Élie Sauvage

O GRANDE ROMANCISTA ESPÍRITA

OS TRABALHADORES DA PRIMEIRA HORA DA CAUSA ESPÍRITA

(CONTEMPORÂNEO DE ALLAN KARDEC)

(1814 - 1871)

 

Élie Sauvage - Mirette

A LA LIBRAIRE DES AUTEURS

RUE DE LA BOURSE, 10

PARIS (1866)

Apresentação do site:

O portal "Autores espíritas Clássicos apresenta o “primeiro” romance espírita que se tem notícia na história do Espiritismo. Tem como título “Mireta”, publicado em 1866 nas páginas da Revista Espírita sob a responsabilidade de Élie Sauvage com incondicional aprovação de Allan Kardec.

Uma das grandes sugestões da espiritualidade superior era usar narrativas romanceadas sob enfoques espíritas, a fim de reforçar e elucidar os conceitos sobre imortalidade, reencarnação, amor, desencarnação de pessoas amadas e apresentar uma nova abordagem sobre a vida espiritual.

Atualmente, os “romances” supostamente espíritas, em sua maioria, constituem literatura improdutiva, não condizente com os desígnios doutrinários, e têm sido o grande filão, ou a “galinha dos ovos de ouro” para enriquecimento de alguns ardilosos comerciantes, travestidos de espíritas, que enriquecem às custas das vendas de tais entulhos literários.

De duas décadas para cá, tem ocorrido uma vergonhosa invasão no mercado literário de romances “espíritas” pretensamente psicografados.

Para alguns neófitos a psicografia tem um peso maior na veracidade do tema romanceado e os ardilosos, tendo ciência disso, tiram animicamente de suas ideias doentes alguns historietas pueris atribuindo aos desencanados a autoria de tais fantasias.

Sabemos que no mundo espiritual existem os bons espíritos, assim como há, em maioria, os espíritos astuciosos que conseguem confundir as pessoas desviando-as dos caminhos corretos prejudicando uma compreensão do Espiritismo.

Fiquemos alertas diante dos romances psicografados ou não que há uma abundância nas bibliotecas dos centros espíritas mal orientados.

O site sempre recomendará aos nobres leitores que busquem conhecer e ler livros garantidos, especialmente a literatura arrumada por Allan Kardec, a saber, Revista Espírita, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, A Gênese, bem como as obras complementares psicografadas pela Sublime mediunidade de Francisco Cândido Xavier.

Irmãos W. e Jorge Hessen

Biografia de Élie Sauvage:

Élie François Victor Sauvage, nascido em Mayenne em 13 de maio de 1814 e falecido em Paris em 30 de dezembro de 1871, é romancista e dramaturgo francês.

Filho de Angéllique-Renée Rotureau e René Sauvage, comerciante de Mayenne. Trabalhava para o jornal La Mayenne e iniciou sua carreira literária com uma coleção de versos. Em seguida, voltou-se para o teatro e produziu, individualmente ou em parceria, uma dezena de peças. Feito membro da Sociedade dos Homens de Letras, publicou, até o final de sua vida, dois romances: Mirette, romance espírita, e A Pequena Cigana, que é traduzido para o Inglês como The Little Gipsy.

Teatro

• Um marinheiro. Comédia em um ato com Gabriel Lurieu. Paris, Teatro do Palácio Real, 6 de março de 1833

• Julien, o evangelista. Drama em cinco atos e em verso, 1836

• Joana d'Arc na prisão. Monólogo em um ato e em verso, com René Perin. Teatro de Luxembourg, 1845

• Rei Lear. Drama em quatro atos e em verso, reproduzido de Shakespeare, com Frédéric Duhomme. Paris, Teatro de l'Odéon, 10 de novembro de 1844

• A torre de Ferrare. Drama em cinco atos e seis quadros, com Jules-Édouard Alboize Pujol e Charles Lafont. Paris, Teatro da Alegria, 30 de abril de 1845

• O Conde Julian, ou castelo maldito. Drama em quatro atos, com Frédéric Duhomme, Paris, Teatro do Portal Saint-Martin, 31 de janeiro de 1846

