EL BUEN SENTIDO

REVISTA MENSUAL

CIENCIAS, RELIGION, MORAL CRISTIANA

 

FUNDADOR D. JOSÉ AMIGÓ Y PELLÍCER

Círculo Cristiano-Espiritista de Lérida

 Catalunha - ESPAÑA

(AÑO 1875 - 1878)

 

(Entre os colaboradores habituais figuram: Amalia Domingo Soler, J. Vernet, Fernando Martínez Pedrosa, el Vizconde Torres Solanot, Julio Morales, Isidoro Pellicer, Manuel Sanz Benito, José Arrufat Herrero, Bernardino F. Izcoiquiz, M. de la Revilla)

 

RELAÇÃO DE OBRAS PUBLICADAS

(D. José Amigó y Pellicer)

 

José Amigó y Pellícer - Roma e o EvangelhO

 



José Amigó y Pellícer - Nicodemos

Comentário do site:

O site vem homenagear um grupo espírita pioneiro da Espanha "O Círculo Espírita Cristã" e o compilador D. José Amigó y Pellícer, com as obras "Roma e o Evangelho" "Nicodemos". E a publicação da Revista Espírita El Buen Sentido.

Estes Gigantes personagens, que viveram nos primórdios da Terceira Revelação, receberam o vasto trabalho do notável Codificador da Doutrina Espírita e levaram adiante o facho do ideário doutrinário, sendo que muito participantes deste grupo foram: processados judicialmente, presos, expulsos da Universidade que lecionavam e no caso extremo como ocorreu com D. José Amigó y Pellícer e a sua esposa Maria Teresa Folch, ambos foram proibidos de serem sepultados em cemitérios católicos.

A data de 18 de abril de 1857, demarca o dia, mês e ano do surgimento da Doutrina Espírita na Terra, com o lançamento da obra "O Livro dos Espíritos" sistematizado por Allan Kardec.

Em razão da ligeira expansão da Doutrina Espírita, codificada na “Cidade Luz” (Paris), penetrou com toda a pujança na Espanha, na cidade de Lérida, na Catalunha, distante um pouco mais de uma hora de Barcelona, onde ocorreu posteriormente a fundação do "O Círculo Espírita Cristã" no mês de maio de 1873, na liderança de D. José Amigó y Pellícer.

Em Lérida, alguns espíritos sequiosos de conhecerem se é sério ou ridículo - se é verdade ou falsidade – os princípios espíritas que espalhavam-se pelo mundo e fincavam profunda raízes no seio de todas as nações.

O Grupo deliberou pesquisar e examinar por si mesmo os princípios essenciais que constituem os fundamentos e a bandeira da nova doutrina, cujo surgimento foi resultado dos extraordinários fatos metafísicos que ocorreram simultaneamente em diversas localidades do Orbe.

Descrevem os cronistas que os associados eram padres ilustrados que, por não poderem conciliar a estreiteza da doutrina da igreja de Roma com a vasta dimensão da obra traçada por Deus, sentiam que algo de humano precisava ser removido e que o Espiritismo devia ser o objeto de tal depuração.

É de simples intuição que, sacerdotes, pisando o solo sagrado, não o podiam fazer senão amiúde e com sobressaltos da consciência, e, assim, os seus trabalhos foram feitos com escrúpulos verdadeiramente meticulosos.

Tais foram, porém, os resultados obtidos naquelas especiais condições, que não vacilaram em dar ao público o que colheram em confirmação dos princípios fundamentais da Doutrina Espírita, hoje para eles de origem divina, como a revelação mosaica - como a messiânica.

O Círculo Espírita Cristã regido por D. José Amigó y Pellícer vem reafirmar as idéias do Codificador da Doutrina Espírita, trazendo as premissas básicas:

- Idéia de Deus

Partindo do princípio de que não há efeito sem causa, para Deus é a causa primária de todas as coisas, uma fonte de amor, a justiça, a misericórdia.

- Existência do Espírito

Todo o ser humano é um espírito em um corpo biológico. O espírito é imortal, indestrutível e de origem divina. Viveu antes de nosso corpo, e continuará a viver no mundo espiritual, quando o corpo morrer.

- Lei da Reencarnação

É uma manifestação de amor, misericórdia e justiça de Deus, que prevê igualmente a todos os seres, o tempo e as oportunidades de progresso que ele necessita.

