UNIÃO ESPÍRITA FRANCESA

J.- B. Roustaing - Diante do Espiritismo

Resposta a seus alunos

 

Original em francês, de 1883:

J.-B. ROUSTAING DEVANT LE SPIRITISME

Réponse à ses élèves

 

PARIS

AU BUREAU DU JORNAL: LE SPIRITISME

UNION SPIRITE FRANÇAISE

Passage Choiseul, 39 e 41

(1883)

 

OBRA RARA TRADUZIDA

 

Tradução: Abílio Ferreira Filho

 Prefácio: Jorge Hessen

Revisão: Irmãos W. e Ery Lopes

 Formatação: Ery Lopes

 

 © Versão digitalizada: 2019

 Distribuição:

Portal Luz Espírita

Autores Espíritas Clássicos

Prefácio:

Aqui constam alguns testemunhos marcantes ocorrido no movimento espírita francês do século XIX, que o leitor encontrará nos documentos que compõem este livro eletrônico, editado por Autores Espíritas Clássicos.

Em 1883, logo após a desencarnação de Amélie-Gabrielle Boudet, os senhores J. Guérin e P.-G. Leymarie, dois roustainguistas alienados, geraram fragorosa confusão doutrinária nas hostes do movimento espírita francês por causa da publicação da brochura intitulada Resposta aos críticos e adversários de Os Quatro Evangelhos de Roustaing, distribuída por Leymarie através da Revista Espírita de junho de 1883. Dentre inúmeras estupidezes o restolho literário (brochura) acusava Allan Kardec de injusto, desviado, infiel, prepotente, arrogante, monopolizador, autoritário etc., simplesmente porque o Codificador rejeitou as desvairadas teses do bastonário de Bordeaux.

O advogado obsidiado de Bordeaux era para Guérin e Leymarie um professor em matéria de Espiritismo (pasmem!). Para os dois pacóvios, Kardec desviou-se, esquecendo que devia ser fiel à advertência dos Espíritos superiores: pois devia ajudar a fazer reconhecer e aceitar as bases da fase teológica. Pois “Allan Kardec achou-se convocado e o único convocado. Mas não deveria empreender o monopólio de um sistema preconcebido. É o que teria compreendido, se fosse humilde e desinteressado. Kardec, por se achar infalível, se fez monopolizador como todo aquele que se atribui o privilégio de uma infalibilidade intransigente. Kardec proscreveu todos os homens de estudo e de boa vontade que não souberam se curvar ao jugo de seu autoritarismo”.

A cereja do bolo da brochura Resposta aos críticos e adversários afirma que Roustaing foi declaradamente escolhido para começar a obra teológica da qual ele inaugura, publicando em 1866 os três volumes dos Quatro Evangelhos.

Por causa desses maníacos muitas vozes se levantaram em defesa de Kardec. A exemplo de Sophie Rosen (Dufaure), ex-vice-presidente da Sociedade Científica de Estudos Psicológicos de Paris. Sophie declarou que foi Leymarie o autor do entulho literário a cogitar: Quem são os discípulos de Roustaing? Quem tem lido os artigos do sr. Leymarie nesses quinze anos, não achará difícil reconhecer seu gênero, estilo e expressões habituais.

Por quatro anos, Leymarie tem feito palestras sobre os Evangelhos de Roustaing tanto na Bélgica quanto na França. Tendo recebido de Guérin cem mil francos pela Sociedade, cinco mil francos para as conferências e um prêmio de três mil francos para o melhor trabalho sobre Roustaing! Isso, porém, não deveria ter sido motivo para desviar a Doutrina de seu caminho e insultar Allan Kardec.

Nesse turbulento contexto o senhor Michel Rosen reclamou, denunciando que tinha recebido a brochura Os Quatro Evangelhos de J.-B. Roustaing - resposta a seus críticos e a seus adversários, pelos alunos do Senhor Roustaing. Brochura escrita com uma perfídia digna dos discípulos de Loyola. Ademais se o senhor Roustaing tivesse posto em prática o bom senso não atacaria o senhor Kardec.

