ALLAN KARDEC

RESUMO DA LEI DOS FENÔMENOS ESPÍRITAS

EM FORMATO PDF

 

Allan Kardec

Résumé de la loi des phénomènes spirites

bureau de la "Revue spirite"

 Paris (1864)

Sinopse da obra:

Com o intuito de popularizar o Espiritismo e tomar mais fácil e ágil a sua divulgação, Allan Kardec, sem prejuízo das obras básicas da Doutrina Espírita, redigiu uma série de folhetos e os distribuiu por toda a França, em valores bastante acessíveis à população interessada.

Alguns deles tiveram várias edições e alcançaram expressivo sucesso, continuando a ser reeditados mesmo após a desencarnação do Codificador. Dentre os mais conhecidos figuram: “O Espiritismo em sua mais simples Expressão” e “Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas”.

Em resumo, esses opúsculos tiveram o objetivo de fornecer aos interessados alguns dos conceitos fundamentais do Espiritismo, de forma compacta, de leitura simples e objetiva.

Temas doutrinários:

PRAZER, SOULIÉ

As duas jovens atraíam inúmeros curiosos aos saraus promovidos na casa de seus pais, na rua Rochechouart, e impressionavam os visitantes pela capacidade de pôr no papel — e não em pedras de ardósia — mensagens atribuídas a inteligências estranhas.

Toda semana, encaixavam um lápis no fundo de uma cesta de vime, com a ponta voltada para baixo, e equilibravam este aparelho, a corbeille, sobre páginas em branco. Para surpresa dos espectadores, o lápis parecia, então, ganhar vida própria, enquanto preenchia os maços de papel com textos de todos os tipos e estilos.

O novo método, muito mais prático e e ciente do que o tatibitate telegráfico das mesas falantes ou os garranchos sobre a ardósia, teria sido recomendado pelos próprios seres invisíveis em sessões simultâneas promovidas na Europa e nos Estados Unidos, ao som das rudimentares pancadas alfabéticas. Um dos amigos de Rivail ouvira as instruções do além, através de uma table parlante, ao participar de uma sessão em Paris: “Vá buscar no quarto aí ao lado a corbeille pequenina, amarra-lhe o lápis, coloque-a sobre o papel.”

Instantes depois, a cesta passou a se mover e o lápis preencheu a página em branco. Era uma advertência sobre o conteúdo político de uma mensagem transmitida, minutos antes, através da mesa, agora inerte: “O que vos disse lá (na mesa), eu vos proíbo expressamente de o contardes a outrem. Na próxima vez que escrever, escreverei melhor.”

Com o auxílio das cestas de bico (o bico, neste caso, era o lápis), as mensagens ganharam peso, profundidade e velocidade, para alívio de Rivail.

Atraído pelo novo método, o professor tornou-se frequentador assíduo das sessões conduzidas pelas irmãs Baudin. No início, os espectadores lançavam ao ar apenas perguntas sobre dinheiro, trabalho, saúde, amor — “questões frívolas”, segundo o próprio Rivail.

Preso ao cesto sustentado por Julie e Caroline, o lápis se movia, sem contato direto com suas mãos, diante de testemunhas ávidas por revelações pessoais.

A princípio, quase todas as respostas eram atribuídas a Zéfiro, “espírito protetor da família”. Irônico e bem-humorado, Zéfiro gostava de brincar com sua plateia.

Rivail não achava graça. As respostas para questões tão fúteis poderiam ser dadas pelas próprias jovens, caso desenvolvessem a técnica de conduzir o cesto, a quatro mãos, para formar frases inteiras. Com muito ensaio, uma delas poderia assumir o papel de condutora principal.

Por que não?

Mas essa história começou a mudar quando outro visitante invisível se apresentou através da escrita de Caroline Baudin. Desta vez com o lápis à mão, livre da corbeille, a menina deu nome e sobrenome ao recém-chegado do além: Frédéric Soulié, romancista e dramaturgo francês morto e enterrado no cemitério do Père-Lachaise nove anos antes.

Soulié zera sucesso no teatro, com peças como Clothilde, e também conquistara o público com romances mordazes, como Os dois cadáveres e As memórias do diabo. A ironia dos tempos de vivo começou a se manifestar nas mensagens escritas pela jovem de 16 anos. Os textos terminavam, quase sempre, com a rebuscada assinatura do escritor.

Rivail confrontou as assinaturas do além com as originais e ficou impressionado com as semelhanças. Caroline, que tinha 7 anos quando o escritor morreu, precisaria ter treinado muito para alcançar esse resultado.

