HENRY SLADE

O GRANDE MÉDIUM PNEUMATÓGRAFO

uma advertência aos médiuns invigilantes

(1836 - 1905)

 

Pneumatografia - (Do grego - pneuma - ar, sopro, vento, espírito, e graphô, escrevo.) - Escrita direta dos Espíritos, sem o auxílio da mão de um médium.

A Pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem nenhum intermediário. Difere da psicografia porque esta é a transmissão do pensamento do Espírito pela mão do médium.

 

O grande pesquisador da mediunidade de Henry Slade foi Friedrich Zöllner ver LINK

O grande pesquisador da mediunidade de Henry Slade foi Paul Gibier ver LINK

Apresentação da biografia de Henry Slade:

Henry Slade, célebre médium das escritas nas lousas, foi exibido publicamente na América durante 15 anos. Em 1876 ele foi à Inglaterra, passando antes pela Rússia, a pedido da Sra. Blavatsky e do Coronel Olcowt, escolhido que fora como médium notável, para fazer experiências sobre a veracidade dos fenômenos espíritas.

Slade foi submetido a testes durante várias semanas por uma comissão de cépticos que em seu relatório terminou por concluir:

"Eram escritas mensagens nas faces internas de duas lousas, por vezes amarradas e seladas juntas, quando postas sobre uma mesa, à vista de todos; acima das cabeças de membros da comissão; presas à parte inferior do tampo da mesa; ou, ainda, nas mãos de um membro da comissão, sem que o médium tocasse.

Logo após a sua chegada a Londres, Slade começou a fazer sessões com imediato sucesso. Não só a escrita era obtida de modo evidente, sob fiscalização e com lousas dos próprios assistentes, mas a levitação de objetos e a materialização de mãos foi observada sob intensa luz do dia.

O redator do The Spiritual Magazine escreveu: "Não hesitamos em dizer que o Mr. Slade é o mais notável médium dos tempos modernos". Tais sessões ocorriam durante o dia, a qualquer hora, em seus aposentos de pensão.

Com Slade não havia preocupação com as condições ambientais e a observação dos fenômenos satisfazia inteiramente aos assistentes.

Com ele tudo era rápido e preciso, pois os operadores invisíveis sabiam exatamente o que iam fazer em cada ocasião e o faziam com presteza e precisão.

A primeira sessão de Slade na Inglaterra foi realizada a 15 de julho de 1876. Em plena luz do dia o médium e os dois assistentes ocuparam os 3 lados de uma mesa comum de cerca de 3 pés de lado.

Slade pôs um pedacinho de lápis, mais ou menos do tamanho de um grão de trigo, sobre uma ardósia e segurou esta por um canto com uma das mãos, encostando-a no tampo por baixo da mesa.

Ouvia-se a escrita na lousa e, examinada, verificou-se que uma curta mensagem fora escrita. Enquanto isso acontecia, as 4 mãos dos assistentes e a mão livre de Slade eram agarradas no centro da mesa. A cadeira vazia no quarto lado da mesa uma vez pulou no ar, batendo o assento na borda inferior da mesma.

Duas vezes uma mão com a aparência de vida passou em frente a Mr. Blackburn (eminente espiritista), enquanto ambas as mãos de Slade eram observadas.

O médium segurou um acordeon de baixo da mesa e, enquanto se via claramente a outra mão sobre a mesa, foi tocada a "Home sweet home". Finalmente os presentes levantaram as mãos cerca de 30 centímetros acima da mesa e esta ergueu-se até, tocar as suas mãos.

Em uma outra sessão no mesmo dia uma cadeira ergueu-se cerca de um metro e vinte, quando ninguém a tocava e, quando Slade tinha uma mão no espaldar da cadeira de Blackburn, a mesma elevou-se cerca de meio metro acima do solo.

Durante 6 semanas Slade deixou Londres curiosa e agitada, até que um fato lamentável viria a interromper seus trabalhos.

No começo de setembro de 1876 o professor Ray Lankester, com o Dr. Donkin tiveram duas sessões com Slade e, na segunda, tomando uma lousa, encontraram-na escrita, quando se pensava que nada tivesse sido produzido.

