DOCUMENTOS HISTÓRICOS

do professor Rivail

(Hippolyte Léon Denizard Rivail)

(ALLAN KARDEC)

 

 

H. L. D. Rivail

Cours pratique et théorique d'arithmétique - Tome Premier /Tome Second

PARIS (1824)

(DOCUMENTO RARO PARA DOWNLOAD)

 

H.- L.- D. RIVAIL

Plano proposto para a melhoria da educação pública

Paris (1828)

(DOCUMENTO RARO PARA DOWNLOAD)

 

H.- L.- D. RIVAIL

Discurso pronunciado na distribuição de prêmios

PARIS (1834)

(DOCUMENTO RARO PARA DOWNLOAD)

 

H.- L.- D. RIVAIL

Projeto de reforma de exames e de educandários para moças

PARIS (1847)

(DOCUMENTO RARO PARA DOWNLOAD)

 

H. L. D. Rivail

Cours complet théorique et pratique d'arithmétique contenant près de 3000 exercices

PARIS (1847)

(DOCUMENTO RARO PARA DOWNLOAD)

Apresentação do site:

O site vem resgatar a personalidade do Professor Rivail e destacar o perfil psicológico do Codificador na condução da Revelação da Doutrina dos Espíritos.

Allan Kardec foi o pseudônimo adotado pelo Professor Rivail, para distinguir a Codificação Espírita das suas antecedentes tarefas na área pedagógica.

O pseudônimo foi sugerido pelo Espírito Zéfiro, um amigo espiritual, que lhe revelou ter sido um grande chefe druida, no tempo da invasão da Gália pelo Imperador Júlio César. Ambos teriam vivido juntos entre os celtas e à época o Codificador tinha o nome de "Allan Kardec".

O Professor Rivail era de índole céptica, acatado por toda a classe acadêmica em face do senso crítico e imparcialidade, características marcantes de seu caráter firme e resoluto.  

Era  infenso à fantasia, não possuía  instinto poético nem romanesco, porém, totalmente  voltado  ao método, à ordem, à disciplina mental. Praticava, na palavra escrita e falada, a precisão, a nitidez, a simplicidade, dentro de um vernáculo perfeito, livre de redundâncias.

Camille Flammarion chamou-lhe de "O bom senso encarnado".

O Espírito de Verdade conduziu Allan Kardec na programação da Terceira Revelação. A confirmação da pluralidade das existências e da imortalidade da alma passou de meras presunções teóricas para registros de fatos palpáveis e demonstráveis. Com isso, foi  preenchido  o imenso vazio existencial do ser humano na Terra.

Irmãos W. e Jorge Hessen

Temas doutrinários:

MISSÃO PERIGOSA

Rivail trabalhava duro para se recuperar de uma série de baques financeiros, iniciada muitos anos antes. Em 1834, teve de vender sua parte no colégio que fundara, o Instituto de Ensino Rivail, por causa de uma dívida acumulada por seu tio, sócio capitalista, viciado em jogos. Recebeu 45 mil francos pelo negócio e decidiu confiar toda a soma — pequena fortuna na época — a um amigo investidor. Meses depois, este amigo faliu e perdeu tudo, inclusive o dinheiro de Rivail.

Para pagar as contas, o professor passou a cuidar, durante o dia, da contabilidade de três empresas (entre elas, o teatro Les Folies Marigny) — que lhe rendiam cerca de 7 mil francos por ano — e a escrever, durante a noite, gramáticas e aritméticas, enquanto preparava cursos, corrigia provas... e também se arriscava no terreno teatral.

Poucos alunos ou colegas de ensino do compenetrado professor Rivail sabiam, mas uma versão abreviada de suas iniciais — H. Rivail — estampara, em 1843, os cartazes de uma peça intitulada Une passion de salon (Uma paixão de salão), comédia romântica de um ato, com treze cenas ligeiras, escrita a quatro mãos com o jovem dramaturgo Léonard Gallois.

