Palais Royal - Galerie Valois

No dia 1 de abril de 1858, Allan Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que realizou suas atividades durante dois anos, provisoriamente, na Galerie Valois em seguida Galerie Montpensier, localizadas nos prédios do Palais Royal.

 

Sra. Cazemajour

A MÉDIUM PSICOGRAFA

DOS CÍRCULOS ESPÍRITAS DE BORDEAUX

Membro ATUANTE

Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas DE ALLAN KARDEC

 

PRIMEIRA EPÍSTOLA DE ERASTO, HUMILDE SERVO DE DEUS

AOS ESPÍRITAS DE BORDEAUX

 

Que a paz do Senhor esteja convosco, meus bons amigos, a fim de que nada venha perturbar a boa harmonia que deve reinar num centro de espíritas sinceros! Sei quão profunda é a vossa fé em Deus e quanto sois fervorosos adeptos da nova revelação. Eis por que vos digo, com toda a efusão de minha ternura, que todos nós ficaríamos desolados – nós que somos, sob a direção do Espírito de Verdade, os iniciadores do Espiritismo na França – se a concórdia, de que até hoje destes provas brilhantes, viesse a desaparecer do vosso meio; se não tivésseis dado o exemplo de uma sólida fraternidade.

Quanto à sabedoria, cabe a vós examinar aqueles que, entre vós, seguem e praticam melhor os preceitos e as leis. Entretanto, meus amigos, antes de seguir vossas próprias inspirações, não esqueçais de que tendes os vossos conselhos e vossos consultores etéreos a consultar, e estes jamais vos faltarão, quando solicitardes com fervor e com um objetivo de interesse geral.

Para isso, necessitais de bons médiuns e aqui os vejo excelentes, no meio dos quais não tendes senão que escolher. Por certo sei perfeitamente que a Sra. e a Srta. Cazemajoux e alguns outros possuem qualidades mediúnicas no mais alto grau e nenhuma região, eu vo-lo repito aqui, é mais bem favorecida a esse respeito do que Bordeaux.

Fique bem entendido, apesar disso, que cada grupo conservará sua originalidade e sua iniciativa particular; mas, fora de seus trabalhos particulares, terá de se ocupar com diversas questões de interesse geral, submetidas a seu exame pela Sociedade central, e resolver várias dificuldades cuja solução, até hoje, não pôde ser obtida dos Espíritos, por razões que seria inútil desenvolver aqui. Recearia vos ofender se ressaltasse aos vossos olhos as consequências que advirão dos trabalhos simultâneos; quem ousará, então, contestar uma verdade, quando esta for confirmada pela unanimidade ou pela maioria das respostas mediúnicas, obtidas simultaneamente em Lyon, Bordeaux, Constantinopla, Metz, Bruxelas, Sens, México, Carlsruhe, Marselha, Toulouse, Mâcon, Sétif, Argel, Oran, Cracóvia, Moscou, São Petersburgo, como em Paris?.

Eu vos falei com a rude franqueza com que falo aos vossos irmãos de Paris. Não obstante, não vos deixarei sem testemunhar minhas simpatias justamente conquistadas por essa família patriarcal onde excelentes Espíritos encarregados de vossa direção espiritual começaram a fazer ouvir suas eloquentes palavras.

Citei a família Sabò, que soube atravessar com uma constância e uma piedade inalterável, as dolorosas provas com que Deus a afligiu, a fim de elevá-la e torná-la apta para a sua missão atual. Também não devo esquecer o concurso dedicado de todos quantos, em suas respectivas esferas, contribuíram para a propagação de nossa consoladora doutrina. Continuai todos, meus amigos, a marchar resolutamente no caminho aberto. Ele vos conduzirá seguramente para as esferas etéreas da perfeita felicidade, onde marcarei encontro convosco. Em nome do Espírito de Verdade, que vos ama, eu vos abençoo, espíritas de Bordeaux.