A madame Berthe Fropo, amiga devotada do senhor e da senhora Kardec escreveu em resposta ao senhor Guérin: Em um artigo da Revista do mês de agosto, intitulado: "Allan Kardec e Roustaing", o autor, o senhor Guérin transmite diversas proposições que acreditamos em oposição absoluta com os princípios da doutrina espírita. Pois que Allan Kardec, de uma lógica primorosa, foi bem reservado, para explicar a vida de Jesus, diferente das hipóteses arriscadas como as que são feitas pelos Espíritos que assistem o senhor Roustaing.

A senhora Sophie Rosen denunciou as seitas que disputam a precedência junto aos legítimos discípulos de Kardec: a exemplo do Teosofismo, que é fácil convencer de sua incompatibilidade com nossas íntimas convicções. A recepção que Leymarie recebeu dos espíritas nas assembleias dos dias 6 e 21 de março de 1883, denota a impossibilidade se transplantar para o Espiritismo os delírios de Blavatsky e Roustaing.

Durante cinco anos, nós temos solicitado ao teosofismo sua base racional; Leymarie não pôde nos fornecer. Pelo tempo em que correm as mistificações é permitido perguntar sobre o que o Senhor Roustaing estabelece a certeza de todas as célebres identidades?... Eis que estamos novamente colocados entre o livre-arbítrio espírita e o Dogma: qual aceitar?

Enquanto o Codificador nos diz: “Controlai todas as comunicações que vos são dadas”; o Senhor J.-B. Roustaing, impôs tiranicamente (Pessoas bem informadas asseguram que o Senhor J.-B. Roustaing fez esse trabalho sob a influência de uma forte obsessão) por Espíritos que assinam são Pedro, são Paulo, Moisés, etc. Recebido comunicações às quais somente lhe emprestava um escopo sério!

Em verdade o Senhor J.-B. Roustaing deixa por testamento mais de 40.000 francos para a propagação dessas teorias [bizarras], como elas deverão ser aceitas como autênticas?

O senhor MENDY, um capitão aposentado de Nante escreveu para Guérin, advertindo-o que era uma deslealdade a publicação do libelo não assinado intitulado: Os Quatro Evangelhos de J.-B. Roustaing - resposta a seus críticos e a seus adversários, editado pelos alunos de J.-B. Roustaing. Quais alunos?... Seus nomes?... Como têm a coragem de seu ato?... Como, Senhor, não souberam de modo algum murchar semelhante anonimato?... Sim, deslealdade essa publicação buscando manchar a memória de um honesto homem [Kardec]!

Berthe Fropo pronunciou ao Senhor Guérin que deveria convir; os anônimos esperaram a morte da Senhora Kardec para fazer aparecer essa brochura dois ou três anos após a morte do Senhor Roustaing. Sobre os quatro evangelhos. Eu li a obra de Roustaing há 15 anos. A lembrança não é agradável e, malgrado o apelo feito a minha consciência, eu não me sinto com coragem. para relê-lo.

Outro testemunho foi de Michel Rosen, que escreveu: É, pois, pela intermediação da União Espírita Francesa, que minha voz poderá se misturar ao clamor geral, sublevado pela vingança póstuma do Senhor Roustaing. Eis aqui minha refutação, primitivamente destinada à Revista, sob o título: Ainda a brochura Roustaing, e que eu devolvi mais enérgica desde a recusa do senhor Leymarie.

O senhor Thibaud, de Bordeaux, escreveu no dia 27 de junho de 1883, para Gabriel Delanne, afirmando que estava impressionado com o panfleto publicado em Bordeaux, sob os auspícios e com o concurso pecuniário do Senhor Guérin, por pretensos alunos de Roustaing. Thibaud informa que ele e seus amigos leram com satisfação, no último número de O Espiritismo da União Espírita Francesa, a expressão da legítima indignação que tal brochura levantou em todos os espíritas honestos e dos quais Delanne se fez o intérprete.

Mais adiante o senhor Michel Rosen, espírita da primeira hora, que tendo vivido longos anos na intimidade do Senhor e Senhora Kardec, lembra que em junho de 1866, Allan Kardec fez, na Revista Espírita, um relatório sobre os Quatro Evangelhos do Senhor Roustaing. Este [Kardec], “homem muito liberal, muito honesto” (p. 314), em resposta a essa refutação Roustaing (ou seus discípulos) escreveu, contra o Kardec, uma brochura, verdadeiro panfleto, que, por sua ordem, seus executores testamenteiros acabaram de editar milhares de exemplares e de enviar, diretamente e gratuitamente, a todos os espíritas da França e do Estrangeiro.