O “salão” citado no título da obra era o Louvre. Nas galerias do museu, o protagonista da peça — o jovem e um tanto insolente Félicien — fora arrebatado por uma paixão fulminante. O alvo de tanto furor: uma jovem retratada numa das telas em exposição. Para se aproximar de sua paixão, contratou os préstimos do renomado pintor responsável pela obra-prima, sem saber que o alvo de sua cobiça era irmã do artista ambicioso. Tudo muito divertido e romântico, mas nada lucrativo.

A situação financeira do casal de educadores só piorou quando Luís Bonaparte, sobrinho de Napoleão I, venceu as eleições presidenciais em 1848, com o apoio decisivo do partido clerical. Logo após a vitória abençoada pelo Vaticano, um novo projeto de lei sobre o ensino entrou em votação, sob a supervisão do ministro da Instrução Pública e dos Cultos, o conde de Falloux, aliado do papa e defensor intransigente do poder da Igreja Católica em matéria de disciplina, fé e educação.

Após a aprovação da nova lei, as escolas católicas passaram a receber todo o apoio do clero e do novo presidente — logo autoproclamado imperador Napoleão III, com as bênçãos dos bispos e cardeais. Com recursos financeiro quase ilimitados, 257 escolas secundárias católicas foram fundadas de 1850 a 1852, enquanto as laicas fechavam as portas.

Nas instituições de ensino do Segundo Império, o mestre tornou-se, cada vez mais, um subordinado do sacerdote. Párocos passaram a fiscalizar as escolas, e professores foram forçados a recitar o catecismo e a zelar pela moral cristã em sala de aula, independentemente da fé — ou da falta de fé — de seus alunos.

Quem se recusasse a seguir as novas regras — e a prestar juramento de fidelidade ao novo imperador — era demitido. Mais de oitocentos mestres foram afastados de suas funções logo após o golpe de Estado. Ao discípulo de Pestalozzi só restou abandonar o magistério depois de trinta anos de ensino. Durante todo o tempo, Amélie esteve ao lado do marido e, com o suporte do pai, tabelião e próspero proprietário de terras, ajudou Rivail a complementar a renda mensal obtida com a venda dos livros pedagógicos — cada vez mais escassa no novo regime — e com os bicos como contador.

O apoio material prometido pelo guia espiritual seria, portanto, muito bem-vindo.

Pouco antes da providencial aparição de seu protetor, o professor cogitara abandonar o terreno espinhoso das investigações do além. Só não foi em frente porque reencontrou o velho amigo Carlotti e recebeu de suas mãos nada menos do que cinquenta cadernos repletos de mensagens.

O calhamaço de textos escritos a lápis veio da casa do sr. Roustan, na rua Tiquetonne, número 14, pelas mãos de outra sonâmbula — ou melhor, médium: Ruth Japhet, então com 19 anos.

Difícil recusar uma oferta daquelas em pleno processo de pesquisa. Rivail aceitou o presente e a responsabilidade delegada por Carlotti: avaliar, condensar e organizar o material reunido ao longo de cinco anos de sessões conduzidas pelo linguista e um grupo de colaboradores ilustres — o professor e lexicógrafo Antoine Léandre Sardou, o futuro membro da Academia Francesa Saint-René Taillandier, o livreiro Pierre-Paul Didier e o filósofo Tiedeman-Marthèse, primo-irmão da rainha da Holanda.

Muitas das mensagens reunidas nos cadernos traziam respostas a questões já tratadas por Rivail nos encontros com as irmãs Baudin, e ajudaram o professor a confirmar ou corrigir determinadas informações. Com fôlego renovado e com o apoio dos amigos, ele passou a frequentar também as sessões da rua Tiquetonne.

A revisão final dos textos do além foi conduzida ali em diálogos com o invisível intermediados por Ruth Japhet, lápis à mão ou à cesta, veloz e certeiro.

Numa dessas sessões, em 30 de abril de 1856, Rivail levou um susto. A cesta se voltou em sua direção — como se apontasse o dedo para ele — e o lápis colocou no papel uma mensagem enigmática: “Quanto a ti, Rivail, a tua missão aí está: és o obreiro que reconstrói o que foi demolido.”

