ALLAN KARDEC

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

SOBRE A IMORTALIDADE DA ALMA, A NATUREZA DOS ESPÍRITOS E SUAS RELAÇÕES COM OS HOMENS, AS LEIS MORAIS, A VIDA PRESENTE, A VIDA FUTURA E O PORVIR DA HUMANIDADE

SEGUNDO OS ENSINOS DADOS POR ESPÍRITOS SUPERIORES COM O CONCURSO DE DIVERSOS MÉDIUNS

RECEBIDOS E COORDENADOS POR ALLAN KARDEC

EDITORA FEB

EM PDF

 

ALLAN KARDEC - LE LIVRE DES SPRITS

 contenant

les principes de la doctrine spirite sur l'immortalité de l'âme, la nature des esprits et leurs rapports avec les hommes

DIDIER ET COMPAGNIE, LEDOYEN

06ª ÉDITION - PARIS (1861)

Sinopse da obra:

Esta obra é a pedra fundamental da Doutrina dos Espíritos; o primeiro dos cinco livros básicos que compõem a Codificação do Espiritismo, reunindo os ensinos dos Espíritos Superiores através de médiuns de várias partes do mundo. Ele é o marco inicial de uma doutrina que trouxe uma profunda repercussão no pensamento e na visão de vida de considerável parcela da Humanidade, desde 1857, data da primeira edição francesa.

Estruturado em quatro partes e contendo 1.019 perguntas formuladas pelo Codificador, aborda os ensinamentos espíritas, de uma forma lógica e racional, sob os aspectos científico, filosófico e religioso.

Independentemente de crença ou convicção religiosa, a leitura de “O Livro dos Espíritos” será de imenso valor para todos, porque trata de Deus, da imortalidade da alma, da natureza dos Espíritos, de suas relações com os homens, das leis morais, da vida presente, da vida futura e do porvir da Humanidade, assuntos de interesse geral e de grande atualidade.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

O Livro dos Espíritos

Por ALLAN KARDEC

 

CONTÉM

Os Princípios da Doutrina Espírita

Sobre a natureza dos seres do mundo incorpóreo, suas manifestações e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade.

ESCRITO DE ACORDO COM O DITADO E PUBLICADO POR ORDEM DOS ESPÍRITOS SUPERIORES

Por ALLAN KARDEC

Esta obra, como o indica seu título, não é uma doutrina pessoal: é o resultado do ensino direto dos próprios Espíritos sobre os mistérios do mundo onde estaremos um dia, e sobre todas as questões que interessam à Humanidade; eles nos dão, de algum modo, o código da vida, ao nos traçarem a rota da felicidade futura. Não sendo este livro fruto de nossas ideias, visto que, sobre muitos pontos importantes tínhamos uma maneira de ver bem diversa, nossa modéstia nada sofreria com os nossos elogios; preferimos, no entanto, deixar falar os que estão inteiramente desinteressados por esta questão.

O Courrier de Paris, de 11 de julho de 1857, publicou sobre este livro o seguinte artigo:

A Doutrina Espírita

O Editor Dentu acaba de publicar uma obra deveras notável; diríamos mesmo bastante curiosa, mas há coisas que repelem toda qualificação banal.

O Livro dos Espíritos, do Sr. Allan Kardec, é uma página nova do grande livro do infinito, e estamos persuadidos de que um marcador assinalará essa página. Ficaríamos desolados se pensassem que acabamos de fazer aqui um anúncio bibliográfico; se pudéssemos supor que assim fora, quebraríamos nossa pena imediatamente. Não conhecemos absolutamente o autor, mas confessamos abertamente que ficaríamos felizes em conhecê-lo. Aquele que escreveu a introdução que inicia O Livro dos Espíritos deve ter a alma aberta a todos os sentimentos nobres.

Aliás, para que não se possa suspeitar de nossa boa-fé e nos acusar de tomar partido, diremos com toda sinceridade que jamais fizemos um estudo aprofundado das questões sobrenaturais. Apenas, se os fatos que se produziram nos causaram admiração, pelo menos jamais nos levaram a dar de ombros. Somos um pouco dessas pessoas que se chamam de sonhadores, porque não pensamos absolutamente como todo o mundo.

A vinte léguas de Paris, à noite sob as grandes árvores, quando não tínhamos em torno de nós senão choupanas esparsas, pensávamos naturalmente em qualquer coisa, menos na Bolsa, no macadame dos bulevares ou nas corridas de Longchamp.