Ah! Eu compreendo a grande cólera do Senhor Roustaing contra o controle universal! — explica Rosen, afirmando que Roustaing desdenhou e viu o que isso lhe custou! Não contente então de rejeitar o controle universal, que é um traço de gênio e de consciência, o senhor Roustaing suspeitou da lealdade de Kardec, até na maneira como ele o aplicou. A exemplo de seu mestre e conforme sua ortografia defeituosa, os alunos do senhor Roustaing nos chamam ”Kardequistas” (Kardecistas, se vos agrada) infalíveis.

De algum lado que venha o ataque: seita Roustaing, Teosofismo ou outros sofismas, vós não abalareis de modo algum a obra imortal que o divino Missionário [Kardec] edificou sobre a rocha. Os continuadores de Allan Kardec não reclamam hoje de um corpo de doutrinas religiosas, mas de um corpo de doutrinas científicas. Eles se reuniram, há alguns dias, em assembleia geral e decidiram por unanimidade que o antigo título de “Sociedade para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”, fosse modificado assim como se segue: A Sociedade toma a denominação de “Sociedade Científica do Espiritismo”.

Eis aí o que se chama andar com seu tempo. Sim, ela vai nos reservar boas surpresas. Suprime-se o nome venerado de Allan Kardec para tomar o título de “Sociedade científica do Espiritismo”. Sobe essa denominação tão hábil quanto elástica abrigar-se-á tal sistema como se quererá: Teosofismo, doutrina de Roustaing, etc., etc...

Jorge Hessen
São Paulo - SP, 8 de fevereiro de 2019

ROUSTAING CONTRA KARDEC:

Les Quatre Évangiles
de J.-B. Roustaing

Réponse à ses critiques et à ses adversaires édité par les élèves de J.-B. Roustaing

(Os Quatro Evangelhos de J.-B. Roustaing – resposta aos seus críticos e seus adversários - editados pelos alunos de J.-B. Roustaing)

BOUDEAUX
IMPRIMERIE DE J. DURAN
24, RUE VITAL-CARLES, 24
(1882)


Como visto, esta publicação da União Espírita Francesa é uma resposta à brochura Os Quatro Evangelhos de J.-B. Roustaing – resposta aos seus críticos e seus adversários, publicada em 1883, cujos autores ocultaram-se pela designação “discípulos de Jean Baptiste Roustaing”, mas que foi franqueada pelo órgão que presumia dar continuidade ao Espiritismo — a Sociedade Anônima para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec, depois renomeada para a então eclética “Sociedade Científica de Estudos Psicológicos de Paris” — e certa vez distribuída aos assinantes da Revista Espírita — que enquanto dirigida pelo Codificador do Espiritismo, era o principal veículo difusor da Doutrina Espírita, e depois, sob a condução de Pierre-Gaëtan Leymarie, transformada em repositório das mais esdrúxulas ideias, ditas “científicas” e “filosóficas”.

Essa brochura roustainguista foi uma última tentativa de pôr em voga as ideias do bastonário de Bordeaux, sem o esperado sucesso — felizmente. Sem conseguir promover as estranhas proposições de Roustaing, todavia, o muito que tal publicação resultou foi plantar certo cisma no movimento espírita, na França, primeiramente, e em seguida no Brasil — Pátria onde mais tarde, depois da derrocada do Espiritismo na França, (19) a Doutrina dos Espíritos viria ressurgir. Isso porque, surpreendentemente, J.-B. Roustaing achou lugar para se estabelecer na reconhecida principal instituição de difusão “kardecista” do solo tupiniquim: a Federação Espírita Brasileira, que tem publicado Os Quatro Evangelhos de Roustaing, por sucessivas edições.

E é conveniente anotar que numa dessas edições de Os Quatro Evangelhos de Roustaing publicadas pela FEB (para ser mais preciso, no ano de 1920) (20), a título de prefácio da obra, foi incluso um trecho da maliciosa brochura editada pelos “alunos de Roustaing”, e justamente a parte mais feroz, pelo que, por ocasião da resposta da União Espírita Francesa — os verdadeiros continuadores da obra de Kardec na primeira hora da nova fase do movimento espírita francês —, ponderamos ser útil aqui transcrevermos, tal como se vê a seguir. De posse desse trecho, os leitores poderão melhor analisar o motivo da flagrante indignação que acometeu Madame Berthe Fropo, Gabriel Delanne, o casal Michel e Sophie Rosen e demais espíritas sinceros daquela geração.

