Anna Blackwell

A GRANDE LUMINÁRIA DO ESPIRITISMO

A FIEL Tradutora Inglesa

Das Obras de Allan Kardec

(1816 - 1900)

 

OBRA RARA TRADUZIDA

Biografia de Anna Blackwell:

Ela foi jornalista, professora, escritora e poetisa, e uma tradutora profissional, pois se contam em muitas dezenas suas traduções, ao inglês, de vários autores e em diferentes áreas. Filha de Samuel e Hanna Blackwell, teve oito irmãos. Nenhuma das cinco irmãs se casou.

Seu pai trabalhou em refinarias de açúcar. A família mudou-se da Inglaterra para Nova York em 1832, depois Jersey, Cincinnati em 1838, depois Kentucky, Carolina e Filadélfia.

Anna Blackwell é uma pessoa muito importante na história do Espiritismo, pois além de ser amiga pessoal do casal Allan Kardec, participou de reuniões na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (SPEE) e foi quem primeiro traduziu as obras da Codificação Espírita ao inglês.

Apesar de ter havido referência da tradução ao inglês de O Livro dos Espíritos, em 1861 (Revista Espírita, fevereiro de 1861), foi Anna Blackwell quem primeiro o traduziu, logo em seguida O Livro dos Médiuns, e há referência de que em 1877 tinha começado a tradução de O Céu e o Inferno.

No “Prefácio” de The Spirits Book (O Livro dos Espíritos), em 1876, ela transmitiu muitas informações históricas valiosas sobre Allan Kardec, desde sua infância: notas biográficas e familiares (também de Amélie-Gabrielle Boudet); descrição física e psicológica do Codificador; desenvolvimento do Espiritismo na primeira hora.

Ela foi correspondente espírita de Allan Kardec em Londres, Inglaterra, conforme constatamos na Revista Espírita, março de 1869, “O Espiritismo por toda parte”.

Anna Blackwell publicou uma obra em 1875 sobre o Espiritismo chamada de “The probable effect of spiritualism upon the social, moral, and religious condition of society”.

Fontes: Revista O Reformador - Março de 2008

A descrição de Allan Kardec por Anna Blackwell

Poucos são os registros acerca das características físicas de Allan Kardec. Raras as fotos. Mais conhecidas as que o mostram no vigor dos seus anos juvenis e a outra, na madureza, já então em sua fase espírita.

Chamado de "o bom senso encarnado", quais suas características psicológicas?

Anna Blackwell responsável pela tradução das obras de Allan Kardec para a língua inglesa, teve oportunidade de assim deixar registradas suas impressões a respeito do Codificador.

Pessoalmente Allan Kardec era de estatura média. Compleição forte, com uma cabeça grande, redonda, maciça, feições bem marcadas, olhos pardos, claros, mais se assemelhando a um alemão do que a um francês.

Enérgico e perseverante, mas de temperamento calmo, cauteloso e não imaginoso até a frieza, incrédulo por natureza e por educação, pensador seguro e lógico, e eminentemente prático no pensamento e na ação.

Era igualmente emancipado do misticismo e do entusiasmo. Grave, lento no falar, modesto nas maneiras, embora não lhe faltasse uma certa calma dignidade, resultante da seriedade e da segurança mental, que eram traços distintos de seu caráter.

Nem provocava nem evitava a discussão mas nunca fazia voluntàriamente observações sobre o assunto a que havia devotado toda a sua vida, recebia com afabilidade os inúmeros visitantes de toda a parte do mundo que vinham conversar com ele a respeito dos pontos de vista nos quais o reconheciam um expoente, respondendo às perguntas e objeções, explanando as dificuldades, e dando informações a todos os investigadores sérios, com os quais falava com liberdade e animação, de rosto ocasionalmente iluminado por um sorriso genial e agradável, com quanto tal fosse a sua habitual seriedade de conduta que nunca se lhe ouvia uma gargalhada. Entre as milhares de pessoas por quem era visitado, estavam inúmeras pessoas de alta posição social, literária, artística e científica.

Não temos aí, certamente, o perfil a bico de pena do prof. Rivail/Kardec, mas uma visão pessoal da tradutora Anna Blackwell.

Trata-se de uma declaração relevante, todavia, pois de quem conviveu com o codificador, como já mencionado, que a incumbiu – ela o diz no citado prefácio – de passar para o inglês as obras básicas da recém codificada Doutrina dos Espíritos.

