Da esquerda para direita: 1) Srta. Antonina Prado (médium psicográfica); 2) Eurípedes Prado; 3) Sra. Anna Prado (a médium); 4) Alice Prado; 5) Erastóstenes Prado.

 

ANNA PRADO

 A IMPRESSIONANTE MÉDIUM DE EFEITOS FÍSICOS

OS PIONEIROS DA MEDIUNIDADE OSTENSIVA

DO ESPIRITISMO NAS TERRAS BRASILEIRAS

(1883 - 1923)

 

Ectoplasta [do grego ektós + plas (ma) + -ta] - Médium de efeito físico que empresta potencial ectoplásmico para materialização de Espírito ou objeto espiritual.

Ectoplasma [do grego e do latim, respectivamente: ektós + plasma]- 1. Biologia: parte periférica do citoplasma. 2. Parapsicologia: termo criado por Charles Richet para designar a substância visível que emana do corpo de certos médiuns. 3. Para a ciência espírita, designa a substância viscosa, esbranquiçada, quase transparente, com reflexos leitosos, evanescente sob a luz, e que tem propriedades químicas semelhantes às do corpo físico do médium, donde provém. É considerada a base dos efeitos mediúnicos chamados físicos, como a materialização, pois através dela os Espíritos podem atuar sobre a matéria.

Biografia de Anna Prado:

Anna Rebello Prado nasceu, por volta do ano de 1883, em Parintins, Amazonas, ilha fluvial situada à margem direita do Baixo Amazonas, descoberta, em 1749, pelo navegador e explorador português José Gonçalves da Fonseca.

A Família Rebello participou ativamente de várias agremiações espiritistas na capital amazonense. Os tios maternos de Anna, Emiliano e Jovita, funcionários do serviço público federal, se consagraram à tarefa difusora do Espiritismo.

Emiliano participou da fundação da Federação Espírita do Amazonas. A mãe de Anna, Ermelinda de Carvalho Rebello, também tomou parte nas fileiras do movimento espírita amazonense. Assim, embora Anna viesse a professar o catolicismo, podemos concluir, que vivera cercada pelas meridianas luzes do Espiritismo, o que seguramente lhe favoreceu uma sólida e elevada formação moral e espiritual.

Não há registros sobre sua infância e adolescência, que deve ter ocorrido em sua cidade natal, onde se casou no dia 9 de junho de 1901, com o cearense Eurípedes de Albuquerque Prado.

Eurípedes sempre se preocupou com as questões da imortalidade da alma. Comerciante, jornalista, professor e homem público, ocupou o cargo de Superintendente Municipal de Parintins (atual cargo de prefeito), conheceu a Doutrina Espírita através do livro O céu e o inferno, e se devotou às atividades espíritas em sua cidade.

Mais tarde, o casal, com os filhos Eurídice, Eratósthenes, Antonina e Dinamérico, se transferiu para a capital paraense.

Conhecendo teoricamente os fenômenos das mesas girantes e não encontrando no meio espírita belenense adesão para as experiências, Eurípedes optou por realizá-las em sua própria casa.

Anna, refratária, não participou das primeiras reuniões, realizadas pelo marido e os dois filhos mais velhos, sempre alegando afazeres domésticos ou descrença.

Finalmente, numa tarde de domingo, tomada de surpresa, não teve como se esquivar e participou da reunião. Os primeiros fenômenos registrados foram em torno da mesa, que apresentou estalidos, violentos abalos. Depois, foi a tiptologia, arremesso de objetos ao solo, transporte de uma flor do jardim para a mesa da casa.

Seguiram-se as materializações em plena obscuridade, apenas perceptíveis pelo tato,(...); gradualmente, da obscuridade plena, passou-se a uma luz muito tênue e de materializações de membros esparsos - um braço, mãos, etc - ao aparecimento de vultos perfeitos e até ao reconhecimento dos mesmos por parte dos parentes.