Ele era absolutamente inexperiente em pesquisas psíquicas, do contrário saberia que é impossível dizer o momento exato em que se dá a escrita nessas sessões.

Ocasionalmente uma folha inteira parecia precipitada num instante, enquanto de outras vezes o autor ouvia claramente o ruído do lápis, linha por linha.

Para Ray Lankester, entretanto, pareceu um caso típico de fraude e ele escreveu uma carta a The Times denunciando Slade e o perseguiu por tomar dinheiro de modo fraudulento. Foram publicadas cartas em resposta a Lankester pelo Dr. Alfred Wallace, pelo prof. Barrett e outros.

O Dr. Wallace chamou atenção para o fato de que o relato do Dr. Lankester daquilo que acontecera era extremamente diferente do que lhe ocorreu durante a sua visita ao médium, bem como o registro das experiências de Serjeant Cox, do Dr. Carter Blake e muitos outros, de modo que o podia considerar como um notável exemplo da teoria do Dr. Carpenter, sobre as idéias preconcebidas. Diz ele:

"O professor Lankester foi com a firme convicção de que tudo que ia assistir era impostura e, assim, pensa que viu imposturas".

Apesar do testemunho de muitos admiradores e também de cientistas já conhecedores da problemática mediúnica, o julgamento de Slade se deu na Corte de Polícia de Bow Street. A acusação esteve a cargo de Mr. George Lewis e a defesa foi feita por Mr. Munton.

As provas sobre a autenticidade da mediunidade de Slade foram dadas pelo Dr. Alfred Wallace, por Serjeant Cox, pelo Dr. George Wild e outros, mas só 4 testemunhas foram permitidas.

O magistrado classificou a prova testemunhal como "esmagadora" dada a evidência dos fenômenos, mas no julgamento excluiu tudo, exceto a acusação de Lankester e de seu amigo Dr. Donkin, dizendo que era obrigado a basear a sua decisão em "interferências deduzidas dos conhecidos fatos naturais".

Uma declaração feita pelo conhecido mágico Maskelyne de que a mesa usada por Slade era preparada para truques, foi desmascarada pelo testemunho do carpinteiro que a tinha feito. Apesar disso, Slade foi condenado nos termos da lei contra a vagabundagem a três meses de prisão com trabalhos forçados.

Os espíritas mostraram muita energia na defesa de Slade. Protestos, memoriais a ministros, Fundos de Defesa, solicitação à Câmara dos Comuns e até cópias de protesto foram enviadas à rainha.

Houve apelo e ele foi solto sob fiança. Slade, cuja saúde ficou seriamente afetada com a prisão, deixou a Inglaterra dois dias depois.

Passado o episódio, após sessões de êxito em Haya, Slade foi a Berlim onde despertou o mais vivo interesse. Dizia-se que ele não sabia alemão, mas apareceram mensagens nessa língua sobre as lousas e escritas em caracteres do século XV. O Berliner Fremdenblatt publicou o seguinte:

"Desde a chegada de Mr. Slade ao Hotel Kronprinz, uma grande parte do mundo culto de Berlim vem sofrendo de uma epidemia que podemos chamar de febre espírita".

Slade começou por converter o proprietário do hotel, usando suas próprias lousas e mesas. O chefe de Polícia e muitas pessoas eminentes de Berlim testemunharam a veracidade dos fenômenos espíritas, persuadidas da ausência de fraudes.

Seguiu-se uma visita à Dinamarca e em dezembro começaram as históricas sessões com o professor Zollner, em Leipzig. Um relato completo encontra-se na obra de Zollner, "Física Transcendental".

Nessas experiências estiveram outros homens de ciência, inclusive William Edward Weber, professor de Física; o prof. Scheibner, ilustre matemático; Gustave Theodore Fechner, professor de Física e eminente filósofo naturalista, todos perfeitamente convencidos da realidade dos fatos observados, inclusive de que não havia impostura ou prestidigitação.

