REVISTA ESPIRITISTA

PERÍODICO DE ESTUDIOS PSICOLÓGICOS

 

FUNDADOR José María Fernández Colavida

SOCIEDADE ESPÍRITA DE BARCELONA

 

BARCELONA - ESPAÑA

(AÑO 1869 - 1870)

 

OS GRANDES PIONEIROS DO ESPIRITISMO NA ESPANHA

Apresentação:

Revista Espírita de Estudos Psicológicos

José María Fernández Colavida

Foi fundada em Barcelona em 1868 por José Maria Fernandez Colavida, sendo a primeira publicação periódica de caráter espírita que surgiu na Espanha. Era o órgão da Sociedade Barcelonesa Propagadora do Espiritismo, também fundada por Colavida.

Com periodicidade mensal e um tamanho de 25 x 17 cm, o primeiro número saiu às bancas (Ano I, Número 1: Maio de 1868) refletindo em suas 16 páginas o conteúdo que designava o índice seguinte: Artigo da Redação. – Biografia de Allan Kardec. – A Avareza. – A Caridade. – Comunicações Espíritas do Grupo de Barcelona. – Episódio. – O Magnetismo e o Espiritismo. – Correspondência.

Posteriormente seu tamanho mudou, passando a ser de 26 cm, aumentando também o número de páginas até um total de 28. No entanto continuou com periodicidade mensal.

Era impressa na Tipografia de Leopoldo Doménech, Rua Baseda, nº 30, principal (Barcelona), que com a morte do seu dono passou a ser chamada de Tipografia de Filhos de Doménech. Mais tarde seria impressa na Oficina Tipográfica de Daniel Cortezo e Cia., situada na Rua Ausias March, 95 e 97 (1883); já estava com 32 páginas. Esta Oficina passaria naquele mesmo ano às mãos de Fidel Giró e depois, a partir do mês de maio, às de Francisco Pérez. Finalmente, no mês de novembro, volta a ser Daniel Cortezo quem está à frente da Imprensa.

Sua redação, direção e administração estiveram em diversos endereços: R/. da Palma de San Just, n°. 9; R/. Cortes, 209, principal; R/. Pelayo, n°. 7; R/. Condal, n°. 26, 1° (1886); R/. Consejo de Ciento, 412, 1°, 2ª. porta (1888).

No começo era intitulada “Revista Espírita”. Em 1875 foi intitulada “Revista Espírita de Estudos Psicológicos”, e no ano seguinte, em 1876, aparece já como “Revista de Estudos Psicológicos”, até o seu desaparecimento. Nessa época continuava sendo impressa na Tipografia de Filhos de Doménech (1876-1878). Conserva também a periodicidade mensal.

A partir de Dezembro de 1888, com a ocorrência da morte de J.M. Fernandez Colavida, seu diretor passa a ser o Visconde Torres Solanot. Continua sendo editada na Oficina Tipográfica de Daniel Cortezo e Cia., em seu novo endereço desde 1886 na Rua Pallars (Salão de S. João). O número de páginas oscila entre 16, 24, 28 e 32.

No mês de Julho de 1899 reaparece depois de 20 meses de não ser publicada por causa de uma suspensão obrigatória. Então, ao longo do ano de 1898 inteiro, e durante o primeiro semestre de 1899, a “Revista de Estudos Psicológicos” não pôde ser editada.

Nesse mesmo ano desaparece a revista “O Faro Espírita”, que vinha sendo o meio de divulgação da Federação Espírita do Vallés. Pouco tempo mais tarde, ao ser criada a Federação Espírita Catalã, a “Revista de Estudos Psicológicos” passa a ser seu órgão de expressão. Figura então como diretor Manuel Navarro Murillo; o Secretário da Redação é José Antonio Almasqué; no cargo de bibliotecário aparece J. Bartroló e como administrador, José C. Fernandez, sobrinho de J. M. Fernandez Colavida.

A partir de janeiro de 1902, começando seu 33º ano de publicação, foi refundida com a revista “Luz e União”, sendo chamada a partir de então “Luz e União, Revista de Estudos Psicológicos”. Naquela época saía no dia 15 de cada mês, com um suplemento no dia 1º; cada exemplar constava de 32 páginas, com mais 4 para as coberturas. Na direção continuou Manuel Navarro Murillo, que no ano seguinte deixaria o cargo para fundar (Julho de 1903) a sua própria revista, intitulada “A Evolução”.

Ao longo da sua prolongada existência, as páginas da “Revista Espírita” serviram de suporte para os escritos de uma boa parte das mais destacadas personalidades do Espiritismo espanhol.

Teresa da Espanha

Fontes: Federação Espírita da Espanha

Ver no site a vida e a obra de José María Fernández Colavida

Fontes: Biblioteca Nacional de España (Hemeroteca Digital)

 Fontes: Federação Espírita da Espanha

"Quando compreendemos esse sentido do Espiritismo, captando a sua verdadeira significação, colocamos de lado a inquietação natural que nos leva a aceitar muitas mistificações como “progressos da doutrina”. Entendemos então que a doutrina só pode progredir dentro dos princípios metodológicos de Kardec. Há cem anos o codificador estabeleceu esses princípios, que continuam válidos, porque ninguém, até agora, apresentou nada melhor. Se na sociologia, por exemplo, a metodologia de Durkheim pôde ser ultrapassada, foi porque a nova ciência evoluiu com rapidez. No tocante ao Espiritismo, em razão da própria complexidade do objeto, não se deu a mesma coisa.

As regras metodológicas de Kardec não estão superadas e têm de ser observadas com rigor, se não quisermos voltar para trás, mergulhar novamente na fase do espiritualismo utópico. Muitas das “novas revelações” que estão sendo aceitas no meio espírita nada mais são do que formas de retrocesso. E é por isso que temos de intensificar, como aconselha Emmanuel, o estudo sistemático das obras da codificação, nas agremiações doutrinárias".

Herculano Pires - Os Três Caminhos de Hecate

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Revista Espiritista - Periódico de Estudios Psicológicos (AÑO 1869)

Revista Espiritista - Periódico de Estudios Psicológicos (AÑO 1870)