Anna Blackwell

A GRANDE LUMINÁRIA DO ESPIRITISMO

A FIEL Tradutora Inglesa

Das Obras de Allan Kardec

(1816 - 1900)

 

OBRA RARA TRADUZIDA

Biografia de Anna Blackwell:

Ela foi jornalista, professora, escritora e poetisa, e uma tradutora profissional, pois se contam em muitas dezenas suas traduções, ao inglês, de vários autores e em diferentes áreas. Filha de Samuel e Hanna Blackwell, teve oito irmãos. Nenhuma das cinco irmãs se casou.

Anna Blackwell é uma pessoa muito importante na história do Espiritismo, pois além de ser amiga pessoal do casal Allan Kardec, participou de reuniões na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (SPEE) e foi quem primeiro traduziu as obras da Codificação Espírita ao inglês.

Apesar de ter havido referência da tradução ao inglês de O Livro dos Espíritos, em 1861 (Revista Espírita, fevereiro de 1861), foi Anna Blackwell quem primeiro o traduziu, logo em seguida O Livro dos Médiuns, e há referência de que em 1877 tinha começado a tradução de O Céu e o Inferno.

No “Prefácio” de The Spirits Book (O Livro dos Espíritos), em 1876, ela transmitiu muitas informações históricas valiosas sobre Allan Kardec, desde sua infância: notas biográficas e familiares (também de Amélie-Gabrielle Boudet); descrição física e psicológica do Codificador; desenvolvimento do Espiritismo na primeira hora.

Ela foi correspondente espírita de Allan Kardec em Londres, Inglaterra, conforme constatamos na Revista Espírita, março de 1869, “O Espiritismo por toda parte”.

Anna Blackwell publicou uma obra em 1875 sobre o Espiritismo chamada de “The probable effect of spiritualism upon the social, moral, and religious condition of society”.

Fontes: Revista O Reformador - Março de 2008

A descrição de Allan Kardec por Anna Blackwell

Poucos são os registros acerca das características físicas de Allan Kardec. Raras as fotos. Mais conhecidas as que o mostram no vigor dos seus anos juvenis e a outra, na madureza, já então em sua fase espírita.

Chamado de "o bom senso encarnado", quais suas características psicológicas?

A Anna Blackwell responsável pela tradução das obras de Allan Kardec para a língua inglesa, teve oportunidade de assim deixar registradas suas impressões a respeito do Codificador.

“Pessoalmente Allan Kardec era de estatura média. Compleição forte, com uma cabeça grande, redonda, maciça, feições bem marcadas, olhos pardos, claros, mais se assemelhando a um alemão do que a um francês. Enérgico e perseverante, mas de temperamento calmo, cauteloso e não imaginoso até a frieza, incrédulo por natureza e por educação, pensador seguro e lógico, e eminentemente prático no pensamento e na ação.

Era igualmente emancipado do misticismo e do entusiasmo.”

Grave, lento no falar, modesto nas maneiras, embora não lhe faltasse uma certa calma dignidade, resultante da seriedade e da segurança mental, que eram traços distintos de seu caráter.

Nem provocava nem evitava a discussão mas nunca fazia voluntàriamente observações sobre o assunto a que havia devotado toda a sua vida, recebia com afabilidade os inúmeros visitantes de toda a parte do mundo que vinham conversar com ele a respeito dos pontos de vista nos quais o reconheciam um expoente, respondendo às perguntas e objeções, explanando as dificuldades, e dando informações a todos os investigadores sérios, com os quais falava com liberdade e animação, de rosto ocasionalmente iluminado por um sorriso genial e agradável, com quanto tal fosse a sua habitual seriedade de conduta que nunca se lhe ouvia uma gargalhada. Entre as milhares de pessoas por quem era visitado, estavam inúmeras pessoas de alta posição social, literária, artística e científica.

Não temos aí, certamente, o perfil a bico de pena do prof. Rivail/Kardec, mas uma visão pessoal da tradutora Anna Blackwell.

Trata-se de uma declaração relevante, todavia, pois de quem conviveu com o codificador, como já mencionado, que a incumbiu – ela o diz no citado prefácio – de passar para o inglês as obras básicas da recém codificada Doutrina dos Espíritos.

Vale enfatizar que, ainda não o conhecêssemos através de suas obras, bastaria essa meia dúzia de palavras para levar-nos a admirar um ser humano assim tão bem estruturado: um simples, sem ambições materiais, simpático no trato, sereno e culto, mas enérgico, firme em suas posições – uma personalidade sólida e cativante.

Fontes: Conan Doyle - História do Espiritismo 

O Espiritismo em toda a parte

Extratos dos Jornais Ingleses

Um dos nossos correspondentes de Londres nos transmite a seguinte notícia:

“O jornal inglês The Builder (O Construtor), órgão dos arquitetos, muito estimado por seu caráter prático e retidão de seus julgamentos, tratou casualmente, várias vezes seguidas, de questões relativas ao Espiritismo. Nesses artigos ele cuida das manifestações da atualidade, fazendo o autor uma apreciação do seu ponto de vista.

“O Espiritismo também foi abordado em algumas das últimas notícias da Revista Antropológica de Londres; aí se declara que o fato da intervenção ostensiva dos Espíritos, em certos fenômenos, está muito bem provado para ser posto em dúvida. Aí se fala do invólucro corporal do homem como de uma grosseira vestimenta apropriada ao seu estado atual, que se considera como o mais baixo escalão do reino hominal; esse reino, embora o coroamento da animalidade do planeta, não passa de um esboço do corpo glorioso, leve, purificado e luminoso que a alma deve revestir no futuro, à medida que a raça humana se desenvolve e se aperfeiçoa.

“Ainda não é, acrescenta o nosso correspondente, a doutrina homogênea e coerente da escola espírita francesa, mas dela se aproxima muito, e me pareceu interessante como indício do movimento das idéias no sentido espírita deste lado do estreito. Mas lhes falta direção; flutua-se à aventura nesse mundo novo que se abre perante a Humanidade, e não é de admirar que nele a gente se perca por falta de um guia. Não é de duvidar que, se as obras da Doutrina fossem traduzidas para o inglês, congregariam numerosos partidários, fixando as idéias ainda incertas.”

Anna Blackwell

Fontes: Revista Espírita de março de 1869

Ver no site as Obras Completas de Allan Kardec

Ver no site as Obras de Allan Kardec em outros idiomas

Fontes: Spiritist Center - Love and Charith (E.U.A)

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (A dor é efeito de nossas ações, portanto não emana de Deus)

"Eis, meus filhos, a verdadeira lei do Espiritismo, a verdadeira conquista de um futuro próximo. Caminhai, pois, em vosso caminho imperturbavelmente, sem vos preocupar com as zombarias de uns e amor-próprio ferido de outros. Estamos e ficaremos convosco, sob a égide do Espírito de Verdade, meu senhor e o vosso."

 Espírito de Erasto

Allan Kardec "Revista Espírita de 1868"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Revista O Reformador - Março de 2008 (Registros inéditos dos que fizeram parte da história do Espiritismo - Anna Blackwell)

 

Biografia de Anna Blackwell

 

Anna Blackwell - Provável efeito do progresso das ideias espíritas sobre a marcha social do futuro

 

Allan Kardec - The Spirits Book - Tradutora Anna Blackwell (Eng) (Obra rara de 1893)