As faculdades mediúnicas de Anna tiveram rápido desenvolvimento. Do interior do lar, alcançaram o domínio público, ultrapassando as fronteiras paraenses, para, logo mais, varar os limites do nosso país e do continente americano, sendo noticiados na França e Alemanha.

Ela sofreu toda sorte de tribulações. O preconceito da época a difamou, perseguiu, atacando-a de várias formas.

Foi acusada publicamente de comediante e se sujeitou a provas rudes, como a ser encerrada em uma gaiola de ferro, durante o transe, para provar a verdade dos fenômenos que provocava: tiptologia, raps, levitação de objetos, escrita direta, sonambulismo, transporte, desdobramento, desmaterialização, aparecimento de luzes espirituais, psicofonia, audiência.

Tudo foi fartamente documentado, com atas e fotos. Estando em Belém, em processo sonambúlico, ela visita a família e parentela corporal, em Parintins, revelando fatos de intranquilidade ali vivida, todos confirmados em missivas posteriores, pelos próprios visitados.

As materializações, registre-se, eram de mais de um Espírito, ao mesmo tempo. Certa feita, com incômodo abscesso na boca, a própria médium foi operada, em transe, por Espírito de médico materializado.

Em uma das sessões, no dia 27 de outubro de 1922, materializa-se o Espírito Maria Alva, que traz uma écharpe que, à vista de todos, transforma em uma cesta de vime e, depois, em uma bandeja cheia de flores.

Outro extraordinário fenômeno foi o registrado como das flores secas. Em 25 de janeiro de 1920, o Coronel Simplício Costa havia entregue ao Espírito materializado João algumas flores, que lhe foram devolvidas secas, pelo mesmo Espírito, em outra sessão, quatorze meses depois.

João, diga-se, era o Espírito orientador da produção mediúnica de Anna Prado. Tratava-se de seu tio materno, Felismino Olympio de Carvalho Rebello.

Ciente da interessante fenomenologia, produzida pela médium Francisca Jatahy, a psicografia cutânea, Anna Prado pediu ao Espírito João que tentasse idêntica experiência.

Ele não se fez de rogado. Escreveu nos braços da médium: Deus e João, fato que foi publicado na Revista Reformador, da Federação Espírita Brasileira - FEB, de 1º de novembro de 1921.

Também provocou Anna a germinação, em uma sessão de trinta minutos, de sementes de eucalipto, vindas do Rio de Janeiro.

Durante o desenvolvimento de sua tarefa mediúnica, Anna Prado ofereceu inúmeras provas da veracidade dos fenômenos:

Annita (menina de seus treze anos), sempre que se materializava, costumava produzir belíssimas flores em parafina;

João, materializado, executou vários moldes de seus pés e mãos em parafina, inclusive, molde da sua mão, com os dedos fechados;

Rachel Figner, cujas materializações atingiram altíssima perfeição, realizou notáveis trabalhos em parafina.

Anna Prado, depois de cinco anos de intensa produção mediúnica, regressou triunfante à vida espiritual. Sofreu um acidente, em sua casa, com fogão a álcool. O óbito, registrado a 23 de abril de 1923, deu como causa da morte colapso consecutivo a queimadura extensa do corpo sobressaindo as partes abdominais.

Sua morte foi amplamente noticiada em periódicos espíritas do Brasil e pela Revue Spirite. Ela tinha apenas trinta e nove anos de idade.

Francisco Cândido Xavier a ela se referiu no programa Pinga-Fogo, da TV Tupi/SP, em 28 de julho de 1971, como a responsável por fenômenos de materialização dos mais legítimos.

E, mais de três décadas depois de sua morte, ela retorna pela pena do médium mineiro (24.2.1955), trazendo interessante mensagem que intitulou Observação oportuna, publicada no livro Instruções psicofônicas (ed. FEB). (VER A PSICOGRAFIA ABAIXO)

Bibliografia:

FARIA, Nogueira de. O trabalho dos mortos (O livro do João). 6ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002.

MAGALHÃES, Samuel Nunes. Anna Prado, a mulher que falava com os mortos. Rio de Janeiro: FEB, 2012.