No dia 12 de junho de 1856, o Espírito da Verdade voltou a se manifestar, agora pela escrita de outra médium, Aline C., e Rivail aproveitou para pedir detalhes sobre a missão ainda nebulosa. Desta vez, tudo ficou mais claro... e mais assustador. Caberia a ele organizar e divulgar uma nova doutrina, capaz de revolucionar o pensamento científico, filosófico e religioso. Tanta responsabilidade — e tanta honra — preocuparam ainda mais o professor.

— Dize-me, peço-te, é uma prova para o meu amor-próprio?

Ele queria, sim, contribuir para a “propagação da verdade” — disse —, mas havia uma distância grande, e talvez perigosa, entre o papel de simples trabalhador e o de “missionário em chefe”. O Espírito da Verdade confirmou a missão e recomendou discrição máxima a seu protegido:

— Nunca fales da tua missão: seria a maneira de a fazeres malograr-se. Ela somente pode justificar-se pela obra realizada e tu ainda nada fizeste. Se a cumprires, os homens saberão reconhecê-lo, cedo ou tarde, visto que pelos frutos é que se verifica a qualidade da árvore.

Ainda havia muito, ou melhor, tudo a fazer, e os riscos de fracasso eram grandes.

— Não esqueças que podes triunfar, como podes falir. Neste último caso, outro te substituirá, porquanto os desígnios de Deus não assentam na cabeça de um homem.

Rivail questionou:

— Que razões me fariam fracassar? Seria a insuficiência das minhas aptidões?

Ele guardaria — e releria — a longa resposta até o fim da vida:

— A missão dos reformadores é repleta de obstáculos e perigos. Previno-te de que a tua é rude, pois se trata de abalar e transformar o mundo inteiro. Não suponhas que te baste publicar um livro, dois livros, dez livros, para em seguida ficares tranquilamente em casa.

Seria preciso sair do gabinete e ir ao campo de batalha:

— É necessário que te mostres no conflito. Ódios terríveis serão açulados contra ti, implacáveis inimigos tramarão tua perda; ver-te-ás a braços com a malevolência, com a calúnia, com a traição mesma dos que te parecerão os mais dedicados; as tuas melhores instruções serão desprezadas e falseadas; por mais de uma vez sucumbirás sob o peso da fadiga.

A julgar pelas previsões do protetor espiritual, a vida do professor seria marcada por uma sucessão de sacrifícios: do repouso, da tranquilidade, da saúde e da própria vida.

Para lidar com tantos perigos e sacrifícios, o Espírito da Verdade recomendou ao discípulo uma série de cuidados e qualidades: humildade, modéstia, desinteresse, coragem, perseverança, devotamento, abnegação, firmeza inabalável, prudência e tato, para não comprometer o sucesso com atos ou palavras intempestivas.

Mas nem tudo estava perdido. Rivail tinha direito, sim, de recusar esta missão nada tentadora.

— Tens o teu livre-arbítrio. Cabe a ti usá-lo como entendes. Nenhum homem está constrangido a fazer fatalmente uma coisa.

Rivail leu as “cláusulas” do contrato e assinou embaixo. Ou melhor, disse em alto e bom som, diante das testemunhas presentes:

— Aceito tudo sem restrição.

Dez anos e meio depois, ao reler esta mensagem, Rivail confirmaria, ponto a ponto, cada alerta do guia. Sua vida estava prestes a mudar radicalmente com a publicação de O livro dos espíritos.

Fontes: Kardec - A Biografia - Marcel Souto Maior

Kardec, o Pedagogo:

Com apenas vinte anos de idade (1824), o jovem e talentoso professor Rivail dava, a público, pela tipografia de Pillet Ainé, de Paris, o seu primeiro livro: “Curso Prático de Aritmética, segundo o Método de Pestalozzi, com modificações”.