• A Vestal. Tragédia em cinco atos, em versos, com Frédéric Duhomme. Paris, Teatro Francês, 30 de maio de 1846

• Boudjali. Comédia em um ato, com Frédéric Duhomme e René Chevalier. Paris, Théâtre des Folies-Dramatiques, 04 de novembro de 1851

• Um marido queimado. Comédia em um ato misturados com canto, com Eugène Nus e Élie Sauvage. Paris, Théâtre des Folies-Dramatiques, 08 de setembro de 1852

• A serva do rei. Drama em cinco atos e em verso, com Frédéric Duhomme. Paris, Teatro de l´Odéon, 24 de abril de 1854

• O Norte e o Sul. Comédia em um ato, em prosa. Paris, Teatro de l'Odéon, 7 de dezembro de 1856

• Os mouros de Granada. Drama em três atos e em verso, precedidos por um prólogo. 1861

• Os Cabeleireiros. Comédia em 3 atos, com Élie Sauvage. Paris, Teatro das Variedades, 07 de maio de 1864

Romances Espíritas

• Mirette. (1867)

• A Pequena Cigana. (1868)

Poesia

• Os raios da manhã. (1835)

(Tradutora da Biografia Fabiana Rangel)

Notas Bibliográficas

MIRETA

Romance espírita pelo Sr. Élie Sauvage, membro da Sociedade dos Homens de Letras (*)

Para o Espiritismo, o ano de 1867 foi aberto pela publicação de uma obra que, de certo modo, inaugura a nova via aberta à literatura pela Doutrina Espírita. Mireta não é um desses livros em que a ideia espírita não passa de acessório, e como que lançada, para o efeito, ao acaso da imaginação, sem que a crença a venha animar e aquecer. É esta mesma ideia que lhe forma o dado principal, menos ainda pela ação que pelas conseqüências gerais dela decorrentes.

(*) vol. In-12. Livraria dos Autores, 10, rue de la Bourse. Preço: 3 fr. Pelo correio (França e Argélia): 3 fr. 30 c.

Em Espírita, de Théophile Gautier, o fantástico supera de muito o real e o possível, do ponto de vista da doutrina. É menos um romance espírita do que o romance do Espiritismo, e que este não pode aceitar como um quadro fiel das manifestações; além disso, o dado filosófico e moral aí é um tanto nulo. Essa obra não deixou de ser muito útil à vulgarização da ideia, pela autoridade do nome do autor, que lhe soube dar o cunho de seu incontestável talento, e por sua publicação no jornal oficial. Ademais, era a primeira obra de real importância desse gênero, na qual a ideia era levada a sério.

A do Sr. Sauvage é concebida num plano inteiramente diverso. É um quadro da vida real, onde nada se afasta do possível e da qual o Espiritismo tudo pode aceitar. É uma história simples, ingênua, de um interesse contínuo e tanto mais atraente quanto tudo aí é natural e verossímil; aí não se encontram situações romanescas, mas cenas enternecedoras, pensamentos elevados, caracteres traçados conforme a Natureza; também se veem os mais nobres e puros sentimentos, em luta com o egoísmo e a mais sórdida maldade, a fé lutando contra a incredulidade.

O estilo é claro, conciso, sem loquacidade nem acessórios inúteis, sem ornamentos supérfluos e sem pretensões ao efeito. O autor se propôs, antes de tudo, a fazer um livro moral e hauriu os seus elementos na filosofia espírita e suas consequências, muito mais que no fato das manifestações, mostrando a que elevação de pensamentos conduz suas crenças.

Sobre este ponto, resumimos nossa opinião dizendo que este livro pode ser lido com proveito pela juventude de ambos os sexos, que nele encontrará belos modelos, bons exemplos e úteis instruções, sem prejuízo do proveito e da concordância que dele se deve tirar em qualquer idade. Acrescentaremos que para ter escrito este livro no sentido em que o fez, é preciso estar profundamente penetrado dos princípios da doutrina.

