BARÃO LUIS GULDENSTUBBÉ

O GRANDE MÉDIUM PNEUMATÓGRAFO

(OS TRABALHADORES ESPÍRITAS DA PRIMEIRA HORA)

(1820 - 1873)

Pneumatografia - (Do grego - pneuma - ar, sopro, vento, espírito, e graphô, escrevo.) - Escrita direta dos Espíritos, sem o auxílio da mão de um médium.

 

OBRA RARA TRADUZIDA

 

PNEUMATOGRAFIA

(ESCRITA DIRETA DOS ESPÍRITOS)

AS PESQUISAS
DO BARÃO GULDENSTUBBÉ

PROVAS IRREFUTÁVEIS DA SOBREVIVÊNCIA
DA ALMA HUMANA

COMPILAÇÃO DA OBRA

La realité des Esprits et de leurs manifestations, démontrée par le phénomène de l'écriture directe, Par M. Le baron de Guldenstubbé, 1 vol. in-8, avec 15 planches et 93 fac simile. Prix 8 fr. chez Frank, rue Richelieu, 1857, Paris. Se trouve aussi chez Dentu et Ledoyen.

PREFÁCIO DE JORGE HESSEN

APRESENTAÇÃO DE ALLAN KARDEC, GABRIEL DELANNE

CONTÉM 30 FIGURAS COM TEMAS TRADUZIDOS

DA ESCRITA DIRETA DOS ESPÍRITOS

(PNEUMATOGRAFIA)


 

Tradutora do Francês para o Português

Fabiana Rangel

Biografia do Barão Guldenstubbé:

Este grande paladino do Espiritismo foi um grande trabalhador das primeiras horas do Espiritismo, um grande pesquisador da alma e que teve também as suas obras queimadas na Espanha pela Santa Inquisição no dia 9 de outubro de 1861 no conhecido AUTO-DE-FÉ EM BARCELONA.

O Barão Luis Guldenstubbé, que deixou a vida em 27 de maio de 1873, na sua residência, em Paris, 29 rua de Trévise, aos 53 anos de idade, foi conhecido principalmente por suas investigações e experiências em pneumatografia. De origem sueca, pertencia a antiga família escandinava, de nomeada histórica, tendo dois dos seus antepassados do mesmo nome sido queimados vivos, em 1309, na companhia de Jacques de Molay, por ordem do Papa Clemente IV.

O Barão passava uma vida retirada, em companhia de sua virtuosa irmã. Sua memória é afetuosamente respeitada por sua conduta nobre, urbana e benévola e por seus numerosos atos de modesta caridade. Dedicou-se mais às experiências da escrita direta, na França onde obteve em 13 de agosto de 1856, o primeiro sucesso nessa modalidade de comunicação espírita. Escreveu o livro intitulado "La Réalité des Spirites et de leurs Manifestations" (A Realidade dos Espíritos e de suas Manifestações) (1857). E também a obra Pensées d'outre-tombe (1858).

Em poucos anos de trabalhos experimentais, o Barão obteve um número considerável de escrita direta, algumas obtidas sem o auxílio de lápis, papel ou ardósia. Os próprios espíritos comunicantes transportavam o material necessário para a obtenção das mensagens.

- “Esses fenômenos”, diz ele “estão agora firmados sobre a base sólida dos fatos, permitindo que de ora em diante consideremos a imortalidade da alma como um fato científico, e o Espiritismo como uma ponte lançada entre este mundo e o Invisível.”

Escrita Direta

O Barão de Guldenstubbé foi o primeiro que obteve, na França, a escrita direta. Eis como ele relata o fato (“La Réalité des Esprits”, págs. 66 e 67):

“Em um belo dia (1 de Agosto de 1856), veio-lhe o pensamento de experimentar se os Espíritos podiam escrever diretamente, sem o auxílio de um médium. Conhecendo a escrita direta misteriosa do Decálogo, segundo Moisés, a escrita igualmente direta e misteriosa na sala do festim do Rei Baltasar, segundo Daniel, e tendo ouvido falar dos mistérios modernos de Straford, na América, onde se acharam certos caracteres ilegíveis e estranhos traçados num pedaço de papel e que não pareciam provir dos médiuns; o autor quis certificar-se da realidade de um fenômeno cujo alcance seria imenso, se fosse verdadeiro.

“Colocou, portanto, uma folha de papel em branco e um lápis aparado dentro de uma caixinha fechada a chave, guardando sempre essa chave consigo e a ninguém dando parte da sua experiência. Durante doze dias esperou inutilmente, sem observar o menor traço de lápis no papel; mas, a 13 de Agosto de 1856, o seu espanto foi grande quando notou certos caracteres misteriosos no papel; apenas sucedeu tal fato, e ele repetiu por dez vezes a experiência no mesmo dia, para sempre memorável, colocando, no fim de cada meia hora, uma nova folha de papel em branco na caixinha. A experiência foi coroada de êxito completo.