Diversas vezes nos interrogamos, e isto muito tempo antes de ter ouvido falar em médiuns, o que haveria de passar no que se convencionou chamar o Alto. Outrora chegamos mesmo a esboçar uma teoria sobre os mundos invisíveis, guardando-a cuidadosamente para nós, e ficamos muito felizes de reencontrá-la quase por inteiro no livro do Sr. Allan Kardec.

A todos os deserdados da Terra, a todos os que caminham e caem, regando com suas lágrimas o pó da estrada, diremos: Lede O Livro dos Espíritos; isso vos tornará mais fortes. Também aos felizes, aos que pelos caminhos só encontram os aplausos da multidão ou os sorrisos da fortuna, diremos: Estudai-o; ele vos tornará melhores.

O corpo da obra, diz o Sr. Allan Kardec, deve ser reivindicado inteiramente pelos Espíritos que o ditaram. Está admiravelmente classificado por perguntas e por respostas. Algumas vezes, estas últimas são sublimes, e isto não nos surpreende; mas, não foi preciso um grande mérito a quem as soube provocar?

Desafiamos a rir os mais incrédulos quando lerem este livro, no silêncio e na solidão. Todos honrarão o homem que lhe escreveu o prefácio.

A doutrina se resume em duas palavras: Não façais aos outros o que não quereríeis que vos fizessem. Lamentamos que o Sr. Allan Kardec não tenha acrescentado: e fazei aos outros o que gostaríeis que vos fosse feito.

O livro, aliás, o diz claramente e a doutrina, sem isto, não estaria completa. Não basta não fazer o mal; é preciso também fazer o bem. Se apenas sois um homem de bem, não tereis cumprido senão a metade do vosso dever. Sois um átomo imperceptível desta grande máquina que se chama mundo, onde nada deve ser inútil. Sobretudo, não nos digais que se pode ser útil sem fazer o bem; ver-nos-íamos forçados de vos replicar por um volume.

Lendo as admiráveis respostas dos Espíritos na obra do Sr. Kardec, dissemos a nós mesmos que haveria um belo livro a escrever. Bem depressa reconhecemos que nos havíamos enganado: o livro já está escrito. Apenas o estragaríamos se tentássemos completá-lo.

Sois homem de estudo e possuís a boa-fé, que não pede senão para se instruir? Lede o Livro Primeiro sobre a Doutrina Espírita.

Estais colocado na classe dos que só se ocupam consigo mesmos e que, como se diz, fazem os seus pequenos negócios muito tranquilamente, nada vendo além dos próprios interesses? Lede as Leis Morais.

A desgraça vos persegue com furor, e a dúvida vos envolve, por vezes, com o seu abraço gelado? Estudai o Livro Terceiro: Esperanças e Consolações.

Todos vós que abrigais nobres pensamentos no coração e que acreditais no bem, lede o livro do começo ao fim.

Se alguém nele encontrasse matéria para zombaria, nós o lamentaríamos sinceramente.

 G. du Chalard

Allan Kardec - Revista Espírita de Janeiro de 1858

18 de abril de 1857:

Há 162 anos um trabalho gigantesco, de dimensões inimagináveis, tomou forma com a publicação de O Livro dos Espíritos. Surgia uma Doutrina estruturada, com revelações do Mundo Espiritual confirmando aquilo que as humanidades, no Oriente e Ocidente, já comentavam espaçadamente. O materialismo que sufocou a relação com os espíritos durante milênios, se curvou à lógica insofismável de um projeto educativo com bases superiores.

Um homem maduro intelectualmente, seria o protagonista, escolhido pelos Espíritos Superiores para conduzir, no campo dos encarnados, todo trabalho de construção dessa nova Doutrina. Tamanha capacidade só poderia ser reconhecida em figuras como de Allan Kardec. Um Missionário. Foram pouco mais de dois anos, desde a primeira reunião em que ele participou e dialogou com o Espírito “Zéfiro”, para que pudesse compreender, estudar, estruturar e adaptar conhecimentos e teorias, transformando-as em uma Filosofia com a publicação da primeira edição de O Livro dos Espíritos.