Eram dois tomos em formato grande, recomendados aos educadores e às mães de família. Essa valiosa obra, que teve várias reedições, abre-se com um “Discurso Preliminar” em que Rivail recorda um dos seus primeiros e mais queridos mestres e escreve: «Devo aqui prestar homenagem a uma pessoa que protegeu minha infância, o sr. Boniface, discípulo de Pestalozzi, professor tão distinto pela sua erudição como pelo seu talento para ensinar.

Ninguém mais do que ele possui a arte de fazer-se amado pelos seus alunos. Foi um dos meus primeiros mestres e sempre me hei de lembrar com que prazer meus colegas e eu freqüentávamos as suas aulas.

Cheio de amor pela infância, ao mesmo tempo em que verdadeiro filantropo, fundou uma escola à Rua de Tournon, no bairro de Sain-Germain, que bem mereceu os elogios que lhe dispensam as pessoas mais distintas e merecedoras. É autor de vários trabalhos, entre os quais um “Curso de Desenho Linear”, muito estimado».

Daí se poderia deduzir que Rivail frequentou a escola da Rua de Tournon. O Sr. Boniface deve ter sido parisiense. Ora, ao que parece, Rivail não foi a Paris antes de 1820. De qualquer maneira, foi graças a este mestre que Rivail escreveu sua primeira obra. “O Sr. Boniface - diz ele - houve por bem ajudar-me com seus conselhos”, melhor ainda, sugeriu-lhe a ideia desse “Curso”, no qual explica o método do professor pestalozziano e os princípios que lhe formam a base, revelando a seguir o seu alto espírito altruístico, ao declarar:

“Desejando tornar-me útil aos jovens e concorrer com todas as minhas forças para aplainar-lhes a trilha árdua dos estudos, aproveitarei, com empenho, os conselhos que de boa vontade me chegarem de pessoas que me são superiores pelo saber e pela experiência, considerando que a aprovação dos homens de bem sempre me será gratíssima recompensa”.

Quem assim se expressava era um jovem de vinte anos, mal saído dos bancos escolares, mas já vivamente interessado em libertar da ignorância, com todas as suas perniciosas, consequências, a juventude de sua pátria. Com esse primeiro livro, Rivail iniciou na França a sua missão de educador e pedagogo emérito, ali se afirmando como a maior autoridade no método Pestalozzi.

Durante trinta anos, sobrepondo-se às incompreensões e aos reveses, empenhou-se de corpo e alma em instruir e educar um sem número de crianças e jovens parisienses, segundo modernas práticas pedagógicas por ele mesmo criadas, muitas das quais só mais tarde, no século XX, seriam retomadas e largamente difundidas por ilustres reformadores do ensino.

Quando o Prof. Rivail deixou a Suíça, rumo a Paris, ocupou-se em traduzir para o alemão obras de grandes autores clássicos da França, dando preferência aos escritos de Fénelon, alguns dos quais, como “Telêmaco” receberam inteligentes notas e foram publicados posteriormente para uso nos educandários. Já nessa época Rivail era linguística notável e poliglota, tanto que conhecia a fundo e falava correntemente o alemão, o inglês, o italiano e o castelhano, podendo exprimir-se facilmente em holandês e possuindo sólidos conhecimentos de latim, grego e gaulês.

Fundou e dirigiu em Paris uma Escola do Primeiro Grau (1825), que não sabemos por quanto tempo subsistiu. Sabemos que ele criava, logo em seguida, um Instituto Técnico e que rapidamente ganhou fama. Situava-se à Rua de Sêvres nº 35 e era semelhante ao Instituto de Yverdun.

Posteriormente auxiliado pela Professora Amélie Gabrielle Boudet, com quem se consorciou em 1832, desenvolveu ali notável trabalho de aprimoramento da inteligência de centenas de alunos, aos quais carinhosamente chamava “meus amigos”, dando-lhes repetidas vezes este conselho: “Instruindo-vos, trabalhais para a vossa própria felicidade”.

