Cromwell Fleetwood Varley

O GRANDE FÍSICO INGLÊS

da Sociedade Real de Londres

O COMPROVADOR DA IMORTALIDADE DA ALMA

(TRABALHOU EM CONJUNTO COM SIR WILLIAM CROOKES)

(1828 - 1883)

 

O pesquisador Cromwell Varley teve como material de pesquisa a médium Florence Cook ver LINK

Apresentação da biografia de Cromwell Varley:

Nascido em Kentish Town, Londres; foi o segundo de dez filhos de Cornelius Varley.

Eminente físico, descobridor do condensador elétrico, estabeleceu, por  meio do cabo submarino, as comunicações entre a Inglaterra e os Estados  Unidos.

Engenheiro-chefe da Electric telegraph Company, inventou muitas técnicas  e instrumentos para melhorar o desempenho do telégrafo. Em 1870, inventou  o cymaphen, uma espécie de telégrafo que poderia transmitir a fala.

A partir de 1871, se interessou pelos fenômenos espíritas, se associando  a Sir William Crookes e participando de diversas experiências de  investigação nessa área.

Foi Varley quem idealizou e preparou os aparelhos elétricos que serviram  para as experiências de Crookes com a médium Florence Cook e Daniel D.  Home.

Vários autores espíritas como: Gabriel Delanne, Léon Denis e William Crookes que fazem citações dos trabalhos desenvolvidos por esse ilustre cientista.

Irmãos W. e Jorge Hessen

Cromwell Fleetwood Varley:

O PESQUISADOR

Narração de uma experiência científica feita por William Crookes e Cromwell Varley,  em uma das sessões de materialização do Espírito de Katie King:

O Sr. Aksakof assim se exprime na sua bela obra:

Para ter certeza de que a Srta. Cook estava no interior do gabinete, durante o tempo em que Katie se apresentava diante dos assistentes, fora dela, o Sr. Varley concebeu a idéia de fazer atravessar o corpo da médium por uma fraca corrente elétrica, durante todo o tempo em que a forma materializada estivesse visível, e de fiscalizar os resultados, assim obtidos, por meio de um galvanômetro colocado no mesmo aposento, fora do gabinete.

A experiência realizou-se na residência do Sr. Luxmoore.

O compartimento do fundo, que devia servir de câmara escura, foi separado do da frente, por meio de uma cortina, para impedir a entrada da luz.

Antes da sessão, a câmara escura foi examinada cuidadosamente e as portas foram fechadas à chave.

O compartimento da frente estava iluminado por uma lâmpada de parafina, com um pára-luz que peneirava a luz.

O galvanômetro foi colocado sobre o fogão, à distância de 11 pés da cortina.

Os assistentes eram os Srs. Luxmoore, Crookes, a Sra. Crookes e a Sra. Cook com a filha, os Srs. Tapp, Harrison e eu (Varley).

A Srta. Cook ocupava uma poltrona no aposento do fundo.

Fixou-se, com borracha, a cada um dos seus braços, um pouco acima dos punhos, uma moeda de ouro, à qual estava soldada uma extremidade de fio de platina. As moedas estavam separadas da pele por três folhas de papel mata-borrão branco, de forte espessura, umedecido com uma solução de cloridrato de amônio. Os fios de platina passavam ao longo dos braços até às espáduas e foram atados por meio de cordões, de maneira a deixar aos braços a liberdade dos movimentos.

As extremidades exteriores dos fios de platina foram reunidas a fios de cobre, envoltos em algodão, e que chegavam até ao quarto iluminado onde se achavam os experimentadores. Os fios condutores foram ligados a dois elementos Daniel e a um aparelho de verificação.

Quando tudo estava preparado, fecharam-se as cortinas, deixando assim a médium (a Srta. Cook) na escuridão. A corrente elétrica atravessou o corpo da médium, durante toda a sessão.

Essa corrente, começando nos dois elementos, passava pelo galvanômetro, sobre os elementos de resistência, pelo corpo da Srta. Cook e voltava em seguida à bateria.

