CAIRBAR SCHUTEL

PARÁBOLAS E ENSINOS DE JESUS

(1 Volume da Série)

 

(O 2 Volume da Série "Cairbar Schutel - O Espírito do Cristianismo")

 

Apresentação da obra:

Epístola a Jesus

Mestre e Senhor:

Após longos anos de lutas e de esforços dedicados à difusão da tua palavra redentora, chegamos a realizar uma das nossas maiores aspirações — dar à publicidade esta despretensiosa obra, que cremos encerrar os princípios doutrinários que motivaram a tua vinda a este mundo, e cujo único escopo é dar uma interpretação clara e sucinta da tua inigualável Doutrina.

O tempo, esse grande iconoclasta que derrui monumentos e devasta metrópoles; que assiste ao ritmo cadenciado do camartelo do progresso, à sucessão das gerações e à transformação da mais sublimada ciência que ao homem foi dado conhecer, não teve, até agora, poder contra a tua Doutrina sem mácula. Tudo tem passado nestes dois mil anos, na Terra quanto no Céu — mas a tua Palavra brilha como um Sol sem ocaso, guiando as ovelhas tresmalhadas, os cordeiros perdidos do Rebanho de Israel à porta do aprisco, para restituí-los ao Bom Pastor.

De década em década, as religiões, que não são de tua autoria, sentem diminuir o seu poder, ante os embates da Verdade, que lhes estreita as veredas; as Ciências, de concepção humana, também vêem esboroar-se, no decorrer do tempo, os seus mais aprimorados dogmas; tudo tem passado como os ventos, as águas e as nuvens que se desvanecem, mas a tua Palavra permanece, os teus Ensinos tomam vulto, os teus feitos se rememoram, mesmo após séculos e séculos da tua estadia neste mundo.

E ainda, Senhor, o que mais admirável nos parece, é a difusão do espírito dessa Doutrina, no seu monumental complemento, erguendo a nossa Humanidade das regiões das trevas para as amenas paragens da Luz da Imortalidade!

Mas, todos esses fatos grandiosos, todo esse movimento acelerador do progresso humano constam dos teus vaticínios, estão previstos no teu Evangelho. Aquelas letras memoráveis com que teus Discípulos traduziram o teu pensamento, a eles confiado para que o fizessem repercutir através dos séculos e das gerações, aí estão, gravadas nas páginas do Livro da Vida, escritas em todos os idiomas e reclamando a atenção de todos, porque, na verdade, chegaram os tempos de cumprir-se a tua Palavra em toda a linha, auxiliada, com todo o poder, pela manifestação categórica dos teus servidores.

Senhor, sabemos que, como prometeste, continuas entre nós, não em matéria corruptível, mas em espírito vivificante, a selecionar as ovelhas do teu rebanho, deixando, à esquerda, as que parecem ovelhas, porém mais não são que lobos devoradores. Sentimos a força da tua grandeza e o poder do teu amor inesgotável!

Precisamos continuar a receber os influxos das tuas graças, pois, sem eles, nada seremos.

Que o Espírito Consolador, sob teus auspícios, se venha consubstanciar nas elucidações deste livro, para que ele produza os efeitos desejados.

Que a Vida estenda seus horizontes àqueles que nos lerem, para que possam entrever seus destinos imortais, Ajuda-os a vencer os abismos, resguarda-os dos inimigos! Que a Milícia Apocalíptica, montada em alvos corcéis, os auxilie a abater barreiras, a vencer dificuldades, a destruir empecilhos, para que gozem do teu imaculado aconchego!

Recebe, Senhor e Mestre, o mais intenso tributo de gratidão e de amor.

Cairbar Schutel

As parábolas e a sua interpretação:

Na acepção geral do termo, parábola é uma narrativa que tem por fim transmitir verdades indispensáveis de serem compreendidas.

As Parábolas dos Evangelhos são alegorias que contêm preceitos de moral.

O emprego contínuo, que durante o seu ministério Jesus fez das parábolas, tinha por fim esclarecer melhor seus ensinos, mediante comparações do que pretendia dizer com o que ocorre na vida comum e com os interesses terrenos. Sugeria, assim, o Mestre, figuras e quadros das ocorrências cotidianas, para facilitar mais aos seus discípulos, por esse método comparativo, a compreensão das coisas espirituais.

