MIGUEL VIVES Y VIVES

O APÓSTOLO DO ESPIRITISMO NA ESPANHA

OS GIGANTES DO ESPIRITISMO

(1842 - 1906)

 

OBRA RARA TRADUZIDA

Apresentação da biografia:

Nascido na Espanha e ali desencarnado, na cidade de Tarrasa, no dia 23 de janeiro de 1906.

A Espanha foi o berço dos grandes Congressos Espíritas, tendo os espanhóis exercido verdadeiro pioneirismo nesse campo, bastando citar o Congresso Espírita Internacional de 1888, levado a efeito em Barcelona. Em congressos realizados posteriormente, principalmente no de 1934, a delegação espanhola desenvolveu ingente tarefa em favor da tese reencarnacionista.

Anteriormente à guerra civil de 1936-39, a Espanha se destacava, de forma inusitada, na divulgação do Espiritismo, bastando dizer-se que já em 1873 havia sido proposto no Parlamento Espanhol o ensino da Doutrina Espírita.

Miguel Vives y Vives foi um dos mais destacados vultos do Espiritismo naquele país. Seu nome teve projeção mundial e sua ação foi das mais notórias. Quando um homem consegue cumprir fecunda tarefa na defesa e difusão do ideal que sustenta, fazendo dele um culto e predispondo-se a lutar de forma ininterrupta em seu favor, podemos, na realidade, qualificá-lo de apóstolo.

Vives y Vives foi o Apóstolo do Espiritismo na Espanha e, pela população de Tarrasa, era denominado Apóstolo do Bem.

Foi um exemplo vivo de abnegação. Evangelizou pela palavra escrita e falada - através da tribuna, do livro e da imprensa. Toda a sua obra se apoiou sobre a forca moral da exemplificação e vivência dos ideais espíritas e cristãos.

Fundou a "Federação Espírita de Vallés", da qual surgiu a "Federação Espírita da Catalunha", entidade que teve vida efêmera. Em Tarrasa fundou o "Centro Espírita Fraternidade Humana" e lançou a famosa obra "Guia Prático do Espírita", há muitos anos vertida para o português, em edição da Federação Espírita Brasileira. Mais recentemente, a "Edicel", de S. Paulo, lançou, no vernáculo, a sua obra também famosa "O Tesouro dos Espíritas".

Foi também fundador da revista "União", órgão esse que se incorporou à revista "La Luz del Porvenir", de marcante atividade na difusão dos ideais reencarnacionistas. Foi presidente do "Centro Barcelonês de Estudos Psicológicos".

Sua esplendorosa mediunidade fez com que se desenvolvesse, em Tarrasa, verdadeira obra em favor dos necessitados do corpo e da alma, socorrendo os desajustados, os enfermos e os humildes, ao ponto de, ao desencarnar, causar profundo golpe à população daquela cidade espanhola. As fábricas paralisaram suas atividades, o comércio cerrou suas portas à hora do sepultamento do seu corpo, a fim de permitir aos seus empregados o acompanhamento do esquife ao cemitério. Durante o trajeto, verdadeira muralha humana se formou ao longo das ruas e na necrópole, no propósito de atender aos pedidos de todos que desejavam vê-lo, o ataúde permaneceu aberto durante uma hora e aproximadamente 5.000 pessoas desfilaram diante dele.

Ele não era político, não cortejava a popularidade e, no entanto, graças ao seu exemplo de abnegação, recebeu uma das maiores consagrações públicas de sua terra, apesar de viver num país de profundas tradições católicas, onde homens e livros foram queimados no decorrer de muitos séculos.

Miguel Vives foi notável espírita. Foi um homem que se dignificou pela prática das boas obras e pelo desempenho de verdadeira missão de tolerância e de amor.

Num dos seus escritos, publicados na revista "A Doutrina" órgão da "Federação Espírita do Paraná", de cuja instituição era sócio honorário, escreveu em 1906:

"Os Centros Espíritas devem ser a cátedra do Espírito de Verdade, porque a não ter o Espírito de luz a sua cátedra, teria sua influência o Espírito do erro e infelizes desses Espíritos que se acham sob a influência do Espírito das trevas, porque pouco, muito pouco se adiantam na senda do progresso"

Fontes: Paulo Alves de Godoy - Grandes Vultos do Espiritismo

Apresentação do site:

O Espiritismo na Espanha

A Espanha foi um grande berço dos grandes Congressos Espíritas, tendo os espanhóis pioneiros nesse campo, só para citar o Congresso Internacional 1888, realizada em Barcelona.