“No dia imediato, 14 de Agosto, fez de novo umas vinte experiências, deixando a caixinha aberta e não a perdendo de vista; viu, então, que caracteres e palavras na língua Estônia formavam-se ou eram gravadas no papel, sem que o lápis se movesse. Desde então, vendo a inutilidade do lápis, cessou de pô-lo sobre o papel; e, colocando simplesmente uma folha de papel dentro de uma gaveta, em sua casa, obteve também comunicações.” (No fim da obra do Barão encontram-se fac-símiles dessas escritas).

O Barão de Guldenstubbé repetiu a experiência em presença do Conde d’Ourches, e este obteve uma comunicação de sua mãe, cuja assinatura e letra foram reconhecidas como autênticas, quando comparadas com as dos autógrafos que o Conde possuía.

Esses primeiros ensaios foram seguidos de muitos outros, e o autor adquiriu a certeza de não ser ele quem escrevia em estado sonambúlico, como julgou a princípio.

Gabriel Delanne - O Fenômeno Espírita

Prefácio da obra:

Guldenstubbé, um pioneiro de uma Nova Revelação

Ao falar do barão de Guldenstubbé somos convidados a refletir sobre o fenômeno da pneumatografia, ou seja da escrita direta dos Espíritos, sem o auxilio da mão de um médium. Em verdade, o vocábulo assentado por Kardec é a conexão do prefixo grego - pneuma (ar, sopro, vento, espírito), com o sufixo - graphô (escrevo).

O fenômeno é, incontestavelmente, um dos mais admiráveis do Espiritismo. Porém, por mais curioso que pareça, constitui atualmente evento investigado e incontroverso. Se a teoria é necessária para a abrangência dos fenômenos espíritas em geral, talvez mais forçosa ainda se faz neste caso que, sem contenda, é um dos mais curiosos que se possam oferecer, porém que deixa de parecer sobre-humano, desde que se lhe compreenda o princípio.

Se considerarmos a escrita direta quanto às vantagens que pode oferecer, diremos que até o presente a sua principal utilidade consiste na constatação material de um fato importante: a intervenção de um poder oculto que encontra nesse processo um novo meio de se manifestar. Mas as comunicações assim obtidas são raramente de alguma extensão.

Em geral são espontâneas e se limitam a palavras, sentenças, frequentemente sinais ininteligíveis. São obtidas em todas as línguas: em grego, em latim, em siríaco, em caracteres hieroglíficos, etc., mas ainda não serviram às conversações contínuas e rápidas que a psicografia permite.

O Barão de Guldenstubbé foi o primeiro que obteve, na França, a escrita direta. Foi num esplêndido dia de Agosto de 1856, quando surgiu-lhe a ideia de provar se os Espíritos podiam escrever espontaneamente, sem o auxílio de um médium.

Reconhecendo a escrita direta misteriosa do Decálogo obtida por Moisés, no Monte Sinai, tanto quanto a escrita igualmente direta e misteriosa na sala do festim do Rei Baltasar, segundo consta no livro de Daniel, e tendo ouvido falar dos mistérios modernos de Straford, na América, onde se acharam certos caracteres ilegíveis e estranhos traçados num pedaço de papel e que não pareciam provir dos médiuns; o Guldenstubbé quis certificar-se da realidade de um fenômeno cujo alcance seria imenso, se fosse conseguido por ele.

A escrita direta é muitas vezes obtida, como a maioria das manifestações espíritas não espontâneas, pelo recolhimento, a prece e a evocação. Muitas vezes foi obtida nas igrejas, sobre os túmulos, junto a estátuas e imagens de personagens evocadas. Mas é evidente que o local só influi por favorecer o recolhimento e a maior concentração mental, pois está provado que é obtida igualmente sem esses acessórios e nos lugares mais comuns, como sobre um simples móvel caseiro, desde que se esteja nas condições morais exigidas e se disponha da necessária faculdade mediúnica.

Achava-se a princípio que era necessário colocar um lápis com o papel. O fato, então, poderia ser mais facilmente explicado. Sabe-se que os Espíritos movem e deslocam objetos, que pegam e atiram à distância, podendo assim pegar o lápis e escrever.

Logrando êxito Guldenstubbé passou a obter seus escritos pneumatográficos a qualquer lugar e hora, a céu aberto, em cima de uma lápide, local que ele especialmente gostava. Entre os lugares onde os experimentos foram improvisados com sucesso estão o Louvre, o Museu de Versailles, a Catedral de São Denis, Abadia de Westminster, o Museu Britânico, os Cemitérios de Montparnasse, Montmartre e Père-Lachaise, Bois de Bolonha e várias igrejas e ruínas antigas na França, Alemanha, Áustria e Inglaterra.