Aos que o ouviam ansiosamente, procurando compreender seus discursos, a parábola tornava-se-lhes excelente meio elucidativo dos temas e das dissertações do Grande Pregador.

Mas os que não buscavam na parábola a figura que compara, a alegoria que representa a idéia espiritual, e se prendiam à forma, desprezando o fundo, para estes a Doutrina nem sequer aparecia, mas conservava-se oculta, como a noz dentro da casca.

Daí a resposta de Jesus aos discípulos que lhe inquiriram a razão de Ele falar por parábolas: “Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é isso dado. Pois ao que tem, dar-se-lhe-á e terá em abundância; mas ao que não tem; até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.”

“Por isso lhes falo por parábolas, porque vendo não vêem; e ouvindo não ouvem, nem entendem. E neles se está cumprindo a profecia de Isaías, que diz: Certamente ouvireis, e de nenhum modo entendereis. Porque o coração deste povo se fez pesado, e os seus ouvidos se fizeram tardos, e eles fecharam os olhos; para não suceder que vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos, entendam no coração e se convertam e eu os cure.”

Pelo trecho se observa claramente que os fariseus e a maioria dos judeus, em ouvindo a exposição da parábola, só viam a figura alegórica que lhes era mostrada, assim como, quem não quebra a noz, só lhe vê a casca.

Ao passo que com seus discípulos não acontecia à mesma coisa; eles viam e ouviam o ensino, o sentido espiritual que permanece para sempre; não se prendiam à figura ou a palavra sonora, que se extingue desvanece.

De modo que os fariseus ouviam, mas não ouviam; viam, mas não viam (*); porque uma coisa é ver e ouvir com os olhos e ouvidos do corpo, outra coisa é ver e ouvir com os olhos e ouvidos do Espírito.

(*) Em outros termos: ouviam, mas não escutavam; viam, mas não enxergavam.

A condição que Jesus expõe, como sendo indispensável “para nos ser dado e possuirmos em abundância” é como diz o texto, de “nós termos” — Mas “termos” o quê? Certamente algum princípio doutrinário unido à boa vontade para recebermos a Verdade — “Aquele que tem ser-lhe-á dado e terá em abundância.”

E o obstáculo à recepção da sua Doutrina é o indivíduo “não ter” — não ter a mais ligeira iniciação espiritual e não ter boa vontade para receber a Nova da Salvação.

De modo que a Parábola Evangélica é uma instrução alegórica, exposta sempre com um fim moral, como um meio fácil de fazer compreender uma lição espiritual, pelo menos, a opinião do evangelista Mateus quando diz: “Todas estas coisas falou Jesus ao povo em parábolas, e nada lhes falava sem parábolas; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em Parábolas a minha boca, e publicarei coisas escondidas desde a criação.” (Mateus, XIII, 34-35).

Finalmente, as Parábolas têm pouca importância para os que as tomam como foram escritas; demais, o sentido nunca deve ser desnaturado ou transviado, sob pena de prejudicar a Idéia Cristã. Por exemplo, ao que vê na parábola do “tesouro escondido” um meio de enriquecer materialmente, ou na parábola do “administrador infiel” uma lição de infidelidade, lhe será preferível fechar os Evangelhos e continuar a tratar de seus negócios materiais.

A inteligência dos Evangelhos explica perfeitamente a interpretação espiritual que Jesus dá aos seus ensinos. Se os Evangelhos fossem um amontoado de alegorias sem significação espiritual, nenhum valor teriam.

Cairbar Schutel

Ver no site (O 2 Volume da Série "Cairbar Schutel - O Espírito do Cristianismo")

Ver no site a obra de Herculano Pires "Visão Espírita da Bíblia"

Fontes: José Passini - Crítica Literária Espírita

Fontes: A Luz na Mente - Revista On Line de Artigos Espíritas (Evangelho instrumento sublime para vencer as trevas)

Fontes: A Luz na Mente - Revista On Line de Artigos Espíritas (Expulsar Jesus do Espiritismo?)

"O Céu, o Purgatório e o Inferno estão aqui mesmo, no nosso planeta"

J. Herculano Pires "Concepção Existencial de Deus"

 

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