Tal filosofia resgatou o processo dialético adotado pelos gregos há mais de dois mil anos, como se estivesse fazendo uma correção na rota da educação vigente na humanidade. Não foi à toa que o primeiro espírito superior com que Allan Kardec, então Hippolyte, conversou, manifestou-se com um nome grego (“Zephyros”).

Desde então, a investigação científica se fez presente na personalidade de um homem de pouco mais de cinquenta anos. Usou todo conhecimento possível para reunir informações do mundo espiritual que se avolumavam de forma arquitetada, em diversos pontos do planeta. Para aqueles que não são afeitos aos trabalhos acadêmicos, pode parecer "simples" essa organização, entretanto, sabe-se que a reunião de informações, principalmente depoimentos, documentos não catalogados, sem padrão, torna o trabalho extremamente mais difícil. Agrava-se a complexidade quando a forma de escrever a mesma ideia, ocorre de maneira diferente, de acordo com a cultura em que foi recebida, exigindo ainda mais métodos de trabalho.

Por que o Espiritismo surgiu dessa forma? Porque a Verdade precisava ser revelada de forma estruturada, de acordo com os avanços científicos da época – alguns adotados até hoje como o positivismo –, independentemente da condição humana. Nada ocorreu, porém, sem um propósito superior e nem de forma isolada. De tempos em tempos a humanidade recebe arroubos evolutivos que permitem compreender o quanto ainda se tem a progredir até atingir a perfeição.

E esse progresso não se dá apenas em uma perspectiva da vida e sim em várias, se não em todas, o que torna a evolução algo “multíplice”, ou seja, não basta apenas conhecer e saber que existe uma Doutrina com revelações do mundo espiritual, de onde viemos e para onde retornaremos. É preciso compreender melhor o que fazer nesse interregno, aplicando seus ensinamentos no dia-a-dia.

Em Moisés se viu uma das primeiras investidas, no Ocidente, quando se criou critérios que trouxessem justiça para a humanidade se reorganizar. Em seguida, após tentativas frustradas de se diminuir as distâncias entre os homens, o Amor mais genuíno e superior aportou na Terra, traçando novos roteiros, iluminando caminhos em noites de ignorância, perfumando corações com o perdão das ofensas, sublimando sentimentos de forma jamais vista até então. Entretanto, como ocorreu com a revelação de Moisés, a humanidade ainda não estaria preparada para receber ensinamentos tão sublimes.

A primeira revelação foi uma ação específica, com um objetivo claro de primeiro, organizar para, em seguida, crescer e prosperar. Todavia, prosperar na linguagem do homem limitava-se apenas a melhoria da condição material e neste quesito houve franco progresso. Homens abastados conseguiram levar o progresso à sociedade, as custas de outros homens, que, por sua vez, nem sempre aceitaram muito bem a forma como foram tratados, criando um ciclo vicioso de ódios e rancores intermináveis. Aparentemente intermináveis...

Na segunda revelação, o Amor manifestou-se mostrando que esse ciclo aparentemente interminável deveria ser rompido por uma ação fortemente contrária a tudo que estava sendo alimentado até então. Para que o ser humano conseguisse praticar esses ensinamentos, recomendava-se desaprender sobre tudo aquilo que valorizava e causava inquietação para a alma, substituindo por princípios e valores transcendentes, em que a ferrugem e a traça não seriam capazes de aniquilar.

A segunda revelação se faz presente, assim como a primeira. O “espaço tempo” em que ocorreram não significa dizer que não são importantes. Ainda se faz necessário aprimorar o senso de justiça porque, até hoje, há predomínio do egoísmo. Doses intercaladas de Justiça e Amor vem nutrindo a humanidade durante milênios, como o agricultor cuidadoso diante de sua plantação. Alguns brotaram e renderam frutos maravilhosos, outros deixaram seus frutos caírem. Algumas sementes encontram-se ainda submersas, enquanto outras já criaram raízes e romperam o solo em busca de uma nova oportunidade para servir...

A humanidade poderia continuar vivendo sem uma terceira revelação? De certo que sim, porém, seu progresso seria mais lento. Por isso, após diversas investidas em mais de mil e oitocentos anos, uma outra revelação se fez necessária para impulsionar a humanidade convidando-a a uma nova releitura sobre tudo aquilo que havia sido revelado.