Vale enfatizar que, ainda não o conhecêssemos através de suas obras, bastaria essa meia dúzia de palavras para levar-nos a admirar um ser humano assim tão bem estruturado: um simples, sem ambições materiais, simpático no trato, sereno e culto, mas enérgico, firme em suas posições – uma personalidade sólida e cativante.

Fontes: Conan Doyle - História do Espiritismo 

O Espiritismo em toda a parte

Extratos dos Jornais Ingleses

Um dos nossos correspondentes de Londres nos transmite a seguinte notícia:

O jornal inglês The Builder (O Construtor), órgão dos arquitetos, muito estimado por seu caráter prático e retidão de seus julgamentos, tratou casualmente, várias vezes seguidas, de questões relativas ao Espiritismo. Nesses artigos ele cuida das manifestações da atualidade, fazendo o autor uma apreciação do seu ponto de vista.

O Espiritismo também foi abordado em algumas das últimas notícias da Revista Antropológica de Londres; aí se declara que o fato da intervenção ostensiva dos Espíritos, em certos fenômenos, está muito bem provado para ser posto em dúvida.

Aí se fala do invólucro corporal do homem como de uma grosseira vestimenta apropriada ao seu estado atual, que se considera como o mais baixo escalão do reino hominal; esse reino, embora o coroamento da animalidade do planeta, não passa de um esboço do corpo glorioso, leve, purificado e luminoso que a alma deve revestir no futuro, à medida que a raça humana se desenvolve e se aperfeiçoa.

"Ainda não é, acrescenta o nosso correspondente, a doutrina homogênea e coerente da escola espírita francesa, mas dela se aproxima muito, e me pareceu interessante como indício do movimento das idéias no sentido espírita deste lado do estreito. Mas lhes falta direção; flutua-se à aventura nesse mundo novo que se abre perante a Humanidade, e não é de admirar que nele a gente se perca por falta de um guia. Não é de duvidar que, se as obras da Doutrina fossem traduzidas para o inglês, congregariam numerosos partidários, fixando as idéias ainda incertas."

Anna Blackwell

 

Allan Kardec

Revista Espírita de março de 1869

Ver no site as Biografias Completas de Allan Kardec

Ver no site as Obras de Allan Kardec em outros idiomas

Fontes: Spiritist Center - Love and Charith (E.U.A)

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (A dor é efeito de nossas ações, portanto não emana de Deus)

"PLANO DE CAMPANHA - A ERA NOVA - CONSIDERAÇÕES SOBRE O SONAMBULISMO ESPONTÂNEO

(Paris, 10 de fevereiro de 1867 – Médium: Sr. T..., em sono espontâneo)

"Os progressos do Espiritismo causam aos seus inimigos um pavor que não podem dissimular. No começo brincaram com as mesas girantes, sem pensar que acariciavam uma criança que devia crescer; a criança cresceu... então eles pressentiram o seu futuro e disseram de si para si que em breve estariam com a razão... Mas, como se diz, a criança tinha sete fôlegos. Resistiu a todos os ataques, aos anátemas, às perseguições, mesmo às zombarias. Semelhante a certos grãos que o vento carrega, produziu inúmeros rebentos; para um que destruíam, brotavam cem outros."

Primeiro empregaram contra ele as armas de uma outra era, as que outrora eram bem-sucedidas contra as idéias novas, porque essas idéias não passavam de lampejos esparsos, que tinham dificuldade de vir à luz através da ignorância e porque ainda não haviam criado raízes nas massas... hoje é outra coisa, tudo mudou: os costumes, as idéias, o caráter, as crenças; a Humanidade não mais se inquieta com as ameaças que amedrontavam as crianças; o diabo, tão temido por nossos ancestrais, já não causa medo: riem dele.

Sim, as armas antigas se gastaram contra a couraça do progresso. É como se, em nossos dias, um exército quisesse atacar uma praça forte, guarnecida de canhões, com as flechas, os aríetes e as catapultas dos nossos antepassados.

Os inimigos do Espiritismo viram, pela experiência, a inutilidade das armas carcomidas do passado contra a idéia regeneradora; longe de o prejudicar, seus esforços só serviam para o propagar.

Allan Kardec "Revista Espírita de agosto de 1867"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Revista O Reformador - Março de 2008 (Registros inéditos dos que fizeram parte da história do Espiritismo - Anna Blackwell)

 

Biografia de Anna Blackwell (A descrição de Allan Kardec por Anna Blackwell)

 

Anna Blackwell - Provável efeito do progresso das ideias espíritas sobre a marcha social do futuro (Obra rara traduzida)

 

Allan Kardec - The Spirits Book - Translator Anna Blackwell (1893) (Eng)