Antes da implantação da ditadura de Franco, a Espanha se destacou como polo de Divulgação do Espiritismo, basta dizer que em 1873 já havia sido proposto ao Parlamento Espanhol o ensino da Doutrina Espírita.

Miguel Vives y Vives profetizou antes do seu desencarne em 1906 as tormentas da terrível guerra civil de 1936-39 que se abateriam sobre a Espanha, em que vários grupos de variadas vertentes políticas se digladiariam na arena da guerra com milhares de mortos.

"Confiemos nele, Juventude Espírita, e não desmaiemos no caminho!"

Quando da instauração do fascismo no país o fundamentalismo religioso tomou forma, o Espiritismo foi banido implacavelmente da Espanha, os seus principais dirigentes mortos ou desaparecidos, as diversas sedes espíritas espalhadas pelo país foram em sua maioria fechadas, e o golpe final de misericórdia viria ser a destruição e o incêndio do principal órgão de divulgação a Federación Espírita Española em 1936.

Uma nova era de trevas abalou o povo espanhol, a ditadura fascista cerceava toda liberdade de expressão do espírito humano, mas as palavras e a imagem do profeta concitando a mocidade espírita a preparar-se para enfrentá-las jamais se apagaram.

O pintor Pablo Picasso - Guernica

E a mocidade espírita da Espanha não fraquejou, mesmo sofrendo perseguições, fechamentos de jornais e sendo discriminada perante a sociedade, continuou a levar a chama da fraternidade e do amor.

Na década de 50 os médiuns brasileiros Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira ao passarem pelas cidades de Madri e Barcelona, testemunharam o calvário da Espanha espírita e viram com os seus próprios olhos, bibliotecas doutrinárias ocultas e a venda secreta de livros espíritas, pois em nada conseguiram matar o ardor espírita dos espanhóis durante décadas de perseguições e de intolerâncias religiosas.

Na década de 70 com a iminência morte do ditador Franco e a queda do regime totalitário as forças reacionárias do país buscavam um novo substituto para continuação da ditadura fascista.

Grupos beligerantes que haviam perdido a guerra civil 1936-39 e o povo em geral pediam a liberdade de pensamento e uma grande comoção pública atingiram a Espanha.

Com a morte do ditador Franco e a possível continuação do franquismo, grupos extremistas de variadas matizes eliminaram o possível sucessor do ditador.

Uma nova época se abriu na Espanha, uma nova constituição com liberdades políticas e liberdades religiosas.

E os ecos da conclamação do grande Apóstolo do Espiritismo da Espanha ainda repercutem!!!

Em 10 de outubro de 1984 ressurge das cinzas depois de 48 anos de ser proibida a divulgar o Espiritismo na Espanha a Federación Espírita Española.

Fontes: Autores Espíritas Clássicos

Ver no site a grande médium espírita Amália Domingos Soler

Fontes: Federación Espírita Espanola

Fontes: El Angel del Bien (Descargas Audio Libro Espírita)

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Expulsar Jesus do Espiritismo?)

Num dos seus escritos, publicados na revista "A Doutrina" órgão da "Federação Espírita do Paraná", de cuja instituição era sócio honorário, escreveu em 1906:

"Os Centros Espíritas devem ser a cátedra do Espírito de Verdade, porque a não ter o Espírito de luz a sua cátedra, teria sua influência o Espírito do erro e infelizes desses Espíritos que se acham sob a influência do Espírito das trevas, porque pouco, muito pouco se adiantam na senda do progresso"

Miguel Vives y Vives "O Apóstolo do Espiritismo na Espanha"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Biografia resumida de Miguel Vives y Vives

 

Miguel Vives y Vives - Uma carta viva do Espiritismo (Biografia Completa de Miguel Vives y Vives)

 

Miguel Vives y Vives - O Tesouro dos Espíritas (Miguel Vives - Guía Práctica del Espiritista)

 

Primeiro Congresso Internacional Espírita de Barcelona em 1888 (Obra rara traduzida)