- Lei da Evolução

O universo inteiro, tanto material e espiritual, que se deslocam, mudando, evoluindo, e este é o primeiro e último objetivo da criação: o progresso.

- Mediunidade

É uma faculdade do médium que permite a comunicação com o mundo espiritual. É um fenômeno natural que sempre existiu na história humana, todas as civilizações e com nomes diferentes.

- O Autoconhecimento

A meta do espírito é a evolução e desenvolvimento é a experiência.

Irmãos W e Jorge Hessen

Apresentação da revista espírita:

O CALVÁRIO DOS ESPÍRITAS

El Buen Sentido “O Bom Senso”

Revista espírita de Lérida. Foi fundada por José Amigó y Pellicer em 1875 (o primeiro número saiu em 15 de maio). No cabeçalho indicava-se: “Revista de Ciências, Cristianismo, Democracia. Órgão do Livre-Pensamento Cristão”.

Periodicidade: mensal na maior parte da sua existência, e quinzenal nos anos 1886, 1887, 1888 e 1889. Tamanho: 23 x 15 cm. Número de páginas: 16, em duas colunas, ainda que houvesse diversas variações de formato ao longo da sua existência.

O sumário do primeiro número era o seguinte: Nossa bandeira, da redação. – Introdução à História Universal, de M. – A Religião e o Universo, de D. F. M. – Variedades.

A direção e administração situavam-se em Rua Mayor, nº 81, 2º, e também na Rua Carmen, nº 29.

Entre seus colaboradores habituais figuravam: Amália Domingo Soler, J. Vernet, Fernando Martínez Pedrosa, o Visconde de Torres-Solanot, Julio Morales, Isidoro Pellicer, Manuel Sanz Benito, José Arrufat Herrero, Bernardino F. Izcoiquiz, M. de la Revilla, etc.

No mesmo ano do seu aparecimento (1875), ficou suspensa por dois meses por ordem do Governador Civil daquela província, por causa das reclamações clericais.

Em 1877 aparece no cabeçalho que a revista é dedicada a: “Ciências; Religião; Moral Cristã”. Era impressa na Tipografia de José Sol Torrens. Tamanho: 15,5 x 24 cm. Número de páginas: 40.

Em janeiro de 1881 “O Bom Senso” reaparece após outra suspensão de seis meses. A respeito disso, a “Revista de Estudos Psicológicos” de Barcelona (fevereiro de 1881), escrevia: “O nosso muito apreciável colega O Bom Senso retoma seus trabalhos interrompidos. Saudamos de novo essa volta com muito afeto e desejamos a ele longa e tranqüila vida para poder trabalhar em prol da boa causa que defende”. Nesse ano dispõe de 44 páginas.

Mesmo assim, durante o tempo em que se manteve aquela suspensão, foi substituído a través de um “truque legal”, por uma nova revista que saiu à luz, com o nome de “A Voz do Bom Senso”, mantendo o mesmo cabeçalho, tamanho e periodicidade que a sua colega suspensa, apenas variando a numeração.

Assim, o número 1 (ano I) de “A Voz do Bom Senso” vê a luz em junho de 1880. No primeiro artigo a publicação apresenta-se, saúda o público e a imprensa em geral, e a seguir alude à sentença de suspensão por seis meses de “O Bom Senso”, que reproduz mais á frente. Esta publicação de “emergência” durará até o nº 7 (ano I), correspondente a dezembro de 1880. Por essa razão, daí em diante “O Bom Senso” sofrerá sempre uma defasagem entre o número do ano e o número do volume: a partir de então sempre aparecerá com um volume a menos do que os anos que realmente a fundação tinha de vida.

Em 1886 (Ano XII, Tomo XI) a revista muda de número de páginas, de tamanho e de periodicidade, passando a ser de 8 páginas de 38,5 x 27,3 cm, com textos em três colunas, e a sair quinzenalmente, nos dias 10 e 25 de cada mês. Seu cabeçalho diz: “O Bom Senso, Órgão do Livre-pensamento cristão”, sendo dedicada a “Ciências, Cristianismo, Democracia”. Este tamanho e a periodicidade quinzenal manter-se-ão em 1887 e 1888.