Entre os fenômenos contavam-se os nós dados em uma corda sem fim, o rompimento das cortinas do leito do prof. Zollner, o desaparecimento e imediato aparecimento de uma pequena mesa, descendo do teto em plena luz, notando-se a aparente imobilidade de Slade durante essas ocorrências.

Na Rússia, depois de uma série de êxitos nas sessões de São Petersburgo, Slade retornou a Londres por alguns dias e então dirigiu-se à Austrália. Um interessante relato do seu trabalho nesse último país foi o livro de James Curtis "The Rustlings in the Golden City".

Então voltou à América. Em 1885 compareceu perante a Comissão Seybert, em Filadélfia, e em 1887 visitou novamente a Inglaterra sob o nome de Dr. Wilson.

Na maioria de suas sessões Slade demonstrou possuir clarividência e as mãos materializadas eram coisa familiar. Na Austrália, onde as condições psíquicas eram boas, obteve materializações mais amplas.

Slade foi um médium perseguido pelos detratores do Espiritismo.

Com tantos testemunhos memoráveis, com o excesso de provas materiais de sua honestidade, mesmo com a ostensividade exagerada dos componentes invisíveis, demonstrando inequívocas provas de suas existências e atuações, muitos por pura inveja, despeito ou mesmo maldade, o atacavam em sua honra.

Mas, preconceito e ignorância são armas usuais no cotidiano dos fanáticos, dos acomodados e dos presunçosos. Armas frágeis, pois a ciência com o seu avanço contínuo as derreterão no ardente fogo da comprovação dos fatos espíritas.

Hernâni Guimarães Andrade

As pesquisas com o médium Henry Slade:

Zöllner, na Alemanha, acaba de confirmar as experiências de seus colegas e apóia sua narrativa em autoridades como Fechner, Weber e Schreibner. Vejamos, ainda de Eugênio Nus, que o traduziu diretamente do alemão, o seguinte trecho:

“Na noite seguinte – é Zöllner quem fala – sexta-feira, 16 de novembro de 1876, coloquei uma mesa de jogo com quatro cadeiras, em um quarto onde Slade ainda não tinha entrado. Depois que Fechner, o professor Braune, Slade e eu colocamos as mãos entrelaçadas sobre a mesa, ouviram-se pancadas nesse móvel; eu comprara uma ardósia, que assinalamos; nela colocamos um fragmento de lápis e Slade os pôs à beira da mesa; minha faca foi atirada, subitamente, à altura de um pé e recaiu na mesa.

Repetindo-se a experiência, viu-se que o fragmento do lápis, cuja posição foi marcada com um sinal, ficou no mesmo lugar na ardósia. A dupla ardósia, depois de limpa e munida de um duplo lápis, foi segura por Slade, sobre a cabeça do Professor Braune; ouviu-se uma arranhadura e, aberta a ardósia, lá se encontraram muitas linhas escritas. Uma cama colocada no aposento, por trás de um biombo, transportou-se inopinadamente até ficar a dois pés de distância da parede e afastou o biombo. Slade estava longe da cama e lhe dava as costas; tinha as pernas cruzadas, o que todos viam.

Organizou-se imediatamente em minha casa uma segunda sessão, com Weber, Schreibner e eu. Um estalo violento, como a descarga de forte botelha de Leyde, foi ouvido; voltamo-nos, alarmados, e o biombo separou-se em dois pedaços; peças de madeira estavam dilaceradas, sem que houvesse contato visível de Slade com o biombo, e os pedaços quebrados jaziam a cinco pés de Slade, que estava de costas para o biombo.

Espantamo-nos com essa manifestação de uma força mecânica e perguntei a Slade o que isto queria dizer. Respondeu que o fenômeno acontecia, por vezes, em sua presença. Como ele falava de pé, colocou um pedaço de lápis na superfície polida da mesa, cobriu-o com a ardósia, comprada e limpa por mim, comprimiu a superfície com os cinco dedos abertos da mão direita, enquanto a mão esquerda repousava no centro da mesa.