De origem sueca e pertencente a antiga família escandinava, Guldenstubbé era rico, sua independência e a consideração que desfrutava no alto mundo afastam incontestavelmente qualquer suspeita de fraude voluntária, pois nenhum motivo interesseiro (mercantilista) poderia movê-lo. Poder-se-ia admitir a sua própria ilusão, mas a isso responde decisivamente um fato: a obtenção do mesmo fenômeno por outras pessoas que se cercaram de todas as precauções necessárias para evitar qualquer trapaça ou motivo de engano.

A lista de testemunhas, que assistiram os experimentos do Barão, inclui os nomes de H. Delamarre, editor de o Patrie; H. Choisselat, editor de o Univers; Sr. Dale Owen; M. Lacordaire, irmão do grande orador; N. de Bonochose, historiador; M. Kiorboe, um bem-conhecido pintor sueco; o Barão von Rosenberg, embaixador alemão na corte de Wurtemberg; Príncipe Leonilde Galitzin e dois outros representantes da nobreza de Moscou; e o rev. William Mountford, que contribuiu com seu testemunho pessoal ao The Spiritualist de 21 de dezembro de 1877.

Guldenstubbé foi um lídimo artesão das primeiras horas, um grande pesquisador da alma e recordemos que ele teve também as suas obras incluídas entre os trezentos volumes que Kardec enviou para a Espanha, que infelizmente foram queimadas em Barcelona, no tétrico e circense cenário do famigerado "Auto de Fé" levado a efeito pelo clero espanhol numa manhã de outubro de 1861.

São Paulo, 07 de junho de 2016

Jorge Hessen

Figuras I a II - A Escrita Direta obtida pelo Barão de Guldenstubbé

I - Carta do além-túmulo de um amigo do autor, que muitas pessoas reconheceram por sua escrita. Esta carta foi traçada em francês, em 1º de fevereiro de 1857 (por volta de dois anos após a morte do falecido), na casa do autor.

II - Figura que foi desenhada no Louvre, no Museu Egípcio, na presença de várias testemunhas, no jazigo de Cleópatra, em 4 de setembro de 1862

Figuras IX a XIII - A Escrita Direta obtida pelo Barão de Guldenstubbé

IX - Escrita em latim lapidário, elaborada em 28 de agosto no Louvre, perto da estátua de Júlio César, na presença do conde d’Ourches e de várias outras testemunhas.

X - Escrita em latim lapidário, perto de estátua desconhecida, no salão de Imperadores romanos, na presença do conde d’Ourches e do General Brewern, em 4 de setembro de 1856.

XI - Primeira escrita em inglês com as iniciais de Mary Stuart, feita na presença do conde d'Ourches e de várias testemunhas importantes da embaixada da Prússia em 9 de Setembro, perto da coluna François II em Saint-Denis.

XII - Iniciais do nome de um falecido amigo do autor, feitas em seu túmulo no cemitério Montemartre, em 14 de setembro de l856, na presença de várias testemunhas.

XIII - Escrita em língua estoniana, feita por um Espírito que o autor conheceu durante sua vida terrena, em 12 de setembro de 1856, na casa do autor, 74, rua do Caminho de Versalhes.
 

Figura XIV - A Escrita Direta obtida pelo Barão de Guldenstubbé

XIV - Escrita excelente, assinada por Abelardo, obtida pelo autor sobre o túmulo deste homem ilustre em Père-Lachaise, sob recomendação (diretamente escrita) de um espírito amigável, em 20 de janeiro de 1857.

  Ver no site a obra publicado por Allan Kardec "O Livro dos Médiuns"

  Ver no site o grande trabalho sobre a mediunidade dos médiuns pneumatógrafos através da obra de William Stainton Moses "Psicografia"

Fontes: Portal New age of Trance-Physical Mediumship

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Mediunidade -  Possibilidades e Desafios)

Pneumatografia - (Do grego - pneuma - ar, sopro, vento, espírito, e graphô, escrevo.) - Escrita direta dos Espíritos, sem o auxílio da mão de um médium.
A Pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem nenhum intermediário. Difere da psicografia porque esta é a transmissão do pensamento do Espírito pela mão do médium.

Allan Kardec "O Codificador do Espiritismo"

"Esses fenômenos estão agora firmados sobre a base sólida dos fatos, permitindo que de ora em diante consideremos a imortalidade da alma como um fato científico, e o Espiritismo como uma ponte lançada entre este Mundo e o Invisível"

Barão Luis Guldenstubbé "O Médium Pneumatógrafo"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Biografia Barão de Guldenstubbé

 

Pneumatografia - As Pesquisas - Do Barão Guldenstubbé (Contendo 30 figuras com temas traduzidos da escrita direta dos espíritos)

 

Baron Guldenstubbe - La réalité des esprits et le phénomène merveilleux de leur écriture directe (1857) (Fr)