
WILLIAM STAINTON MOSES
O GRAMÁTICO
O Site vem agora resgatar mais um grande Gigante do Espiritismo e um trabalhador das primeiras horas da divulgação da Doutrina Espírita, sendo que no inicio do Espiritismo era Internacionalista é a voz do Espírito da Verdade se proclamavam em todos os pontos da Europa e do Mundo.
William Stainton Moses nasceu
em Domington, Lincolnshire, Inglaterra, em 5 de novembro de 1839 e, desde cedo,
demonstrou enorme aptidão para os estudos. Em 1855, ingressou na Escola de
Gramática de Bedford, onde estudou por três anos e recebeu muitos prêmios. Em
1858, entrou para o Exeter College, de Oxford.
William Stainton Moses ficou doente e, para convalescer, passou um ano viajando
pela Europa. Depois, passou seis meses no mosteiro grego do Monte Athos,
sentindo uma necessidade de isolamento e meditação. Anos depois, seu mentor
espiritual, conhecido por Imperator, explicou-lhe que nessa época ele já vinha
sendo influenciado por entidades espirituais que queriam ajudar em sua educação
espiritual.
Ele retornou a Oxford aos 23 anos de idade, recebeu seu diploma e deixou a
universidade em 1863. Apesar de já estar melhor de saúde, resolveu viver no
campo e acabou aceitando um cargo como pároco em Maughold, na Ilha de Man. Em
1868, passou a ocupar um cargo na paróquia de Saint George, também na Ilha de
Man, onde ficou gravemente enfermo. Em 1870, obteve um cargo de professor na
University College School, onde permaneceu até 1889.
Esteve presente na fundação da
Associação Nacional Britânica dos Espiritualistas (1873) e da Sociedade
Psicológica da Grã-Bretanha (1875), da qual chegou a ser um dos primeiros
membros do Conselho; também participou da fundação da lendária Sociedade de
Pesquisas Psíquicas (1882), além da Aliança Espiritualista de Londres, da qual
foi presidente, desde a fundação até seu desencarne.
O INTERESSE DE WILLIAM STAINTON MOSES pelo Espiritismo foi despertado
em 1870, mas ele começou a pesquisá-lo a fundo em 1872, quando assistiu a
algumas sessões espíritas. Também foi mais ou menos nessa época que a
mediunidade de Moses começou a aparecer e se desenvolver.
Nas sessões em que
participou como médium, manifestava cerca de dez espécies diferentes de
fenômenos, especialmente quando as condições eram favoráveis: ouviam-se sons
musicais, pancadas e passos de um espírito que atendia pelo nome de Rector;
sentia-se o cheiro de perfumes; ocorria a levitação de corpos pesados como mesas
e cadeiras, transposição de matéria, voz-direta, e muitos outros fenômenos.
Com o tempo, no entanto, essas capacidades mediúnicas foram decrescendo, ainda
que ele tenha conservado a faculdade da psicografia. As mensagens recebidas por
meio da escrita automática, ou psicografia, eram fornecidas por uma série de
espíritos-guia, sob a supervisão do espírito Imperator, e tinham origem
teológica. Alguns desses ensinamentos foram reunidos no livro de Moses,
Ensinamentos dos Espíritos (Spirit Teachings).
Entre os fenômenos comentados produzidos por William Stainton Moses, está o da
levitação. Os observadores das sessões com Moses dizem que, numa ocasião, ele
levitou com a cadeira em que estava sentado a cerca de 40 centímetros do chão;
na seqüência, separou-se da cadeira e ergueu-se mais um tanto. Moses levava um
lápis consigo e, ao chegar próximo à parede, fez nela uma marca. A meditação
posterior indicou que ele estava a 1,80m do chão.
Na verdade, Moses afirmou que não gostava desse tipo de experiência, que ocorreu
cerca de nove vezes, uma vez que sentia uma certa dificuldade em respirar, e
sentia que prejudicava sua saúde, já não muito boa.
Os fenômenos envolvendo a produção de sons chegaram a ser estudados por Ernesto
Bozzano, um dos grandes pesquisadores da época. Os sons musicais eram produzidos
através de um espírito-guia que Moses chamava de Groyon, e Bozzano disse que, em
alguns momentos, esses sons chegavam a ser assustadores, tal a potência com que
surgiam, como se fossem instrumentos gigantes, tocados por um gigante. Em
algumas ocasiões, Moses também conseguia ler livros fechados.
No entanto, apesar de seus dons mediúnicos e seu trabalho para o desenvolvimento
dos estudos espiritualistas, os que conheceram William Stainton Moses
registraram que sua maior contribuição para a humanidade foi a forma como ele se
relacionou com as pessoas, sempre com imensa paciência, justiça e modéstia.
Notas: (Revista Espiritismo e Ciência, Ano 2, Número 9, página 6-8)
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