Com a Terceira Revelação, nova fase da humanidade passou a vigorar. Quanto mais caminha a humanidade em desenvolvimento intelectual e progresso material, mais se faz necessário calibrar, rever, reexaminar o progresso moral, aquele que se leva para a Vida Maior, que é a vida espiritual.
Como tudo aquilo que é novo, resistências surgiram em diversos campos. Homens cultos e influentes foram sacudidos em suas convicções, como ocorreu com Sir Willian Crookes, descobridor do elemento químico “tálio”, pertencente à Família do Boro, na tabela periódica dos elementos químicos usados até hoje.

Eminente pesquisador, presidiu por diversas vezes a Sociedade Química de Londres, com efeitos extensivos ao campo do conhecimento da Física. Por que notória expressão social, pertencente a um grupo seleto de pesquisadores se viu às voltas com o mundo espiritual? Para que o fenômeno do intercâmbio deixasse de ser algo isolado, apreendido por parábolas e pudesse ser aceito por formadores de opinião, capazes de influenciar outros membros daquele nível social, assim como de outros níveis também.

Pode-se inferir com isso, que, além de validar o fenômeno espiritual, o desenvolvimento intelectual precisava ser reconduzido de forma a não ignorar a influência moral exercida pelo comportamento de seus mais eminentes pesquisadores. Para que um exímio pesquisador alcance resultados expressivos, se faz necessário também que seu comportamento acompanhe tais cometimentos.

Diríamos que, compreender a necessidade de se traçar esse paralelo (desenvolvimento profissional e desenvolvimento espiritual) só foi possível a partir do advento da Doutrina Espírita. Se o pesquisador continua desenvolvendo-se de forma acelerada quanto aos rumos de suas pesquisas, é oportuno saber que, no tempo em que ele não está dedicado aos laboratórios, seu convite é para atuar no desenvolvimento da vida familiar e social.

O que ocorre com um pesquisador pode ser estendido a outros campos de atuação do ser humano. Um profissional que se dedica demais ao trabalho, é convidado também a dedicar-se a Família e ao convívio social. Com o espírita não é diferente: de que adianta dedicar-se diuturnamente à divulgação doutrinária se a vida familiar, social e profissional for negligenciada?

É por isso, dentre infinitos outros motivos, que a terceira revelação, classifica-se como “Verdade”. A verdade revelada pelos Espíritos Superiores mostra uma missão muito maior para cada um de nós, do que aquilo que temos feito no dia-a-dia, absorvidos pela rotina de reclamações, lamúrias e queixumes. Apreenda o que puder, administre o que der conta, viva intensamente os momentos que se tem, para aprender a valorizar aquilo que, de fato, é mais importante: viver e auxiliar o próximo a viver superando os obstáculos que cada um se propôs, seja por provas ou expiações.

18 de abril de 1857 foi o início de uma nova trajetória para a humanidade. Um dos pontos relevantes é saber que a Vida Continua. Sendo que a Vida continua, o que é preciso fazer no presente para que o futuro seja melhor? Confiar, amar, aprender, refletir, refazer caminhos, progredir sempre, sabendo que a ordem dos fatores varia de acordo com a necessidade de cada um. Nisso reside a beleza que faz brotar a compreensão, compaixão e a tolerância em dias melhores.

Vladimir Alexei

Belo Horizonte das Minas Gerais,

21 de abril de 2019

Galeria de Valois no Palais Royal

Foi num sábado de primavera, na Galeria d'Orleans, no Palais Royal, em Paris, a 18 de abril de 1857, que Allan Kardec publicava sua primeira obra: "O Livro dos Espíritos". Era um marco para o início de um novo momento para a evolução espiritual da humanidade.

A Galerie d'Orléans (do séc. XIX) ficavam as livrarias de Dentu (nª 13) do editor E. Dentu que publicou a primeira edição O Livro dos Espíritos e a Ledoyen (nª 31), que editaram várias das obras espíritas de Kardec.

O Palais Royal é importante edifício histórico situado ao lado do Louvre. Foi construído pelo Cardeal Richelieu no século XVII. Suas elegantes galerias externas, que circundam o jardim (Montpensier, de Beujolais e de Valois), foram mandadas construir por Louis-Philippe d'Orléans, na segunda metade do século seguinte.

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (HERCULANO PIRES 100 ANOS - Ouça-o em 1957, em palestra sobre os 100 ANOS de O Livro dos Espíritos!)