Durante 1888 “O Bom Senso” aparece com o seguinte subtítulo: “Jornal de Ciências, Cristianismo e Democracia”. Nesse ano explodiria um assunto que já vinha gestado de há tempos atrás. Tudo começou em 8 de maio de 1882, com o falecimento da esposa de José Amigó y Pellicer, Maria Teresa Folch. Depois do sepultamento, o bispo daquela diocese ordenou a exumação do cadáver, visto que, segundo as autoridades eclesiásticas, não era possível permanecerem em cemitério católico os restos de quem fora a esposa de um “livre-pensador espírita”. Isto provocou um enorme escândalo. A partir de então cada ano e por seis consecutivos, principalmente em torno à data do aniversário da morte daquela senhora, seu viúvo, José Amigó y Pellicer, publicou nas páginas de “O Bom Senso” um artigo anual, invariavelmente intitulado “A Tomé, Bispo de Lérida”, ainda que de conteúdo diferente em cada ocasião, onde com linguagem pulcra, porém tremendamente dura, fazia uma crítica agudíssima tanto das atitudes protagonizadas pelo referido bispo como da Igreja Católica em geral.

O Bispo aguentou aparentemente impávido aquele anual aguaceiro de críticas, até que em 28 de maio de 1888 vários agentes judiciários visitam a redação de “O Bom Senso”, seqüestrando, por ordem do juiz, todos os exemplares editados do número correspondente à primeira quinzena daquele mês, existentes na administração. Isto acontecia apenas três dias após a revista ser denunciada pelo costumeiro artigo de cada ano dirigido “A Tomé, Bispo de Lérida”, publicado no referido número. Em 4 de junho o tribunal tomou o acordo de que seu diretor, José Amigó y Pellicer entrasse no cárcere ou então, para poder ficar em liberdade provisória, pagasse uma fiança, e isto foi o que aconteceu.

Todos estes acontecimentos provocaram que o número da revista que deveria ter saído em 25 de maio daquele ano, não pudesse ser impressa, o qual obrigou seu diretor a anunciar posteriormente, no exemplar correspondente a 10 de junho, que o número atrasado seria publicado em meses seguintes.

A revista de 10 de setembro de 1888 (nº XVI) publica a sentença do caso que, ao contrário do que a maioria esperava, foi de culpabilidade, sendo José Amigó y Pellicer condenado a uma pena de dois meses e um dia de prisão, acusado de injúrias ao Bispo.

O número de “O Bom Senso” de 25 de setembro de 1888 é dedicado totalmente ao julgamento. Nele é publicado um relato do seu desenvolvimento; o interrogatório, a defesa, a sentença e um comentário final. Com este número termina o tomo correspondente àquele ano.

A revista espírita bonaerense “Luz da Alma” publicou também integramente, no final de 1888 ou início de 1889, o artigo causador do processo aberto contra o diretor de “O Bom Senso”.

Em 1889 a revista recupera seu antigo tamanho, mantendo, porém, a periodicidade quinzenal. No primeiro número seu diretor explica aos leitores e assinantes, as dificuldades que a revista vinha sofrendo nos últimos tempos para sair com pontualidade, por causa das demoras na tipografia. Isto determinou, finalmente, abandonar a oficina onde até então era feita a impressão, trabalho que dali em diante passou a ser feito na Imprensa de Baseda (Rua Villaroel, 17, Barcelona). Também o aviso de que nos meses seguintes seriam publicados, como números extraordinários, aqueles exemplares que faltavam para completar o ano de 1888.

No número 3 de 1888 (publicado em 10 de fevereiro) comunica-se que por decreto da Rainha Regente, datado em 22 de janeiro anterior, era concedido um amplo indulto por delitos cometidos por meio da imprensa e outros de caráter político, mandando ao promotor público desistir imediatamente de proceder penalmente nos processos abertos pelos referidos crimes. José Amigó y Pellicer, que havia interposto recurso de cassação ante o Tribunal Supremo contra a sentença da Audiência Criminal de Lérida, entrou na lista de agraciados, mas ainda sofreu certa demora para receber o benefício daquele decreto.

Em 1889 torna a sair com este outro subtítulo: “Órgão do Livre-pensamento Cristão”. Em ambos dispõe de 16 páginas, com textos em duas colunas. Os quatro últimos números do ano de 1889 não puderam ser editados por causa de uma enfermidade sofrida pelo diretor, José Amigó y Pellicer.

