Paulo Neto

 

Mediunidade de incorporação

 

(A GRANDE PROBLEMÁTICA)

Conclusão:

 

Kardec, nessa época, ainda não admitia a posse física; é fato o que aqui informamos. O nosso amigo Astolfo Olegário de O. Filho (1944 -   ) nos alertou, por e-mail, que pelo, fato de Kardec nunca ter se utilizado do termo incorporação, poderia haver algum problema na tradução. Fomos conferir ,e descobrimos que o trecho “se é de incorporação” reflete apenasa opinião pessoal do tradutor Cairbar Schutel (1868-1928), o que se pode facilmente confirmar comparando-se a versão francesa e também com a tradução de Júlio Abreu Filho (1893-1971).

 

Então o fato dele, Cairbar Schutel, ter feito isso significa que entende “médium de incorporação” como uma aptidão peculiar aos médiuns que escrevem (psicografia) e os que falam (psicofonia); não se trata, portanto, de um tipo de mediunidade, mas, sim, de um atributo pessoal do médium comunicante.

 

A impressão que temos, ao relacioná-los com o fato de não terem nenhuma consciência, é que Cairbar Schutel está justamente indo ao encontro do que hoje pensamos, ou seja, que os médiuns tidos inconscientes o são justamente pelo motivo de seu corpo ser utilizado por um Espírito estranho; portanto, nada do que ele transmite passa pelo cérebro físico do médium; daí a razão deste agir inconscientemente.

 

Concluímos que, ao se utilizar o termo incorporação, para designar o fenômeno da psicofonia, se comete um equívoco, pois estar-se-ia enquadrando, como mais uma mediunidade específica, algo que ocorre indistintamente, em diferentes tipos de mediunidade, como as que mencionamos nesse estudo.

 

Como se vê, a incorporação é uma peculiaridade comum a vários tipos de fenômenos mediúnicos, provavelmente uma especificidade do próprio médium; portanto, um fenômeno comum a vários tipos de mediunidade, estaria sendo utilizado para designar somente um deles. Nesse caso, como ficamos frente ao que Kardec disse: “Os fatos, eis o verdadeiro critério dos nossos juízos, o argumento sem réplica. Na ausência dos fatos, a dúvida se justifica no homem ponderado. ”?(KARDEC, 2007a, p. 35). Essa é a indagação que fazemos...

 

Paulo Neto
 

 Ver no site o livro publicado por Allan Kardec "O Livro dos Médiuns"

 Ver no site o livro publicado por Allan Kardec "O Livro dos Espíritos"

 

Fontes: Portal Paulo Neto (O Grande Articulista Espírita)

 

 

"Os fatos, eis o verdadeiro critério dos nossos juízos, o argumento sem réplica. Na ausência dos fatos, a dúvida se justifica no homem ponderado"

 

Allan Kardec "O Codificador da Doutrina Espírita"

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Paulo Neto - Mediunidade de Incorporação