Palais Royal

Galerie d’Orléans, Galerie Valois, Galerie Montpensier

OS Primórdios DO ESPIRITISMO

 

 

Société Parisienne des Études Spirites (SPEE)

fondée par Allan Kardec

1858 (Paris)

 

A Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (SPEE)

 fundada por Allan Kardec

1858 (Paris)

 

UMA CARTA PARA O SR. ALLAN KARDEC

I

- Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.

Fazia frio.

Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.

A pressão aumentava...

Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.

Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail - a doce Gabi -, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.

II

O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela.

E leu:

"Sr. Allan Kardec:

Respeitoso abraço.

Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.

Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.

Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal. Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.

Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.

Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...

A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.

Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.

Minhas forças fugiam.

Namorara diversas vezes o Sena e acabei planeando o suicídio.

"Seria fácil, não sei nadar"- pensava.

Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a ponte Marie.

Olhei em torno, contemplando a corrente... E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.

Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.

Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça do poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso:

"Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. - A. Laurent."

Estupefato, li a obra - "O Livro dos Espíritos" - ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver."

Ainda constava da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.

O Codificador desempacotou, então, um exemplar de "O Livro dos Espíritos" ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra, em letra firme:

"Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. - Joseph Perrier."

III

Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro...

Aconchegando o livro ao peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.

Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...

Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.

Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos...

O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima..."

Fontes: Pelo Espírito Hilário Silva. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: O Espírito da Verdade. Lição nº 52.

Apresentação do tema:

SOCIEDADE DOS ESPÍRITOS

Muito mais discreta e desinteressada do que o colega escocês, Ermance Dufaux continuava a pôr no papel mensagens assinadas por S. Luís. Sua autobiografia póstuma fora proibida pelo governo, mas nada impedia, por enquanto, que santo se manifestasse na Revista Espírita. Parábolas sobre orgulho, preguiça e inveja, assinadas por ele, foram estampadas na nova publicação, acompanhadas de diálogos com o próprio rei santificado.

Agora, porém, Ermance já não escrevia tanto. As mensagens dos espíritos saíam de sua boca a jato [psicofonia] e quem estivesse a seu lado durante estes ditados “do além” precisava escrever rápido para acompanhar a velocidade dos discursos.
Kardec deu destaque à jovem, como objeto de estudo, já nos primeiros artigos da revista:

"A princípio era boa médium psicógrafa e escrevia com grande facilidade; pouco a pouco se tornou médium falante e, à medida que esta nova faculdade de desenvolveu, a primeira se atenuou. Hoje a senhorita Dufaux escreve pouco e com dificuldade, mas o que é original é que, falando, sente a necessidade de estar com um lápis à mão e de fingir que escreve."

Detalhes como estes chamavam a atenção de leitores ávidos por evidências da vida depois da morte e levavam à casa de Kardec colaboradores interessados em estudar a nova ciência e atuar como intermediários do além.

Quinze pessoas, em média, passaram a participar de reuniões privadas, toda terça-feira, no apartamento de Kardec e sua esposa na rua de Martyrs, número 8. Mas em pouco tempo o número de visitantes dobrou e a sala ficou acanhada para tanta gente e tantos fenômenos.

Os frequentadores mais assíduos propuseram, então, ratear os custos do aluguel de um novo espaço. Kardec aceitou a oferta e decidiu formalizar a sociedade, com o aval do Estado.

Batizada de Círculo Parisiense de Estudos Espíritas, esta associação, ainda um tanto improvisada nos primeiros meses de 1858, tornara-se o embrião da primeira Sociedade Espírita do mundo. O processo de legalização da entidade foi conduzido com todo o cuidado e contou com o decisivo apoio da família Dufaux num período de alta tensão em Paris.

A capital da França estava sob a sanção da Lei de Segurança Geral, promulgada após um atentado sofrido por Napoleão III, em 14 de janeiro de 1858. O responsável pela tentativa de assassinato, o revolucionário Félix Orsini, já estava preso, prestes a ser condenado à guilhotina, e a ordem do governo era clara: vigilância máxima para evitar novos ataques.