Erasto

Allan Kardec - Revista Espírita de Novembro de 1861

Biografia da Sra. Cazemajour:

Allan Kardec observa pessoalmente, em sua primeira visita à cidade de Bordeaux, em outubro de 1861, a excelência de médiuns que aí existiam:

“Encontramos em Bordeaux numerosos e excelentes médiuns em todas as classes, de todos os sexos e idades. Muitos escrevem com grande facilidade e obtêm comunicações de elevado alcance, o que, aliás, os Espíritos nos haviam prevenido antes de nossa partida” (R.E, FEB, 1861, novembro, p. 474).

O Grupo Sabò era frequentado por diversos médiuns, todos de alto grau de receptividade. É o que diz o Espírito Erasto sobre Bordeaux: Necessitais de bons médiuns e aqui os vejo excelentes. Por isto, o Sr. Sabò envia outras mensagens ao Codificador, que as inclui na Revue Spirite, porém, infelizmente, não declina o nome dos médiuns. Antes de citarmos estas comunicações, vamos listar os nomes dos principais médiuns que encontramos nos diversos periódicos espíritas e livros, publicados nesta cidade: As Sra. e Srta. Cazemajour, Sr. Auguste Bez, Srta. Marthe Alexandre, Sra. M, Sr. X, Sr. J. Delaby, Srta. M. A., Sr. Adolphe Nunez, Émilie Collignon.

O Sr. Sabò ainda contribuiu, na Revue Spirite, com artigos, cartas e notícias diversas do movimento bordelense e das adjacências. Ele ainda veio a publicar o primeiro periódico espírita de Bordeaux: La Ruche Spirite Bordelaise – revue de l’enseignement des Esprits, de 1º de junho de 1863 a 24 de maio de 1865. Ruche tem o significado de colméia. A sua excelente relação com Allan Kardec o fez convidá-lo para ser o editorialista do primeiro número do jornal. Em 1865, ele já era o secretário particular de Kardec, em Paris. (R.E., FEB, 1865, p. 119).

Sabò foi casado, em primeiras núpcias, com a Sra. Felícia, com quem teve um filho chamado Joseph Sabò. Após a desencarnação de sua esposa, ele se casou com a irmã desta, a Sra. Sabò. Felícia e a Sra. Sabò ainda tinham mais dois irmãos: Ferdinand (já desencarnado) e a Srta. Cazemajour, médium (também não sabemos o seu prenome). Ao todo, quatro irmãos, e filhos da Sra. Cazemajour, médium (não sabemos o seu prenome). O outro filho já desencarnado, da Sra. Cazemajour, o Espírito Ferdinand, era um dos guias espirituais da nossa Sociedade (La Ruche, 1º ano, em 1 junho, 1863, 1ª quinzena, p. 8). Ele também ditou belas e profundas mensagens que foram publicadas por Allan Kardec.

As Sra. e Srta. Cazemajour eram médiuns do mais alto grau, bem como outros moradores de Bordeaux; é o que escreve o Espírito Erasto, em mensagem recebida em Paris, pelo médium Alis D´Ambel, e lida por Kardec, que se intitula Primeira epístola aos espíritas de Bordeaux, por Erasto, humilde servo de Deus:

Necessitais de bons médiuns e aqui os vejo excelentes, no meio dos quais não tendes senão que escolher. Por certo sei perfeitamente que a Sra. e a Srta. Cazemajour e alguns outros possuem qualidades mediúnicas no mais alto grau e nenhuma região, eu vo-lo repito aqui,é mais bem favorecida a esse respeito do que Bordeaux” (R.E. FEB,1861, novembro, p. 503).

A Sra. Cazemajour tinha uma fluência mediúnica excepcional. Há um número enorme de mensagens publicadas por ela em livros espíritas da época e nos diversos jornais espíritas que circularam na cidade. Sendo que Allan Kardec destacou a comunicação Lei do Amor, recebida pela Sra. Cazemajour e a incluiu no Evangelho Segundo O Espiritismo, dividindo-a em duas comunicações: A lei do amor (cap. XI) e O ódio (cap. XII).