Antes da introdução da Srta. Cook na corrente e enquanto as duas moedas, que formavam os pólos da bateria, estavam reunidas, o galvanômetro marcava uma declinação de 300°.

Depois da introdução da Srta. Cook, as moedas de ouro foram colocadas nos seus braços, um pouco acima do punho, e o galvanômetro não marcou mais de 220°.

Assim, pois, o corpo da médium, introduzido na corrente, oferecia uma resistência à corrente elétrica equivalente a 80 divisões da escala.

O fim principal dessas experiências era precisamente conhecer a resistência que o corpo da médium podia oferecer à corrente elétrica.

O menor deslocamento dos pólos da bateria, que estavam fixados aos braços da Srta. Cook por borrachas, teria inevitavelmente produzido uma mudança na força de resistência oferecida pelo corpo da médium.

Ora, foi nessas condições que a figura de Katie apareceu várias vezes na abertura da cortina, mostrou as mãos e os braços, depois pediu papel e lápis e escreveu à vista dos assistentes.

Se as moedas e o papel mata-borrão tivessem sido deslocados para as espáduas, de maneira a ficarem libertados os braços da médium, o trajeto percorrido pela corrente elétrica, no corpo dela, teria sido diminuído pelo menos de metade e, por conseqüência, a resistência oferecida pelo corpo da médium teria também diminuído de metade, ou seja, de 40°, e a agulha do galvanômetro se elevaria de 220° a 260°.

Entretanto, deu-se o contrário: desde o começo da sessão, não somente não houve nenhum aumento no desvio, mas ainda constante e gradualmente diminuiu até ao fim da experiência, sob a influência do dessecamento do papel molhado, circunstância essa que aumentou a resistência à corrente elétrica e diminuiu o desvio de 220° a 146°.

É certo que se uma dessas moedas de ouro tivesse sido deslocada, ainda que fosse de uma polegada, a declinação teria aumentado e a fraude da médium teria sido desmascarada; mas, como se disse, o galvanômetro não deixou de abaixar.

Ficou, pois, absolutamente demonstrado que as chapas de ouro, aplicadas nos braços da médium, não se deslocaram nem de um milímetro, que os braços que apareceram e que escreveram não eram os da médium e que, por conseqüência, o emprego da cadeia galvânica, para demonstrar a presença da médium atrás da cortina, deve ser considerado como garantia suficiente.

As variações das condições às quais a corrente elétrica estava submetida, passando pelo corpo da médium, eram indicadas pelo galvanômetro refletor, instrumento tão sensível que registraria a mais fraca corrente elétrica transmitida a 3.000 milhas por um cabo submarino.

Portanto, é claro que o menor movimento da médium teria provocado oscilações do aparelho; e teve-se a prova disso antes da experiência, como mostra o seguinte extrato de um artigo do Sr. Varley, onde todos os movimentos do galvanômetro são minuciosamente consignados, minuto por minuto:

“Antes que a médium caísse em transe (em letargia), pediu-se-lhe que fizesse movimentos com os braços; a mudança da superfície metálica, posta em contato real com o papel e o corpo, produziu um desvio, elevando-se de 15 a 20 divisões, ou mesmo mais, algumas vezes; por conseguinte, se, durante a sessão, a médium fizesse o menor movimento com as mãos, o galvanômetro tê-lo-ia infalivelmente indicado.

A Srta. Cook, na ocasião, representava um cabo telegráfico. (Psychische Studien, 1874, pág. 344.)

As moedas e o papel umedecido não podiam ser elevados ou retirado para trás, sem a médium se dirigir para o espectador, pois, para isso acontecer e ela mostrar os braços descobertos, era obrigada a arregaçar, até às espáduas, as mangas do seu vestido, com as moedas, as borrachas, as aplicações de papel, os fios de platina, os laços que os mantinham nos braços, e a fazer essa operação, primeiro em um braço, depois no outro; tudo isso não somente sem interromper durante um só instante a corrente elétrica (se a corrente tivesse sido interrompida ainda que por um décimo de segundo, o galvanômetro teria feito uma oscilação pelo menos de 290 divisões), como, também, sem provocar outras declinações além das resultantes do simples movimento das mãos.