De acordo com as novas leis, que vigorariam por doze anos, o ministro do Interior poderia, por exemplo, exilar qualquer cidadão francês suspeito de conspirar contra a segurança do Estado. Reuniões privadas, como as organizadas por Allan Kardec, eram, portanto, vistas com reserva e suspeita. O mais seguro era obter uma autorização legal para não correr riscos desnecessários.

Amigo do prefeito de polícia, o sr. Dufaux encarregou-se da petição e garantiu às autoridades o caráter apolítico dos encontros semanais no então recém-batizado Círculo Parisiense de Estudos Espíritas. Logo depois, instruído pelo pai de Ermance, Kardec enviou outra solicitação ao “Sr. Prefeito de Polícia da Cidade de Paris”:

"Os membros fundadores do Círculo Parisiense de Estudos Espíritas, que solicitaram junto a vós a autorização necessária para constituir-nos em Sociedade, temos a honra de pedir-vos que consintais permitir-nos reuniões preparatórias, enquanto esperamos a autorização regular."

O texto se encerrava com duas assinaturas do mesmo homem: “(...) tenho a honra de ser vosso muito humilde e muito obediente servidor, H. L. D. Rivail, dito Allan Kardec.”

No dia 1º de abril de 1858, três meses depois do lançamento da Revista Espírita, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas passou a ocupar, com autorização do Estado, um endereço próprio: um salão alugado, por um ano, no Palais-Royal, na galeria Valois.

Aquele seria o palco de sucessivos diálogos com o invisível, descritos em edições cada vez mais populares da Revista Espírita, a tribuna de Allan Kardec.

Foi nas páginas da publicação, em maio, de 1858 que o professor festejou a constituição da nova associação parisiense:

"A Sociedade, cuja formação temos o prazer de anunciar, composta exclusivamente de pessoas sérias, isentas de prevenções e animadas do sincero desejo de esclarecimento, contou, desde o início, entre os seus associados, com homens eminentes por seu saber e por sua posição social.

Estamos convictos de que ela é chamada a prestar incontestáveis serviços à constatação da verdade."

Kardec assumiu a presidência do grupo e nomeou, então, São Luís “presidente espiritual” da Sociedade. Uma das mensagens assinadas pelo Mentor espiritual serviria de guia para os trabalhos de intercâmbio com o além:

"Submeter ao controle da mais severa razão todas as comunicações que receberdes; não deixar de pedir, desde que uma resposta vos pareça duvidosa ou obscura, os esclarecimentos necessários para vos convencer."

Entre os membros fundadores constam o senhor Rose, Alfred Didier, D’Ambel, Leymarie e Delanne, e as senhoritas Eugénie, Hue e Stephanie, além da atuante sra. Costel. Entre os visitantes invisíveis mais assíduos, além de São Luís, destacava-se Erasto, discípulo e colaborador do apóstolo Paulo de Tarso nos tempos de Cristo, responsável agora por orientações incisivas como esta:

" — Não temais desmascarar os embusteiros."

Estimulado pelas vendas de O livro dos espíritos, pelo número crescente de assinantes da Revista Espírita e pela adesão de novos sócios contribuintes à Sociedade recém-fundada, o professor passou a dedicar cada vez mais tempo à sua missão.

Logo, Rivail seria uma sombra de Kardec, a cada dia mais atuante e confiante. Com informação e divulgação, acreditava, seria possível vencer os preconceitos contra o Espiritismo e provar ao mundo que, em torno das esfuziantes e polêmicas mesas girantes, havia um mundo novo a se revelar. Quem sabe aconteceria com o Espiritismo o que já se dava com sua “ciência irmã”, o magnetismo?

Fontes: Kardec - A Biografia - Marcel Souto Maior

1º de abril de 1858

FUNDAÇÃO DA SOCIEDADE ESPÍRITA DE PARIS

 

Se bem não haja aqui nenhum caso de previsão, menciono, para conservá-lo em lembrança, o da fundação da Sociedade, por motivo do papel que ela representou na marcha do Espiritismo e das comunicações a que deu lugar.