Irmãos W. e Jorge Hessen

I - A Lei do Amor

 

8 - O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado. No seu ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o amor é o requinte do sentimento. Não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior, que reúne e condensa em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei do amor substitui a personalidade pela fusão dos seres e extingue as misérias sociais. Feliz aquele que, sobrelevando-se à humanidade, ama com imenso amor os seus irmãos em sofrimento! Feliz aquele que ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo! Seus pés são leves, e ele vive como transportado fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou essa palavra divina, — amor — fez estremecerem os povos, e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

O Espiritismo, por sua vez, vem pronunciar a segunda palavra do alfabeto divino. Ficai atentos, porque essa palavra levanta a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, vencendo a morte, revela ao homem deslumbrado o seu patrimônio intelectual. Mas já não é mais aos suplícios que ela conduz, e sim à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.

Disse que o homem, no seu início, tem apenas instintos. Aquele, pois, em que os instintos dominam, está mais próximo do ponto de partida que do alvo. Para avançar em direção ao alvo, é necessário vencer os instintos a favor dos sentimentos, ou seja, aperfeiçoar a estes, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões dos sentimentos. Trazem consigo o progresso, como a bolota oculta o carvalho. Os seres menos adiantados são os que, libertando-se lentamente de sua crisálida, permanecem subjugados pelos instintos.

O Espírito deve ser cultivado como um campo. Toda a riqueza futura depende do trabalho atual. E mais que os bens terrenos, ele vos conduzirá à gloriosa elevação. Será então que, compreendendo a lei do amor, que une a todos os seres, nela buscareis os suaves prazeres da alma, que são o prelúdio das alegrias celestes.

(LÁZARO. Paris, 1862.)

Médium - A Sra. Cazemajour

Allan Kardec - O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. XI

A Lei do Amor

 

9 - O amor é de essência divina. Desde o mais elevado até o mais humilde, todos vós possuís, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. É um fato que tendes podido constatar muitas vezes: o homem mais abjeto, o mais vil, o mais criminoso, tem por um ser ou um objeto qualquer uma afeição viva e ardente, à prova de todas as vicissitudes, atingindo frequentemente alturas sublimes.

Disse por um ser ou um objeto qualquer, porque existem, entre vós, indivíduos que dispensam tesouros de amor, que lhes transbordam do coração, aos animais, às plantas, e até mesmo aos objetos materiais. Espécies de misantropos a se lamentarem da humanidade em geral, resistem à tendência natural da alma, que busca em seu redor afeição e simpatia. Rebaixam a lei do amor à condição do instinto. Mas, façam o que quiserem, não conseguirão sufocar o germe vivaz que Deus depositou em seus corações, no ato da criação. Esse germe se desenvolve e cresce com a moralidade e a inteligência, e embora frequentemente comprimido pelo egoísmo, é a fonte das santas e doces virtudes que constituem as afeições sinceras e duradouras que vos ajudam a transpor a rota escarpada e árida da existência humana.

Há algumas pessoas a quem repugna a prova da reencarnação, pela idéia de que outros participarão das simpatias afetivas de que são ciosas. Pobres irmãos! O vosso afeto vos torna egoísta. Vosso amor se restringe a um círculo estreito de parentes ou de amigos, e todos os demais vos são indiferentes. Pois bem: para praticar a lei do amor, como Deus a quer, é necessário que chegueis a amar, pouco a pouco, e indistintamente, a todos os vossos irmãos. A tarefa é longa e difícil, mas será realizada. Deus o quer, e a lei do amor é o primeiro e o mais importante preceito da vossa nova doutrina, porque é ela que deve um dia matar o egoísmo, sob qualquer aspecto em que se apresente, pois além do egoísmo pessoal, há ainda o egoísmo de família, de casta, de nacionalidade. Jesus disse: “Amai ao vosso próximo como a vós mesmos”; ora, qual é o limite do próximo? Será a família, a seita, a nação? Não: é toda a humanidade! Nos mundos superiores, é o amor recíproco que harmoniza e dirige os Espíritos adiantados que os habitam. E o vosso planeta, destinado a um progresso que se aproxima, para a sua transformação social, verá seus habitantes praticarem essa lei sublime, reflexo da própria Divindade.

