ANTONIO GONÇALVES DA SILVA

O BATUÍRA

FUNDADOR DA UNIÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO

FUNDADOR DO Jornal Verdade e Luz

 

O GRANDE MÉDIUM DE CURA

O ABNEGADO PIONEIRO DO ESPIRITISMO

 

EM TERRAS DE PIRATININGA (SÃO PAULO)

 

E DO BRASIL E NO MUNDO

(1839 - 1909)

 

O grande pesquisador de Batuíra foi Eduardo Carvalho Monteiro ver LINK

Biografia de Batuíra:

Nasceu Batuíra aos 19 de Março de 1839, em Portugal, na freguesia de Águas Santas, hoje integrada no conselho de Maia. Filho de humildes camponeses, tendo apenas completado a instrução primária, veio, com cerca de 11 anos de idade, para o Brasil, aportando na Guanabara a 3 de Janeiro de 1.850.

Durante três anos trabalhou no comércio da Corte. Daí passou para Campinas-SP, onde ficou por algum tempo até que se transferiu definitivamente para a capital paulista, que na ocasião deveria possuir menos de 30.000 habitantes. Aí, nos primeiros anos, foi distribuidor do "Correio Paulistano". Naquele tempo, não havia bancas de jornais nos lugares públicos. A entrega se fazia à tarde, de casa em casa, e tão somente aos assinantes.

Diligente, honesto e espírito dócil, Batuíra, como entregador de jornais, ia formando amigos e admiradores em toda parte. Parece que neste período que aprendeu a arte tipográfica, certamente nas próprias oficinas do "Correio Paulistano".

Batuíra, muito ativo, correndo daqui para acolá, foi apelidado "o batuíra", nome que o povo dava à narceja, ave pernalta, muito ligeira, de vôo rápido, que freqüentava os charcos na várzea formada, no atual Parque D. Pedro II, pelos transbordamentos do Rio Tamanduateí. O nome do rapazinho era ANTONIO GONÇALVES DA SILVA, mas, de então em diante, tomou para si o apelido de BATUÍRA.

Dentro de pouco tempo, com as economias que reuniu, e naturalmente com o auxilio de pessoas amigas, montou um teatrinho nos fundos de uma taverna da rua Cruz Preta. Naquela modesta casa de espetáculos, muitos amadores fizeram sua estréia, inclusive Batuíra.

Perseverando na sua faina, dedicou-se depois à fabricação de charutos. Assim, com bastante trabalho e economia, Batuíra fazia crescer suas modestas finanças, o que lhe permitiu esposar a Srta. BRANDINA MARIA DE JESUS, de quem teve um filho, JOAQUIM GONÇALVES BATUÍRA, que veio a falecer depois de homem feito e casado.

Audaz como os grandes empreendedores o são, investiu seu dinheiro na compra de áreas desvalorizadas, iniciando a construção de pequenas casas para alugar, tornando-se assim um abastado proprietário, cujos haveres traduziam o fruto de muitos anos de trabalho árduo e honrado, unido a uma perseverança inquebrantável.

Na ocasião em que tudo parecia correr bem, falece, quase repentinamente, o filho único de sua Segunda esposa, D. MARIA DA DORES COUTINHO E SILVA. Era uma criança de doze anos, por quem o casal se extremava em dedicação e carinho.

Este golpe feriu profundamente aquele lar, que só pode encontrar lenitivo à dor na consoladora Doutrina dos Espíritos.

Tão grande foi a paz que o Espiritismo lhes infundiu, que Batuíra imediatamente pôs mãos à obra, no desejo ardente de que outros companheiros de labutas terrenas tivessem conhecimento daquela abençoada fonte de esperanças novas. E dentro daquele corpo baixo e de compleição robusta, um coração de ouro iria dar mais larga expansão aos seus nobres sentimentos de amor ao próximo.

No ano de 1.889, Batuíra passou a ser, na cidade de S. Paulo, o agente exclusivo do "Reformador", função de que se encarregou até 1.899 ou 1.900.

No dia 6 de Abril de 1.890, restabeleceu o Grupo Espírita Verdade e luz que havia muito "se achava adormecido".