O autor coloca sua ação em 1831; não pode, pois, falar nominalmente do Espiritismo, nem das obras espíritas atuais. Assim, teve que remontar seu ponto de partida aparente a Swedenborg; mas tudo é aí conforme aos dados do Espiritismo moderno, que estudou com esmero.

Eis, em duas palavras, o assunto da obra:

O conde de Rouville, forçado a deixar subitamente a França durante a Revolução, ao partir para o exílio tinha confiado uma importante soma e seus títulos de família a um homem sobre cuja lealdade julgava poder contar. Mas este homem, abusando de sua confiança, apropria-se da soma, com o que enriquece.

Quando o emigrado regressa, o depositário declara não o conhecer e nega o depósito. O Sr. de Rouville, privado de todos os recursos por esta infidelidade, morre de desespero, deixando uma filhinha de três anos, chamada Mireta. A criança é recolhida por um antigo servo da família, que a educa como sua filha. Esta tinha apenas dezesseis anos quando seu pai adotivo, muito pobre, veio a morrer.

Luciano, jovem estudante de Direito, de alma grande e nobre, que tinha assistido o velho em seus últimos momentos, tornou-se o protetor de Mireta, deixada sem apoio e sem asilo; ele a faz admitir em casa de sua mãe, rica padeira, mas de coração duro e egoísta. Ora, descobre-se que Luciano é filho do espoliador; este último, sabendo mais tarde que Mireta é a filha daquele a quem causou a ruína e a morte, cai doente e morre, torturado de remorsos, nas convulsões de terrível agonia. Daí complicações, porque os jovens se amam e acabam se casando.

As principais personagens são: Luciano e Mireta, duas almas de escol; a mãe de Luciano, tipo perfeito do egoísmo, de cupidez e de estreiteza de ideias, em luta com o amor materno; o pai de Luciano, exata personificação da consciência perturbada; uma entregadora de pães, vil, má e ciumenta; um velho médico, excelente homem, mas incrédulo e zombador; um estudante de Medicina, seu aluno espiritualista, homem de coração e hábil magnetizador; uma sonâmbula muito lúcida, e uma irmã de caridade, de ideias generosas e elevadas, típico modelo.

Sobre esta obra ouvimos fazerem a seguinte crítica:

A ação começa sem preâmbulo, por um desses fatos de manifestações espontâneas, como se veem tantos em nossos dias, e que consistem em batidas nas paredes. Esses ruídos levam ao encontro das duas principais personagens da história, Luciano e Mireta, a qual se desenrola a seguir. Dizem que o autor deveria ter dado uma explicação do fenômeno, para uso das pessoas estranhas ao Espiritismo, cujo ponto de partida não compreendem.

Não partilhamos desta opinião, porque seria preciso dizer outro tanto das cenas de visões extáticas e de sonambulismo. O autor não quis, e nem podia, a propósito de um romance, fazer um tratado didático de Espiritismo. Todos os dias escritores apoiam suas concepções sobre fatos científicos, históricos ou outros, que não podem senão supô-los conhecidos dos leitores, sob pena de transformar suas obras em enciclopédias; aos que não os conhecem cabe buscá-los ou pedir uma explicação.

O Sr. Sauvage, situando seu enredo em 1831, não podia desenvolver teorias que só foram conhecidas vinte anos mais tarde. Aliás, os Espíritos batedores, em nossos dias, têm bastante repercussão, graças mesmo à imprensa hostil, para que poucas pessoas dele não tenham ouvido falar. Esses fatos são mais vulgares hoje do que muitos outros citados diariamente. Ao contrário, o autor nos parece ter realçado o Espiritismo, admitindo o fato como suficientemente conhecido para não precisar ser explicado.

Também não compartilhamos a opinião dos que lhe censuram o quadro um tanto familiar e vulgar, a pouca complicação da intriga do enredo, numa palavra, de não ter feito uma obra literária mais magistral, como certamente seria capaz de fazer. Em nossa opinião, a obra é o que devia ser para alcançar o objetivo proposto; não é um monumento que o autor quis erigir, mas uma simples e graciosa casinha, onde o coração pudesse repousar.