Começou a escrita na superfície interior, e quando Slade a virou achava-se em inglês o seguinte: – “Não era nossa intenção fazer mal; perdoai o que aconteceu.”

Enquanto se produziu a escrita, as mãos de Slade ficaram imóveis.”

São provas estas suficientes para estabelecer a existência da escrita direta. Ora, nessa escrita, é necessário que alguém dirija o lápis, e como nenhum dos presentes o pode fazer, segue-se que são aqueles a quem se chama espíritos que o fazem. Justifica essa indução o se haverem visto, por muitas vezes, mãos luminosas servirem-se do lápis para traçar mensagens; não é, pois, permitida a dúvida quanto à causa dessas manifestações.

Mas então, se os Espíritos puderam agitar guéridons, se lhes foi possível escrever fazendo ver suas mãos, por que não se tornariam eles próprios visíveis? Impressionado por estas considerações, Crookes foi levado a constatar resultados esplêndidos que analisaremos no capítulo em que tratamos especialmente da mediunidade.

Deve ter-se notado que contentamo-nos, até agora, em referir as experiências, sem lhes dar qualquer explicação; é que não queremos enfraquecer-lhes o alcance por comentários, que poderiam dar lugar à crítica. Por mais estranhos, bizarros, perturbadores que possam parecer esses fenômenos, há uma coisa certa, evidente, é que existem, pois que foram verificados pelas sumidades da Inglaterra, da Alemanha e da América.

Além disso, em nenhum caso podem ser atribuídos à intervenção humana, porque foram tomadas as precauções para afastar essa eventualidade. É preciso, necessariamente, que eles sejam produzidos por individualidades independentes dos operadores, por outras palavras, pelos Espíritos.

Em um século de positivismo intransigente como o nosso, tais revelações eram indispensáveis para firmar a crença na imortalidade; desaparecida a fé com as religiões abandonadas, tornava-se necessário o fato brutal, para restabelecer a verdade. Hoje ela se nos impõe a todos, e apesar das negações interessadas do materialismo, triunfará de todos os obstáculos amontoados à sua frente.

Os fenômenos espíritas têm sido tão ridicularizados que é útil insistir muito nos fatos que militam em seu favor. Os cientistas de nosso país, por tendência natural ou temor do ridículo, não ousam entregar-se a essas investigações. Não temos a pretensão de convencê-los, referindo-lhes os trabalhos dos seus colegas do mundo inteiro, mas se essa leitura lhes pudesse inspirar o desejo de verificar o que há de verdadeiro ou falso em tais asserções, nosso fim seria atingido.

Pintaram os adeptos do Espiritismo com tão absurdas cores, que muitas pessoas supõem tratar-se de doentes ou alucinados. Há dificuldade em se apresentar, de público, um partidário de Allan Kardec, como um bom burguês prosaico; entretanto, é o que é fácil de verificar, freqüentando-se a sociedade espírita.

Em vez de fisionomias desfiguradas, com os olhos a brilharem de febre, vêem-se pessoas honestas, que experimentam, tranqüila-mente, e discutem os resultados obtidos com tanto sangue frio e lucidez como em qualquer outro meio em que se estude.

O preconceito tem tão poderoso império sobre os homens, ainda os mais distintos, que não nos devemos espantar da vigorosa oposição, quando trazemos as mãos cheias de idéias em antagonismo com as vistas gerais.

Fontes: Gabriel Delanne - O Espiritismo Perante a Ciência

Ilustração alusiva a uma sessão mediúnica familiar na capa de uma partitura de música (Boston, 1853)

O médium Henry Slade com o astrônomo, físico e pesquisador da fenomenologia espírita Friedrich Zollner

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Doutrina espírita para principiantes)

Fontes: Survival After Death

Fontes: KardecPedia (Enciclopédia Allan Kardec)

JOURNAL DES DEBATS

Politique et Littérature

Rue des Prètres-Saint-Germain-l’Auxerrois, 17

Paris, 21 novembro 1886.

 

Sr. Dr. Paul Gibier, Paris.

“Caro Doutor.