"Havia cerca de seis meses, eu realizava, em minha casa, à rua dos Mártires, uma reunião com alguns adeptos, às terças-feiras. A Srta. E. Dufaux era a médium principal. Conquanto o local não comportasse mais de 15 ou 20 pessoas, até 30 lá se juntavam às vezes. Apresentavam grande interesse tais reuniões, pelo caráter sério de que se revestiam e pelas questões que ali se tratavam. Lá não raro compareciam príncipes estrangeiros e outras personagens de alta distinção."

"Nada cômoda pela sua disposição, a sala onde nos reuníamos se tornou em breve muito acanhada. Alguns dos freqüentadores deliberaram cotizar-se para alugar uma que mais conviesse. Mas, então, fazia-se necessária uma autorização legal, a fim de se evitar que a autoridade nos fosse perturbar. O Sr. Dufaux, que se dava pessoalmente com o Prefeito de Polícia, encarregou-se de tratar do caso. A autorização também dependia do Ministro do Interior. Coube então ao general X..., que era, sem que ninguém o soubesse, simpático às nossas idéias, embora sem as conhecer inteiramente, obter a autorização. Esta, graças à sua influência, pôde ser concedida em quinze dias, quando, de ordinário, leva três meses para ser dada."

"A Sociedade ficou, em consequência, legalmente constituída e passamos a reunir-nos todas às terças-feiras no compartimento que ela alugara, no Palais Royal, galeria de Valois. Aí esteve um ano, de 1º de abril de 1858 a 1º de abril de 1859. Não tendo permanecido lá por mais tempo, entrou a reunir-se às sextas-feiras num dos salões do restaurante Douix, no mesmo Palais Royal, galeria Montpensier, de 1º de abril de 1859 a 1º de abril de 1860, época em que se instalou num local seu, à rua e passagem Sant’Ana, 59."

"Formada a princípio de elementos pouco homogêneos e de pessoas de boa vontade, que eram aceitas com facilidade um tanto excessiva, a Sociedade se viu sujeita a muitas vicissitudes, que não foram dos menores percalços da minha tarefa."

Fontes: Kardec, Allan. Obras Póstumas, 2ª parte da obra.

Membros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas

Os membros titulares e membros livres

(1858 - 1869)

 

A - Mme. A., M. Adrien, M. Albert, M. Amy.

B - Mme. B., Mme. A. de B., M. B. de M., M. Charles B., M. Bertrand, M. Emile Blin, M. Boiste, capitão B. ou capitão A. Bourgés, Mme. Boyer, coronel Bruneau.

C - M. C., professor M. C., conde R. C., M. Canaguier, Mme. De Cardone o Mme. C., M. e Mme. Canu, M. y Mme. Cazemajour, M. Camille Chaigneau, M. y Mme. Clément, M. Collin, M. Antoine Costeau, Mme. Costel, Mme. Courtois, advogado J.P.L. Crouzet, M. Crozet.

D - Mme. D., M. D., M. Arnald D’ Ambel, M. Darcol, M. e Mme Alexandre Delanne, M. Demange, Mme. Desi, Mme. Deslandes, M. e Mme. Armand Thèodore Desliens, M. Det, Mlle. Marie Alexandrine Didelot, M. Alfred Didier (pai), M. Alfred Didier (filho), M. Dombre (honorário), Mlle. Dobois, M. e Mme. Dufaux, Mlle. Ermance Dufaux, M. Duscatel.

E - Mlle. Eugènie.

F - M. e Mme. Finet, M. Camille Flammarion, M. Fortier, M. Fourtier.

G - M. G., Mme. viúva de G., doutor de Grand-Boulogne.

H - Mme. H., M. Habach, Mlle. Huet.

J - M.J., Mlle. L.J, M. e Mme. Japhet, Mlle. Ruth Céline Japhet, M. Jean (honorário), M. Jobard, de Bruxelas (honorário), M. Hubert Joly, M. Jonty.

K - M. Krafzoff.