O associado do Prof. Rivail - ao que parece um seu tio - tinha paixão pelo jogo; ele arruinou o sobrinho perdendo grandes quantias em Spa e Aixla-Chapelle. Rivail liquidou o Instituto, restando da partilha 45.000 francos para cada um dos sócios. Essa soma foi colocada pelo casal Rivail nas mãos de amigos íntimos que fizeram maus negócios e cuja falência deixou sem nada os credores.

Necessitando de capital para dar prosseguimento à sua obra educativa, o Prof. Rivail empregou-se como “contrôleur” no Théatre des Délassements — Comiques. então funcionando no Boulevard du Temple, episódio que os adversários do Espiritismo não se esquecem de lembrar, fazendo-o com ironia e sarcasmo.

Afirma o jornalista parisiense René du Merzer, do qual promana a informação, revelada logo após o sepultamento de Kardec, que pouco depois o Professor Denizard Rivail abandonava o referido Teatro para trabalhar como guarda-livros na livraria religiosa de Pélagaud e nos escritórios de “L’Univers, influente folha católica (se assim se pode considerá-la) fundada em 1836.

Ocupado durante todo o dia, dedicava as noites à elaboração de novos e importantes livros de ensino e pedagogia, à tradução de obras do inglês e do alemão e à preparação de todos os cursos que ele, juntamente com o Prof. Lévi Alvarés, dava a alunos de ambos os sexos no Faubourg de Saint-Germain. “A educação, - frisava na época o grande discípulo de Pestalozzi - é a obra de minha vida, e todos os meus instantes eu os dedico a esta matéria”

Fundando à Rua de Sêvres n.º 35, um Liceu Polimático, ai organizou, de 1835 a 1850, cursos gratuitos de Química, Física, Astronomia e Fisiologia, “empresa digna de encômios em todos os tempos, mas, sobretudo, numa época que só um número muito reduzido de inteligências ousava enveredar por esse caminho”.

Lecionou também Matemática e Retórica, sendo vastos os seus conhecimentos filológicos e de gramática da língua francesa, como o demonstram algumas obras de sua autoria. Preconizou o desenho geométrico, a leitura ponderada, os exercícios práticos de redação, e considerou útil o estudo e o exercício da música vocal.

Aplicando todos os seus esforços no desenvolvimento das virtualidades intelectuais e morais da juventude, não lhe pode ser contradita a formação de humanista cristão. Dirigiu críticas ao método pelo qual se aprendia História, em que dava importância demasiada a datas e a fatos políticos, salientando que o verdadeiro objetivo da História deve ser “o estudo dos usos e costumes, do progresso artístico e científico das várias épocas”.

A fim de obter maior aproveitamento dos alunos, chegou a inventar um quadro mnemônico que facilitasse o estudo da História da França. Chef d’ Institution da Academia de Paris, o Prof. Denizard Rivail tornou-se membro de dezenas de Sociedades e Institutos culturais de sua Pátria, quase todos da capital.

Ë bastante longa a lista de obras didáticas que escreveu, só ou com Levy-Alvarés. O ano de publicação é, às vezes, incerto, mas julgamos útil lembrar alguns títulos, para dar ideia de sua atividade pedagógica:

“Gramática normal dos exames”, ou soluções racionais de todas as perguntas sobre gramática francesa, propostas nos exames da Sorbonne e em todas as Academias da França para obtenção de certificados e diplomas de habilitação e para admissão ao funcionalismo público, resumindo a opinião da Academia Francesa e de vários gramáticos sobre os princípios e dificuldades da língua francesa. Obra escrita em colaboração com Lévy-Al­varés.

“Curso de cálculo de cabeça”, pelo método Pestalozzi (para uso das mães de família e dos professores, no ensino de crianças pequenas).

“Tratado de Aritmética”- (3.000 exercícios e problemas graduados). Único que contém o método adotado pelo comércio e pelos bancos para o cálculo de juros.

“Questionário gramatical, literário e filosófico”, em colaboração com Levy Alvarés.

“Manual dos exames para certificados de habilitação”.

“Catecismo gramatical da língua francesa”.

“Soluções racionais das perguntas e dos problemas de aritmética e de geometria usual”, propostos nos exames do “Hôtel de Ville” e da Sorbonne.