Finalmente, teria de colocar em seu lugar, antes do fim da sessão, as mangas do vestido conservando os aparelhos sobre os braços.

Vimos, entretanto, que às 7:45 Katie repetia ainda a experiência da escrita, tendo inteiramente o braço fora da cortina, e que às 7:48 apertava a mão do Sr. Varley, e a sessão terminava.

Durante esses três minutos, o galvanômetro só registrou oscilações insignificantes, compreendidas entre 140° e 150°; era pois impossível à médium fazer os movimentos necessários para restabelecer o statu quo ante.

Katie só aparecia com um pano branco sobre a cabeça e o corpo.

Nessa sessão, ela levantou a cortina e mostrou-se várias vezes, em seu trajo habitual.

Se fosse a médium que se apresentasse, tornar-se-ia necessário mudar de roupa, o que não era possível, por causa dos fios de cobre que estavam enrolados aos fios de platina e que terminavam no quarto iluminado.”

Qualquer discussão sobre isso torna-se supérflua, uma vez que o princípio físico no qual se baseava a experiência (a apreciação da soma da resistência oferecida pelo corpo da médium à corrente elétrica) seja bem compreendido, e que se considere que o algarismo que representava essa força de resistência nunca diminuiu.

Mas há, ainda, o fenômeno que se relaciona com a categoria de experiências do Sr. Crookes: a médium é introduzida na corrente, mas, apesar disso, Katie sai inteiramente de trás da cortina.

Eis a passagem do Psychische Studien, que narra esse incidente:

“Na segunda sessão, foi o Sr. Crookes, só, quem dirigiu a experiência, na ausência do Sr. Varley, e obteve resultados semelhantes, tendo tomado a precaução de só deixar aos fios de cobre o comprimento necessário para permitir à médium mostrar-se na abertura da cortina, no caso em que ela saísse do lugar.

Entretanto, Katie avançou além da cortina, cerca de 6 a 8 pés, sem estar presa por nenhum fio, e a observação do galvanômetro não fez verificar nada de anormal, em nenhum momento.

Além disso, Katie, a pedido do Sr. Crookes, mergulhou as mãos em recipiente que continha iodeto de potássio, sem que resultasse a menor oscilação da agulha do galvanômetro.

Se os fios condutores tivessem estado em comunicação com a sua pessoa, a corrente se teria dirigido pelo caminho mais curto que lhe oferecia o líquido, o que teria ocasionado um mais forte desvio da agulha.” (Psychische Studien, 1877, pág. 342.)

M. Harrison, editor do Spiritualist, que assistiu à experiência e publicou no seu jornal a narração citada, fez aparecer no Médium a seguinte notícia, com a aprovação dos Srs. Crookes e Varley:

“Senhor Diretor:

Em conseqüência da minha presença a várias sessões recentes, durante as quais os Srs. Crookes e Varley dirigiram uma fraca corrente elétrica através do corpo da Srta. Cook, durante todo o tempo em que ela se achava no gabinete, ao mesmo tempo em que Katie estava fora dele, algumas pessoas, que fizeram parte da sessão, pediram-me comunicasse-lhe os resultados obtidos nessas experiências, no desejo de que este artigo tenha por efeito proteger uma médium leal e honesta contra indignos ataques.

Quando Katie saiu do gabinete nenhum fio metálico aderia à sua pessoa e durante todo o tempo em que ela se manteve no aposento, fora do gabinete, a corrente elétrica não sofreu nenhuma interrupção, o que teria inevitavelmente acontecido se os fios tivessem sido desenrolados dos braços da Srta. Cook, sem que as suas extremidades fossem imediatamente postas em contato.

