artigo publicado na Revue Métapsychique, número de julho de 1922, descreve a versatilidade do fenômeno:

“Os raios emitidos por Pasquale Erto variam de cor, de longitude, de forma. No que se refere à cor, geralmente são de um belo azul-lunar, ou de um azul-elétrico ou de vermelho-vivo, ou de um vermelho-alaranjado ou amarelado. Os matizes são bem pouco numerosos. O comprimento varia desde os raios curtos, em forma de agulhas, até o de raios de quatro, cinco, seis metros.

O médium podia imprimir a esses raios a direção que se lhe indicasse. Freqüentemente, eu os fiz dirigir de maneira a iluminar as pessoas que entravam na sala no decorrer da sessão. No que se refere à forma, trata-se ou de raios no estrito sentido da palavra, ou de raios difusos em forma de leque, de triângulo, de cone, cujo ápice está geralmente unido ao médium. Temos observado também verdadeiros globos de luz. A luz aparecia então como concentrada e de cor vermelho-vivo ou alaranjada. Estes globos são de duração tão curta quanto a dos raios.”

Pasquale Erto não se negava a um rigoroso exame antes das sessões. Perscrutavam-lhe, então, o seu corpo nu, “com exploração do reto, uretra, boca, nariz, orelhas, cabelos, etc.” Asseguravam-se, os pesquisadores, de que nenhum recurso especial fosse utilizado pelo médium na obtenção do raro fenômeno de fotogênese.

Por volta de 1923, Pasquale Erto submeteu-se a rigorosa pesquisa no Instituto Metapsíquico Internacional, à época dirigido por Gustave Geley. Erto se submetia a radiografias e depois vestia uma roupa especial, feita sob medida, que cobria todo o seu corpo, menos as mãos e a cabeça. Esta era envolvida em um véu, costurado ao colarinho da vestimenta. Luvas de boxe eram usadas para isolar as mãos. O médium só entrava na sala das sessões depois que os investigadores o examinavam meticulosamente. Nada disso impedia que Erto produzisse luzes, mesmo diante de mágicos profissionais.

Os pesquisadores encontraram, em algumas sessões, fragmentos de ferrocésio (liga de ferro e césio) no vestuário de Erto, juntamente com pequeninas fontes de aço. Acreditou-se que, desse modo, seriam explicados os fenômenos luminescentes provocados pelo sensitivo italiano. Baseada nessas provas, uma Comissão de Inquérito constituída pela Sorbonne, célebre estabelecimento público de ensino superior em Paris, concluiu:

“Ele se munia, antes da sessão, de um pequeno fragmento ferrocésio e de um pedacinho de aço. Na escuridão, raspava o ferrocésio com o aço, produzindo, assim, faíscas, dissimulando o barulho com um “ah” violento.”

Os doutíssimos membros da Comissão de Inquérito da Sorbonne esqueceram que Pasquale Erto estava de luvas de boxe. De que forma o médium poderia manipular fragmentos de minério para a consecução do extraordinário fenômeno de fotogênese? Além do mais, a roupa que o médium vestia era fornecida pelos investigadores, que antes o examinavam, detalhadamente, com exploração do reto, uretra, boca, nariz, orelhas, cabelos, etc. Os fragmentos de ferrocésio e de aço surgiram, certamente, do próprio trabalho desenvolvido pelos Espíritos para a obtenção do fenômeno.

O certo é que ninguém conseguiu realmente explicar como Pasquale Erto pôde fazer surgir raios de quatro, cinco e seis metros de cores diferentes, com minúsculos pedaços de metal. Alguns mágicos, tão cépticos quanto os cientistas, e estes tão descrentes como o homem do povo, afirmaram que poderiam, folgadamente, produzir os fenômenos de fotogênese. Jamais o conseguiram!

Sir William Crookes (1823-1919), uma das glórias científicas dos séculos XIX e XX, assim se manifestou sobre a luz psíquica em artigo publicado no Quarterly Journal of Science sob o título Notes of an Enquiry into the Phenomena Called Spiritual:

“(…) sob as mais rigorosas condições de testes, vi um corpo sólido, luminoso, semelhante a um ovo de peru, flutuando silenciosamente pela sala, às vezes a uma altura superior à de uma pessoa na ponta dos pés. Em seguida, descia suavemente ao solo. Numa ocasião, ficou visível por mais de dez minutos antes de desaparecer. Bateu na mesa, produzindo um som semelhante ao de um corpo duro e sólido. Durante esse tempo, o médium, aparentemente inconsciente, estava deitado de costas numa poltrona.”