“Solução dos exercícios e problemas do tratado completo de aritmética”.

Suas últimas obras pedagógicas publicadas foram:

“Ditados normais dos exames do “Hôtel de Ville” e da Sorbonne”.

“Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas”.

As suas obras são adotadas pela Universidade de França, o que vem coroar, de certa maneira, um quarto de século de atividades ao serviço da instrução pública.

Aliás, Rivail não renuncia aos seus “Planos e Projetos”. Depois do “Programa de estudos conformes ao plano de instrução”, editado em 1838, publica às suas custas, um “Projeto de reforma”, em que trata dos exames e dos educandários para jovens, acompanha­do de uma proposta concernente à adoção das obras clássicas pela Universidade, a respeito do novo projeto de lei do ensino, O Projeto é de 1847 e a indicação “impresso na casa do autor, Rua Mauconseil, 18, leva-nos a crer que Rivail se tivesse mudado da Rua de Sévres.

Também é interessante notar que, entre os seus títulos citados na obra “Membro da Real Academia de Ciências Naturais de França, etc. já não figura o de discípulo de Pestalozzi”. Isto não significa, entretanto, que o autor tivesse esquecido completamente as lições do mestre sobre a “natureza da criança”, o “papel da mãe e do Professor-Jardineiro”.

Vemos que Rivail, ao término de longa atividade e experiência pedagógica estava preparado para a outra tarefa, a fundação do Espiritismo. Foi graças à sua clareza e concisão - rigor todo cartesiano - que ele conseguiu por em evidência tudo o que era válido no fato espírita.

Em toda a obra espírita não encontramos um episódio sequer em que Allan Kardec se deixasse arrastar por palavras descontroladas ou por alguma divagação inspirada. Isto prova que soube canalizar o seu substrato religioso no rumo da explicação positiva.

E é exatamente isto que constitui a mais profunda característica do Espiritismo. Mais do que nunca, somos levados a pensar que a vida de Allan Kardec e a fundação do Espiritismo são coincidentes.

À força de escrever obras de aritmética, de geometria, de química, de física, de história, de literatura, etc. Rivail tinha-se tornado homem de grande instrução. Nada lhe era desconhecido. Sua curiosidade baseava-se em sólido método de pesquisas. Embora trabalhando para a educação das crianças do seu país, transforma-se em homem sem pátria, sem ligações particulares.

É o homem universal. As ciências, o estudo das humanidades, ensinaram-lhe que o homem, para ser verdadeiramente livre, deve tomar consciência de seu universalismo. O espírito de tolerância, de caridade, deve ser mais forte que o de clã, de seita ou de igreja, de grupo limitado no tempo e no espaço.

Ao cessar a publicação de seus trabalhos pedagógicos, Rivail passou a se interessar mais pelos problemas sociais. Ao mesmo tempo sua curiosidade era despertada para os fenômenos “Insólitos”, que se produziam e eram observados na América, na Inglaterra e na Alemanha. A carreira do Prof. Rivail estava. Chegando ao fim. Allan Kardec vai surgir e não é tão somente.

Allan Kardec e o Espiritismo

Foram os fenômenos ocorridos por volta de 1857. em Hydesville (Estado de New York), na casa da família Fox que, subitamente despertou o interesse do professor. Esses fenômenos eram fortes pancadas que começaram a se fazer ouvir no quarto das irmãs Catherine (Kate) e Margaret. Essas pancadas levaram Catherine (Kate), com apenas nove anos de idade, a desafiar o invisível autor dessas pancadas, produzindo outras pancadas; as quais foram imediatamente respondidas.

Este episódio que marcou a grande descoberta da possibilidade.

de comunicação entre os vivos e os espíritos. Por essa mesma época ocorria em Paris o famoso fenômeno das “mesas falantes”, que consistia em se fazer perguntas ao redor de uma mesa. As respostas vinham em forma de pancadas, sem que ninguém conseguisse explicar tal mistério.