Por que não?

Soulié passou a fazer visitas frequentes, mas só aparecia quando um dos frequentadores do sarau estava presente. Era como se chegasse e fosse embora com este visitante, identificado por Rivail em suas anotações como um “amigo póstumo” do escritor. Nessas noites, Zéfiro se retirava e Soulié assumia sozinho a condução do lápis de Caroline.

Mas seria mesmo o saudoso escritor?

A resposta começou a ficar mais clara para Rivail quando o visitante do além decidiu presentear a plateia, quase trinta pessoas — entre elas, a ressabiada Amélie — com um conto inédito. O título: “Uma noite esquecida”. As primeiras frases eram promissoras: “Havia em Bagdá uma mulher do tempo de Aladino. Vou contar a sua história.”

O lápis sustentado por Caroline preenchia as páginas em branco sem interrupções. O cenário do conto era um bairro pobre de Bagdá, onde morava uma feiticeira chamada Manuza. Numa noite de desespero, o sultão bateu à sua porta em busca de socorro e, durante “um quarto de hora de espera e de angústia mortal”, ouviu ruídos assustadores e vislumbrou brilhos inexplicáveis vindos de trás da porta.

Uma matilha de cães latia ferozmente; havia gritos lamentosos e cantos de homens e mulheres, como no m de uma orgia e, para iluminar esse tumulto, luzes corriam de alto a baixo da casa, como fogos-fátuos de todas as cores. Depois, como que por encanto, tudo cessou: as luzes se extinguiram e abriu-se a porta.

Caroline não parecia ter qualquer consciência do que escrevia e chegava a rir e conversar enquanto sua mão se arrastava sobre o papel. Foram necessárias cinco sessões para que o mistério de Manuza e seu sultão fosse revelado por completo.

O texto chegava sem rasuras, com as cenas bem-encadeadas, e, a cada reunião, a escrita era retomada sempre do ponto certo — o último parágrafo escrito no encontro anterior —, apesar dos intervalos de duas ou até três semanas entre algumas sessões.

A grafia era idêntica à dos textos assinados pelo dramaturgo — letras bem diferentes das exibidas em mensagens atribuídas a outros visitantes invisíveis.

Caroline deveria ter excelente memória, além de talento literário, para imitar a forma e o conteúdo de Frédéric Soulié nessas sessões esparsas. E as irmãs teriam de exercitar muito para não se confundir ao adaptar a própria escrita às letras e estilos de mais de vinte inteligências diferentes (o número de manifestantes aumentaria a cada semana).

Por que não?

Rivail tinha uma resposta para esta última questão. Ou melhor, tinha uma série de perguntas a fazer. Por que Caroline, Julie e seus pais perderiam tempo com fraudes como essas? O que ganhariam com estas encenações, já que não aceitavam doações nem pediam qualquer contribuição? Por que a jovem Caroline renegaria a autoria de um conto tão bem urdido como o de Frédéric Soulié?

Com a chegada do dramaturgo morto e dos outros visitantes invisíveis, Rivail — que já dera razão ao amigo Fortier ao admitir o poder de comunicação das mesas — passou a dar crédito também a outro velho amigo, o linguista Carlotti. Depois de testemunhar as proezas das mesas girantes, dançantes, saltitantes e falantes, Carlotti passou a defender, com veemência, uma tese encarada com desconfiança pelo professor: na falta de cérebro e nervos, as mesas seriam guiadas por espíritos.

Espíritos!

Foram eles mesmos que se apresentaram assim — nesses termos — ao ainda desconfiado professor.

Quem sabe?

Fontes: Kardec - A Biografia - Marcel Souto Maior

Ver no site “O Espiritismo em sua mais simples expressão”. publicado por Allan Kardec

"A morte é a destruição do envoltório corporal; a alma abandona esse envoltório como troca a roupa usada, ou como a borboleta deixa sua crisálida; mas conserva seu corpo fluídico ou perispírito.

A morte do corpo livra o Espírito do envoltório que o prendia à Terra e o fazia sofrer; uma vez livre desse fardo, não tem senão seu corpo etéreo que lhe permite percorrer o espaço e vencer as distâncias com a rapidez do pensamento."

Allan Kardec "Resumo da lei dos Fenômenos Espíritas"

 

 

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Allan Kardec - Resumo da lei dos Fenômenos Espíritas

 

Allan Kardec - Résumé de la loi des phénomènes spirites, Paris, 1864 - 1ª Édition (1864)