E mais adiante o descobridor do Tálio e inventor do Radiômetro, acrescenta:

“Vi pontos luminosos dardejando pela sala e pousando nas cabeças de diferentes pessoas. As perguntas que fiz me foram respondidas com sinais luminosos, empregando um código previamente convencionado… Identifiquei uma nuvem luminosa pairando por acima de um heliotrópio na mesa, quebrar um de seus galhos e entregá-lo a uma senhora.”

Seria temerário afirmar que o notável químico inglês fora vítima de embutes patrocinados pela jovem médium Florence Cook ou, mesmo, por Daniel Dunglas Home, sobre quem jamais pesou a pecha de fraudulento. Ademais, que poderia lucrar, o grande sábio, com suas pesquisas sobre os fenômenos paranormais? Ele já era, à época, finais do século XIX, um cientista consagrado em todo o mundo, gozando de uma reputação ilibada. Pelo contrário; não foram poucos os que saíram a campo para tentar, sem sucesso, lhe atacar a honra e a integridade científica.

A autenticidade das pesquisas sobre fenômenos luminosos promovidas por Sir William Crookes seria evidenciada pelo trabalho do Dr. Gustave Geley, em sessões levadas a efeito com o médium polonês Franek Kluski. Relata o investigador francês, autor da obra clássica “De l’Inconscient au Conscient”:

“Um segundo depois, ocorreu um magnífico fenômeno: uma mão se movia vagarosamente, ante os espectadores. Na palma encontrava-se um corpo semelhante a um pedaço de gelo luminoso. A mão era luminosa e transparente, deixando ver a cor dos tecidos.”

Ainda com Kluski, Geley obteve uma série de fenômenos luminosos, como o que se registrou no dia 12 de abril de 1922:

“Uma longa cauda se formou atrás e por cima do médium. Era constituída de pequenos grãos de luz, alguns mais brilhantes do que os outros. O véu oscilava da direita para a esquerda e vice-versa subindo e descendo. Durou cerca de um minuto, desaparecendo para reaparecer outras vezes. Ao findar a sessão, o médium estava nu, exausto, superaquecido e transpirando abundantemente nas costas e debaixo dos braços.”

O Dr. Julien Ochorowicz (1850-1918), da Universidade de Lemberg e Diretor do Institut Général Psychologique, de Paris, após realizar exaustivas pesquisas sobre os fenômenos luminosos, ocorridos em sessões experimentais, opina:

“(…) as mãos etéricas não se materializavam enquanto irradiavam luz; os dois fenômenos não tinham condições de ocorrer simultaneamente. Essa descoberta nos leva a concluir que não haveria ectoplasma suficiente para produzir ambos os fenômenos ao mesmo tempo.”

Outros casos de fotogênese

O Barão Albert Freiherr von Schrenck-Notzing, na obra “Physikalische Phänomene des Mediumismus”(Munich, 1920), trata da faculdade mediúnica de Maria Silbert, que em transe ficava luminosa. Maria irradiava uma claridade lunar, suave, esverdeada, lembrando a luz dos vagalumes. Dos dedos, cotovelos, e dos joelhos, saíam, de vez em quando, clarões mais fortes, que se projetavam além das paredes da sala de sessões. A fotogênese de Maria Silbert acontecia em plena luz; entretanto, os pesquisadores deixavam o ambiente às escuras, a fim de apreciarem o raro e surpreendente espetáculo proporcionado pela luz “selênica” que se desprendia, inexplicavelmente, do corpo da sensitiva.

Na década de 70, a médium inglesa Gladys Hayter foi inúmeras vezes fotografada no momento em que emitia estranhas serpentinas luminosas, que alguns pesquisadores imaginaram tratar-se de modernos registros do ectoplasma. Na cidade de Nova York, a médium Veronica Leuken provocava, à sua volta, uma série de clarões coloridos. Ela se tornou, mais tarde, uma líder religiosa, que começou a ter visões marianas.