Amigos de Rivail insistiram para que o professor assistisse tais fenômenos que tanto intrigavam os assistentes. Depois de atender o convite, o próprio professor Rivail relatou:

“De repente, eu me encontrava no meio de um fato esdrúxulo, contrário às leis da natureza. A ideia de uma mesa falante não cabia na minha mente; mas tudo que sucedia devia ter uma explicação”.

E para encontrar essa explicação é que o professor Rivail começou a estudar com afinco. Utilizava-se de cadernos onde ele anotava as respostas para as perguntas que formulava. Em contato com médiuns espalhados por vários países, constatou que as respostas eram as mesmas para muitos deles; sem que houvesse nenhum contato preestabelecido.

Constatou também que esses seres extracorpóreos nem sempre eram mais sábios que os vivos. Tratava-se de espíritos de homens que haviam morrido, mas que continuavam tão humanos e cheios de falhas como quando vivos. E que os médiuns de moral elevado recebiam respostas inteligentes e no mesmo nível; enquanto os médiuns moralmente medíocres e até perversos recebiam mensagens de conteúdo banal e inútil.

A partir desse trabalho investigativo é que surgiu “O Livro dos Espíritos”, lançado em Paris, em 18 de abril de 1857; sob o pseudônimo de Allan Kardec; como passou a se tornar conhecido.

Foi assim que surgiu o Espiritismo sob orientação de Espíritos Superiores, apoiados na maturidade moral e cultural de Allan Kardec, que foi o codificador.

É ainda Allan Kardec quem esclarece:

“A fé raciocinada se apóia nos fatos e na lógica, não deixa qualquer obscuridade: crê-se porque se tem certeza e só se está certo quando se compreendeu”.

A Doutrina Espírita, que começou como Ciência e Filosofia, mostra a igualdade entre os homens perante a Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a generosidade mútua. Sintetiza a concepção evolucionista:

Nascer, Morrer, Renascer e Progredir sem cessar, tal é a lei.

Revista Internacional de Espiritismo - Julho - 1969

Diploma de membro da Sociedade Nacional de Educação

Diploma de membro do Instituto Histórico, Paris

Diploma de membro da Sociedade de Agricultura do Departamento de L' Ain

Diploma de membro da Sociedade de Frenologia de Paris

Diploma de membro da Sociedade de Gramática, Paris

Diploma de membro da Sociedade de Incentivo à Indústria Nacional

Diploma de membro da Sociedade Francesa de Estatística Universal

 

Ver no site as obras completas de Allan Kardec

Fontes: Federação Espírita do Paraná (Documentos Históricos de Allan Kardec)

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (O Espiritismo De Kardec Aos Dias De Hoje - Filme Completo - Documentário Produzido pela Federação Espírita do Brasil)

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Jorge Hessen - Programa Espiritismo em Foco - Rivail e Kardec)

"A educação é a arte de formar os homens, isto é, a arte de fazer eclodir neles os germes da virtude e abafar os do vício; de desenvolver sua inteligência e de lhes dar instrução própria às suas necessidades; enfim de formar o corpo e de lhe dar força e saúde. Numa palavra, a meta da educação consiste no desenvolvimento simultâneo das faculdades morais, físicas e intelectuais"

O Professor Rivail "Plano proposto para a melhoria da educação pública"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Artigo Espíritas - Kardec, o Pedagogo (Revista Internacional de Espiritismo - Julho - 1969)

 

H.- L.- D. RIVAIL - Plano proposto para a melhoria da educação pública (1828)

 

H.- L.- D. RIVAIL - Discurso pronunciado na distribuição de prêmios (1834)

 

H.- L.- D. RIVAIL - Projeto de reforma de exames e de educandários para moças (1847)

 

H. L. D. Rivail - Cours pratique et théorique d'arithmétique - Tome Premier (1824) (Fr)

 

H. L. D. Rivail - Cours pratique et théorique d'arithmétique - Tome Second (1824) (Fr)

 

H. L. D. Rivail - Cours complet théorique et pratique d'arithmétique contenant près de 3000 exercices (1847) (Fr)

 

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