Paulo Neto

 

As Colônias Espirituais e a Codificação

 

 

(A GRANDE SÍNTESE SOBRE A QUESTÃO DA VIDA APÓS A MORTE)

 

Sinopse da obra:

 

Estudo desenvolvido para confirmar a realidade das colônias espirituais mencionadas por André Luiz. Na Codificação, os mundos transitórios, destinado a Espíritos errantes, têm características – plano espiritual, planeta estéril – bem semelhantes às que se vê nas descrições das colônias. Lista dos que confirmam sua existência:

 

A) Estudiosos: Léon Denis, Ernesto Bozzano, James Arthur Findlay, Sir Oliver Lodge, Arthur Conan Doyle, J. Herculano Pires, Cairbar Schutel, Raymund A. Moody, Bill e Judy Guggenheim e Richard Simonetti; b) Médiuns: Yvonne A. Pereira, Rev. G. Vale Owen, Emanuel Swedenborg, Andrew Jackson Davis, James Van Praagh; Heigorina Cunha e médiuns do Grupo Irmã Scheilla; c) Espíritos: João Lúcio (Wagner da Paixão), André Luiz (Chico Xavier), Eça de Queirós (Wanda Canutti), Admastor (Gilson Freire), Zílio (Nelson Moraes), Joanna de Ângelis (Divaldo Franco), Luís Felipe (Zé Araújo), Mons. Robert Hugh Benson (Anthony Borgia) e Lester Coltman (Lilian Walbrook).

Prefácio da obra:

 

O último quartel do Século XV viveu um momento ímpar na história da Humanidade. Falava-se na Europa da existência de outras terras, de outros povos, além do Atlântico e uma rota alternativa para as Índias era procurada, um caminho que não estivesse na posse de povos claramente hostis aos negócios europeus. Como decidir quanto investir e quando investir na busca por novas terras, se não havia meios de se positivamente saber onde e como seriam esses novos continentes? Vivia-se um momento de expectativa e corriam soltas as estórias de viagens fantásticas, de encontros com animais terríveis no oceano, de tempestades que dizimavam frotas inteiras de navios. E sobre as terras, havia boatos dos mais variados tipos, de terras com palácios construídos em ouro, de seres que devoravam homens, de criaturas estranhas e povos muito diferentes dos europeus…

 

Passa o tempo e eis que, agora, no último quartel do século XIX, novos exploradores descobrem um novo mundo, tão perto e ao mesmo tempo tão distante da mesma humanidade carnal que um dia se aventurou em busca de outras terras mais além. Separado pelo espesso e não menos temível oceano da morte, a busca e estudo sistemático de um mundo além da vida se inicia com Allan Kardec em outras bases. Nesse novo mundo, como seriam seus habitantes? Como se vestem e como moram? Haveria casas, palácios, materiais nunca vistos na Terra? Como se organizariam as coletividades desencarnadas, qual seria a base de sua organização? Almas afins e com os mesmos interesses, como elas se reúnem para realizar suas tarefas e quais são essas tarefas? Questões que se colocam como as mesmas dos antigos exploradores navais, agora surgem naturalmente com a constatação inequívoca da continuidade da vida após a morte.

 

Nas conversas e debates que surgem em torno dessas expectativas, surge o grupo dos céticos que se escoram na falta de evidências diretas e que contestam relatos esparsos e evidências colhidas muitas vezes privadamente sob condições especiais. O mundo sempre viu a atuação de grupos céticos e também, no Espiritismo, eles provocariam um debate em torno dos informes trazidos por mais variados grupos de estudos. Nesse contexto se coloca o tema desta obra de Paulo Neto, “As colônias espirituais e a codificação”. Fazendo um paralelo com as estórias dos navegadores que colhiam relatos de terras distantes, Paulo Neto faz uso de diversos informes, tantos da bibliografia mediúnica nacional como espiritualista, para traçar um quadro. Tal imagem converge para a realidade das estruturas palpáveis do Mundo Espiritual e para a realidade da existência das “colônias espirituais”. Nesse estudo, nada do que foi explorado por Kardec, tanto nas diversas obras da codificação como na sua “Revista Espírita” se coloca contra essa conclusão. Porém, isso não impede que céticos continuem a exigir mais provas ou se escorem em retórica erguida em torno de interpretações equivocadas do “critério da concordância universal”. Os relatos reunidos aqui pelo Paulo Neto contribuem para formar uma imagem que vai na direção dessa conclusão, demonstrando que o critério da concordância – que poderia ter sido aplicado pelos antigos navegadores também na caracterização das novas terras – pode ser aplicado em outro nível. Trata-se de uma tarefa de busca meticulosa, de exploração de mensagens que já chegaram a nós por diversos veículos mediúnicos, em diferentes culturas desde então. Embora não esteja dito nos textos kardequianos explicitamente nos termos dessas descrições, a existência de cidades e aglomerações estruturadas no mundo espiritual pode ser admitida como garantida. Mas, também estão ausentes da codificação outros fenômenos psíquicos que foram descobertos a posteriori, demonstrando que a previsão por Kardec do caráter progressivo do Espiritismo está plenamente em curso. Deixando extremismos de lado, isso aumenta ainda mais a importância da obra de Kardec, porque demonstra sua excelência como método de exploração, além de obra pioneira.

 

Diante desses relatos e convergência de opiniões, como se posicionar diante da realidade da morte?

 

Nós que ainda nos fixamos demasiado em aspectos externos, não devemos também nos levar pelas aparências. O que ocorrerá fora de nós depende exclusivamente de como somos dentro de nós. Diferente do mundo material, onde sofremos com imposições externas, no Mundo Maior a condição em que estaremos dependerá de como temos aprendido a ser e pensar dentro de nós. Assim, em vez de se desprezar os relatos detalhados do Mundo Espiritual devemos neles ver as obras e criações dos próprios Espíritos a refletir ou exteriorizar no espaço e no fluido universal suas próprias criações mentais. Nesse sentido, a Lei Maior que nos guia não nos obrigará a nada. Nenhum tormento aguarda o criminoso além de sua própria consciência já incendiada pela culpa. Da mesma forma, nenhum descanso prêmio seguirá a morte do justo, que já aprendeu a cultuar a paz dentro de si mesmo. Essa é, assim, a diferença capital que existe entre as descrições da vida futura no Espiritismo e as antigas crenças no céu e inferno de então. Nunca houve prova mais garantida da indefectível justiça Divina.

 

Ademir Xavier - PhD em Física

 

"Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar."

 

Evangelho de João (14:2)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paulo Neto - As Colônias Espirituais e a Codificação