A fotogênese no Brasil

Em “Os Prodígios da Biopsíquica”, Eurico Góes relata os incríveis fenômenos luminosos provocados às expensas da faculdade mediúnica de Carmine Mirabelli, enquanto A. Ranieri, na sua obra “Materializações Luminosas”, descreve os trâmites das sessões realizadas com Francisco Lins Peixoto (o Peixotinho), Fábio Machado, Ifigênia França, Levi, Altino, Heleninha e Ênio Wendling. (*)

(*) Esses médiuns constam da citada obra “Materializações Luminosas”, de autoria de R. A. Ranieri, editada pela Federação Espírita do Estado de São Paulo. Todos eles participaram de memoráveis sessões de efeitos físicos e de materialização, onde despontavam notáveis fenômenos luminosos.

Carlos Bernardo Loureiro

Fotogênese: o Mistério das Luzes Paranormais

Os fenômenos luminosos do médium Erto:

As publicações dos doutores. Mackenzie e Sanguineti (Revue Métapsychique) chamaram a atenção dos metapsiquistas para os fenômenos luminosos verdadeiramente extraordinários obtidos com o médium Erto.

O Instituto Metapsíquico Internacional conseguiu, após as publicações mencionadas, que o referido médium viesse a Paris para uma série de sessões. Ele deveria estar conosco por três meses e nos dar vinte e cinco sessões. Ele permaneceu apenas um mês e deu oito sessões. Não tivemos, portanto, tempo de fazer um estudo aprofundado de suas faculdades e tivemos de nos contentar com algumas observações (1).

(1) Ver (no Capítulo X) minhas novas observações e conclusões.

Falarei agora apenas do fenômeno principal que Erto produz, que é a produção de luzes de um caráter muito especial.

Os fenômenos luminosos obtidos com Erto diferem notavelmente da maioria daqueles obtidos com outros médiuns, como Kluski, Guzik, Willy Sch. (para falar apenas de médiuns contemporâneos).

Em todos estes últimos, as luminosidades parecem estar sempre associadas à materialização de órgãos ou constituir uma das fases do processo de ectoplasmia. As luzes marcam, tanto na sua produção como nas suas evoluções, uma ideia diretriz, sempre relacionada com a de materialização.

Com Erto nada semelhante acontece: é um fenômeno puramente físico, uma espécie de descarga luminosa.

Portanto, parece ser uma exceção. Deve-se notar, entretanto, que outro médium muito conhecido, a Sra. Silbert, produz tanto materializações quanto descargas luminosas análogas às de Erto.

Talvez a qualquer dia este último também produzirá manifestações ectoplásmicas típicas.

Descreverei em primeiro lugar o fenômeno, tal como ele aconteceu diante de mim nas sessões de Paris.

Depois falarei sobre o procedimento de vigilância e comprovação que utilizamos.

Várias categorias de manifestações de luz podem ser obtidas com Erto.

1.º Relâmpagos simples. - Eles são inteiramente comparáveis, levando-se em consideração a proporção, ao que é comumente chamado de "relâmpagos de calor".

São relâmpagos que geralmente saem da parte inferior.

Eles iluminam o chão e às vezes as paredes da sala. Sua duração é muito curta (uma fração de segundo).

2.º Raios luminosos. - São raios de luz branca, muito longos, podem atingir até oito metros de comprimento. Às vezes, eles são visíveis em todo seu trajeto. Na maioria das vezes, quase imperceptível; em seu curso, iluminam vivamente as paredes ou o teto da sala. Parecem dirigidos à vontade pelo médium.

3.º Bolas luminosas. - São esferas que variam do tamanho de uma noz ao de uma laranja. Sua cor é branca, avermelhada ou azulada. Eles sempre aparecem a uma curta distância do médium.

4.º Relâmpagos em zigue-zague.- Saem dos braços ou da cabeça. São realmente deslumbradores. Eles têm a claridade de lâmpadas de meio watt. A duração é muito curta.

5.º Relâmpagos da mesma natureza, mas sem ponto de partida aparente. - Esses relâmpagos parecem ocorrer a 0,50m do médium, aproximadamente. São como a periferia resplandecente de um cone escuro cujo vértice fosse o médium.

6.º Por último, fenômenos luminosos em forma de foguete. - São como pontos muito brilhantes projetados pelo médium e que se extinguem ao cair.

Os diversos fenômenos referidos apresentam três características notáveis:

1.ª A sua intensidade luminosa. - A sala toda, ou pelo menos o lado onde o médium está, ilumina-se. A silhueta escura do médium é nitidamente visível.

