CLAIRE BAUMARD

A BIOGRAFA DE LÉON DENIS

(1872 - 1961)

 

CLAIRE BAUMARD

LÉON DENIS NA INTIMIDADE

Préfacio de Sir Arthur Conan Doyle
 

Claire Baumard - Léon Denis Intime

Préface de Sir Arthur Conan Doyle

Nouvelle Edition

Conforme a L'edition de 1929

Union Spirite Française et Francophone

Apresentação da biografa:

Prefácio explicativo de Wallace Leal V. Rodrigues

Viver cotidianamente através da tradução, as duzentas e poucas páginas deste “pequeno grande livro”, Léon Denis na Intimidade, de Mlle. Claire Baumard, urdido de lembranças, carinhosas recordações, divagações em torno da posição filosófica daquele a quem chamava o “mestre”, terminou para se tornar, para nós, um estado de espírito ao mesmo tempo benéfico e ansioso.

Houve o momento em que desejamos com emoção ter na retentiva a presença física de Mlle. Baumard e isto nos satisfez a gentileza de Hubert Forestier, já desencarnado, antigo diretor da Revue Spirite e amigo pessoal da escritora.

Em preciosa foto – um típico instantâneo familiar de “tarde dominical” – vê-se ante uma parede de pedras e o gradil de sua residência, em Saint-Cyrsur-Loire, Mlle. Baumard, de pé, ao lado de sua irmã gêmea, Mlle. Gabrielle, esta assentada, ambas frágeis como pequeninos pássaros, sorridentes, com seus “chignos”, como nuvens alvas aureolando-lhes a cabeça e fugitivos olhares nos quais se adivinha uma suave ironia.

Mlle. Gabrielle antecedeu-a, partindo para o Mundo Maior a 26 de outubro de 1958. Com 89 anos de idade, Mlle. Claire Baumard segui-la-ia três anos mais tarde, a 15 de janeiro de 1961, e os espíritas de toda a França prestaram-lhe carinhosas homenagens.

Embora sejam parcos os dados biográficos a seu respeito, presume-se que tenha nascido em 1872.

Claire Baumard assistiu aos dias heróicos do Espiritismo e se manteve fiel ao ideal que Léon Denis lhe transmitira até o fim. Poucos meses antes de sua desencarnação, era ainda assídua participante das realizações do “Chainon Tourangeau”, a principal entidade espírita de Tours.

“As conferências realizadas em uma das belas salas da Prefeitura – escreve Hubert Forestier – interessavam-na vivamente, e era raríssimo estar ausente, apesar de sua avançada idade. Sua presença, na primeira fila do auditório, era um reconforto para todos, um patrocínio de particular valor, aureolado pela lembrança do Canto da Sobrevivência.”

Mlle. Baumard não era uma jovenzinha quando, em 1918, entrou a serviço de Léon Denis, pois tinha 45 anos. Entretanto, conhecera-o vinte anos antes e já com convicção espírita, conforme narra em suas páginas.

Revela ainda que, no decorrer dos anos em que foi a dedicada secretária do escritor, já cego, redigiu um diário, ao qual, entretanto, não recorreu para a feitura de sua obra. Preferiu a Mlle. Baumard, de pé, ao lado revelação do grande e reverenciado de sua irmã Mlle. Grabrielle. vulto do Espiritismo, pelo depoimento escrito de seus contemporâneos e sínteses de sua obra, ao desmonte dessa soberba personalidade, pela sucessão real do cotidiano. Por esse motivo, seu livro é, antes, a impressão intelectual e espiritual desse a quem chama incessantemente de “mestre”.

Todavia a gama existencial que nos transmite não é o fruto de uma imaginação exacerbada ante um líder carismático como o foi Léon Denis. Ela vai além de acontecimentos visceralmente representativos e importantes, deixando-nos, a nós pesquisadores, incomodados pela existência desse diário e do qual a autora não quis valer-se. E perguntamos: na mão de quem estará agora, acolá, nessa longínqua Tours? E nem sabemos se dele se valeu o próprio biógrafo de Léon Denis, Gaston Luce, também já falecido.

Dissemos “incomodados” tendo em vista que o venerável mentor espiritual, Emmanuel, nos esclarece que a tarefa do trabalhador intelectual espírita deve também ser de desvencilhamento e perquirição da verdade, tanto em plano doutrinário quanto em plano histórico, de modo a que, seguindo o próprio Allan Kardec, os processos e conquistas da sociedade humana, em progressiva ascensão, sejam incorporados ao acervo do Espiritismo.