Em 1890 “O Bom Senso” recupera a periodicidade mensal. O cabeçalho sinaliza que a revista é dedicada a “Ciências, Cristianismo e Democracia”. No primeiro número do ano é publicado um anúncio informando que os números que faltavam da anterior anualidade, seriam recebidos pelos assinantes em alternância com os números do ano que se iniciava, depois do mês de fevereiro. Porém só foi possível cumprir em parte esse objetivo, e no número de dezembro daquele mesmo ano é incluída outra nota avisando que os exemplares que faltavam seriam recebidos em 1891. E assim aconteceu: com o exemplar da revista de junho daquele ano, foram distribuídos os números 20 e 21, editados juntos, e posteriormente os números 23 e 24, editados também juntos, sendo incluído o índice do Tomo, e ficando assim completo o volume do ano 1889.

O nome “O Bom Senso” aparece na lista das revistas que aderiram ao “Congresso Espírita Ibero-americano e Internacional”, acontecido em Madri entre 20 e 24 de outubro de 1892.

Durante todo esse último ano, com ocasião do início da publicação da segunda edição de “Roma e o Evangelho”, em forma de folhetos de 16 páginas entregados junto com a revista, esta reduz suas páginas a apenas 8, que conservará até finalizar a edição da referida obra. Assim, com o número de outubro de 1893, recupera as 16 páginas anteriores.

Terminado o ano de 1893, a revista deixa de ser publicada definitivamente, após 19 anos de intensa e frutífera labuta dedicada à difusão dos princípios e ensinamentos do Espiritismo.

Fontes: Grupo Espírita de La Palma

Tradutora: Teresa da Espanha

"Irmãos! Lembrai-vos a cada instante do salutar ensino que vos deu Vítor, quando disse: O Espiritismo teórico é uma filosofia, e o Espiritismo prático é uma virtude - e não esqueçais que o mundo não necessita nem busca filosofias estéreis, mas, sim, virtudes.

Discorreis com certa lucidez sobre as verdades fundamentais do Espiritismo - e vos sentis comovidos por bons desejos; isto, porém, não basta. Vossos discursos e a vossa lógica são quase completamente infrutíferos, pois não passam do limitado círculo de vossas relações íntimas - e vossos bons desejos não são ativos, como deviam ser, depois do que vos tem sido concedido.

Quereis guardar a luz debaixo do alqueire? Se assim for, escondei-vos no escuro recanto de vosso egoísmo - e deixai a outros essa missão, que requer a infatigável atividade da formiga e o zeloso cuidado do pastor.

Ainda vacilais, ainda temeis e não ousais decidir-vos; sabeis par quê? Porque vos falta a fé do apóstolo, porque o amor-próprio é ainda o móvel de muitas das vossas ações, porque pretendeis acomodar, não vossas conveniências ao Espiritismo, mas o Espiritismo a vossas conveniências; - porque, apesar de muito falardes em caridade e humildade, não sois sinceramente humildes, nem verdadeiramente caridosos.

Sois frios e, para o cumprimento do encargo que tomastes, é preciso ter o coração de fogo; sois excessivamente tímidos e vos é necessário o valor do mártir.

Lede as comunicações que, sem as merecer, tendes obtido e cobrai o valor e o entusiasmo que vos faltam. E, sobretudo, pensai menos em vós e muito mais nos outros e não temais, nem vacileis no dizer e proclamar em voz alta as verdades que vos têm sido dado conhecer.

Santo Agostinho."

Lérida, setembro de 1873
O Círculo Cristiano-Espiritista
D. José Amigó Y Pellícer

Ver as obras publicadas por Jorge Hessen (Obras em todos os idiomas)

Fontes: Grupo Espírita de La Palma (Hemerografía Espiritista Española, 1857 - 1936) (Espanha)

Fontes: Centro Espírita Irene Solans (Espanha)

 

RELAÇÃO DE REVISTAS PARA DOWNLOAD

 

Revista El Buen Sentido: números 1 y 2 (años 1875 y 1876)

 

Revista El Buen Sentido: número 3 (año 1877)

 

Revista El Buen Sentido: número 4 (año 1878)

 

RELAÇÃO DE OBRAS PUBLICADAS

D. José Amigó y Pellicer

 

José Amigó y Pellícer - Roma e o Evangelho

 

José Amigó y Pellícer - Nicodemos