2.ª Seu caráter polimorfo. - As diversas categorias alternam-se ou sucedem-se sem qualquer ordem.

3.ª São luzes frias. Não são acompanhadas de combustão. Elas não emitem calor algum. São quase inativas. O aparelho fotográfico só é impressionado ao se projetar a descarga luminosa diretamente contra o objetivo.

A vigilância e inspeção do médium são de natureza inteiramente satisfatória; antes de cada sessão, Erto despe-se completamente. Suas cavidades são examinadas: boca, orelhas, reto, até a uretra.

Ele pode ser trancado em uma jaula metálica minuciosamente explorada de antemão. Não tem meio algum de fabricar artificialmente essa luz.

Por outro lado, o caráter polimorfo das demonstrações torna improvável o uso de qualquer tipo de truque. Parece impossível, dado o estado atual dos nossos conhecimentos físicos, reproduzir por meio de fraude o conjunto dos fenômenos obtidos.

Só é preciso fazer uma ressalva: Erto exige escuridão absoluta e está acostumado a que ninguém segure suas mãos. Em vão tentei obter fenômenos com luz vermelha ou segurando suas mãos. Fracassei. Mas devo dizer que a Sra. Silbert produziu em minha presença manifestações muito semelhantes às de Erto em uma sessão realizada à luz da lua (lua cheia). Eu estava segurando uma de suas mãos e a outra estava constantemente visível sobre a mesa. Enquanto isso, ela não fez nenhum movimento.

P. S. - As reservas que formulei nas linhas acima eram justificadas, infelizmente. Acabei de aprender que:

1.º Os chamados fenômenos de Erto podem, em sua maior parte, ser imitados por meio do ferrocério.

2.º Provavelmente, e apesar de seus protestos, o médium utilizou esse truque. Os testes continuam.

Podemos completar nosso conceito sobre o processo ectoplásmico:

De tudo o que sabemos hoje resultam as seguintes conclusões:

A condição primordial da ectoplasmia reside na descentralização anatomo-biológica do corpo do médium e na exteriorização dos elementos descentralizados no estado amorfo (sólido, líquido ou gasoso).

Essa descentralização é acompanhada pela liberação de uma proporção considerável de energia vital. A energia vital assim liberada pode ser transformada em energia mecânica; daí a telecinesia e as batidas.

Pode ser transformado em energia luminosa; daí a produção de luz viva inteiramente análoga à luz viva normal. Umas vezes a energia da luz parece se condensar neste ou naquele organismo materializado ou em vias de materialização; outras vezes, depende de uma secreção fosforescente, suscetível de se aglomerar e formar verdadeiras lâmpadas vivas; em outras, por último, ela se manifesta na forma de descargas ou relâmpagos.

A mesma energia vital que se manifesta pela telecinesia e bioluminescência pode chegar a organizar ectoplasmas amorfos. Então, ela cria positivamente seres ou fragmentos de seres vivos efêmeros. As materializações perfeitas constituem a fase terminal e superior da ectoplasmia.

Gustave Geley "Ectoplasmia e Clarividência"

Fontes: Institut Métapsychique International

Fontes: Psi Encyclopedie

Falarei agora apenas do fenômeno principal que Erto produz, que é a produção de luzes de um caráter muito especial.

Os fenômenos luminosos obtidos com Erto diferem notavelmente da maioria daqueles obtidos com outros médiuns, como Kluski, Guzik, Willy Sch. (para falar apenas de médiuns contemporâneos).

Em todos estes últimos, as luminosidades parecem estar sempre associadas à materialização de órgãos ou constituir uma das fases do processo de ectoplasmia. As luzes marcam, tanto na sua produção como nas suas evoluções, uma ideia diretriz, sempre relacionada com a de materialização.

Com Erto nada semelhante acontece: é um fenômeno puramente físico, uma espécie de descarga luminosa.

Portanto, parece ser uma exceção. Deve-se notar, entretanto, que outro médium muito conhecido, a Sra. Silbert, produz tanto materializações quanto descargas luminosas análogas às de Erto.

Gustave Geley "Ectoplasmia e Clarividência"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Biografia de Pasquale Erto

 

Biografia de Gustave Geley

 

Gustave Geley - Ectoplasmia e Clarividência (Obra rara traduzida)

 

Gustave Geley - La ectoplasmia y la clarividencia (1924) (Esp.)

 

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