Francisco Cândido Xavier - Psicografia (Mensagem de Anna Prado)

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OBSERVAÇÃO OPORTUNA

Concluindo as nossas lides da noite de 24 de fevereiro de 1955, no tempo reservado às instruções do Plano Espiritual, fomos brindados com a presença confortadora de nossa irmã Ana Prado, que foi médium de materialização, em Belém do Pará, muito conhecida nos círculos espiritistas do nosso País, através de jornais e livros que lhe estudaram os elevados dotes medianímicos.

Utilizando-se dos recursos do médium, falou-nos com simplicidade e brandura, comovendo-nos fundamente, porquanto, a mensagem de que foi portadora é um grito de alerta para todas as criaturas que se entregam aos fenômenos psíquicos sem qualquer interesse pela iluminação interior com Jesus.

Amigos, saibamos receber a paz de Jesus.

Sou a vossa irmã Ana Prado, humilde servidora de nosso ideal.

Não há muitos anos, cooperei na mediunidade de efeitos físicos, na cidade de Belém do Pará, tentando servir ao Espiritismo, não obstante minhas deficiências e provações.

Adapto-me, porém, agora, à mediunidade de efeitos espirituais, nela encontrando seguro caminho para a renovação com o Cristo.

Colaborei na materialização de companheiros desencarnados, na transmissão de vozes do Além, na escrita direta e na produção de outros fenômenos, destinados a formar robustas convicções, em torno da sobrevivência do ser, além da morte, no entanto, ao redor da fonte de bênçãos que fluía, incessante, junto de nossos corações deslumbrados, não cheguei a ver o despertar do sentimento para o Cristo, único processo capaz de assegurar à nossa redentora Doutrina o triunfo que ela merece na regeneração de nós mesmos.

No quadro dos valores psíquicos, a mediunidade de efeitos físicos é aquela que oferece maior perigo pela facilidade com que favorece a ilusão a nosso próprio respeito.

Recolhemos os favores do Céu como dádivas merecidas, quando não passam de simples caridade dos Benfeitores da Vida Espiritual, condoídos de nossa enfermidade e cegueira. E, superestimando méritos imaginários, caímos, sem perceber, no domínio de entidades inferiores, que nos exploram a displicência.

A vaidade na excursão difícil, a que nos afeiçoamos com as nossas  tarefas, é o rochedo oculto, junto ao qual a embarcação de nossa fé mal conduzida esbarra com os piratas da sombra, que nos assaltam o empreendimento, buscando estender o nevoeiro do descrédito ao ideal que esposamos, valendo-se, para isso, de nosso próprio desmazelo.

Minhas palavras, porém, não encerram qualquer censura aos gabinetes de experimentação científica.

Seria ingratidão de nossa parte olvidar quanto devemos aos estudiosos  e cientistas que, desde o século passado, trazem a lume as mais elevadas ilações a benefício do mundo, mobilizando médiuns e companheiros de boa-vontade.

Minha singela observação reporta-se apenas à profunda significação do serviço evangelizador, em nosso intercâmbio, porque o sofrimento, a ignorância, a irresponsabilidade, os problemas de toda espécie e os enigmas de todas as procedências constituem o ambiente comum da Terra, perante o qual a mediunidade de efeitos espirituais deve agir, renovando o sentimento e abordando o coração, para que o raciocínio não pervague ocioso e inútil, à mercê dos aventureiros das trevas que tantas vezes inventam dificuldades para os veneráveis supervisores de nossas realizações.

Favoreçamos, sim, o desenvolvimento da mediunidade de efeitos físicos, onde surja espontânea, nos variados setores de nosso movimento, contudo, amparando-a com absoluto respeito e cercando-a de consciências sinceras para consigo próprias, a fim de que experimentadores e instrumentos medianímicos não sucumbam aos choques da sombra.