Tal como está, dirige-se a todo o mundo: grandes e pequenos, ricos e proletários, mas, sobretudo, a certa classe de leitores aos quais teria convindo menos, se tivesse revestido uma forma mais acadêmica. Pensamos que sua leitura pode ser muito proveitosa à classe laboriosa e, a esse título, gostaríamos de ver a popularidade de certos escritos cuja leitura é menos salutar.

As duas passagens seguintes podem dar uma ideia do espírito no qual é concebida a obra. A primeira é uma cena entre Luciano e Mireta, no enterro do pai adotivo desta:

“Meu pobre pai, então não te verei mais! disse Mireta soluçando.

“Mireta, respondeu Luciano, com voz doce e grave, os que creem em Deus e na imortalidade da alma humana não devem desolar-se como infelizes que não têm esperança. Para os verdadeiros cristãos a morte não existe. Olhai em torno de nós: estamos sentados entre túmulos, no lugar terrível e fúnebre que a ignorância e o medo chamam o campo dos mortos. Pois bem! o Sol do mês de maio aqui resplandece como no seio dos campos mais risonhos.

As árvores, os arbustos e as flores inundam o ar com seus mais suaves perfumes; do pássaro ao inseto imperceptível, cada ser da Criação lança sua nota nesta grande sinfonia, que canta a Deus o hino sublime da vida universal. Não está aí, dizei, um notável protesto contra o nada, contra a morte? A morte é uma transformação para a matéria, para os seres bons e inteligentes, é uma transfiguração. Vosso pai cumpriu a tarefa que Deus lhe havia confiado; Deus o chamou a si. Que nosso amor egoísta não inveje a palma ao mártir, a coroa ao vencedor!... Mas não creiais que ele vos esqueça.

O amor é o laço misterioso que liga todos os mundos. O pai de família, forçado a realizar uma grande viagem, não pensa em seus filhos queridos? Não vela de longe por sua felicidade? Sim, Mireta, que este pensamento vos console; jamais somos órfãos na Terra; primeiramente temos Deus, que nos permitiu chamá-lo nosso pai, e depois os amigos, que nos precederam na vida eterna. – Aquele que chorais está aqui, eu o vejo... ele vos sorri com uma ternura inefável... ele vos fala... escutai...

"De repente o rosto de Luciano adquiriu uma expressão extática; o olhar fixo, o dedo levantado no ar, mostrava alguma coisa no espaço; o ouvido atento parecia escutar palavras misteriosas."

“Filha, diz ele, com uma voz que não era mais a sua, por que fixar teu olhar velado de lágrimas neste canto de terra onde depositaram meus despojos mortais? Eleva os olhos para o céu; é lá que o Espírito purificado pelo sofrimento, pelo amor e pela prece, alça voo para o objeto de suas sublimes aspirações! Que importa à borboleta os restos de seu grosseiro envoltório, desde que ao Sol exibe as asas radiosas?

A poeira volta à poeira, a centelha sobe para o seu divino foco. Mas o Espírito deve passar por terríveis provas antes de receber sua coroa. A Terra na qual rasteja o formigueiro humano é um lugar de expiação e de preparação à vida bem-aventurada. Grandes lutas te esperam, pobre criança, mas tem confiança: Deus e os Espíritos bons não te abandonarão. Fé, esperança, amor, seja esta a tua divisa. Adeus.”

A obra termina pelo seguinte relato de uma excursão extática dos dois jovens, então casados:

“Depois de uma viagem, cuja duração não puderam apreciar, os dois navegantes aéreos abordaram uma terra desconhecida e maravilhosa, onde tudo era luz, harmonia e perfumes, onde a vegetação era tão bela que diferia tanto da nossa quanto a flora dos trópicos difere da Groenlândia e das terras austrais. Os seres que habitavam esse mundo perdido no meio dos mundos pareciam bastante com a ideia que aqui fazemos dos anjos. Seus corpos leves e transparentes nada tinham do nosso grosseiro envoltório terreno, seus rostos irradiavam inteligência e amor.