Adquiriu então uma pequena tipografia, destinada a divulgação e propagação do Espiritismo, editando a publicação quinzenal chamada "Verdade e Luz", que atingiu no ano de l.897, a marca de 15.000 exemplares.

Batuíra era também médium curador, sendo centenas as curas de caráter físico e espiritual que obtinha ministrando água efluviada ou aplicando "passes magnéticos".

Em virtude de todos esses fatos, o povo, o mais beneficiado por Batuíra, passou a denominá-lo "Médico dos Pobres", cognome que igualmente aureolou o nome de Adolfo Bezerra de Menezes.

A ação benemérita de Batuíra não se circunscrevia, entretanto a estas manifestações da caridade cristã. Foi muito mais além. Criou ele Grupos e Centros espíritas em S. Paulo, Minas Gerais, Estado do Rio, os quais animava e assistia; realizou conferências sobre diversos temas doutrinários, em inúmeras cidades de vários Estados, ocasião em que também visitava e curava irmãos sofredores; espalhou gratuitamente prospectos e folhetos de propaganda do Espiritismo, por ele próprio impressos, e distribuiu milhares de livros pelo interior do País.

Batuíra, unido a outros confrades ilustres, constituiu na capital paulista, a 24 de Maio de 1.908, a "União Espírita do Estado de S. Paulo", que federaria todos os Centros e Grupos existentes no Estado.

Assim era o valoroso obreiro da Terceira Revelação, o incansável lidador que nunca se deixou abater pelas asperezas da jornada, tendo sido incontestavelmente um dos maiores propagandistas do Espiritismo no Brasil.

Carregando sobre os ombros muitas responsabilidades, não sentiu, tão preso se achava ao cumprimento dos seus deveres, que suas forças vitais se esgotavam rapidamente. Súbita enfermidade assalta-lhe o corpo e zombando de todos os recursos médicos, em poucos dias obriga-o a transpor as aduanas do além. Aos 22 de Janeiro de 1.909, Sexta-feira, cerca de uma hora da madrugada, faleceu Sr. ANTÔNIO GONÇALVES DA SILVA BATUÍRA.

"Grandes Espíritas do Brasil", autoria de Zêus Wantuil

Esquina da rua Direita com a antiga rua Cruz Preta, no começo do século, na cidade de São Paulo

Eduardo Carvalho Monteiro - Batuíra, Verdade e Luz

Aspecto da rua Espírita, esquina com a rua Lavapés, aonde se localizava  a Instituição Verdade e Luz, na época de Batuíra. Ao fundo, o Morro do Piolho em 1904.

Eduardo Carvalho Monteiro - Batuíra, Verdade e Luz

Distribuição de Natal, em 1924, da Instituição Verdade e Luz

Eduardo Carvalho Monteiro - Batuíra, Verdade e Luz

Prédio da Instituição Verdade e Luz, localizado a rua Espírita, número 28, doado por Batuíra, foto do início dos anos 20.

Eduardo Carvalho Monteiro - Batuíra, Verdade e Luz

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Fausto Henrique Gomes Nogueira - Batuíra espiritismo, livre pensamento e anticlericalismo)

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Biografia de Batuíra)

Fontes: César Perri - GEECX - Grupo de Estudos Espíritas Chico Xavier

Fontes: Biblioteca de Áudios Espíritas Históricos (Rádio Emmanuel)

Desafiamos o nosso contendor para que nos dissesse o nome de um só espírita que estivesse no Hospício.

Dissemos que a mentira dita por um sábio não deixaria de ser mentira. Mas a verdade dita por um ignorante era sempre verdade. Era isto o que esperava iria acontecer.

"Provamos pelos fatos que o Espiritismo curava a loucura e que as religiões positivas a produziam."

Batuíra "Os Grandes Pioneiros do Espiritismo"

"Espírito liberal — simples na sua caridade, grande na sua simplicidade, assim se referiu a ele outro abnegado apóstolo da Causa Espírita em São Paulo."

Cairbar Schutel "O Bandeirante do Espiritismo"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD


 

Biografia Resumida de Antônio Gonçalves da Silva (O Batuíra)

 

Eduardo Carvalho Monteiro - Batuíra, Verdade e Luz