Em homenagem as comemorações do Centenário de Nascimento do jornalista, escritor e filósofo espírita Herculano Pires (1914 - 2014) a Rádio Emmanuel disponibiliza aos seus ouvintes palestra inédita proferida por ele em 1957, em São Paulo, durante as comemorações do primeiro Centenário de O Livro dos Espíritos de Allan Kardec, marco inicial da Era do Espírito.

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Allan Kardec - O Livro dos Espíritos)

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (O Espiritismo de Kardec aos dias de hoje) (Documentário Produzido pela Federação Espírita do Brasil)

Fontes: Portal do O Livro dos Espíritos (Allan Kardec)

Fontes: Grupo Marcos (Allan Kardec - O Livro dos Espíritos)

"O Espiritismo é o mais perigoso antagonista do Materialismo; não é, pois, de admirar que tenha os materialistas por adversários. Mas como o Materialismo ó uma doutrina que mal se ousa confessar (prova de que os seus profitentes não se acreditam bastante fortes e que são dominados por sua consciência), eles se acobertam com o manto da Razão e da Ciência, e, coisa bizarra, os mais céticos falam até mesmo em nome da Religião, que também não conhecem e não compreendem, como o Espiritismo.

Tomam por alvo sobretudo o maravilhoso e o sobrenatural, que não admitem. Ora, segundo dizem, sendo o Espiritismo fundado sobre o maravilhoso não pode ser mais do que uma suposição ridícula. Não refletem que, assim procedendo sem restrições contra o maravilhoso e o sobrenatural, fazem o mesmo com a Religião. Com efeito, a Religião se funda na revelação e nos milagres. Ora, o que é a revelação senão as comunicações extra-humanas?

Todos os autores sagrados, desde Moisés, talaram dessas espécies de comunicações. Que são os milagres senão fatos maravilhosos e sobrenaturais por excelência, pois são, no sentido litúrgico, derrogações das leis da Natureza? Logo, rejeitando o maravilhoso e o sobrenatural, rejeitam as próprias bases da Religião. Mas não é sob esse aspecto que desejamos encarar o assunto.

O Espiritismo não tem de examinar se há ou não há milagres, quer dizer, se Deus pode, em certos casos, derrogar as leis eternas que regem o Universo. Deixa ele, a esse respeito, toda a liberdade à crença. Mas diz e prova que os fenômenos sobre os quais se apóia só têm de sobrenatural a aparência.

Esses fenômenos não parecem naturais aos olhos de certas pessoas pelo fato de serem insólitos e exorbitarem dos fatos conhecidos. Mas não são mais sobrenaturais do que todos os fenômenos de que a Ciência nos dá hoje a solução e que em outras épocas pareciam maravilhosos. Todos os fenômenos espíritas, sem exceção, são conseqüências de leis gerais. Eles nos revelam uma das forças da Natureza, força desconhecida, ou para melhor dizer, incompreendida até hoje, mas que a observação demonstra estar na ordem das coisas.

O Espiritismo, portanto, repousa menos no maravilhoso e no sobrenatural do que a própria Religião. Os que o atacam nesse sentido não o conhecem. E mesmo que fossem os maiores sábios, nós lhes diríamos: se a vossa Ciência, que vos ensinou tantas coisas, não vos revelou que o domínio da Natureza é infinito, sois apenas meio-sábios."

Allan Kardec "O Livro dos Espíritos"

"Melhor rejeitar dez verdades como sendo mentiras do que aceitar uma única mentira como sendo verdade."

Allan Kardec "O Codificador da Doutrina Espírita"

 

 

ALLAN KARDEC

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

DOWNLOAD LIVROS GRÁTIS

PDF

 

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos (FEB)

 

 

 

ALLAN KARDEC

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

(Apresentação em slides)

EM PPS

 

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos (Apresentação em slides)

 

 

ALLAN KARDEC

Le Livre des Esprits

Les premières éditions

LANGUE FRANÇAISE

EM PDF

 

Allan Kardec - Le Livre des Esprits - 1ª Édition (1857) (Fr)

Allan Kardec - Le Livre des Esprits - 2ª Édition (1860) (Fr) (1ª Reproduction Historique et Rara da 2ª Édition)

Allan Kardec - Le Livre des Esprits - 6ª Édition (1860) (Fr)

Allan Kardec - Le Livre des Esprits - 14ª Édition (1866) (Fr)