El Espiritismo

REVISTA QUINCENAL

 

FUNDADOR Francisco Martí Bonneval

Centro Espiritista de Andújar

 

SEVILLA - ESPAÑA

(AÑO 1872)

 

OS GRANDES PIONEIROS DO ESPIRITISMO NA ESPANHA

Comentário de Allan Kardec:

Sociedades e Jornais Espíritas no Estrangeiro

A abundância de matérias nos obriga a adiar para o próximo número o relatório de duas sociedades espíritas, constituída em bases sérias, por estatutos impressos, mui sabiamente concebidos: um em Sevilha, na Espanha; a outra em Florença, na Itália.

Falaremos, igualmente, de dois novos jornais espíritas, que nos limitaremos a anunciar a seguir.

El Espiritismo(O Espiritismo) - 12 páginas in-4, saindo duas vezes por mês, desde 1º de março, em Sevilha, calle de Genova, 51. - Preço por trimestre: Sevilha, 5 reais; províncias, 6 r.; estrangeiro, 10 r.

Il Veggente (O Vidente) - Jornal magnético-espírita hebdomadário; quatro páginas in-4 ; publicado em Florença, via Pietra Piana, 40. - Preço: 4 fr. 50 c. por ano; por seis meses, 2 fr. 50 c.

Revista Espírita - Ano 1869 - Mês de Abril

"O Espiritismo"

Francisco Martí Bonneval

A Revista quinzenal dedicada à propagação da doutrina Espírita. Foi fundada em Sevilha e dirigida desde o início por Francisco Martí Bonneval, ex-membro do Centro Espírita de Andújar, um dos mais antigos da Espanha. Ocupa o terceiro lugar, segundo a data de surgimento, entre as publicações periódicas espíritas criadas na Espanha. Publicou-se durante quase 10 anos consecutivos, de 1869 até 1878. O primeiro número saiu em 1º de Março de 1869. Seu índice era o seguinte: Resumo. - Advertência. – A Sociedade e o Espiritismo. – Secção doutrinal. – A alma ou espírito. – Origem da revelação moderna. – Centro Espírita de Andújar, comunicações de além-túmulo pelo espírito de Fénelon, comunicações de além-túmulo pelo espírito de Franklin, comunicações de além-túmulo pelo espírito de Lamennais. – Artigos soltos. – Anúncios de obras espíritas.

Com periodicidade quinzenal, estava nas bancas no dia 1 e 15 de cada mês – no tamanho de 19,3 x 28,2 cm. Inicialmente só com 12 páginas, aumentando depois até 16, e em 1873, no seu quinto ano de publicação, já dispondo de 32 páginas.

Começou a ser editado na Imprensa de O Círculo Liberal, Rua O’Donnell, 23 antigo e 34 moderno. Mais tarde foi ao prelo no Estabelecimento Tipográfico de Filhos de Fé, Rua Tetuán, 35 e Sierpes, 21. A partir do número 16, datado em 15 de Agosto de 1873, é impressa no Estabelecimento Tipográfico de Ariza e Ruiz, Rua do Rosário, 4.

A redação, com Juan Bautista Cano à frente, esteve situada em vários endereços. Primeiramente na Rua Gênova, 51; a partir do número 8 na Praça da Constituição, 31; do número 12 em diante na Rua Teodósio, 3, e a partir do número 30 na Rua Pedro del Toro, 10.

Entre seus redatores e colaboradores costumeiros figuraram Francisco Martí, Manuel González Soriano, Rafael Carrillo, Enrique Manera, Baldomero Villegas, Juan Marín y Contreras, etc.

Em 1875 surgiu o primeiro problema sério com as autoridades e foi suspensa por oito números, devido a uma ordem do Departamento da Imprensa do Governo Civil de Sevilha, datada em 15 de Julho.

No início de 1878 faleceu Francisco Martí, seu fundador e diretor. A partir de então a revista foi editada pela viúva, assumindo funções de diretor e administrador Juan B. Cano, até que foi suprimida pelas autoridades com um fútil pretexto. Argumentando que não possuía diretor e que precisava uma nova autorização para sua publicação, decretaram, em 28 de Agosto de 1878, a suspensão da revista.

