ALLAN KARDEC

A PRECE SEGUNDO O EVANGELHO

EDITORA FEB

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conteúdo dos capítulos 25 a 28

 "O Evangelho segundo o Espiritismo", de Allan Kardec

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Sinopse da obra:

Mais do que uma simples coletânea de preces, este livro reúne o conteúdo dos capítulos 25 a 28 de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, analisando e detalhando a prece em seus diversos aspectos: qualidade, eficácia, ação e inteligibilidade, bem como a felicidade, a paz de espírito e a serenidade que a oração às criaturas que buscam contato com o Criados.

A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com Deus. O Espiritismo torna inteligíveis os seus efeitos, demonstrando a sua ação direta e efetiva.

Contém, ainda, instruções mediúnicas do próprio Kardec, ditadas em 1889, sob o título "Instruções de Allan Kardec aos espíritas do Brasil".

Temas doutrinários:

CHUVA DE PEDRAS

No dia 20 de maio de 1867, o Le Journal de Chartres deu destaque a outra notícia nada animadora para os espíritas. Um pedreiro da cidade de Illiers fora cercado por uma multidão — estimada em sessenta ou oitenta pessoas — que, à luz de lampiões, berrava:

— Feiticeiro! Cachorro louco! Maldito Grezelle!

O pedreiro, Grezelle, precisou se refugiar nos fundos de uma mercearia para não ser soterrado pela chuva de pedras lançadas em sua direção. Os moradores da cidade estavam indignados com as sessões que conduzia, todas as sextas-feiras, em Sorcellerie, às portas de Illiers.

Nestas reuniões espíritas semanais — afirmava o jornal —, ele evocava almas de outro mundo e revelava em público informações nada lisonjeiras sobre certas famílias. Este disse me disse atribuído ao além quase levara uma das senhoras locais ao suicídio.

O desespero da mulher começou quando Grezelle — definido pelo jornalista com ironia, como “pontífice” do centro — anunciou a punição que lhe seria destinada pelas faltas cometidas até então: o purgatório. A condenada ouviu o veredito na sexta e, já no sábado, despediu-se dos parentes e vizinhos para a viagem sem volta.

Estava à beira do rio, pronta para se lançar às correntezas, quando foi contida pela família. Este caso teria gerado toda aquela mobilização.

O artigo terminava com uma manifestação de apoio aos “manifestantes indignados” de Illiers: “Eles saberão como liquidar com esta coisa. (...) Há dessas coisas que morrem, espancadas pelo ridículo.”

Dias depois, chegaria à redação do jornal uma longa carta assinada pelo pedreiro. Ele confirmava os ataques e ia além: já fora vítima de outras perseguições na cidade:

Duas vezes quase morri a pedradas e cacetadas e, ainda hoje, se voltasse à cidade, seria cercado, ameaçado, maltratado. Além das pedras que chovem, enchem o ar de injúrias: louco, feiticeiro, espírita, tais são as doçuras mais ordinárias com que me regalam.

Segundo o pedreiro, pai de dois lhos, o jornal acertou ao mencionar a violência, mas errou ao dar crédito à história da mulher. Segundo Grezelle, a má reputação da denunciante, “uma revendedora”, atormentada pelo alcoolismo, era conhecida de todos, e ela jamais botara os pés numa sessão conduzida por ele ou por qualquer liderança espírita: “Seus instintos a levam em direção contrária.”

Por que então ele seria tão perseguido? Era o que se perguntava o “pedreiro-pontífice” na carta enviada ao jornal, pouco antes de arriscar uma resposta: só podia ser vítima de discriminação e de um movimento orquestrado de perseguição religiosa. Estava pronto a responder a quaisquer acusações de má-fé na justiça, mas tinha, sim, uma confissão a fazer:

Quanto a ser espírita, não o escondo. É verdade: sou espírita. Meus dois filhos, jovens ativos, corretos e florescentes, são ambos médiuns. Um e outro gostam do espiritismo e, como seu pai, creem, oram, trabalham, melhoram-se e procuram elevar-se. Mas que mal há nisto?

Quando a cólera me diz que me vingue, o espiritismo me contém e me diz: “Todos os homens são irmãos; faze o bem aos que te fazem o mal.” E eu me sinto mais calmo e mais forte.

Kardec leu a matéria do jornal e a carta do pedreiro, e pediu para um amigo, o sr. Quomes d’Arras, morador da região, checar a situação. As notícias o tranquilizariam.

O pedreiro, de 45 anos, era um trabalhador respeitado e se convertera ao espiritismo havia três anos. Mesmo diante dos visitantes mais céticos — e mais católicos —, falava com entusiasmo de sua religião e defendia sem temor, e com veemência talvez acima do recomendável, a fé na vida depois da morte e na influência dos espíritos.

O sr. Quomes D’Arras visitou o pedreiro em La Certellerie, a 5 quilômetros de Illiers, ouviu seus desabafos e aceitou o convite para participar de uma reunião espírita em sua casa. Vinte pessoas — entre as quais o prefeito — acompanharam a sessão, iniciada com preces retiradas de O evangelho segundo o espiritismo.

Ao longo da noite, o pedreiro e seus dois lhos atuaram como médiuns escreventes, e a empregada da casa também deu voz a mensagens do além. Nada muito revelador nem preocupante, segundo a carta do sr. Quomes D’Arras:

As comunicações em geral são fracas no estilo, as ideias aí são diluídas e sem encandeamento. Mas tudo somado nada há de mau ou de perigoso e tudo quanto se obtém nas mensagens edifica, encoraja, fortalece, leva o espírito ao bem ou o eleva a Deus.

Como fiscal do movimento, Kardec se tranquilizou com as notícias e, munido das novas informações, escreveu um artigo para protestar contra os “atos selvagens” de Illiers.

No texto, publicado na Revista Espírita de julho de 1867, ele recomendou coragem e prudência aos aliados. Era preciso tomar cuidado para não fornecer armas — ou pedras — aos adversários.

Fontes: Kardec - A Biografia - Marcel Souto Maior

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Estudo do Evangelho à Luz do Espiritismo - Série Completa com a participação de Antonio César Perri de Carvalho)

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Programa Espiritismo em Foco - Assim Surgiu O Evangelho Segundo O Espiritismo)

Fontes: Portal do O Evangelho Segundo O Espiritismo por Allan Kardec

"A oração é o poder dos fiéis. Os crentes oram. Os impostores e os supersticiosos rezam. Os crentes oram a Deus. Os hipócritas, quando rezam, dirigem-se à sociedade em cujo meio vivem. Difícil é compreender-se o crente em seus colóquios com a Divindade. Os fariseus rezavam em público para serem vistos, admirados, louvados. Jesus amava a oração e detestava a reza. Dizia aos seus discípulos: Vigiai e orai constantemente para não cairdes em tentação. Quando, porém, orardes, não façais como os hipócritas, que rezam em pé, nas sinagogas e nas ruas, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que os tais já receberam a recompensa. Entrai em vossos aposentos, fechai a porta, e orai em secreto ao vosso Pai que está nos céus. Não deveis, tão pouco, usar repetições ociosas, como fazem os gentios, que entendem que pelo muito falar serão ouvidos. Vosso Pai sabe o que vos é mister, antes mesmo que lho peçais.Aprendamos, pois com Jesus a amar a oração e repudiar a reza."

Vinícius "Nas Pegadas do Mestre"

 

 

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Allan Kardec - A Prece Segundo o Evangelho (Conteúdo do 25 a 28 do O Evangelho Segundo O Espiritismo de Allan Kardec)

 

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