Com esse propósito, valendo-nos da crítica comparativa e intuitiva, até certo ponto na conceituação de Bergson, tentamos, aqui, singela e respeitosamente, desdobrar a compreensão de Léon Denis, essa luminar figura das letras espíritas e que voa em direção aos séculos como o primeiro credenciado ao título de “apóstolo do Espiritismo”.

Prefácio de Arthur Conan Doyle

Eu considero uma honra atender ao pedido que me é feito para prefaciar, com algumas linhas, estas lembranças íntimas a respeito do saudoso Léon Denis.

Serei breve, pois conheci-o bem pouco e, apenas raramente, o encontrei. Todavia devo dizer, com toda sinceridade, que poucos homens produziram – em tão curto espaço de tempo – uma impressão mais viva em meu espírito.

Revejo ainda, muito nitidamente, seu sólido e forte tórax, seu ar majestoso e sua cabeça leonina, que lembrava aqueles antigos sacerdotes celtas ou os guerreiros primitivos, figuras marcantes de um tempo remoto, que ele amava evocar. Severo, mas benevolente, impetuoso, porém sábio, emotivo, mas reflexivo, tais eram as expressões, tão diversas, que eu discernia em sua face notável.

Como escritor, ele me emociona profundamente. Eu falo imperfeitamente o francês, mas leio-o com frequência, pois me parece que a literatura francesa é a primeira do mundo.

Não pretendo erigir-me em crítico de uma tal literatura, porém do meu ponto de vista, a prosa de Léon Denis, tão vigorosa e expressiva, tão elegante em sua forma, embora o peso de seu pensamento, é de um estilo absolutamente perfeito. Ela alia, à riqueza dos conhecimentos, uma filosofia muito precisa e definida.

Sua Jeanne d’Arc Médium cativou-me a tal ponto que passei três meses me esforçando por transpor sua inspiração em nossa língua, mas a mágica luminosidade de Léon Denis não é fácil de ser traduzida. Foi assim que tomei a liberdade de mudar o título, de uma corajosa franqueza, em O Mistério de Jeanne d’Arc.

Pareceu-me oportuno não arriscar, ferindo os preconceitos dos profanos e de furtá-los privando-os, assim, da leitura de uma obra-prima.

Nem Anatole France, nem Bernard Shaw conceberam, como Léon Denis, uma tão concludente, tão real apreciação dessa maravilhosa heroína. Ele dá, nesse livro, a única explicação plausível do fato mais prodigioso da História.

Quanto aos estudos das origens célticas, e da sua importância étnica, meus conhecimentos etnológicos não são suficientes para apreciar-lhes o valor, mas eu estou seguro de que jamais o assunto foi tratado de maneira mais encantadora.

Agora me apago para deixar o leitor iniciar, mais intimamente à história terrena desse homem superior, história escrita por aquela que teve ocasiões tão excepcionais de conhecê-lo e compreendê-lo.

Arthur Conan Doyle
12 de julho de 1929.
Bignell Wood, Ninstead, Lyndhurst

Léon Denis e o Encontro com Espiritismo

Fontes: Portal Luz Espírita 

Fontes: Federação Espírita do Paraná

Claire Baumard assistiu aos dias heroicos do Espiritismo e se manteve fiel ao ideal que Léon Denis lhe transmitira até o fim. Poucos meses antes de sua desencarnação, era ainda assídua participante das realizações do “Chainon Tourangeau”, a principal entidade espírita de Tours.

"As conferências realizadas em uma das belas salas da Prefeitura – escreve Hubert Forestier – interessavam-na vivamente, e era raríssimo estar ausente, apesar de sua avançada idade. Sua presença, na primeira fila do auditório, era um reconforto para todos, um patrocínio de particular valor, aureolado pela lembrança do Canto da Sobrevivência."

Claire Baumard "Léon Denis na Intimidade"

"Léon Denis tinha uma alegria natural e não perdia jamais a ocasião de dizer uma palavra bondosa, a qual lhe vinha tão depressa, que seu interlocutor se surpreendia com o octogenário de aspecto grave, num jogo de espírito tão alegre."

Claire Baumard "Léon Denis na Intimidade"

 

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Claire Baumard - Léon Denis Intime (1929) (Fr.)

 

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