Quanto a nós, prossigamos em nosso esforço persistente ao lado do pauperismo e da aflição, da dor e da luta expiatória que exigem da mediunidade de efeitos espirituais os melhores testemunhos de amor fraterno.

Recordemo-nos de Jesus, o intérprete de nosso Pai Celestial, que em seu apostolado divino reduziu, quanto possível, os fenômenos físicos ante a miopia crônica das criaturas, e aumentou, sempre mais, as demonstrações de socorro à alma humana, necessitada de luz.

Lembremos o Grande Mestre do “Vinde a mim, vós os que sofreis!...” e, colocando-nos a serviço do próximo, esperemos que a curiosidade terrestre acumule méritos adequados para atrair a assistência construtiva de Mais Alto, porque somente pela pesquisa com trabalho digno e pela ciência enriquecida de boa consciência é que a mediunidade de efeitos físicos se coroará, na Terra, com o brilho que todos lhe desejamos.

Anna Prado

Fontes: XAVIER, Francisco Cândido. Observação oportuna. In.:___. Instruções psicofônicas. Por diversos Espíritos. 3ª ed. Rio de Janeiro: FEB, cap. 50

Gravura 1

Da esquerda para direita: 1) Srta. Antonina Prado (médium psicográfica); 2) Eurípedes Prado; 3) Sra. Prado (a médium); 4) Stra. Alice Prado; 5) Erastóstenes Prado.

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

Gravura 2

Maestro Ettore Bosio

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

Gravura 5

A fotografia do Espírito de Anita

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

Gravura 6

A fotografia do Espírito do Marujo

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

 

Gravura 8 e 8-A / Gravura 8-B

Grande surpresa nossa e júbilo imenso! Todas as chapas continham manifestações do fenômeno espírita, observando-se ao lado esquerdo da figura, na terceira, uma pequena mão, minúscula mesmo, sobre o peito, perto do ombro.

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

Gravura 9 e 9A

Certamente que nenhum valor probatório têm essas experiências, feitas, como foram, na mais absoluta intimidade. Serviram apenas para fortalecer os experimentadores, que tinham convicção segura do fenômeno indubitável passado só entre eles e pessoas da família.

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

Gravura 10

Na fotografia que reproduzimos e que é cópia fiel do clichê do maestro Bosio, vê-se colado à parede branca e junto à senhora do Sr. Eurípedes, a qual é a médium, uma figura humana, envolvida numa túnica preta, divisando-se-lhe apenas o rosto.

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

Gravura 11

Trechos da ficha da Sra. Prado, retirada diretamente

Gravura 12

Trechos da impressão dos dedos do Fantasma

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

Gravura 16

Uma das formosas cataléias feitas por Anita na sessão comemorativa do aparecimento de João, perante a numerosa assistência.

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

Gravura 19

Depois de exposto durante alguns dias ao público, este modelo, que, como os demais, era oco, recebeu gesso a fim de reproduzir a conformação interior. Essa operação foi feita no mesmo estabelecimento “A Brasileira”, sendo operador o Dr. Nilo Pena e outras pessoas que ali se achavam casualmente.

Gravura 20

É um dos mais perfeitos modelos obtidos. Distingue-se perfeitamente bem toda a trama da epiderme. Cremos que foi esse trabalho em parafina, que impressionando vivamente o Dr. Nilo Pena, o levou a assistir a algumas sessões da Sra. Prado, das quais, segundo nos afirmou, guarda a mais funda impressão.

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

Gravura 21

De quando em quando, sempre apontada pelos inimigos do Espiritismo, surgiu a idéia da fraude como a única capaz para explicar os fenômenos. Tendo o “João” fabricado, em parafina, o modelo de um pé, em sessão a que assistiram, entre outras pessoas, os Srs. Gentil Norberto, chefe da Comissão de Saneamento do Oiapoc; Dr. Pontes de Carvalho, médico; Amazonas de Figueiredo, lente da Faculdade de Direito; Desembargador Anselmo Santiago e outros, o maestro Bosio e o Sr Eurípedes Prado resolveram oferecer a importância de 5:000$000 (atualmente, cinco mil cruzeiros), a quem fizesse um outro modelo em idênticas condições às em que o Espírito fizera aquela. Escusado será dizer que pessoa alguma apareceu. O molde supra é a reprodução em gesso.