Os efeitos da lei do amor são o aperfeiçoamento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrena. Os mais rebeldes e os mais viciosos deverão reformar-se, quando presenciarem os benefícios produzidos pela prática deste princípio: “Não façais aos outros os que não quereis que os outros vos façam, mas fazei, pelo contrário, todo o bem que puderdes”.

Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do coração humano, que cederá, mesmo de malgrado, ao verdadeiro amor. Este é um imã a que ele não poderá resistir, e o seu contato vivifica e fecunda os germes dessa virtude, que estão latentes em vossos corações. A Terra, morada de exílio e de provas, será então purificada por esse fogo sagrado, e nela se praticarão a caridade, a humildade, a paciência, a abnegação, a resignação, o sacrifício, todas essas virtudes filhas do amor. Não vos canseis, pois, de escutar as palavras de João Evangelista. Sabeis que, quando a doença e a velhice interrompem o curso de suas pregações, ele repetia apenas estas doces palavras: “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros!”.

Queridos irmãos, utilizai com proveito essas lições: sua prática é difícil, mas delas retira a alma imenso benefício. Crede-me, fazei o sublime esforço que vos peço: “Amai-vos”, e vereis, muito em breve, a Terra modificada tornar-se um novo Eliseu, em que as almas dos justos virão gozar o merecido repouso.

(FÉNELON. Bordeaux, 1861)

Médium - A Sra. Cazemajour

Allan Kardec - O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. XI

A Lei do Amor

 

10 – Meus queridos condiscípulos, os Espíritos aqui presentes vos dizem pela minha voz: Amai muito, para serdes amados! Tão justo é este pensamento, que nele encontrareis tudo quanto consola e acalma as penas de cada dia. Ou melhor: fazendo isso, de tal maneira vos elevareis acima da matéria que vos espiritualizareis antes mesmo de despirdes o vosso corpo terreno. Os estudos espíritas ampliaram a vossa visão do futuro, e tendes agora uma certeza: a do vosso progresso para Deus, com todas as promessas que correspondem às aspirações da vossa alma. Deveis também vos elevar bem alto, para julgar sem as restrições da matéria, e assim não condenar o vosso próximo, antes de haver dirigido o vosso pensamento a Deus.

Amar, no sentido profundo do termo, é ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros aquilo que se deseja para si mesmo. É buscar em torno de si a razão íntima de todas as dores que acabrunham o próximo, para dar-lhes alívio. É encarar a grande família humana como a sua própria, porque essa família irá reencontrar um dia em mundos mais adiantados, pois os Espíritos que a constituem são, como vós, filhos de Deus, marcados na fronte para se elevarem ao infinito. É por isso que não podeis recusar aos vossos irmãos aquilo que Deus vos deu com liberalidade, pois, de vossa parte, seríeis muito felizes se vossos irmãos vos dessem aquilo de que tendes necessidade. A todos os sofrimentos, dispensai pois uma palavra de ajuda e de esperança, para vos fazerdes todo amor e todo justiça.

Crede que estas sábias palavras: “Amai muito, para serdes amados”, seguirão os seus cursos. Esta máxima é revolucionária e segue uma rota firme e invariável. Mas vós já haveis progredido, vós que me escutais: sois infinitamente melhores do que há cem anos; de tal maneira vos modificastes para melhor, que aceitais hoje sem repulsa uma infinidade de idéias novas sobre a liberdade e a fraternidade, que antigamente teríeis rejeitado. Pois daqui a cem anos aceitará também, com a mesma facilidade, aquelas que ainda não puderam entrar na vossa cabeça.

Hoje, que o movimento espírita avançou bastante, vede com que rapidez as idéias de justiça e de renovação, contidas nos ditados dos Espíritos, são aceitas pela metade das pessoas inteligentes. É que essas idéias correspondem ao que há de divino em vós. É que estais preparados por uma semeadura fecunda: a do último século, que implantou na sociedade as grandes idéias de progresso. E como tudo se encadeia, sob as ordens do Altíssimo, todas as lições recebidas e assimiladas resultarão nessa mudança universal do amor ao próximo. Graças a ela, os Espíritos encarnados, melhor julgando e melhor sentindo, dar-se-ão as mãos até os confins do vosso planeta. Todos se reunirão, para entender-se e amar-se, destruindo todas as injustiças, todas as causas de desentendimento entre os povos.