Assisti ontem à noite, com os Srs. Patinot, André Halays e uma quarta pessoa, às experiências de Slade, em condições que excluem toda a hipótese de fraude.

Enquanto eu me conservava com os olhos fixos nos pés do médium, ouvimos e senti, duas vezes, duas pancadas dadas no pé da minha cadeira.

Slade renovou com êxito a experiência das ardósias trans-portadas para debaixo da mesa. Os Srs. Patinot, Halays e o quarto espectador sentiram a princípio um sopro frio, depois a ardósia foi-lhe suavemente depositada na mão.

Slade repetiu de diversos modos a experiência da escrita entre duas ardósias. Adquirimos a convicção de ser o fenômeno real. Em dado momento, Slade segurava a ardósia sob a mesa, porém distante dela cinco a seis centímetros, e ouvíamos escrever.

Uma palavra de um dos espectadores fez o médium voltar a cabeça e este, por movimento nervoso involuntário, adiantou a ardósia à minha vista. Durante essa posição, que calculo ter durado dois a três segundos, vi o lápis sozinho correr rapidamente sobre a ardósia, traçando caracteres, mais ou menos umas três ou quatro letras.

Quase imediatamente soaram três pancadas e Slade, retirando as ardósias, mostrava-nos as palavras escritas.

Aceitai cordiais saudações e, de novo, os nossos agradecimentos.

Harry Alis.”

Paul Gibier "Análise das Coisas"

Antes de começarmos as experiências com Slade, não ignorávamos também todo o mal que diziam dele nem o mal que tentaram fazer-lhe, mas estávamos bem resolvidos, apesar da fortíssima desconfiança inspirada por insinuações malévolas, e também por causa dela, a não confiar senão naquilo que observássemos.

As críticas do Sr. Wundt não nos pareceram inspiradas por espírito verdadeiramente científico; sente-se que o Sr. Wundt não é homem para quem a experimentação seja coisa familiar; à força de recear mistificação, indubitavelmente mistificou-se: o temor da fraude o teria feito cair no erro. É um fenômeno conhecido desde toda a antiguidade, que os antigos figuraram na fábula de Caríbdis e Cila.

Os fenômenos produzidos por Slade, na casa de Zöllner, são os seguintes:

1º) movimento ocasionado só pela “força” de Slade em agulha imantada encerrada na caixa da bússola;

2º) pancadas dadas na mesa; faca projetada sem contato, à altura de um pé;

3º) movimento de objetos pesados, transporte do leito do Sr. Zöllner a dois pés da parede, estando Slade sentado com as costas voltadas para o leito, com as pernas cruzadas bem à vista;

4º) despedaçamento de um biombo com estrondo, sem contato com o médium, provocando a projeção dos pedaços a cinco pés de distância dele;

5º) escrita produzida muitas vezes entre duas ardósias pertencentes a Zöllner e conservadas bem à vista; foi principalmente esse fenômeno que analisamos com Slade;

6º) imantação de uma agulha de aço;

7º) reação ácida dada a substâncias neutras;

8º) impressões de mãos e de pés nus sobre superfície enegrecida a fumo ou sobre farinha de trigo, não correspondendo à impressão das mãos ou pés do médium, que, além disso, ficaram à vista durante a experiência; ademais, os pés de Slade tinham permanecido calçados;

9º) nós produzidos em tiras de couro pregadas e seladas nas duas extremidades e conservadas sob as mãos de Slade e de Zöllner, etc.

Zöllner forneceu em sua obra os detalhes mais completos sobre essas experiências e as conclusões que se tiram delas são as mesmas que para as de Crookes: ou este ilustre sábio, chegado ao fim de uma gloriosa carreira científica, foi um impostor, porque não podia ter sido enganado com as precauções que tomou, ou então disse a verdade. Por nossa parte, cremos firmemente que ele disse a verdade.

Paul Gibier "O Espiritismo (Faquirismo Ocidental)"


RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Biografia de Henry Slade

 

Friedrich Zollner - Provas Científicas da Sobrevivência PDF