Imediatamente o diretor circunstancial Juan B. Cano apresenta um escrito ao Governador, expondo que, tendo começado a publicação da revista em data anterior à vigência das leis de imprensa da Restauração, ela mal poderia dar cumprimento às ditas leis; que aquela publicação periódica era o único sustento da família do Sr. Martí e que a pena imposta era grave demais para a falta cometida. Naquele escrito ele aduzia numerosas outras razões em sua defesa, e terminava com o pedido de autorização para continuar publicando a revista.

Contudo, o pedido foi indeferido, atendendo a um relatório emitido pelo Departamento da Imprensa, assinado pelo Sr. Manuel Cano y Cueto, que no último parágrafo assim rezava:

“O expoente acredita que V. E. está na obrigação de autorizar a publicação de O Espiritismo pela Real Ordem de 16 de Setembro de 76, que justamente determina que os governadores possam conceder autorização para publicar jornais que tenham como assunto exclusivamente ciências, artes, agricultura, indústria e comércio, mas em modo algum questões religiosas, como se declara na Real Ordem de 25 de Outubro de 77 (Gazeta de dia 25 dos mesmos), a não ser que o Sr. Cano pretenda fazer do Espiritismo uma ciência, o qual estaria muito em seu lugar se a Igreja não tivesse declarado que é uma seita, e contrária ao dogma, condenando severamente a sua doutrina e os seus doutrinários. Em vista, então, 1º, de que este jornal faltou ao estabelecido no artigo 3º do Real Decreto de 31 de Dezembro de 75; 2º, que sendo considerado como folheto ele não estava autorizado para a publicação, e nisto faltava ao artigo 4º da Real Ordem de 6 de Fevereiro de 76; 3º, que ele não possuía Diretor nem pessoa responsável, caso inadmissível aos efeitos legais; 4º, que é uma publicação de índole religiosa, para o qual precisa de autorização superior conforme marcado na Real Ordem de 25 de Outubro de 77, quem subscreve tem a honra de propor a V. E. seja indeferida a súplica do Sr. Cano em todas as suas partes.”

Tradutora: Teresa da Espanha

Fontes: Federação Espírita da Espanha

Ver no site os fundadores do Espiritismo na Espanha "Vizconde de Torres Solanot"

Ver no site os fundadores do Espiritismo na Espanha "Alverico Perón"

Fontes: Biblioteca Nacional de España (Hemeroteca Digital)

Fontes: Grupo Espírita de La Palma (Francisco Martí Bonneval)

"O Espiritismo é o cumprimento dessa promessa. Surgindo na hora precisa, em meados do século passado, no momento exato em que os princípios do Cristianismo, ameaçados pela estagnação dogmática, se defrontavam com o livre exame da nova mentalidade científica, ele abriu perspectivas inesperadas ao prosseguimento da civilização cristã. Kardec acentua esse fato, com palavras claras e precisas, em O Evangelho Segundo o Espiritismo e A Gênese. O Espiritismo é também um renascimento, é o que Emmanuel chamou “a renascença cristã”. Por isso, no momento em que o mundo moderno vacila, entre as crenças que não mais o satisfazem e as promessas do espírito científico, o Espiritismo se infiltra em toda a sua estrutura, para salvar o futuro, preparando as bases da nova civilização.

Todos os golpes desferidos contra o Espiritismo são tão inúteis como os que foram desferidos no passado contra o Cristianismo. A força do Espiritismo é a da própria vida à procura de nova forma, mais adequada à manifestação de seus novos desenvolvimentos. Pouco importa que sua posição seja marginal, na cultura moderna. Também os estoicos e epicuristas, os rabinos de Jerusalém e os sábios de Roma e de Atenas consideravam marginal e supersticioso o Cristianismo. As lições da história deviam servir para alertar os espíritos mais arejados, chamando-lhes a atenção para afirmações como a de sir Oliver Lodge, o grande sábio inglês, para quem o Espiritismo “é uma nova revolução copernicana".

Herculano Pires - O Infinito e o Finito

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

El Espiritismo (Sevilla) n.º1 (1-1-1872)  a  n.º4 (15-2-1872)

El Espiritismo (Sevilla) n.º5 (1-3-1872) a n.º8 (15-4-1872)

El Espiritismo (Sevilla) n.º9 (1-5-1872) a n.º12 (15-6-1872)

El Espiritismo (Sevilla) n.º13 (1-7-1872) a n.º15 ( 1-8-1872)

El Espiritismo (Sevilla) n.º16 (15-8-1872) a n.º19 (1-10-1872)

El Espiritismo (Sevilla) n.º20 (15-10-1872) a n.º24 (15-12-1872)