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

Gravura 30

Esquisita é a fotografia de nº 30. Vê-se entre a Sra. Leopoldina Fernandes e a Sra. Antonina, que é médium psicógrafa, um vulto com o rosto coberto. Em inúmeras fotografias publicadas em obras congêneres temos observado casos idênticos. Consulte-se, por exemplo, os recentes trabalhos de Madame Lacombe e de Madame Bisson.

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

Gravura 39

Fotografia obtida às 9 horas da manhã de 19 de Janeiro. Fantasma diáfano, de estatura muito maior que a médium. Veja-se, como que se derramando do corpo da médium, a onda fluídica formadora do fantasma.

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos

Gravura 45

Fotografia de Raquel Figner

        “A Ressurgida” cujo Espírito se materializou com admirável perfeição em 4 de Maio de 1921.

Ela apareceu, por primeira vez, no dia 2 de maio de 1921. Acompanhemos o registro do meu conterrâneo Carlos Bernardo Loureiro de tão importante episódio:

“... Surgiu, junto à cortina, uma jovem, com todas as aparências e gestos de Raquel a tal ponto que D. Ester, sua mãe, exclamou: ‘É Raquel!’. Os gestos eram absolutamente os da filha dos Figner, e mesmo o corpo, a forma “o vestidinho acima do tornozelo, de mangas curtas e um pouco decotado”. Apresentou-se, assim, diante dos assistentes na reunião de Anna Prado, e, muito especialmente, face a face com os seus pais.”

Foram, aqueles, momentos de grande contentamento para pai e mãe, e para esta em especial. Em uma das manifestações, Raquel pede à mãe que deixe de usar o luto, pois, como ela afirmara, era “muito feliz” em sua nova condição.

 “Os fenômenos que ocorreram em Belém, Pará, através da fantástica faculdade mediúnica de Anna Prado, ombreiam-se aos mais notáveis já obtidos em várias partes do mundo. Anna Prado, sem nenhum favor, integra a galeria dos grandes médiuns que contribuíram, com sofrimento e profundos desgostos, para o engrandecimento e consolidação da causa do Espírito, Senhor do Tempo e dos Elos Perdidos...”

Le Progrès Spirite - Année 1912

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Samuel Magalhães Anna Prado A mulher que falava com os mortos)

Fontes: Federação Espírita do Brasil

Fontes: Survival After Death

"Quanto a nós, prossigamos em nosso esforço persistente ao lado do pauperismo e da aflição, da dor e da luta expiatória que exigem da mediunidade de efeitos espirituais os melhores testemunhos de amor fraterno.

Recordemo-nos de Jesus, o intérprete de nosso Pai Celestial, que em seu apostolado divino reduziu, quanto possível, os fenômenos físicos ante a miopia crônica das criaturas, e aumentou, sempre mais, as demonstrações de socorro à alma humana, necessitada de luz.

Lembremos o Grande Mestre do “Vinde a mim, vós os que sofreis!...” e, colocando-nos a serviço do próximo, esperemos que a curiosidade terrestre acumule méritos adequados para atrair a assistência construtiva de Mais Alto, porque somente pela pesquisa com trabalho digno e pela ciência enriquecida de boa consciência é que a mediunidade de efeitos físicos se coroará, na Terra, com o brilho que todos lhe desejamos."

Ana Prado

XAVIER, Francisco Cândido. Observação oportuna. In.:___. Instruções psicofônicas. Por diversos Espíritos. 3ª ed. Rio de Janeiro: FEB, cap. 50.
 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Biografia de Anna Prado

 

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos (Obra Completa)

 

Nogueira de Faria - O Trabalho dos Mortos (Obra Resumida - Dezenas de Gravuras - Materializações de Espíritos)

 

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