Admitindo mesmo que se tivesse dado esse fato, a diminuição da resistência teria sido logo posta em evidência pela agulha do galvanômetro. Nas experiências de que se trata, ficou demonstrado que a Srta. Cook esteve no gabinete durante o tempo em que Katie se exibia cá fora.

As sessões realizaram-se nas casas dos Srs. Crookes e Luxmoore.

Antes de vos dirigir a presente carta, foi ela lida e aprovada pelos Srs. Crookes e Varley.

– 11 Ave Maria Lane, 17 de março de 1874.

William H. Harrison.”

A propósito dessas experiências com a corrente galvânica, devo mencionar ainda um meio de verificar a materialização e, por conseqüência, a realidade objetiva de uma aparição.

Esse método, que tinha sido sugerido ao Sr. Crookes pelo Sr. Varley, foi posto em execução pelo primeiro dos dois sábios.

Infelizmente, só possuímos sobre esses assuntos as explicações seguintes do Sr. Harrison:

“Os pólos opostos de uma bateria foram postos em comunicação com dois vasos cheios de mercúrio. O galvanômetro e a médium foram em seguida introduzidos no circuito. Quando Katie King mergulhou os dedos nesses vasos, a resistência elétrica não diminuiu e a corrente não aumentou de força; mas quando a Srta. Cook saiu do gabinete e umedeceu os dedos no mercúrio, a agulha do galvanômetro indicou uma declinação considerável. Katie King apresentava à corrente uma resistência cinco vezes maior que a Srta. Cook.” (The Spiritualist, 1877, pág. 176.)

Dessa experiência podemos concluir que a condutibilidade elétrica do corpo humano é cinco vezes maior que a de um corpo materializado.

Fontes: William Crookes - Fatos Espíritas

Cromwell Fleetwood Varley:

O PESQUISADOR

Célebre consultor de eletricidade da "Atlantic Telegraph Company e da Eletric and International Company", foi atraído para a pesquisa psíquica em 1850. Investigou a hipótese de que os estalidos na mesa fossem o resultado de uma força elétrica, mas os testes demonstraram que a hipótese era inteiramente infundada. Nos anos que se seguiram assistiu a toda uma gama de curiosas experiências psíquicas, descobrindo que ele possuía o poder mesmérico da cura, tendo obtido o restabelecimento da saúde de sua própria esposa.

Mrs. Varley, por sua vez, veio a descobrir que possuía a faculdade da clarividência e, caindo em transe, previu o curso exato que teria a moléstia de que era portadora. Depois do nascimento de um dos seus filhos, Varley foi uma noite despertado por três fortes "raps". Dirigiu-se como que impelido para o quarto de sua esposa onde encontrou a enfermeira intoxicada e Mrs. Varley rígida no leito, em estado cataléptico.

Conheceu Daniel Dunglas Home, o famoso médium da Idade Vitoriana. Descrevendo suas experiências na Dialectical Society, em 1869, concluiu dizendo:

Entretanto estou ainda bastante perplexo para poder sentir-me apto a me confessar satisfeito. Afortunadamente, quando eu voltava para casa, um lato ocorreu, o qual desfez em mim qualquer ele mento de dúvida. Não obstante me encontrar sozinho em meu gabinete de trabalho, pensando e analisando, detidamente, o que havia testemunhado, ocorreram várias batidas.

Na manhã seguinte, eu recebi uma carta de Mr. Home na qual ele me dizia:

 "Quando o senhor estava sozinho em seu escritório, ouviu vários sons. Isso me foi muito agradável".

Ele afirmou que os Espíritos tinham-lhe dito que me acompanhariam e estavam capacitados para produzir sons. Tenho a carta em meu poder agora para demonstrar que a imaginação não teve nada que ver com o acontecimento.

Ele deu expressivos testemunhos de outras experiências pessoais. No Inverno de 1864, estando em Beckenham, foi acordado no meio da noite por outras batidas. Mrs. Varley jazia deitada ao seu lado mergulhada em transe e ele viu o fantasma transparente de um homem vestido com uniforme da Aviação Militar. Pediu-lhe que empregasse a voz de sua esposa para lhe dar notícias de seu irmão que se encontrava em Birmingham. Experiências mais interessantes estavam á sua espera. Em sonhos, viu e ouviu o duplo de sua cunhada.