O referido trecho, extraído da brochura Os Quatro Evangelhos de J.-B. Roustaing – resposta aos seus críticos e seus adversários, que, segundo os seus alunos editores dessa obra, é de autoria do Roustaing e reservada para ser publicada somente depois de sua morte (ocasionalmente também depois da desencarnação de Allan Kardec e sua esposa), compõe-se então de um artigo pelo qual Roustaing responde a uma resenha que o codificador espírita publicou na Revista Espírita de junho de 1866 acerca de Os Quatro Evangelhos. E aqui fica mais uma sugestão de leitura para o nosso leitor. (21)

Vejamos a seguir o que Roustaing — conforme seus discípulos — disse sobre Allan Kardec. (22)

Os editores

(19) Ver o filme-documentário Espiritismo à Francesa – A derrocada do Movimento Espírita Francês pós-Kardec, livremente disponível no Site Luz Espírita - N.E.

(20) Ver fotocópias desta publicação da FEB no Site Luz Espírita - N.E.

(21) E.book livremente disponível no Site Luz Espírita - N.E.

(22) Trecho contido no capítulo Do caráter e da importância da Revelação da Revelação - Como iniciadora da Fase Teológica - Sua oportunidade “manifesta e incontestável” em Os Quatro Evangelhos de J.-B. Roustaing – resposta aos seus críticos e seus adversários — N. E.

Prefácio anti-Kardec publicado pela FEB em 1920

Corroborando a informação contida na obra J.-B. Roustaing diante do Espiritismo - Resposta a seus Alunos publicada pela União Espírita Francesa, dispomos aqui a fotocópia das páginas inseridas, a título de prefácio, na edição de 1920 para a tradução de Os Quatro Evangelhos de Roustaing, publicada pela Federação Espírita Brasileira. (BAIXAR ARQUIVO)

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (A criminosa queima do legado de Kardec - Revolução Espírita - Parte 1 / Parte 2 / Parte 3

Por que ocorreu a criminosa queima do legado deixado por Kardec? Após a morte de Amélie, esposa de Allan Kardec, as informações que foram por anos cuidadosamente guardadas para que no futuro a história do espiritismo chegasse ao conhecimento de todos foi criminosamente destruída. Saiba mais sobre o que aconteceu com tão preciosos dados, aqui no Revolução Espírita.

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Espiritismo à Francesa: a derrocada do Movimento Espírita Francês pós-Kardec)

Espiritismo à Francesa: a derrocada do Movimento Espírita Francês pós-Kardec" é uma produção da Luz Espírita (http://www.luzespirita.org.br), de janeiro de 2018, que põe em pauta uma das questões mais curiosas (e um tanto controversa) acerca dos desdobramentos da continuação da obra de Allan Kardec, logo após sua desencarnação, cujo resultado foi, já no começo do século XX, o enfraquecimento e desaparecimento quase absoluto do Espiritismo, tanto na França, seu berço, quanto na Europa e outras regiões do mundo.

Fontes: Luz Espírita - Espiritismo em Movimento (Roustainguismo: Uma análise espírita mais aprofundada e menos apaixonada)

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Roustaing - Uma Eterna Desilusão Febiana) (Jose Passini, Astolfo Olegário, Leonardo Marmo e Jorge Hessen)

Fontes: Encyclopédie Spirite (Revue Le Spiritisme)

"Que fazem eles, oh meu Deus! Do magnífico sacrifício do Calvário? A traição de Judas, o abandono dos Apóstolos, a condenação do Inocente, o insulto, a tortura e a crucificação, esplêndido ensinamento da resignação no sofrimento, da obediência à vontade de Deus, nosso Pai, do perdão das injúrias e do amor da humanidade inteira, e tudo isso só seria uma aparência! Jesus teria mentido no sacrifício da cruz, teria representado uma comédia indigna! Há mil e oitocentos anos, a humanidade cristã teria chorado sobre sofrimentos apócrifos!