Grande pensamento de renovação pelo Espiritismo tão bem exposto em O Livro dos Espíritos, tu produzirás o grande milagre do século futuro, o da reunião de todos os interesses materiais e espirituais dos homens, pela aplicação desta máxima bem compreendida: Amai muito, para serdes amados!

(SANSON, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. 1863)

Médium - A Sra. Cazemajour

Allan Kardec - O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. XI

II - O Ódio

 

10 - Amai-vos uns aos outros, e sereis felizes. Tratai sobretudo de amar aos que vos provocam indiferença, ódio e desprezo. O Cristo, que deveis tornar o vosso modelo, deu-vos o exemplo dessa abnegação: missionário do amor, amou até dar o sangue e a própria vida. O sacrifício de amar os que vos ultrajam e perseguem é penoso, mas é isso, precisamente, o que vos torna superiores a eles. Se vós os odiásseis como eles vos odeiam, não valereis mais do que eles. É essa a hóstia imaculada que ofereceis a Deus, no altar de vossos corações, hóstia de agradável fragrância, cujos perfumes sobem até Ele.

Mas embora lei do amor nos mande amar indistintamente todos os nossos irmãos, não endurece o coração para os maus procedimentos. É essa, pelo contrário, a prova mais penosa. Eu o sei, pois durante minha última existência terrena experimentei essa tortura. Mas Deus existe, e pune, nesta e na outra vida, os que não cumprem a lei do amor. Não vos esqueçais, meus queridos filhos, de que o amor nos aproxima de Deus, e o ódio nos afasta dele.

(FÉNELON. Bordeaux, 1861.)

Médium - A Sra. Cazemajour

Allan Kardec - O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. XII

 Ver no site a Allan Kardec e a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (Pesquisas de Fatos Históricos Dedicados a Doutrina Espírita)

 Ver no site O Evangelho Segundo O Espiritismo (Allan Kardec)

Fontes: ADDE (Associação de Divulgação da Doutrina Espírita)

Fontes: César Perri - GEECX - Grupo de Estudos Espíritas Chico Xavier

Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos Céus, qual imenso exército que se movimenta ao receber as ordens do seu comando, espalham-se por toda a superfície da Terra e, semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar os caminhos e abrir os olhos aos cegos.

Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.

As grandes vozes do Céu ressoam como sons de trombetas, e os cânticos dos anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino concerto. Tomai da lira, fazei uníssonas vossas vozes, e que, num hino sagrado, elas se estendam e repercutam de um extremo a outro do Universo.

Homens, irmãos a quem amamos, aqui estamos junto de vós. Amai-vos, também, uns aos outros e dizei do fundo do coração, fazendo as vontades do Pai, que está no Céu: Senhor! Senhor!... e podereis entrar no reino dos Céus.

O ESPÍRITO DE VERDADE

NOTA - A instrução acima, transmitida por via mediúnica, resume a um tempo o verdadeiro caráter do Espiritismo e a finalidade desta obra; por isso foi colocada aqui como prefácio "O Evangelho Segundo O Espiritismo".

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (O Espiritismo De Kardec Aos Dias De Hoje - Documentário Produzido pela Federação Espírita do Brasil)

 

Allan Kardec - O Evangelho Segundo O Espiritismo (FEB)

 

J. Chapelot - Spiritisme - Réflexions sur lê Spiritisme (1863) (Fr) (Publicado por J. Chapelot, pseudônimo literário de Jean Condat, inventor, artista e escritor. A data do prefácio desta obra é 1º de janeiro, e nela vemos comunicações medianímicas de vários médiuns de Bordeaux (Sr. Bez, Sra. Cazemajour, Srta. Marthe Alexandre, Sra. Collignon, Sr. e Sra. Guipon). J. Chapelot não inclui o nome das entidades reveladoras.