Uns repousavam à sombra de árvores carregadas de frutos e de flores, outros passeavam como essas sombras bem-aventuradas que nos mostra Virgílio em sua encantadora descrição dos Campos Elíseos. As duas personagens que Luciano já tinha visto várias vezes em suas visões precedentes, avançaram com os braços estendidos para os dois viajantes. O sorriso com que os abraçaram os encheu de celeste alegria.

Aquele que tinha sido o pai adotivo de Mireta lhe disse com uma doçura inefável: ‘Meus caros filhos, vossas preces e vossas boas obras encontraram graça diante de Deus. "Ele tocou a alma do culpado e a manda de volta à vida terrena para expiar suas faltas e se purificar por novas provas, porquanto Deus não castiga eternamente e sua justiça é sempre temperada pela misericórdia."

Eis agora a opinião dos Espíritos sobre esta obra, dada na Sociedade de Paris na sessão em que foi feito o seu relato.

(Sociedade de Paris, 4 de janeiro de 1867 - Médium: Sr. Desliens)

Cada dia a crença afasta das ideias adversas um espírito irresoluto; cada dia novos adeptos obscuros ou ilustres vêm abrigar-se sob sua bandeira; os fatos se multiplicam e a multidão reflete. Depois os temerosos tomam coragem com duas mãos e, então, gritam: Avante! com toda a força dos pulmões. Os homens sérios trabalham, e a Ciência, moral ou material, romances e novelas, se deixam penetrar pelos princípios novos em páginas eloquentes. Quantos espíritas sem o saber entre os espiritualistas modernos! Quantas publicações às quais não falta senão uma palavra para serem apontadas à opinião pública como emanando de uma fonte espírita!

O ano de 1866 apresenta a filosofia nova sob todas as suas formas; mas é ainda o talo verde que encerra a espiga de trigo e, para a mostrá-la, espera que o calor da primavera a tenha amadurecido e feito desabrochar. A ano de 1866 preparou, 1867 amadurecerá e realizará. O ano se abre sob os auspícios de Mireta e não se escoará sem ver aparecer novas publicações do mesmo gênero e mais sérias ainda, no sentido de que o romance tornar-se-á filosofia e a filosofia se fará história.

Não se fará mais do Espiritismo uma crença ignorada e aceita apenas por alguns cérebros supostamente doentes; será uma filosofia admitida ao banquete da inteligência, uma ideia nova tendo posição ao lado das ideias progressivas, que marcam a segunda metade do século dezenove. Assim, felicitamos vivamente aquele que soube, como primeiro, pôr de lado todo falso respeito humano, para arvorar francamente e claramente sua crença íntima.

Dr. Morel Lavallée

Revista Espírita de fevereiro de 1867
 

Fontes: Fundação Maria Virgínia e J. Herculano Pires

Fontes: A Luz na Mente - Revista on line de Artigos Espíritas (Práticas Exóticas - A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo custo)

"O poder destruidor do ridículo é o título de um artigo que Kardec escreveu ao ler esta frase publicada num jornal francês: “Na França o ridículo sempre mata”. O Codificador, não concordando com a frase, disse que, para que o adágio referido fosse verdadeiro, seria preciso dizer: “Na França o ridículo sempre mata o que é ridículo”. O que realmente é verdadeiro, bom e belo jamais é ridículo, o que explica por que o ridículo, derramado em profusão sobre o Espiritismo, não o matou.

Revista Espírita de 1869 "Resposta de Allan Kardec aos ataques dos inimigos do Espiritismo"

 

RELAÇÃO DAS OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Allan Kardec - O Livro dos Espíritos) (Esta obra é a pedra fundamental da Doutrina dos Espíritos; o primeiro dos cinco livros básicos que compõem a Codificação do Espiritismo, reunindo os ensinos dos Espíritos Superiores através de médiuns de várias partes do mundo. Ele é o marco inicial de uma doutrina que trouxe uma profunda repercussão no pensamento e na visão de vida de considerável parcela da Humanidade, desde 1857, data da primeira edição francesa.)

 

Élie Sauvage - Mirette (1866) (Fr)