Na manhã seguinte, ela confirmou tudo: havia acidentalmente cloroformizado a si mesma e experimentara o que era a vida fora do corpo. Todas essas experiências e outras similares foram confirmadas por sua esposa.

Em 1860, encontrando-se em Halifax, desdobrou-se ansioso por controlar os movimentos de seu duplo. Sonhou com a explosão de uma bomba e despertou assustado; alguns minutos depois, pela janela de seu quarto; assistia á cena exatamente como acorrera e fora testemunhada por seu duplo.

Em New York travou contato com vários médiuns e fez várias experiências na residência de C. F. Livermore, o banqueiro. Entre eles achava-se Miss Kate Fox. Seus esforços por descobrir as leis que governam os fenômenos psíquicos foram infrutíferos. Começou a suspeitar de que poderes que estavam além da eletricidade e do magnetismo eram acionados. Suas experiências pessoais, extremamente variadas, levaram-no a acreditar...

"Que nós podemos deixar os nossos corpos; que, depois que morremos, continuamos a viver exatamente como antes. Nós não somos nossos corpos apenas. Sob certas condições somos capazes de estabelecer comunicação com aqueles que deixamos na Terra e eu também estou convicto de muitos fenômenos são causados (animismo) pelos Espíritos de pessoas ainda presas aos seus corpos e que tomam parte nas experiências".

Quando Sir William Crookes iniciou suas famosas investigações relacionadas aos fenômenos do Espiritismo, Varley participou delas, como uma espécie de assistente do famoso químico, construindo meios para o controle elétrico dos fenômenos.

Seu depoimento público valeu-lhe a contrariedade de se tornar o objeto das críticas abusivas do Dr. Carpenter, - de triste memória, o qual, em outubro de 1871, publicou um artigo no Quartely Review, assegurando aos leitores que havia graves dúvidas quanto à habilidade científica de Varley.

Em virtude de suas atividades no campo do Espiritismo viu o insigne sábio cancelarem o seu nome do quadro da Royal Society, da qual fora membro durante pouco mais de três meses. Aliás, a Society iria tornar infelizes posições em relação a cientistas do gabarito de Sir William Crookes e Sir Alfred Russel Wallace.

***

“A experiência de que vou falar foi realizada no aposento de Mr. Luxmoore”.

O aposento de trás foi separado do da frente por meio de uma cortina, para impedir a entrada da luz; ele devia servir de gabinete escuro. Antes de começar a sessão, tomou-se à precaução de inspecionar com cuidado esse gabinete escuro e de fechar as portas à chave. O aposento da frente era iluminado por uma lâmpada de parafina com um anteparo que coava a luz. Colocou-se o galvanômetro em cima da lareira à distância de 11 pés da cortina.

Os assistentes eram Mr. Luxmoore, Sir William Crookes, Mrs. Crookes; Mrs. Cook com sua filha, Mr. Tapp, Harrison e eu (Varley).

Miss Cook ocupava uma poltrona no aposento de trás. Fixou-se com esparadrapo, em cada um de seus braços, um pouco acima dos punhos, uma moeda de ouro, à qual estava soldada uma ponta de fio de platina. As moedas de ouro estavam separadas da pele por três camadas de papel mata-borrão branco, de grande espessura, umedecidas em uma solução de cloridrato de amônio. Os fios de platina corriam ao longo dos braços até as espáduas e eram presos com cordões, de maneira que deixavam os braços em liberdade para qualquer movimento.

As pontas de fora dos fios de platina eram reunidas a fios de cobre, cobertos de algodão e iam ter ao aposento iluminado onde se achavam os experimentadores. Os fios condutores estavam ligados a dois elementos Daniell e a um aparelho de confronto. Quando tudo ficou pronto, fecharam-se as cortinas, deixando o médium, Miss Cook, às escuras. A corrente elétrica atravessou o corpo da médium durante todo o tempo da sessão...