Os mártires teriam sofrido em suas carnes torturadas por defender sua doutrina e se dizer seus servos; em nossos dias ainda, os missionários cheios de fé, de coragem, vão expor sua vida para levar a luz às hordas selvagens, e Jesus, o Messias de Deus, o Espírito protetor de nosso planeta, que deve nos conduzir à perfeição, teria começado sua missão pela fraude e pela impostura. Oh! Os insensatos ousam avançar em erros similares!

Sim, somos desses espíritas aos quais é preciso um Jesus que sangra, que chora, que, sofrendo todo em farrapos, perdoa a seus carrascos. Em nome de nossa razão de espíritas Kardecistas, repelimos com toda força de nosso amor pelo Cristo e sua sublime doutrina, os dogmas da Imaculada Concepção, da Divina encarnação para a operação do Espírito-Santo, do mister da Santa-Trindade; tudo isso está no livro do senhor Roustaing.

Sede dogmático, sectários, nisso sois perfeitamente livres; crede, senhores seus sábios discípulos; aos agêneres, aos súcubos, aos íncubos; sede docetas se quereis, mas não nos impondes vossas ineptas brochuras. Deixai-nos orar tranquilamente pelo espírito do senhor Roustaing, que deve ter necessidade disso, e por vós."

Berthe Fropo,
Amiga devotada do senhor e da senhora Kardec

"Resulta de tudo isso que Allan Kardec não compartilhou no mínimo as hipóteses que fazem do Cristo um ser fluídico. Como sua obra sobre o Evangelho, longe de ser uma Monografia das obras do Senhor Roustaing é, ao contrário, um livro atraente e bem escrito, que tem a vantagem de se achar em perfeita harmonia com o ensino geral dos espíritos e sobretudo com a razão. Não faltaram inspiradores espirituais para ditar teorias mais ou menos extraordinárias; mas o que fez a força de Allan Kardec é que sua revelação teve para ela o controle universal. E aliás lhe assegurou a predominância sobre as teorias fantasiosas dos Senhores Michel, Figanière, Roustaing, etc, etc.

Em nossa época de ciência positivista, de livre exame, enquanto nossas doutrinas têm tanta dificuldade de se implantar entre os gênios de ciência, não devemos aceitar senão os fatos bem demonstrados, as teorias reconhecidas corretas e em acordo com o ensino geral. É seguindo essa via sensata e prudente, que nosso Mestre conseguiu espalhar nossas crenças. Qual a necessidade de ressuscitar o mistério com vestimenta moderna? Por que querer espalhar doutrinas tão fantasiosas e tão pouco demonstradas?

Terminando diremos que os discípulos do Senhor Roustaing feito bem de dar o exemplo da concórdia e da fraternidade em não publicar uma brochura onde estão contidos, contra o fundador da filosofia espírita, ataques tão injustos quanto violentos.

Mesmo o Senhor Roustaing compreendeu bem que ele era pouco digno, por uma questão de amor-próprio ofendido, de publicar um panfleto. Ele teria portanto o dever de verdadeiros espíritas de deixar cair no esquecimento, essas teorias natimortas e não demonstra a necessidade de fazê-las reviver. Essa polêmica não cabe, ela tinha talvez sua razão de ser há quinze anos, mas não mais hoje, em 1883."

Gabriel Delanne "O Arauto do Espiritismo"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

J.-B. Roustaing - Diante do Espiritismo - Resposta a seus alunos (1883)

 

J.-B. Roustaing Devant Le Spiritisme Réponse À Ses Élèves (1883) (Fr.)

 

Les Quatre Évangiles de J.-B. Roustaing - Réponse à ses critiques et à ses adversaires - édité par les élèves de J.-B. Roustaing (1882) (Fr.)

 

Roustaing - Os Quatro Evangelhos de Roustaing - Prefácio na 2ª edição de 1920 (FEB) (Corroborando a informação contida na obra J.-B. Roustaing diante do Espiritismo - Resposta a seus Alunos publicada pela União Espírita Francesa, dispomos aqui a fotocópia das páginas inseridas, a título de prefácio, na edição de 1920 para a tradução de Os Quatro Evangelhos de Roustaing, publicada pela Federação Espírita Brasileira)

 

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