L - Mme. L., M. Labourgeais, M. e Mme. Lampérière, Mlle. Lateltin, M. Lazaro, M. e Mme. Charles Julien Leclerc, M. Ledoyen, M. Edouard Pierre Le Roux, Mme. Lesc., M. e Mme. Jules Nestor Anatolie Levent, M. e Mme. Pierre Gaëtan Leymarie, Mlle. Lida, M. e Mme. Lubrat.

M - Mme. M, M. e Mme. E. Antolie Malet, M. P. F. Monvoisin, M. Morin, M. E. Müller.

N - Mme. N., conde de N. (livre), M. Nant, M. e Mme. Netz, M. Nivard.

P - M. P., Mlle. P ou Mlle. Parissé, Mme. P ou Mme. Parissé, Mme. Pâtet, M. Pécheur, M. Perchet, Mme. De Planinemaison, M. Poudra.

R - M. Achille R., conde de R., M. R. (Membro do Instituto da França), M. Raboche, Mme. Rakowska, M. Ravan, M. Regnez, M. e Mme. D.H.L. Rivail, M. Julien Rob, Mlle. Marie Robyns, Mme. Roger, M. Rouxel, M. Royer, M. Roze, M. Rul.

S - Mme. S. Mlle. Stéphanie S, M. Emile Sabô, M. Sanson, Mme. Schmidt, M. Solichon, Mlle. Solichon, M. Solve.

T - M. T., M. Tailleur, M. Theubert, M. Thiery.

V - M. Louis Vavasseur, M. E. Vézy, doutor Vignal.

W - M. Winz.

X - M. Xavier

Z - Conde de Z.

Os Médiuns

(1858 - 1869)

 

A - Mme. A., M. Adrien (vidente), M. Albert.

B - Mme. B, Mme. A de B., M. B. de M., M. Charles B., M. Bertrand, Mme. Boyer, M. Br., Mme. Breal, Mlle. Bréguet, Mme. Breul.

C - M. C., Mme. de Cardone ou Mme. C., Mlle. Aline Carlotti ou Mlle. Aline C., Mme. Causse, Mme. Cazemajour, M. Cammile Chaigneau ou M. Ch., M. Collin, Mme. Costel, M. Crozet.

D - M. D., Mme. D., M. Arnald D’Ambel, M. Darcol, Mme. Alexandre Delanne, M. Alexandre Delanne, Mme. Desi, Mme. Armand T. Desliens, M. Armand T. Desliens, M. Alfred Didier (filho), Mlle. Dubois, Mlle. Emance Dufaux.

E - Mlle. Eugénie.

F - M. Camille Flammarion ou M.C.F.

G - Mme. G., Mme. viúva de G., doutor de Grand-Boulogne.

H - Mlle. Huet.

J - Mlle. L. J (médium desenhista), Mlle. Ruth Céline Japhet, M. Jonty.

L - Mme. L., Mme. Lampérière, M. ampérière, Mlle. Lateltin, Mme. Leclerc, Mme. Lesc., Marina Duclos Mme. Pierre Gaëtan Leymarie, M. Pierre Gaëtan Leymarie, Mlle. Lida, Mme. Lubrat.

M - Mme. M., Mme. E. Antolie Malet, M. Morin.

N - M. Nivard.

P - Mme. P., Mlle. Parissé, Mme. Pâtet, M. Pécheur, M. Perchet, Mme. De Planinemaison.

R - M. R., M. Raboche, M. Julien Rob, Mlle. Marie Robyns, Mme. Roger, M. Rouxel, M. Royer, M. Roze.

S - Mlle. Stéphan ou Stéphanie S., Mme. Schmidt, Mlle. Solichon.

T - M. Tail. ou Tailleur.

V - M. Louis Vavasseur (médium poeta), M. E. Vézy.