Essa corrente, originando-se nos dois elementos, atravessava o galvanômetro, os elementos de resistência, o corpo de Miss Cook e voltava em seguida à bateria.

Antes da introdução de Miss Cook na corrente, quando estavam reunidas as duas moedas que formavam os pelos da bateria, o galvanômetro marcava um desvio de 300.°.

Depois da introdução de Miss Cook, as moedas foram colocadas nos braços da médium, um pouco acima do punho e o galvanômetro não marcou mais de 220.°.

Assim, pois, o corpo da médium, introduzido na corrente, oferecia uma resistência à corrente elétrica equivalente a 80 divisões da escala.

O OBJETIVO PRINCIPAL DAQUELA EXPERIÊNCIA ERA PRECISAMENTE CONHECER A RESISTÊNCIA DO ESPÍRITO À CORRENTE ELÉTRICA".

Fonte: Wallace Leal V. Rodrigues - Katie King

O espírito de Katie King junto do cientista Sir William Crookes. Esta foto ele jamais permitiu fosse divulgada. Nela vê-se o verso que o sábio escreveu sensibilizado pela beleza do espírito Katie King materializado.

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Documentário BBC - A Ciência e as Sessões Espíritas) (Documentário produzido pelo respeitado canal de televisão britânico BBC, no qual temos o resgate histórico daqueles foram os mais extraordinários eventos do século XIX: as manifestações espirituais, das quais brotaram, além da Doutrina Espírita, as grandes e revolucionárias invenções tecnológicas na âmbito das telecomunicações, como o rádio e a televisão)

Fontes: Portal History of the Atlantic Cable (Apresentação do Trabalho Científico de Cromwell Fleetwood Varley)

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Espiritismo - 155 anos - Alguns comentários)

“No Antigo e no Novo Mundo, não conheço exemplo de um homem de bom senso que, tendo estudado com cuidado os fenômenos espíritas, não se tenha rendido à evidência.”

Cromwell Fleetwood Varley "O Pesquisador Espírita"

Numa de suas cartas, ele escreveu sobre a comunicabilidade dos espíritos

"Não fazemos mais do que estudar o que foi objeto das pesquisas dos filósofos, há dois mil anos; se uma pessoa bem versada no conhecimento do grego e do latim, ao mesmo tempo a par dos fenômenos que, em tão grande escala, se produzem, desde 1848, quisesse traduzir cuidadosamente a escrita daqueles grandes homens, o Mundo logo saberia que tudo o que se passa agora é nova edição de velha face da história; estudada por espíritos ousados, chegou ela a um grau que diz bem alto do crédito desses velhos sábios clarividentes, porque se elevaram acima dos acanhados preconceitos do século e, ao que parece, estudaram o assunto em proporções, que, sob vários aspectos, ultrapassam, de muito, nossos conhecimentos atuais."

Cromwell Fleetwood Varley "O Pesquisador Espírita"

Foi no ano de 1898, em seu discurso de posse na presidência da British Association for the Advacement of Science (Associação Britânica pelo Avanço da Ciência), que afirmou:

"Já se passaram trinta anos desde que publiquei um relatório dos experimentos tendentes a mostrar que fora de nosso conhecimento científico existe uma força utilizada por inteligências que diferem da comum inteligência dos mortais ... Nada tenho a me retratar. Confirmo minhas declarações já publicadas. Na verdade, muito teria que acrescentar a isto que o Espiritismo está cientificamente demonstrado."

Sir William Crookes "O Pesquisador Espírita"

 

RELAÇÃO DA OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Artigos Espíritas - O Espiritismo esta cientificamente comprovado (Pesquisador Espírita - Egydio Régis)

 

Cromwell Fleetwood Varley - O Comprovador da imortalidade da alma (As pesquisas com a médium Florence Cook)

 

William Crookes - Fatos Espíritas

 

Wallace Leal V. Rodrigues - Katie King

 

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