NÚCLEOS CLÁSSICOS DE PESQUISAS ESPÍRITAS

(OS LABORATÓRIOS DO ESPIRITISMO)

 

 

HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL

ALLAN KARDEC

O GRANDE CIENTISTA DO INVISÍVEL

(1804 - 1869)

Apresentação do tema:

O mais importante laboratório para estudo dos fenômenos espiritas foi a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas da França. Batizada de Círculo Parisiense de Estudos Espíritas, esta associação, nos primeiros meses de 1858, tornara-se o embrião da primeira Sociedade Espírita do mundo. Aí seria o palco de sucessivos diálogos com o invisível, descritos em edições cada vez mais populares da Revista Espírita, a tribuna de Allan Kardec. Kardec assumiu a presidência Sociedade parisiense e nomeou, então, São Luís “presidente espiritual” da Sociedade.

Um estupendo laboratório clássico de pesquisa foi a Sociedade Francesa de Estudos dos Fenômenos Psíquicos da França. O cientista Ernesto Bozzano quando já havia adquirido um amplo conhecimento teórico, Bozzano considerou ter chegado o momento de comprovar os fatos mediante experiências científicas, por essa razão, em janeiro de 1899, fundou o Círculo Científico Minerva, a fim de se dedicar à verificação dos fenômenos psíquicos e mediúnicos com a participação de vários professores da Universidade de Gênova.

No círculo apresentaram-se manifestações mediúnicas impressionantes, tanto de ordem intelectual como física, inclusive, a materialização (ectoplasmia). Não existe tema vinculado à investigação psíquica que tenha escapado a sua observação e análise do Círculo Minerva.

Pesquisador de renome foi Alfred Russel Wallace, que em On Miracles and Modern Spiritualism, afirma que, dos 33 membros ativos da comissão que colaboraram no «relatório», apenas oito acreditavam inicialmente nos fenômenos; apenas quatro eram adeptos da teoria espiritualista. Os restantes 25 eram cépticos.

No correr das investigações, pelo menos 12 dos totalmente cépticos convenceram-se da realidade de muitos dos fenômenos de efeitos físicos, quando faziam parte das subcomissões que os investigavam. Três dos que eram previamente cépticos tornaram-se, mais tarde, inteiramente espiritualistas. Praticamente todos concordaram com o estabelecimento da realidade dos fenômenos paranormais.

Em o Livro dos Médiuns no cap. VIII aonde Allan Kardec explica que poderia citar grande número de casos em que Espíritos, de mortos ou de vivos, apareceram com diversos objetos, tais como bengalas, armas, cachimbos, lanternas, livros, etc.

Para explicar tais fenômenos arguiu que possivelmente, aos corpos inertes da terra correspondem outros, análogos, porém etéreos, no mundo invisível; de que a matéria condensada, que forma os objetos, pode ter uma parte quintessenciada, que nos escapa aos sentidos. Embora não destituída de verossimilhança esta teoria, mas se mostrava impotente para explicar todos os fatos de efeitos físicos.

Notadamente o da escrita direta ou pneumatografia, ou seja, se produz espontaneamente, sem o concurso, nem da mão do médium, nem do lápis. Basta tomar-se de uma folha de papel branco, o que se pode fazer com todas as precauções necessárias, para se ter a certeza da ausência de qualquer fraude, dobrá-la e depositá-la em qualquer parte, numa gaveta, ou simplesmente sobre um móvel.

Feito isso, se a pessoa estiver nas devidas condições, ao cabo de mais ou menos longo tempo encontrar-se-ão, traçados no papel, letras, sinais diversos, palavras, frases e até dissertações, as mais das vezes com uma substância acinzentada, análoga à plumbagina, doutras vezes com lápis vermelho, tinta comum e, mesmo, tinta de imprimir.

Se ao papel se juntasse um lápis, poder-se-ia supor que o Espírito se servira deste para escrever. Mas, desde que o papel é deixado inteiramente só, evidente se torna que a escrita se formou por meio de uma matéria depositada sobre ele. A mediunidade apresenta uma variedade infinita de matizes.

Os cientistas deram muita atenção aos de efeitos físicos. No século XIX os médiuns para tais fenômenos eram comuns mormente na época da Codificação do Espiritismo. Kardec e outros cientistas estudaram médiuns especiais, dotados de aptidões particulares que variam de indivíduo a indivíduo, independentemente das qualidades e conhecimentos dos Espíritos que se manifestam.

Para que ocorram fenômenos de efeitos físicos é preciso que o médium esteja habilitado ao fornecimento do ectoplasma ,substancia neuropsíquicofísica ou plasma exteriorizado de que se valem os Espíritos para a produção dos fenômenos que lhes atestam a sobrevivência. Fenômenos como pancadas, ruídos, deslocamento de móveis e objetos, de tão corriqueiros, não chegam a impressionar a criatura humana, que, com toda a certeza, se encantaria com determinados efeitos físicos belíssimos e surpreendentes, como as materializações e os transportes, infelizmente hoje tão raros.

Há os médiuns tiptólogos como as célebres Kate e Margareth Fox, delas nasceu o embrião das pesquisas psíquicas no longínquo ano de 1848, em que ficaram assinalados na história os fenômenos de Hydesville. Há os médiuns de translação e de suspensão – os que produzem a translação aérea e a suspensão de corpos inertes no espaço, sem ponto de apoio. Alguns dentre eles podem elevar-se a si mesmos e são assim chamados de médiuns de levitação, mas eles são, no entanto, muito raros.

Médiuns de ectoplasmia – os que podem provocar aparições fluídicas ou tangíveis, visíveis para os assistentes. São muito raros. Médiuns de transporte – os que podem servir de auxiliares aos Espíritos para transportes de objetos. Há os médiuns pneumatógrafos – os que obtêm a escrita direta. Neste tipo de fenômeno, dizem os Espíritos, a ação do médium é inteiramente material, ao passo que na psicografia, mesmo quando o médium é puramente mecânico, o cérebro representa um papel ativo.

É importante frisar que a natureza das comunicações guarda relação com a natureza do Espírito e traz o cunho de sua elevação ou inferioridade, de seu saber ou de sua ignorância, mas, de par com a aptidão do Espírito, existe a aptidão do médium, que será para ele um instrumento mais ou menos cômodo, mais ou menos flexível. Todos eles foram estudados por cientistas renomados no universo da metapsíquica ou do Espiritismo fenomênico.

Jorge Hessen - A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas

"Indispensável se faz o estudo prévio da teoria, para todo aquele que queira evitar os inconvenientes peculiares à experiências."

Allan Kardec "O Codificador do Espiritismo"

"Nascer, crescer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei."

Allan Kardec "O Codificador do Espiritismo"

"O verdadeiro espírita não é o que crê nas manifestações, mas aquele que aproveita do ensino dado pelos Espíritos. De nada adianta acreditar, se a crença não o levar a dar um passo à frente no caminho do progresso e não o tornar melhor para com o seu próximo."

Allan Kardec "O Codificador do Espiritismo"

 

RELAÇÃO DE MATERIAIS PARA DOWNLOAD

 

 

Allan Kardec e a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas da França

 

Gabriel Delanne e a Sociedade Francesa de Estudos dos Fenômenos Psíquicos da França

 

Charles Richet/Xavier Dariex e os Anais das Ciências Psíquicas da França

 

Ernesto Bozzano e o Círculo Científico de Minerva da Itália

 

Sociedade Dialética de Londres