W - M. Winz (médium pintor)

X - M. Xavier

Os Membros Correspondentes

(1858 - 1869)

 

França

M. B.; M. e Mme. Emile Colligon, de Bordeaux; M. Crozet, de L’Havre; M. Léon Denis, de Tours; M. Dombre, de Marmande; professor Brion D’Orgeval, de Toulouse; M. Timoléon Jaubert, de Cacassonne; Mme. R. Jura; M. L., de Troyes; M. S., de Bordeaux.

Exterior

M. S. L. Bernardaky, de São Petersburgo; Miss Anna Blackwell, de Londres; professor Constantin Delhez, de Viena; José Maria de Fernández Colavida, de Barcelona; M. e Mme. Forbes, de Londres; Dr. Gotti, de Gênova; Dr. De Grand-Boulogne, de Havana; M. Jobard, de Bruxelas; Mme. Elisa Johnson, de Londres; M. Julien, de Belfast; M. Maurice Lachâtre, de Barcelona; conde de N., de Moscou, Sr. Alberico Perón (pseudônimo de Enrique Pastor y Bedoya), de Madri; conde Alexandre Stembock, de São Petersburgo; M. Sérge de M., de Moscou; M. Indermulhe de Wytenbach, de Berna.

Fontes: Sr. Florentino Barrera publicada na obra La Sociedad de París, 2ª edição revisada e aumentada, Ediciones Vida Infinita, Buenos Aires, 2002, p. 60 até 63.

Carta rara de Allan Kardec com o pedido de autorização para a fundação do primeiro Centro Espírita do mundo, que foi fundado em 1º de abril de 1858, e dirigido por Allan Kardec.

Ao Sr. Prefeito de Polícia da cidade de Paris. Sr. Prefeito: Os membros fundadores do Círculo Parisiense de Estudos Espíritas, que solicitaram junto a vós a autorização necessária para constituir-nos em Sociedade, temos a honra de pedir-vos que consintais permitir-nos reuniões preparatórias, enquanto esperamos a autorização regular. Com o mais profundo respeito, Sr. Prefeito, tenho a honra de ser vosso muito humilde e muito obediente servidor.

H. L. D. Rivail, dito Allan Kardec.

Rua dos Mártires nº 8

Palais Royal

O Palais Royal, um dos mais importantes edifícios históricos de Paris, situa-se ao lado da ala norte do Louvre.

Palais Royal - Galerie d’Orléans

18 de abril de 1857 marcou o nascimento “oficial” do Espiritismo: foi apresentada aos parisienses a primeira edição de O Livro dos Espíritos. O lançamento aconteceu na Livraria E. Dentu. Endereço: Galerie d’Orléans, nº 13, Palais Royal.

Palais Royal - Galerie Valois

No dia 1 de abril de 1858, Allan Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que realizou suas atividades durante dois anos, provisoriamente, na Galerie Valois e depois Galerie Montpensier), localizadas nos prédios do Palais Royal.

Palais Royal - Galerie Montpensier

A Sociedade Espírita esteve na Galerie de Valois durante um ano. Em 1859, transferiu-se para outro local: o mesmo Palais Royal, mas agora na Galerie Montpensier, nº 12.

Rue Sainte Anne: Allan Kardec transferiu a sede da SPEE para essa rua, na Passagem Saint Anne, localizada no número 59, a partir de 1860. Também passou a residir nesse local, para onde transferiu também o escritório da "Revista Espírita".

Rue de Lille: Local para onde foi transferida a Livraria Espírita e o escritório da Revista Espírita, em 1869. Essa rua é uma das laterais do famoso Museu D'Orsay. Allan Kardec desencarnou enquanto fazia as arrumações para a mudança, no dia 31 de março do mesmo ano.

Fontes: A Luz na Mente - Revista On Line de Artigos Espíritas (O Espiritismo precisa voltar à sua origem - A Simplicidade)

Fontes: A Luz na Mente - Revista On Line de Artigos Espíritas (O Espiritismo jamais será superado)

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

 Revista Espírita - Índice Geral - (Edições 1858 - 1869) (Índice Temático para Consultar os Temas da Revistas Espíritas Compiladas por Allan Kardec)

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB) - 1858  

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB) - 1859

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB)  - 1860

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB)  - 1861

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